OLHE QUE NÃO

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Posts Tagged ‘Música’

TERREIRO DO PAÇO, TERREIRO DO POVO (II)

Posted by J. Vasco em 10/02/2012

É JÁ AMANHÃ: MANIFESTAÇÃO NACIONAL, 15H, NO TERREIRO DO POVO

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DO “PAGAMENTO” DA “DÍVIDA” (II)

Posted by qmiguel em 11/12/2011

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O NEGÓCIO DA CARIDADEZINHA

Posted by J. Vasco em 20/11/2011

 

«O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, anunciou em Vila Real, neste sábado, que o Governo vai devolver às misericórdias os hospitais públicos que foram nacionalizados depois do 25 de Abril de 1974».

via Público

 

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DO “PAGAMENTO” DA “DÍVIDA”

Posted by qmiguel em 29/10/2011

 

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ONDE COMEÇA? ONDE ACABA?

Posted by J. Vasco em 08/10/2011

A Sonata Opus 57 de Beethoven, mais conhecida por «Appassionata», exige do intérprete, a um tempo, alto grau de virtuosismo técnico e  agudíssima inteligência interpretativa. Exige que o virtuosismo seja o meio de materializar a paleta de sentimentos, ideias e representações que dão nervo ao trecho musical. Valentina Lisitsa, ucraniana, é a reunião incarnada destes dois elementos. O diálogo que estabelece com o piano, o conhecimento do pormenor de que dá mostras, a emoção (in)contida que pulsa em cada movimento seu, fazem de Valentina Lisitsa uma digna sucessora de Claudio Arrau, Arthur Rubinstein, Glenn Gould ou Sviatoslav Richter na execução da «Appassionata». No final, a mesma interrogação permanece: onde começa o piano e onde acaba Valentina Lisitsa?

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POR ISSO É QUE O CAMINHO NÃO É SEMPRE EM FRENTE

Posted by J. Vasco em 31/05/2011

 

Pedro Rodrigues e Diana Dionísio (neta de Mário Dionísio), «Pedro e Diana», fazem  da melhor e mais interessante música em Portugal. A criatividade da dupla firma-se numa apropriação genuína e crítica da música popular portuguesa (que conhecem de trás para a frente), numa valorização da língua portuguesa e das suas possibilidades semânticas e lúdicas, numa crítica social cheia de ironia e de irrisão, e numa grande mestria de composição e de trabalho formal.

«Por isso é que o caminho não é sempre em frente» dialoga directamente com «Tinha uma sala mal iluminada», do Zeca Afonso. A dado passo, diz o Zeca: «o caminho é só um, é sempre em frente». Tanto o Zeca como o Pedro e a Diana, cada um a seu modo e a níveis diferentes, têm razão. Mas esta música do Pedro e da Diana fascina-me. Está carregada de dialéctica. Sendo em frente, o caminho não é, de facto, sempre em frente. Nem em termos objectivos, nem em termos subjectivos. Há a rocha grande, o atalho, os malmequeres, o alcatrão… E há a subjectividade humana que os enfrenta, que os trabalha, que os pensa, que os sente…

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NAUFRÁGIO

Posted by J. Vasco em 02/01/2011

Pus o meu sonho num navio
e o navio em cima do mar;
– depois, abri o mar com as mãos,
para o meu sonho naufragar

Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre de meus dedos
colore as areias desertas. 

O vento vem vindo de longe,
a noite se curva de frio;
debaixo da água vai morrendo
meu sonho, dentro de um navio…

Chorarei quanto for preciso,
para fazer com que o mar cresça,
e o meu navio chegue ao fundo
e o meu sonho desapareça.

Depois, tudo estará perfeito;
praia lisa, águas ordenadas,
meus olhos secos como pedras
e as minhas duas mãos quebradas.
 

«Canção», de Cecília Meireles. Clique aqui para “ouvir” o poema.

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OS CÃES DE GUARDA DO LIXO COMERCIAL

Posted by J. Vasco em 29/12/2010

Aqui fica, com a devida vénia e com o merecido aplauso, este excelente post do Bruno Carvalho, no 5dias.

