OLHE QUE NÃO

olhequenao.wordpress.com

Posts Tagged ‘Memória’

TOCA A COLOCAR NA AGENDA

Posted by J. Vasco em 30/09/2012

Atenção: começa já amanhã

Posted in Grupo de Estudos Marxistas | Com as etiquetas : , , , , | Leave a Comment »

GLORIOSO SLB

Posted by J. Vasco em 20/05/2012

«Em jogo realizado a 11 de Março de 1975 – uma data emblemática do período (…) revolucionário – entre o Benfica e a CUF, no Estádio da Luz, António Simões foi vaiado pelos adeptos, benfiquistas incluídos, durante toda a primeira parte. É que pouco tempo antes Simões integrou as listas do CDS pelo círculo eleitoral de Setúbal, como candidato independente à Assembleia Constituinte. Acabou por não ser eleito. Apesar da enorme popularidade de que o extremo-esquerdo gozava no Benfica, (…) o clima foi de tal forma hostil que o treinador da altura, Pavic, foi obrigado a substituí-lo ao intervalo».

Bíblia do Benfica, Luís Miguel Pereira, p. 216.

Posted in Glorioso SLB | Com as etiquetas : , | Leave a Comment »

LÁ, ONDE O SANGUE FECUNDOU A TERRA

Posted by J. Vasco em 21/02/2012

Há 79 anos, no dia 2 de Fevereiro, a batalha de Stalinegrado terminava com a vitória das tropas soviéticas. Foi o princípio do fim do nazi-fascismo.

CARTA A STALINGRADO

“Stalingrado…

Depois de Madri e de Londres, ainda há grandes cidades!

O mundo não acabou, pois que entre as ruínas

outros homens surgem, a face negra de pó e de pólvora,

e o hálito selvagem da liberdade

dilata os seus peitos, Stalingrado,

seus peitos que estalam e caem,

enquanto outros, vingadores, se elevam.

Leia o resto deste artigo »

Posted in Carlos Drummond de Andrade | Com as etiquetas : , , , | Leave a Comment »

UM SÁBIO JURISTA DA CONTRA-REVOLUÇÃO

Posted by J. Vasco em 19/02/2012

«Freitas do Amaral faz uma confissão esclarecedora: que, na hora H [do golpe spinolista de 28 de Setembro de 1974], foi ele quem redigiu o projecto de declaração de estado de sítio no distrito de Lisboa, tal como, na preparação do golpe Palma Carlos, fora ele com Veiga Simão quem elaborara o projecto de «Programa do Governo Provisório», que deveria ser imposto por Spínola ao novo Governo Provisório a formar após a vitória do golpe.

«Uma vez mais, no 28 de Setembro, Spínola teve em Freitas do Amaral qualificado e dedicado colaborador.

«Vejam-se estes sábios juristas da contra-revolução. A sabedoria com que invocam «o direito» e a «lei» para justificar a ilegalidade e o abuso do poder.

«Confissão feita. Registe-se.».

Álvaro Cunhal, A verdade e a mentira na revolução de Abril (A contra-revolução confessa-se), p. 163.

É preciso ter memória. De delfim de Marcelo Caetano a sábio jurista da contra-revolução, Freitas do Amaral outra coisa não fez da sua vida que dar expressão político-institucional aos interesses do grande capital português. Conspirou com Sá-Carneiro, Soares e Spínola, disputou a organização do partido fascista com o PPD nos dias seguintes à revolução, sonhou com a ilegalização do PCP e da CGTP até 1986, quando concorreu às eleições presidenciais com uma base de apoio saudosa do 24 de Abril. Hoje, institucionalizada a contra-revolução, passeia-se pelos seus três partidos e procura uma coordenação ideológica para eles. Que é o mesmo que dizer: serve os mesmos interesses em condições históricas novas.

Posted in Álvaro Cunhal, FIGURAS | Com as etiquetas : , | 1 Comment »

OS NOSSOS CAMARADAS DE LUTA NÃO MERECEM TAL AFRONTA

Posted by J. Vasco em 22/12/2011

 

 «Ex.mo Senhor

Reitor da Universidade do Mindelo

 

Antes do motivo que me obriga a dirigir-me a V. Ex.ª, permita-me uma breve apresentação: licenciei-me pela Universidade do Porto e como muitos universitários de minha geração, dedicámos muito da nossa juventude à luta clandestina contra a ditadura fascista instaurada durante quase cinco décadas e pela libertação do povo português e dos povos das colónias, que nesses anos 60 já tinham pegado em armas.

