OLHE QUE NÃO

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Posts Tagged ‘pintura’

O ANIVERSÁRIO

Posted by J. Vasco em 12/10/2011

Marc Chagall, O Aniversário, 1915

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PRIMEIRO DE MAIO (II)

Posted by J. Vasco em 01/05/2011

Diego Rivera, Desfile do 1º de Maio em Moscovo, 1956

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1979

Posted by J. Vasco em 29/12/2010

O autor deste cartaz é meu tio – e chama-se Arlindo Fagundes. Não será tal laço de parentesco, no entanto, que me leva a afirmar que nunca houve outro cartaz igual: nem tão belo, nem tão original.  Na forma e no conteúdo, no explícito e no implícito, no conjunto e nos detalhes. Apreciem.

Com um abraço ao meu tio Arlindo

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PARA A PATRÍCIA B. ET POUR CAUSE (II)

Posted by J. Vasco em 19/09/2010

Aqui pelo estaminé, este tem sido o post mais visitado no último mês.

Falta, entretanto, dar sequência à Aula e ao Ensaio. Eis a noite de estreia:

Degas, A estrela, ou a dançarina em cena, 1878

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OS CONSTRUTORES

Posted by J. Vasco em 11/09/2010

ou… uma das dimensões da praxis transformadora

Fernand Léger, Os construtores, 1950

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O MOMENTO CULMINANTE

Posted by J. Vasco em 14/06/2010

Rembrandt, Abraão e Isaac, 1634

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A VOZ DO DONO NÃO APAGARÁ A VERDADE

Posted by J. Vasco em 31/05/2010

Diego Rivera, Desfile do 1º de Maio em Moscovo, 1956

 

A cobertura e a difusão mediáticas da manifestação de dia 29 de Maio foram vergonhosas. A Lusa falou em centenas de participantes e teve a réplica devida por parte da TSF, que acriticamente reproduziu a mentira à saciedade. O órgão central da SONAE reservou um espacinho da primeira página de dia 30 para se referir à manifestação, ocupando-a, em mais de cinquenta por cento do espaço, com a cara de Ronaldo como chamada para uma entrevista com a personagem. E o inefável Nuno Sá Lourenço, esse escriba direitista sempre disponível para a infâmia, chegou à «conclusão» de que a iniciativa foi um fracasso e de que não «havia condições» para a greve geral. A televisão, essa, utilizou a técnica conhecida de fechar os planos para impedir uma percepção adequada da amplitude e da dimensão real da manifestação.

Tudo isto é um sinal claro de fragilidade e de receio por parte da burguesia. Estas medidas são sinal de fraqueza – e não de força. A luta expande-se, ganha dimensão internacional. Há, por isso mesmo, que continuá-la e que aprofundá-la.

NOTA: Para tomar contacto com as «centenas» de manifestantes, CONSULTAR AQUI UMA GALERIA DE FOTOS DA MANIFESTAÇÃO.

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3 DE MAIO DE 1808. FOI HÁ 202 ANOS

Posted by J. Vasco em 06/05/2010

Francisco Goya, El Tres de Mayo de 1808, 1814

 