Para além de tudo aquilo que o Bruno diz, há quatro coisas que eu gostaria de acrescentar.

1 – Através da promoção do lixo comercial, o formato e a dinâmica do programa visam mais. A partir da figura do «júri», visam ditar comportamentos, atitudes, sentimentos e valores, todos eles girando em torno de um eixo fundamental: o diktat do mercado é todo-poderoso, é ele que sabe, que determina, que estabelece. Face a ele, devem claudicar a cultura genuína, o gosto trabalhado, a individualidade produtora. Se não és do mercado, não és – eis a divisa do «Ídolos».

2 – A verdadeira cultura não cabe na competiçãozinha manhosa, que elimina da face da Terra quem «não vende» e que consagra «o melhor» com holofotes, néons e lantejoulas. Como se pode pôr em competição Beethoven e Bach, Vermeer e Rubens, Camilo e Eça, Shakespeare e Eurípides, Hitchcock e Bergman? A verdadeira cultura exige trabalho sério, conhecimento das heranças a partir das quais se trabalha, dedicação, tempo, amor. A verdadeira cultura transforma duradouramente o ser humano: na compreensão que adquire de si mesmo, dos outros e do mundo, nos desejos que o animam, na vivência sentimental, ética e política. A cultura não é um leve «digest» para «passar o tempo», como alguns gostam de dizer. O «Ídolos» pretende reduzir a música a um momento inconsequente que se esgota nuns acordes simples que soam bem ao ouvido, um momento que não exige o trabalho da compreensão e que mantém tudo como está – seja a vivência interior, seja a realidade social.

3 – Nas circunstâncias actuais, a conversa de que há lugar para tudo, incluindo para o lixo comercial inconsequente, é conversa de chacha, boa para amolecer os espíritos e a racionalidade crítica. Hoje não há tal coisa; não há, em pé de igualdade, a música comercial entre, ou ao lado, de muitas outras manifestações musicais. O comercial e as leis do mercado invadem tudo, são o deus único, um rolo compressor que subsume à sua lógica qualquer coisa que veja a luz da existência. A hipocrisia e o cinismo dos falsos calimeros não podem passar em claro.

4 – Os dois indivíduos das pontas da mesa são do mais indigno que já se viu. O da direita é um bronco malcriado, um simples burgesso. O da ponta oposta é tudo isso, mas é também alguém que odeia qualquer coisa que cheire a esquerda e a cultura, e é com o fito de abjurar essas maldições vermelhas que emite a sua verborreia. Verborreia, por certo, sanamente comercial.

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AS BARBAS NÃO FAZEM MAL A NINGUÉM

Posted by J. Vasco em 07/12/2010

Ouvir aqui «Madalena», de José Barata-Moura (depois de «Joana Come a Papa»)

Madalena senhora corajosa
quando vê um cão
serena e toda majestosa
faz-lhe festas com a mão
Madalena sentada não chega os pés ao chão

Madalena menina traquinas
quando vê um gato
corre logo a esconder-se numa esquina
dá-lhe com o sapato
Madalena olha que isso não se faz ao gato

Madalena perde o ar valentão
se ao pé de mim vem
não tem medo do gato nem do cão
ai, mas de mim tem
Madalena as barbas não fazem mal a ninguém

*A grande beleza e originalidade do cancioneiro infantil de José Barata-Moura está em que as crianças não são vistas nem tratadas como serzinhos idiotas e atrasados, mas como agentes portadores de sentimentos próprios e de dignidade aos quais há que atender.

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NAS CHAMAS

Posted by * em 01/12/2010

Vídeo escolhido por Jaydeep para inserir no blog:

Sleep Now In The Fire

Rage Against The Machine

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CUIDEI QUE TINHA MORRIDO

Posted by J. Vasco em 01/12/2010

A história de Narciso. Uma pérola escrita por Pedro Homem de Mello e cantada pela voz de Amália.