Militante pelo ideário da independência das chamadas províncias ultramarinas, e vítima também da guerra colonial, como muitos portugueses (o meu marido, oficial do quadro permanente, a cumprir a 3ª comissão em África), fui professora no liceu do Mindelo no ano lectivo de 1972-73.

Recordarei sempre o que para mim foi de gratificante esse ano lectivo, o que dei e recebi desses jovens do Mindelo, uma experiência que ao longo dos anos tive provas não ter sido esquecida.

Recordarei sempre aquele dia de Janeiro de 1973 em que todos, professora e alunos, nos recolhemos em homenagem a Amílcar Cabral assassinado, dia em que, em respeito pela consternação geral e, arriscando como o fizera sempre a repressão da polícia política, decidi não dar aula.

Leia o resto deste artigo »

Posted in * | Com as etiquetas : , | Leave a Comment »

DO “PAGAMENTO” DA “DÍVIDA” (II)

Posted by qmiguel em 11/12/2011

Posted in * | Com as etiquetas : , , , , , | 1 Comment »

NOS 140 ANOS DA COMUNA DE PARIS

Posted by qmiguel em 23/10/2011

No ano em que se comemora os 140 anos da comuna de paris não poderiamos passar sem deixar a nossa homenagem a este acontecimento maior da história da humanidade.

“Os princípios da comuna são eternos e não podem ser destruídos. Eles ressurgirão sempre de novo até que a classe operária se emancipe.” K.Marx

Posted in Acordai!, Comuna de Paris, França, Marx | Com as etiquetas : , , , , | Leave a Comment »

MEMÓRIAS DE UM TIPÓGRAFO CLANDESTINO

Posted by J. Vasco em 22/10/2011

Posted in Carlos Pires, Grupo de Estudos Marxistas | Com as etiquetas : , | Leave a Comment »

ELE PERCEBIA

Posted by J. Vasco em 13/07/2011

«Acabar com as lutas prisionais era um grande objectivo do fascismo. Era uma questão que dava sempre que falar e eles andavam doidos com o facto de o Avante! trazer todas as lutas que se passavam em Peniche e Caxias. Foi para tentar acabar com as lutas prisionais que foram a Peniche alguns dos deputados chamados «liberais». Em Peniche fomos chamados, em separado, para falar com eles, o Blanqui e eu.

Estive quatro ou cinco horas a falar com o Sá-Carneiro. Ele não era parvo. Era mesmo um tipo fino. Mas era um fascista. Simplesmente, era um fascista que achava que os métodos do salazarismo e do caetanismo estavam ultrapassados. No que respeitava à questão dos presos políticos, ele estava de acordo que nós estivéssemos presos, o que achava era que devíamos estar presos noutras condições, que dessem ao fascismo uma face menos hedionda. Durante a conversa, cada vez que eu lhe punha a questão da libertação dos presos políticos, ele perguntava: «O senhor quer sair para a rua para quê? Para continuar a lutar ou para fazer a sua vida?» Eu tinha já orientação do Partido para responder: «Quero ir tratar da minha vida.» E ele voltava à carga: «Mas, uma vez em liberdade, o que é que o senhor vai fazer?» E eu, nada. Desviava a conversa. Enfim, ele era mais inteligente que os outros fascistas e sabia que o regime não se poderia aguentar com a mesma face que tinha tido até então. Ele percebia que mudar a face do fascismo era uma coisa essencial para garantir a continuidade do regime e evitar a revolta.»

Joaquim Pires Jorge, Com uma imensa alegria – Notas autobiográficas, pp. 87-88

 

Posted in FIGURAS, Joaquim Pires Jorge, Sá-Carneiro | Com as etiquetas : , | Leave a Comment »

NÃO É NEGANDO A REALIDADE QUE SE SAI DA NOITE ESCURA

Posted by J. Vasco em 26/05/2011

Ernst Thälmann (1886-1944)

O meu amigo Jorge Carvalheira começa por bater a uma porta que já está aberta: é verdade que a vida é, na essência, prática, não-linear, concreta, complexa. É justamente por isso que a teoria – ao contrário do que ele parece defender – se torna tão necessária. Sem teoria não há acção consciente – há apenas resposta a estímulos. Como se há-de ver.