CARTA A MEUS FILHOS

Sobre os fuzilamentos de Goya

Não sei, meus filhos, que mundo será o vosso.
É possível, porque tudo é possível, que ele seja
aquele que eu desejo para vós. Um simples mundo,
onde tudo tenha apenas a dificuldade que advém
de nada haver que não seja simples e natural.
Um mundo em que tudo seja permitido,
conforme o vosso gosto, o vosso anseio, o vosso prazer,
o vosso respeito pelos outros, o respeito dos outros por vós.
E é possível que não seja isto, nem seja sequer isto
o que vos interesse para viver. Tudo é possível,
ainda quando lutemos, como devemos lutar,
por quanto nos pareça a liberdade e a justiça,
ou mais que qualquer delas uma fiel
dedicação à honra de estar vivo.
Um dia sabereis que mais que a humanidade
não tem conta o número dos que pensaram assim,
amaram o seu semelhante no que ele tinha de único,
de insólito, de livre, de diferente,
e foram sacrificados, torturados, espancados,
e entregues hipocritamente à secular justiça,
para que os liquidasse «com suma piedade e sem efusão de sangue.»
Por serem fiéis a um deus, a um pensamento,
a uma pátria, uma esperança, ou muito apenas
à fome irrespondível que lhes roía as entranhas,
foram estripados, esfolados, queimados, gaseados,
e os seus corpos amontoados tão anonimamente quanto haviam vivido,
ou suas cinzas dispersas para que delas não restasse memória.
Às vezes, por serem de uma raça, outras
por serem de uma classe, expiaram todos
os erros que não tinham cometido ou não tinham consciência
de haver cometido. Mas também aconteceu
e acontece que não foram mortos.
Houve sempre infinitas maneiras de prevalecer,
aniquilando mansamente, delicadamente,
por ínvios caminhos quais se diz que são ínvios os de Deus.
Estes fuzilamentos, este heroísmo, este horror,
foi uma coisa, entre mil, acontecida em Espanha
há mais de um século e que por violenta e injusta
ofendeu o coração de um pintor chamado Goya,
que tinha um coração muito grande, cheio de fúria
e de amor. Mas isto nada é, meus filhos.
Apenas um episódio, um episódio breve,
nesta cadeia de que sois um elo (ou não sereis)
de ferro e de suor e sangue e algum sémen
a caminho do mundo que vos sonho.
Acreditai que nenhum mundo, que nada nem ninguém
vale mais que uma vida ou a alegria de tê-la.
É isto o que mais importa – essa alegria.
Acreditai que a dignidade em que hão-de falar-vos tanto
não é senão essa alegria que vem
de estar-se vivo e sabendo que nenhuma vez alguém
está menos vivo ou sofre ou morre
para que um só de vós resista um pouco mais
à morte que é de todos e virá.
Que tudo isto sabereis serenamente,
sem culpas a ninguém, sem terror, sem ambição,
e sobretudo sem desapego ou indiferença,
ardentemente espero. Tanto sangue,
tanta dor, tanta angústia, um dia
– mesmo que o tédio de um mundo feliz vos persiga –
não hão-de ser em vão. Confesso que
muitas vezes, pensando no horror de tantos séculos
de opressão e crueldade, hesito por momentos
e uma amargura me submerge inconsolável.
Serão ou não em vão? Mas, mesmo que o não sejam,
quem ressuscita esses milhões, quem restitui
não só a vida, mas tudo o que lhes foi tirado?
Nenhum Juízo Final, meus filhos, pode dar-lhes
aquele instante que não viveram, aquele objecto
que não fruíram, aquele gesto
de amor, que fariam «amanhã».
E, por isso, o mesmo mundo que criemos
nos cumpre tê-lo com cuidado, como coisa
que não é nossa, que nos é cedida
para a guardarmos respeitosamente
em memória do sangue que nos corre nas veias,
da nossa carne que foi outra, do amor que
outros não amaram porque lho roubaram.

Jorge de Sena, 1959

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A RUA

Posted by J. Vasco em 25/04/2010

A poesia está na rua, Maria Helena Vieira da Silva

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PARA A PATRÍCIA B. ET POUR CAUSE

Posted by J. Vasco em 18/04/2010

Degas, Aula de dança, 1872

Degas, O ensaio, 1873-78

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CONTRA O DIA DE CHUVA, O AZUL DE PICASSO

Posted by J. Vasco em 16/04/2010

Picasso, Mulheres Correndo na Praia, 1922

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«ENTERRO EM ORNANS»: COURBET, UM DISCÍPULO DE FEUERBACH? (II)

Posted by J. Vasco em 09/04/2010

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O MOMENTO PARA HOPPER: PRESENTE COM PASSADO E COM FUTURO (VI)

Posted by J. Vasco em 08/04/2010

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PETROV-VODKIN

Posted by * em 06/04/2010

Petrov-Vodkin (1878-1939), pintor e escritor soviético, utilizava recursos estéticos herdados da arte religiosa para criar obras profanas de enorme sensibilidade. Vejam a beleza polissémica deste “1918 em Petrogrado/ A madona de Petrogrado”, de 1920:


Em obras como “A morte de um comissário”, de 1928, quadro de  um dramatismo pungente,  Petrov-Vodkin trabalhou a “perspectiva esférica”, distorção intencional para aumentar o poder da imagem. Esta distorção intencional, com vista à apreensão significativa do essencial, tem por base a perspectiva iconográfica bizantina.