Ao passar pelo ribeiro, onde às vezes me debruço
Fitou-me alguém corpo inteiro, dobrado como um soluço
Pupilas negras tão lassas, raízes iguais às minhas
Meu amor, quando me enlaças, porventura as adivinhas

Que palidez nesse rosto sob o lençol do luar
Tal e qual quem ao sol posto estivera a agonizar
Deram-me então por conselho tirar de mim o sentido
Mas depois vendo-me ao espelho cuidei que tinha morrido

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SIM… QUANTOS ANOS, QUANTO TEMPO?

Posted by J. Vasco em 23/10/2010

How many roads must a man walk down
Before you call him a man ?
How many seas must a white dove sail
Before she sleeps in the sand ?
Yes, how many times must the cannon balls fly
Before they’re forever banned ?
The answer my friend is blowin’ in the wind
The answer is blowin’ in the wind.

Yes, how many years can a mountain exist
Before it’s washed to the sea ?
Yes, how many years can some people exist
Before they’re allowed to be free ?
Yes, how many times can a man turn his head
Pretending he just doesn’t see ?
The answer my friend is blowin’ in the wind
The answer is blowin’ in the wind.

Yes, how many times must a man look up
Before he can see the sky ?
Yes, how many ears must one man have
Before he can hear people cry ?
Yes, how many deaths will it take till he knows
That too many people have died ?
The answer my friend is blowin’ in the wind
The answer is blowin’ in the wind.

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VÊ LÁ COMO VENHO EU…

Posted by J. Vasco em 13/10/2010

Dedicado aos 33 mineiros do Atacama (que representam os mineiros de todo o mundo):


Nas minas de Aljustrel
Tralalalalalalala
Morreram muitos mineiros, vê lá!
Vê lá companheiro, vê lá!
Vê lá como venho eu…
Tralalalalalalala
Trago a cabeça aberta…
Tralalalalalalala
Que me abriu uma barreira, vê lá!
Vê lá companheiro, vê lá!
Vê lá como venho eu…
Tralalalalalalala
Trago a camisa rota…
Tralalalalalalala
E sangue de um camarada, vê lá!
Vê lá companheiro, vê lá!
Vê lá como venho eu…
Tralalalalalalala
Santa Barbara bendita…
Tralalalalalalala
Padroeira dos mineiros, vê lá!
Vê lá companheiro, vê lá!
Vê lá como venho eu…

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ÁGUAS QUE O VERÃO FECHAM

Posted by J. Vasco em 11/10/2010

Que a música, ou qualquer expressão artística, não se esgota na sempre necessária mestria técnica, prova-o um momento como o que segue, marcado pela interacção inteligente, pela cumplicidade e pela genuinidade. Isto não o compreenderá a cultura dominante do pós-modernismo, que navega no vazio e no formalismo oco.  

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AS MÚSICAS DESTA NOITE

Posted by Patrícia B. em 02/10/2010

Valsinha

Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a de um jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto convidou-a pra rodar
Então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado, cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se ousava dar
E cheios de ternura e graça foram para a praça e começaram a se abraçar
E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade que toda cidade se iluminou
E foram tantos beijos loucos, tantos gritos roucos como não se ouviam mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu
Em paz.
 
(Chico Buarque e Vinicius de Moraes, voz de Cristina Motta)

Meio bicho e fogo

Parte o navio
Para o labirinto
Sai o navio
De fio vermelhoVai ardendo
A linha de água
E o combustível
Vem do temporal

E afogarei
No amor que vier
Eu afogarei
Sou tão impuro
E tudo sai do navio
Para o labirinto
Para mim

Que tonto
E difícil
Um mítico corpo
Meio bicho e fogo
Minotauro bomba

Prestes a rebentar
Da cega mordo
O navio afundar
Sobre o temporal

E afogarei
No amor que vier
Eu afogarei
Sou tão impuro
E tudo sai do navio
Para o labirinto
Para mim

Para o labirinto
Para fim

Para o labirinto
Para mim

(Governo, música de Miguel Pedro, letra e voz de valter hugo mãe)

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EU NÃO CANTO POR CANTAR

Posted by J. Vasco em 11/09/2010

Manifiesto, Victor Jara

Yo no canto por cantar
ni por tener buena voz
canto porque la guitarra
tiene sentido y razon,

tiene corazon de tierra
y alas de palomita,
es como el agua bendita
santigua glorias y penas,
aqui se encajo mi canto
como dijera Violeta
guitarra trabajadora
con olor a primavera.
 