Sentado nesta concepção «vitalista», o Jorge Carvalheira diz depois que sente «pena» e «vergonha» de «ver os comunistas mancomunados com a direita mais vil». São palavras fortes e terríveis, com efeito. Note-se, no entanto, que se adoptarmos como critério de definição de esquerda simplesmente apoiar as medidas do PS (apenas porque vêm do PS, abstraindo, portanto, do seu conteúdo real: social e político) e verificarmos a seguir que mais de 90% daquilo que foi aprovado na Assembleia da República por proposta do «partido de Sócrates» contou com o voto favorável do PSD e que o programa da «troika» é partilhado por PS, PSD e CDS – então das duas uma: ou o PSD é um partido mais à esquerda do que o PCP, ou o Jorge Carvalheira, em relação aos comunistas, alinha com o discurso da «direita mais vil». O que é «pena» – e a «vergonha» que sente percebe-se melhor.

Leia o resto deste artigo »

Posted in Ernst Thälmann, Jorge Carvalheira, PS e PSD: partidos colaços | Com as etiquetas : | 2 Comments »

A NÃO ESQUECER (II): AS GUERRAS COLONIAIS DA TROIKA PS/PSD/CDS

Posted by J. Vasco em 09/05/2011

A República Portuguesa, pela mão de PS, PSD e CDS, participa desde 1991 em guerras coloniais pelo mundo fora. Assim que o capital ocupa um país, destrói as suas infra-estruturas, arruína a sua economia, dizima a sua população, lá vai, em bicos de pés, a burguesia portuguesa tentar recolher as migalhas do banquete rapace encabeçado pelas suas congéneres alemã, estado-unidense, francesa e inglesa. Os seus três partidos históricos preparam o terreno para o efeito, ao mesmo tempo que encerram, no país, a metalomecânica pesada, os altos-fornos, a siderurgia, os estaleiros navais, o têxtil. Se a exportação de capitais é quase impossível para a burguesia portuguesa; se a exportação de mercadorias não é satisfatória – então há que participar nos lucros que as guerras coloniais geram.

No ano de 2011, a coberto do eufemismo «operações humanitárias e de apoio à paz», Portugal, como invasor colonial, está presente, entre outros países, no Iraque, no Afeganistão, nos Balcãs, na Somália, até na Líbia. É bom não esquecer. Portugal, como invasor colonial, participa na pilhagem, na destruição e na morte. Em nome do lucro e do capital. Pelas mãos cheias de sangue da troika PS/PSD/CDS, qual dos três o mais «democrático».

Posted in PP, PS e PSD: partidos colaços | Com as etiquetas : , , | Leave a Comment »

9 MAIO DE 1945: A DERROTA DA HORDA NAZI, MESMO NO COVIL DO LOBO. E SEM ISTO NEM A CONVERSA MOLE E SONSA DA SOCIAL DEMOCRACIA DE HOJE SOBRE O MAL CHAMADO ESTADO SOCIAL (GOLPEADO DIARIAMENTE POR ELA PRÓPRIA) SERIA POSSÍVEL

Posted by J. Vasco em 09/05/2011

Bandeira Vermelha Drapejando Sobre o Reichstag, 1945, Yevgeny Khaldei

Posted in Yevgeny Khaldei | Com as etiquetas : , | Leave a Comment »

MARINHA GRANDE, 18 DE JANEIRO DE 1934: UM ASSALTO AOS CÉUS

Posted by J. Vasco em 18/01/2011

O ano de 1934 começava sob a égide do Estatuto do Trabalho Nacional, então entrado em vigor. Era um documento inspirado no fascismo italiano, liquidador dos sindicatos de classe.

Como resposta à situação, há 77 anos, na Marinha Grande, o dia começava com a bandeira vermelha a drapejar e com o soviete decretado pela classe operária, que havia tomado o controlo da vila, a estação de correios e o posto da GNR. «Todos como um só, sob uma voz camarada, se lançaram de novo ao ataque na ânsia de quebrar as algemas Salazaristas». A perspectiva de uma greve geral insurreccional, que varresse o país de norte a sul e instaurasse o poder proletário, foi gorada – houve apenas algumas movimentações em Almada, em Sines e em Silves. A ditadura do proletariado, na Marinha Grande, durou um dia. O assalto aos céus foi facilmente esmagado pelo estado fascista e abateu-se sobre os insurrectos uma repressão implacável. Contudo, a sua abnegação, o ódio à exploração de classe, a luta pela emancipação humana – esses permanecem vivos, são imortais. 
 