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«A ORIGEM DO MUNDO»: COURBET, UM DISCÍPULO DE FEUERBACH?

Posted by J. Vasco em 24/03/2010

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O MOMENTO PARA HOPPER: PRESENTE COM PASSADO E COM FUTURO (V)

Posted by J. Vasco em 24/03/2010

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O MOMENTO PARA HOPPER: PRESENTE COM PASSADO E COM FUTURO (IV)

Posted by J. Vasco em 17/03/2010

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O MOMENTO PARA HOPPER: PRESENTE COM PASSADO E COM FUTURO (III)

Posted by J. Vasco em 12/03/2010

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O MOMENTO PARA HOPPER: PRESENTE COM PASSADO E COM FUTURO (II)

Posted by J. Vasco em 06/03/2010

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O MUNDO DE CHRISTINA

Posted by * em 05/03/2010

(Christina’s World, de Andrew Wyeth)

A longitude materializada, o pulsar da distância, a força do intervalo que se nega com o olhar, o mirar que galga o que o corpo não consegue percorrer, a fraqueza e a força de uma ânsia pungente mas tranquila, o afã inquieto mas sereno, a harmonia dos vários movimentos quase imperceptíveis… tudo é belo, tudo é sublime neste quadro. Exemplo de como a obra pode transcender, em grandeza, o próprio artista.

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DE SOL A SOL

Posted by J. Vasco em 05/03/2010

Para protecção dos trabalhadores envolvidos, não se mencionarão os seus nomes, nem o da directora que os insultou, nem o da escola pública em que a situação ocorreu. Limitar-me-ei a descrever o essencial da situação, que reflecte, de resto, o que se passa pelo país fora.

Os trabalhadores em causa, técnicos superiores, trabalham oito horas por dia. Não têm estatuto de funcionários públicos, mas a avaliação do SIADAP já lhes foi imposta. As sugestões constantes de que são incompetentes, trabalham pouco e são desinteressados sucedem-se. Em várias reuniões, a directora da escola elogiou o regime de recibos verdes que vigora no privado – tanto em relação aos técnicos, como no que se refere ao corpo docente.

Ontem, numa reunião particular com uma trabalhadora com o objectivo de estabelecer competências a atingir no âmbito do SIADAP, reincidiu nos impropérios, e acrescentou esta pérola: «vocês não vestem a camisola. Isto é para cumprir as metas, não é para fazer horários de oito horas por dia. Se for preciso ficam aqui a trabalhar até às quatro da manhã, ou trabalham de sol a sol. E nem pensem em horas extraordinárias – porque eu não pago».

Quanto à fibra salazarenta da senhora, que até convive mal com o nome da própria escola de que é directora (o patrono é um escritor de esquerda) – estamos conversados. Qualquer pessoa com mais de quarenta anos em Portugal sabe o que significava trabalhar de sol a sol e sabe o que custou conquistar o horário de trabalho de oito horas.

Quanto à gravidade de que se reveste esta atitude em termos institucionais – nunca estaremos conversados o suficiente. Lembremos tão-só que um organismo público é um órgão do sistema constitucional português, saído da revolução de Abril. A constituição que temos já não é a de 2 de Abril de 1976. Mas mesmo depois de todas as desfigurações reaccionárias de que foi sendo alvo ao longo dos últimos 34 anos, ainda hoje ela não consagra o trabalho de sol a sol. Não porque a burguesia e os seus representantes políticos não o quisessem, mas porque os trabalhadores organizados, até aqui, o conseguiram impedir.

Mas a guarda não pode baixar. Eles andam aí. E andam aí porque a situação objectiva assim o permite, porque a burguesia está na ofensiva desde 1989-91.

Esta situação não é uma raridade no panorama laboral português. Ao contrário do que nos querem vender alguns patuscos, é o pão nosso de cada dia.   

Desenho de João Abel Manta

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O MOMENTO PARA HOPPER: PRESENTE COM PASSADO E COM FUTURO

Posted by J. Vasco em 03/03/2010

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