 

Que no es guitarra de ricos
ni cosa que se parezca
mi canto es de los andamios
para alcanzar las estrellas,
que el canto tiene sentido
cuando palpita en las venas
del que morira cantando
las verdades verdaderas,
no las lisonjas fugaces
ni las famas extranjeras
sino el canto de una alondra
hasta el fondo de la tierra.
 

 

Ahi donde llega todo
y donde todo comienza
canto que ha sido valiente
siempre sera cancion nueva.

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RI, IRENE

Posted by J. Vasco em 03/09/2010

Dedicado a Irene Lisboa e a Maria Velho da Costa

Vinicius de Moraes, Maria Creuza e Toquinho no tema “feminista” Irene 

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SEI DE UM RIO

Posted by J. Vasco em 19/08/2010

Camané em grande. Poema de Pedro Homem de Mello, música de Alain Oulman, produção de José Mário Branco, vídeo de Bruno de Almeida.

Sei de um rio
sei de um rio
em que as únicas estrelas
nele sempre debruçadas
são as luzes da cidade

Sei de um rio
sei de um rio
rio onde a própria mentira
tem o sabor da verdade
sei de um rio

Meu amor dá-me os teus lábios
dá-me os lábios desse rio
que nasceu na minha sede
mas o sonho continua

E a minha boca até quando
ao separar-se da tua
vai repetindo e lembrando
sei de um rio
sei de um rio

Sei de um rio
até quando

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LATA MANGESHKAR: “VOA, PÁSSARO MEU”

Posted by Jayanti Dutta em 18/08/2010

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REPENTISTAS E EMBOLADORES

Posted by * em 14/08/2010

A arte dos repentistas nordestinos é algo quase sobre-humano: vejam como eles improvisam, inventando versos acerca das pessoas que os rodeiam. Incrível!

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RESPOSTA…

Posted by Patrícia B. em 21/07/2010

Com voz, e de mulher!

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SUMMERTIME

Posted by J. Vasco em 21/07/2010

O grande clássico Summertime, pelo enorme Keith Jarrett. A ver se o summertime chega de vez.

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A GENTE NÃO LÊ

Posted by * em 01/07/2010

Que linda canção e que linda a versão de Isabel Silvestre


 

 .Ai senhor das furnas

Que escuro vai dentro de nós

Rezar o terço ao fim da tarde

Só para espantar a solidão

Rogar a Deus que nos guarde

Confiar-lhe o destino na mão

.

Que adianta saber as marés

Os frutos e as sementeiras

Tratar por tu os ofícios

Entender o suão e os animais

Falar o dialecto da terra

Conhecer-lhe o corpo pelos sinais

.

..E do resto entender mal

Soletrar assinar em cruz

Não ver os vultos furtivos

Que nos tramam por trás da luz

.

.

Aí senhor das furnas

Que escuro vai dentro de nós

A gente morre logo ao nascer

Com olhos rasos de lezíria

De boca em boca passar o saber

Com os provérbios que ficam na gíria

.

..De que nos vale esta pureza

Sem ler fica-se pederneira

Agita-se a solidão cá no fundo

Fica-se sentado à soleira

A ouvir os ruídos do mundo

E a entendê-los à nossa maneira

.

.

Carregar a superstição

De ser pequeno ser ninguém

E não quebrar a tradição

Que dos nossos avós já vem

Composição de Carlos Tê / Rui Veloso

Canta Isabel Silvestre

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NÃO ME PEÇAM RAZÕES

Posted by * em 24/06/2010

Luís Cília canta José Saramago:

Não me peçam razões, que não as tenho,

Ou tenho quantas queiram: bem sabemos

Que razões são palavras, nascem todas

Da mansa hipocrisia que aprendemos.

.

Não me peçam razões por que se entenda

A força da maré que me enche o peito,

Este estar mal no mundo e nesta lei:

Não fiz a lei e o mundo não aceito.

.

Não me peçam razões, ou sombra delas,

Deste gosto de amar e destruir:

Nos excessos do ser é que amanhece

A cor da Primavera que há-de vir.