Posted in 18 de Janeiro | Com as etiquetas : , , | 1 Comment »

O «FRANCISCO»

Posted by J. Vasco em 20/12/2010

Há duas semanas, o corropio em torno de Sá-Carneiro montou arraiais nos média nacionais. A burguesia portuguesa, ávida de um salvador sebastiânico de recorte autoritário, convocou os seus escribas e ofereceu-nos dúzias de hagiografias políticas do «Francisco», esse eminente membro da muito «azul» linhagem Lumbrales. Maria João Avillez, como de costume, destacou-se na tarefa, que, de resto, executou com gosto e com galhardia.

Antes de desmontarmos uma das principais mentiras que a senhora tentou, pela enésima vez, pôr a circular, recordemos estas palavras de Freitas do Amaral que aqui trouxemos no dia 10 de Março de 2010:

«(…)Isto levou-nos, aliás, a rejeitar a integração em bloco do aparelho local da ANP no nosso partido, que nos foi oferecida por alguns dos seus ex-dirigentes nacionais (através de listas com nomes, moradas, telefones e tudo) – o que representou da nossa parte um belo acto de coerência e idealismo, mas que não foi recompensado pelos deuses: esse aparelho acabou por se passar quase todo para o PPD, que não teve dúvida em o aceitar, depois de riscados alguns nomes mais conhecidos, com o que ganhou definitivamente a primazia sobre nós em implantação local.»

Pela boca de quem sabe, temos a prova cabal (se quiséssemos abstrair dos próprios acontecimentos de 74-75) de que os segmentos mais fanatizados do fascismo português se congregaram no PPD de Sá-Carneiro e aí lutaram, no quadro da situação democrática alcançada com o 25 de Abril, contra o novo regime. Luta, aliás, que, entre todo o tipo de conspirações e de contactos com o estrangeiro, incluiu bombismo, terrorismo, homicídios, etc.

Sá-Carneiro, por mais «alas liberais» que lhe queiram arranjar, era membro da Assembleia Nacional fascista. Era eleito pelas listas do partido fascista. O seu fito era salvar a burguesia portuguesa do calvário de uma revolução, e por isso, dentro das baias do regime, procurava uma saída airosa junto dos jovens lobos tecnocratas. Tudo isto – é sempre bom sublinhar e repetir -, no quadro do próprio regime fascista.

Agora, a grande tese que Avillez quer traficar: Sá-Carneiro queria acabar com o Conselho da Revolução e afastar os militares da vida política, ou seja, «entregá-la ao poder civil». O desejo de Sá-Carneiro extinguir o Conselho da Revolução é-nos servido pela jornalista in abstractum, como se fosse uma incondicionada posição de princípio que não guardasse qualquer ligação concreta com o contexto político da época e com a respectiva correlação de forças político-militar. Mas ainda que não atendêssemos a essa colocação adequada do problema, refutaríamos a mentira de Avillez (a de que Sá-Carneiro queria afastar os militares da «política») dizendo o seguinte:

Sá Carneiro conspirou desde a primeira hora contra a revolução portuguesa com um militar de recorte fascista e prussiano, Spínola; foi com um militar, Spínola, que procurou ilegalizar o PCP e que participou no golpe Palma Carlos; foi com um militar, Spínola, que preparou a mascarada da «Maioria Silenciosa» e do 28 de Setembro, que tinha como objectivo, justamente, atribuir plenos poderes ao mesmo Spínola e referendar uma constituição que não abarcasse o partido comunista; foi com militares, entre os quais Spínola, que animou vários bandos contra-revolucionários; foi com militares que deu o seu contributo para o 25 de Novembro e que pediu, consequentemente, o afastamento do PCP e dos comunistas em directo na televisão; finalmente, foi um militar reaccionaríssimo, Soares Carneiro (vejam aí em baixo o autocolante da campanha), que Sá-Carneiro decidiu apoiar nas presidenciais de 1980, dizem as más línguas que para subverter a constituição e referendar uma nova. Más línguas, claro…

  

Pois é, Maria João, a história que nos pretende vender pode ser interessante. Tem é um pequeno problema: é falsa de ponta a ponta.