.

Canção criada a partir do poema de José Saramago

“Não me peçam razões”, in “Os Poemas Possíveis”

.

.

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PARA O JOÃO FERRO, COM MÚSICA

Posted by Patrícia B. em 23/06/2010

Ao João Ferro dedico esta versão musicada da canção Solidaritätslied, de Ernst Busch. A música original data de 1931 e esta é uma versão gravada após a Segunda Guerra Mundial.

A partir de hoje a força desta melodia ficará sempre associada, na minha memória, ao jornalista e camarada João Ferro. Ela representa já os breves momentos em que me cruzei com a sua figura simpática, delicada e cheia de vida e histórias lá dentro. Muitas terão ficado por contar.

“Avante, não esqueçamos a solidariedade

[…]

A manhã, de quem é a manhã?

O mundo, de quem é o mundo?” (E. Busch)

Não esquecerei, meu caro João.

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YESUDAS

Posted by J. Vasco em 02/06/2010

 

Kattassery Joseph Yesudas tem 70 anos. Canta músicas populares indianas e compõe música clássica indiana, filão artístico com fundas e remotas raízes. Das vinte e uma línguas nacionais faladas na Índia, só não canta em duas delas: o assamês e o caxemira. Uma visita ao seu site oficial pode ser feita, com proveito, aqui.

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WICH SIDE ARE YOU ON?

Posted by J. Vasco em 29/05/2010

Pete Seeger, que caminha a nosso lado na luta pelo futuro

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PABLO & MARTÍ

Posted by * em 13/05/2010

.

Yo soy un hombre sincero
de donde crece la palma
y antes de morirme quiero
echar mis versos del alma.

.

Yo vengo de todas partes
y hacia todas partes voy,
arte soy entre las artes
y en los montes, monte soy.

.

.

Oculto en mi pecho bravo
la pena que me lo hiere:
el hijo de un pueblo esclavo
vive por él, calla y muere.

.

Yo he visto al águila herida
volar al azul sereno
y morir en su guarid
a
la víbora del veneno.

.

Temblé una vez, en la reja,
a la puerta de la viña
cuando la bárbara abeja
picó en la frente a mi niña.

.

Gocé una vez, de tal suerte
que gocé cual nunca, cuando
la sentencia de mi muerte
leyó el alcaide llorando.

Mírame, madre, y por tu amor no llores,

si esclavo de mi edad y mis doctrinas

tu mártir corazón llené de espinas,

piensa que nacen entre espinas flores.

Un verso forjé
donde crece la luz.
¡Y América y el hombre digno sea!

Pablo Milanés canta José Martí

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MULHER EU SEI

Posted by J. Vasco em 10/05/2010

Chico César e Ana Carolina, em Mulher eu sei

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NA PRIMAVERA, OS PÁSSAROS

Posted by J. Vasco em 06/05/2010

O grande António Pinho Vargas, em Dança dos Pássaros.

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E PORQUE É QUASE 25 DE ABRIL

Posted by * em 23/04/2010

Momentos em que Portugal se eleva ao que de melhor pode a humanidade

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ACORDAI!

Posted by J. Vasco em 22/04/2010

Acordai, de Fernando Lopes Graça e José Gomes Ferreira. Aqui, versão do Grupo Coral de São Domingos, numa produção de Samuel para o Cine-Teatro Curvo Semedo, em Montemor-o-Novo, por ocasião das comemorações do 25 de Abril do ano passado.

O 25 de Abril está à porta. Para milhões de pessoas, foi uma época de despertar e de acordar para a vida social e política, imprimindo rápidas e profundas transformações na sociedade portuguesa. Acordar, acordar sempre!

 

Acordai
acordai
homens que dormis
a embalar a dor
dos silêncios vis
vinde no clamor
das almas viris
arrancar a flor
que dorme na raiz
 

 

 

Acordai
acordai
raios e tufões
que dormis no ar
e nas multidões
vinde incendiar
de astros e canções
as pedras do mar
o mundo e os corações
 

 

 

Acordai
acendei
de almas e de sóis
este mar sem cais
nem luz de faróis
e acordai depois
das lutas finais
os nossos heróis
que dormem nos covais
Acordai!

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INOVAR É A MELHOR FORMA DE CONSERVAR

Posted by J. Vasco em 18/04/2010

Bach vive não no órgão dos medíocres, mas antes no piano deste génio herético.

Este nosso amigo, Gould de sua graça (Gold era o nome verdadeiro, mas devido ao anti-semitismo passou a Gould), fez, em 1957, uma tourné estrondosa à URSS (e como ela tinha enormes pianistas: Richter e Gilels, entre muitos). Depois, em 1964, deixou de se apresentar em público. Recolheu-se em casa, nos estúdios – e tornou-se obsessivo, autista, perfeccionista (o romance O Náufrago, de Thomas Bernhard, é construído em torno desta obsessão). Glenn Gould perdeu-se, com um derrame.
As Variações Goldberg, no entanto, ganharam com ele uma dimensão até hoje nunca atingida.

Deliciem-se (a versão integral está disponível em módulos sequenciais, sendo este o primeiro).

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PESSOA & BELCHIOR

Posted by * em 17/04/2010

Triste de quem vive em casa,
Contente com o seu lar,
Sem que um sonho, no erguer de asa,
Faça até mais rubra a brasa
Da lareira a abandonar!


Triste de quem é feliz!
Vive porque a vida dura.
Nada na alma lhe diz
Mais que a lição da raiz-
Ter por vida a sepultura.

(do Poema “O Quinto Império”, de Fernando Pessoa)


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CHOVE TAMBÉM EM MADRID…

Posted by * em 16/04/2010

AGUAS ABRIL

 

de Luis Pastor

“No sé de qué compás te deslizaste/ ni en qué estación de metro te perdi/

No vi llegar al lobo y me avisaste/ las tiendas “se han cerrado para mi”/ Aguas abril, flores en mayo…”

Luis Pastor, cantautor nascido na Extremadura espanhola, mantém intensa e constante colaboração com portugueses como Fausto, Dulce Pontes, João Afonso, Saramago, etc. Fez uma versão espanhola do “Coro da Primavera” do Zeca Afonso. Muito tem feito para divulgar a cultura portuguesa. ; Bebe, nome artístico de Nieves Rebolledo Vila, é uma cantora nascida em Valência, Espanha. Lançou o seu primeiro álbum em 2004. Nele, criticava a submissão feminina e a violência contra a mulher.



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ME LO DIGAS, PUES NO LO SE…

Posted by * em 14/04/2010

 Tu Gitana de Zeca Afonso

 

Tu gitana que adevinhas
me lo digas pues no lo se
si saldré desta aventura
o si nela moriré.
O si nela perco la vida
o si nela triunfare,
Tu gitana que adevinhas
me lo digas pues no lo se.

Versão dos Luar na lubre

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«JULIET, WHEN WE MADE LOVE YOU USED TO CRY»

Posted by J. Vasco em 14/04/2010

The Killers, em versão de Romeo and Juliet da banda Dire Straits

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LÁ, LONGE, NA OUTRA MARGEM DO RIO

Posted by * em 01/04/2010

Canção sobre a morte de um Komsomoletz…

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GIOVANNA MARINI

Posted by J. Vasco em 31/03/2010

Infelizmente, o ímpar trabalho que o corso Michel Giacometti realizou em Portugal é ainda hoje pouco conhecido – e por isso nada acarinhado. A minúcia, o amor e a paixão com que se lançou à recolha das canções que acompanhavam o quotidiano popular foram as marcas de um trabalho pioneiro que desgraçadamente não teve seguimento.

Giovanna Marini, em Itália, sua terra natal, dedicou-se também à recolha e ao tratamento das canções de tradição oral do seu povo. Essas canções de luta e de trabalho, de festa e de esperança, de resistência e de angústias, formaram o corpo de um Novo Cancioneiro Italiano, por si criado.

Giovanna, com formação em guitarra clássica, inventou mesmo um sistema de notação musical na base dessas canções de tradição oral. Colaborou com vários intelectuais da esquerda italiana, como PasoliniFo ou Calvino, entre outros. 