Posted in FIGURAS, MENTIRAS, Sá-Carneiro | Com as etiquetas : , | 3 Comments »

INTEGRALISTA INTEGRADO

Posted by * em 04/12/2010

Para bom entendedor meia palavra basta, quanto mais uma palavra inteira. Ao dizer-se, em 67, “integrado” no regime salazarista, o Génio da Banalidade estava a usar um termo com uma conotação política que talvez hoje escape aos mais novos ou menos atentos. Vejamos o que diz a Wikipedia acerca do “Integralismo“:

“Integralismo (também denominado “nacionalismo integral”) é uma Doutrina política de inspiração tradicionalista, ultra-conservadora, inspirada na Doutrina Social da Igreja Católica, que surgiu em Portugal nos inícios do século XX defendendo o princípio de que uma sociedade só pode funcionar com ordem e paz, no respeito das hierarquias sociais, fundamentando-se para isso nas aptidões e nos méritos pessoais demonstrados (em oposição às doutrinas igualitárias saídas da Revolução Francesa, como o socialismo, comunismo e anarquismo), e na harmonia e união social.(…)”

http://pt.wikipedia.org/wiki/Integralismo

O integralismo, como não podia deixar de ser, influenciou fortemente o salazarismo. Dizer-se “integrado” durante a ditadura salazarista significava mais do que estar apenas adaptado, dentro do regime, satisfeito com o regime. Significava muito mais…

 

Posted in Génio da banalidade | Com as etiquetas : | Leave a Comment »

ONDE É QUE ESTAVAS NO 24 DE ABRIL?

Posted by J. Vasco em 30/11/2010

«INTEGRADO NO REGIME POLÍTICO»

São muitos os calhordas, como o da fotografia, que se auto-intitulam hoje «democratas». Não dizem uma frase sem nos encherem os ouvidos com a palavrinha «democracia». É bom, no entanto, que os mais distraídos se lembrem de que o derrube do fascismo e a conquista da liberdade em Portugal não foram uma descontraída e relaxada sessão de jogging, participada por todos os «cidadãos», mas antes uma longa e dura batalha de resistência chefiada pelos comunistas, cheia de provações e sacrifícios, que durou 48 anos. Fundamentalmente, é bom que se recordem de que muitos desses calhordas, o da fotografia incluído, auto-intitulando-se hoje (hoje, quando isso é fácil) «democratas», nada fizeram pela democracia que tanto dizem amar quando os tempos eram outros, quando esse amor à democracia era provado na cela e confirmado na morgue, era testado com o bastão e com a espada no latifúndio e na fábrica, era verificado e posto à prova pela ciência do torturador profissional de serviço, era medido pelo gorila na universidade. Que faziam então esses heróis do nosso tempo, «democratazinhos» impolutos? Alguns deles tratavam da vidinha e da carreira («cada um por si», não é verdade?), andavam à cata de migalhinhas do regime, e tentavam entender-se com ele (e acabavam mesmo por entender-se); outros, eram abertos defensores do estado fascista, da repressão feroz sobre a classe operária, da exploração impiedosa das «colónias», da pertença de Portugal à NATO, enquanto seu membro fundador e enquanto parte activa da guerra «fria» contra o «império do mal». Qualquer destes heróis podia, por isso mesmo, com orgulho e com legitimidade afirmar: «estou integrado no actual regime político».

Posted in Génio da banalidade | Com as etiquetas : | 4 Comments »

UMA FRAUDE A NUNCA ESQUECER

Posted by J. Vasco em 22/08/2010

Este vídeo, «Era uma vez um arrastão», que aqui deixo em quatro módulos, foi realizado pela jornalista Diana Andringa e desmonta, peça por peça, a gigantesca fraude que a direita mais reaccionária, em conúbio com os grandes órgãos de imprensa, montou em 2005 em torno de um suposto «arrastão» acontecido na praia de Carcavelos e que viria, de resto, a servir de pretexto para uma infame manifestação de neo-nazis. Convém nunca esquecer com quem lidamos. Assim como convém ter presente que quando as novas vagas de revoluções socialistas voltarem a ter lugar – casos como este, de manipulação descarada, multiplicar-se-ão em quantidade e agravar-se-ão em qualidade.

Posted in Fraude | Com as etiquetas : | Leave a Comment »

O GRANDE LEGADO DE SÁ-CARNEIRO

Posted by J. Vasco em 10/03/2010

Quando dois bandidos ajustam contas, dão-nos a conhecer coisas interessantes:

«(…)Isto levou-nos, aliás, a rejeitar a integração em bloco do aparelho local da ANP no nosso partido, que nos foi oferecida por alguns dos seus ex-dirigentes nacionais (através de listas com nomes, moradas, telefones e tudo) – o que representou da nossa parte um belo acto de coerência e idealismo, mas que não foi recompensado pelos deuses: esse aparelho acabou por se passar quase todo para o PPD, que não teve dúvida em o aceitar, depois de riscados alguns nomes mais conhecidos, com o que ganhou definitivamente a primazia sobre nós em implantação local.»