Como se pode ler aqui, no seu site oficial (ao qual se recomenda vivamente uma visita), «em 1964 Bella Ciao, espectáculo de canto político e social, realizado em Spoleto com grande escândalo face a um público muito chic e pouco habituado, deu-lhe a possibilidade de cantar e de recolher cantos populares pela Itália inteira».

Quem não a conheça, deve passar a conhecê-la. Quem já a conhece, que continue a acompanhar o seu trabalho sério, dedicado, longe dos holofotes do mercado, e de grande, de enorme, qualidade.

 

Aqui, Canti di lotta e di lavoro, excertos de entrevistas, de canções e de concertos:

Aqui, a célebre canção Partono gli emigranti, cheia de dolência e ao mesmo tempo de firmeza:

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GRANDE MÚSICA CUBANA

Posted by * em 26/03/2010

UNICORNIO

Mi unicornio azul/ ayer se me perdió,/ pastando lo dejé/ y desapareció./ Cualquier información/ bien la voy a pagar./ Las flores que dejó/ no me han querido hablar./ Mi unicornio azul/ ayer se me perdió,/ no sé si se me fue,/ no sé si se extravió,/ y yo no tengo más/ que un unicornio azul./ Si alguien sabe de él,/ le ruego información,/ cien mil o un millón/ yo pagaré./ Mi unicornio azul/ se me ha perdido ayer,/ se fue…

Mi unicornio y yo/ hicimos amistad,/ un poco con amor,/ un poco con verdad./ Con su cuerno de añil/ pescaba una canción,/ saberla compartir/ era su vocación./ Mi unicornio azul/ ayer se me perdió,/ y puede parecer/ acaso una obsesión,/ pero no tengo más/ que un unicornio azul/ y aunque tuviera dos/ yo solo quiero aquel./ Cualquier información/ la pagaré./ Mi unicornio azul/ se me ha perdido ayer,/ se fue…

Silvio Rodriguez

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E TU, QUE «APRENDESTE» HOJE NA TV?

Posted by J. Vasco em 17/03/2010

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MC SNAKE

Posted by J. Vasco em 16/03/2010

Nuno Rodrigues, MC Snake, tinha 30 anos, uma filha de dois anos e vivia com a mãe, em Chelas, com quem «era casado», como gostava de dizer. Foi ontem morto pela polícia, por não ter parado numa operação Stop. Fica a pergunta de Sam the Kid: «O Snake era negro, rapper, de Chelas. Cria-se um estereótipo. Se fosse branco e usasse gravata, teriam disparado?». Aqui fica em Negociantes, com Sam the Kid.

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SALIF KEITA

Posted by J. Vasco em 15/03/2010

Salif Keita é um virtuoso músico e cantor do Mali, com 60 anos. Albino, sinal de azar na cultura Mandinka, sofreu na pele o ostracismo e a maldição, agravados por ser descendente da família imperial do Mali, situação que, por questões de berço, o deveria afastar do mundo da música. Aqui fica o admirável Fôlon.

Fôlon, é té nyinika
Fôlon, né té nyinika
Fôlon, a toun bé kè t’ni dén
Fôlon, ko kow koun bé kè
Fôlon, môgow ma koté

Kouma diougou bé môgo mi kono
Hèrè bi môgo mi kono
Kongo bé môgo mi laaaaa
Fôlon, kow ko koun bi la
Fôlon, é koun té sé kô fô.

Sissan, é bé nyinika
Sissan, né bé nyinika
Sissan, an bé bè nyinika
Sissan, ko kow koun bé kè
Sissan, môgow ma ko bala

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VAZULINA

Posted by J. Vasco em 13/03/2010

Cabo-Verde. Lura, em versão de Vazulina do genial Orlando Pantera.