(Freitas do Amaral, O antigo regime e a revolução – memórias políticas (1941-1975), Bertrand, p.185)

O sentimento de revanchismo e de ódio contra o regime constitucional português saído da revolução de Abril nunca abandonou esta gente, por mais verniz «democrático» com que se tentem cobrir para adocicar as suas posições políticas. 

Posted in Sá-Carneiro | Com as etiquetas : | 5 Comments »

A TAL «VAGA DE FUNDO»

Posted by J. Vasco em 27/02/2010

«Foi por aí, por esses tempos de exílio parisiense, que Jorge Jardim terá tido uma ideia fulminante para envolver a Igreja na dinâmica de reacção interna aos comunistas. Conhecia bem o arcebispo de Braga, D. Francisco Maria da Silva, e escreve uma carta de denúncia ao COPCON, revelando que o prelado ia a um congresso ao Brasil e que se preparava para transportar divisas para fora do país. É enviado de imediato um batalhão para o aeroporto e o bispo vive alguns dos momentos mais humilhantes da sua vida: é revistado e, para tal, obrigado a despir-se. «Foi genial, porque assim que regressou do Brasil, D. Francisco Maria organizou de imediato uma manifestação em Braga contra o Partido Comunista. Jorge Jardim estava convencido, e bem, que tinha de ser algo humilhante que o fizesse reagir, como, de facto, veio a acontecer», recorda Sanches Osório.»

(Eduardo Dâmaso, A invasão spinolista, Fenda, p. 58)

Posted in Vaga de fundo | Com as etiquetas : | Leave a Comment »

FRACA COLHEITA, CONTUDO

Posted by J. Vasco em 27/02/2010

«Sete dias depois do 25 de Novembro, aliás, o Exército apressou-se a tentar recolher as armas distribuídas e desencadeou uma gigantesca operação stop em que envolveu diversas unidades, incluindo os fuzileiros. Foram apreendidas vinte e oito espingardas G-3, duas Kalashnikov, cinco espingardas Winchester automáticas, dezanove pistolas de guerra, quarenta e sete granadas de mão defensivas, setenta e cinco espingardas de caça, setenta carregadores de G-3, cocktails molotov, outras munições, punhais, matracas e fardas camufladas. Fraca colheita, contudo, perante a dimensão que a entrega de armas a civis tinha assumido».

(Eduardo Dâmaso, A invasão spinolista, Fenda, p. 44)

Posted in Colheita | Com as etiquetas : | Leave a Comment »

A VERDADE É QUE AS METRALHADORAS TINHAM DESAPARECIDO

Posted by J. Vasco em 27/02/2010

«Todavia, a distribuição das G-3 não se tinha circunscrito ao PS. O próprio fundador e então dirigente do PPD, Emídio Guerreiro, garantia abertamente nos tempos do PREC que estava em condições de «dispor de mil homens em armas», sem especificar, porém, de que armas falava. A verdade é que as metralhadoras tinham desaparecido aos milhares dos depósitos militares de Beirolas, de Sacavém e de Tancos».

(Eduardo Dâmaso, A invasão spinolista, Fenda, p. 44)

Posted in Verdade | Com as etiquetas : | Leave a Comment »

MEMÓRIA DE ELEFANTE

Posted by * em 20/02/2010

NÃO NOS ESQUECEMOS:

  • De como David Justino ofendia, diariamente, os professores a torto e a direito dizendo, por exemplo (e sempre com ar de gozo), que aquilo que os professores contratados queriam era um emprego para o qual não tinham competência e que o ministério da educação não era um centro de emprego, que se juntassem em grupos e criassem empresas.
  • Da tentativa, por parte do PSD e através do mesmo Desprezível David Justino, de impor uma Lei de Bases da Educação que substituísse “o paradigma da Escola da Igualdade pelo da Escola da Liberdade”,  o que, na verdade, foi um ataque nunca visto ao ensino público, para delícia dos interesses privados.

(uns bandidos não nos devem fazer esquecer os outros)

Posted in * | Com as etiquetas : | Leave a Comment »