Zoi manxi sedu ku n`ganha na mon
Ta grabata na meiu di manduxu
Si ca staba ninhum tistonzinhu
Pe bistiba bazofu
Pe po rostu pa Praia
Djobi rapariguinha

Zoi, ki minina di Praia satadja
Toma-l si dez tuston kruzado
Ke teneba na si sakutelu
Pa ba disfrisaba kabelo
Ku penti di ferro kenti
Ku vazulina
Ku penti di ferro kenti
Ku vazulina

 

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«IA SE O AMOR AO LONGO DA VIDA ME NÃO TIVESSE SEMPRE TRAVADO»

Posted by J. Vasco em 13/03/2010

«Então com 17 anos pensei, aqui não fico, vou regressar a Lisboa, trabalhando e estudando vou longe. Ia se o amor ao longo da vida me não tivesse sempre travado.».

Armindo Nunes, 55 anos, actualmente a tirar o 12º ano

Em homenagem a Armindo, aqui fica a canção Eu gosto tanto de ti que até me prejudico, do grandíssimo e original músico e cantor açoriano José Medeiros.  

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AINDA DAS AMÉRICAS: MÚSICA

Posted by Patrícia B. em 10/03/2010

Na última edição dos Óscares, The Weary Kind venceu a melhor música original por fazer parte da banda sonora do filme de 2009, Crazy Heart, realizado por Scott Cooper e protagonizado por Jeff Bridges. Consta que o vocalista Ryan Bingham, jovem americano do estado do Novo México, antes de se dedicar à música country/folk/americana era assíduo participante dos rodeos. A sua música reflecte esta e outras andanças e não deixa de evidenciar as influências de grandes nomes como Bob Dylan, Tom Waits, Johnny Cash ou Willie Nelson.

Fiquem com Southside of Heaven, de 2007.

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VOLTAR

Posted by J. Vasco em 09/03/2010

Volver, de Carlos Gardel e Alfredo Le Pera, interpretado pela magnífica voz da granadina Estrella Morente. Para ter acesso à discografia de Estrella Morente, ver aqui o seu site oficial.

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VARSHAVIANKA

Posted by * em 05/03/2010

Em tempos implacáveis, tempos de violenta (verdadeiramente titânica) luta de vida ou morte, a capacidade de entrega à causa, de resistência e combate é levada ao limite. Sob esse prisma deve ser interpretada a muito severa letra desta canção, que moveu milhões.

Vikhri vrajdebnye veiut nad nami,/ Tëmnye sily nas zlobno gnetut./ V boi rokovo my vstupili s vragami,/ Nas eshchë sudby bezvestnye jdut. No my podymem gordo i smelo/ Znamia borby za rabochee delo/ Znamia velikoi borby vsekh narodov/ Za luchshii mir, za sviatuiu svobodu./ Na boi krovavy,/ Sviatoi i pravy/ Marsh, marsh vperëd,/ Rabochii narod./Mriot v nashi dni s golodukhi rabochii,/ Stanem li, bratia, my dolshe molchat?/ Nashikh spodvijnikov iunye otchi/ Mojet li vid ehshafota pugat?/ V bitve velikoi ne sginut bessledno./ Pavshie s chestiu vo imia idei./ Ikh imena s nashei pesnei pobednoi/ Stanut sviashchenny milonam liudei./ Na boi krovavy,/ Sviatoi i pravy/ Marsh, marsh vperëd,/ Rabochii narod./ Nam nenavistny tiranov korony,/ Tsepi naroda-stradaltsa my tchtim./ Kroviu narodnoi zalitye trony/ Kroviu my nashikh vragov obagrim!/ Smert besposhchadnaia vsem supostatam!/ Vsem parazitam trudiashchikhsia mass!/ Mshchene i smert vsem tsariam-plutokratam!/ Blizok pobedy torjestvennyi tchas./ Na boi krovavy,/ Sviatoi i pravy/ Marsh, marsh vperëd,/ Rabochii narod.

 

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ZÉ RAMALHO

Posted by * em 05/03/2010

Zé Ramalho, cantor brasileiro interessante. Logo, quase desconhecido em Portugal.

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ONDE JÁ SE FALOU DA PROCURA DE TRABALHO

Posted by J. Vasco em 03/03/2010

Waltzing Mathilda, originalmente canção popular australiana sobre um homem que percorre o campo à procura de trabalho com a mochila (Mathilda), seu único haver, às costas. Versão de Tom Waits, Tom Traubert’s Blues, com a sua inesquecível e inconfundível voz.

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