OLHE QUE NÃO

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Archive for the ‘PP Coelho’ Category

RESPEITAM O PRIMADO DA LEI… DELES

Posted by * em 14/06/2013

          Quando ouvirem a burguesia falar de “Estado de Direito” e “Primado da Lei”, lembrem-se desta muy educativa personagem, o Passocrates, o tipo da Tecnoforma e dos Think Tanks manhosos. Essa figura, que nem o poder impede de continuar a ser insignificante, ilustra bem o que a burguesia tem em mente quando recorre às fairy tales acerca do “respeito pelo Primado da Lei”.

            Esta criação relvense, que conseguiu (com a ajuda de tudo o que é facho) chegar a primeiro-ministro, de cada vez que perde nos tribunais diz à boca cheia (e com tanto pudor como o que teria Berlusconi) que é necessário MUDAR A LEI. Isso é o que quer toda a burguesia (e não só os seus representantes mais incautos como Dias Loureiros, Duartes Limas, Isaltinos Moraes, etc): que todas, mas mesmo todas as leis correspondam exactamente à justa medida dos seus interesses. Se houver a mais pequena discrepância, há que mudar a lei para que, depois, se possa continuar a FINGIR respeito pelo “Primado da Lei”.

            “Respeitar o Primado da Lei”. Mas, de qual Lei? Respeitar o “primado” DAQUELA lei que se subordine completamente aos interesses do “respeitador”. É este o reconhecimento vaidoso, cínico, jesuítico, que este nojento coelhone, que anda a destruir o país, tem para oferecer. Lembrem-se, pois, destas pérolas de sabedoria Coelhina quando ouvirem a burguesia falar, enlevada em demagogia, de “Estado de Direito” e “Primado da Lei”.

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JÁ NÃO CABE

Posted by * em 07/06/2013

          O tipo que chegou a primeiro-ministro de Portugal com a ajuda do Relvas disse para os professores canalizarem todo o seu descontentamento somente para a Greve Geral do dia 27 de Junho. Esse tipo não percebeu ainda que o descontentamento de grande parte da população já não cabe NUMA greve. E que muitos querem canalizar não o seu inimaginável descontentamento, mas sim canalizá-lo a ele e à sua camarilha.

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CONVERSA DE GATUNOS

Posted by * em 12/10/2012

– Amanhã vou devolver umas carteiras a uns tipos!

– O quê? Vais devolver carteiras que já roubaste?

– Não, essas nunca mais devolvo. Vou devolver carteiras que ainda não roubei!

– mas como podes devolver carteiras que ainda não roubaste?

– É que amanhã pela manhã vou ter de ficar umas horas em casa sem poder sair para gamar. Claro que depois volto a gamar, mas as carteiras que entretanto eu não tiver roubado é como se as devolvesse, não é?

– Claro que não. Por essa ordem de ideias dirias então que estás neste momento a devolver as carteiras a todos os milhares de milhões de pessoas deste planeta a quem ainda não chegaste a roubar as carteiras!

– Mas não é isso que estou a fazer?

– Não. Para poderes dizeres que vais devolver carteiras, terias de devolver as carteiras que já roubaste antes.

– É? mas o Passos fala em “devolução” de um subsídio…

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DESCER OS SALÁRIOS – SEJA POR QUE VIA FOR

Posted by J. Vasco em 23/09/2012

Rui Baptista e seus muchachos começaram cedo o trabalho de sapa no interior das salas de São Bento: o protesto «dos portugueses» dirigir-se-ia afinal, única e exclusivamente, às alterações avançadas pelo governo à TSU. Mais nada. O primeiro-ministro, como não é «cego» nem «surdo», saberia por isso «calibrar» e «modelar» esta medida, senão mesmo abdicar dela, e o mundo poderia voltar, logo a seguir, a ser belo e límpido como dantes. Os sósias do Baptista nas televisões, nas rádios e nos jornais apressaram-se a replicar a converseta, e hoje a imprensa garante-nos a pés juntos que foi passada uma «certidão de óbito» às alterações na TSU.

As mentiras não acabam, é o que se conclui.

As medidas do governo em relação à TSU, diga-se preto no branco, não receberam «certidão de óbito» coisa nenhuma. Estão vivas e para durar – se nós não as derrotarmos. Elas vigorarão, imponentes e poderosas, nas «empresas que criem novos empregos», ou seja, os trabalhadores contratados para novos postos de trabalho, para além dos cortes nos salários e nos subsídios que vão sofrer, descontarão mais 7% para a segurança social. Na verdade, a mexida na TSU é um antiquíssimo sonho da burguesia, especialmente vindo ao de cima (com indisfarçada excitação) durante a última campanha eleitoral. Com efeito, o significado das recentes escaramuçazitas entre a burguesia exportadora e a burguesia mais dependente do mercado interno não pode ser nem exagerado, nem absolutizado. Elas são somente momentos de disputa inter-burguesa pela apropriação e pela distribuição da mais-valia produzida pelos trabalhadores. Não mais do que isso. Ao mesmo tempo, a mascarada serviu às mil maravilhas aos capitalistas para vituperar, mais uma vez, «os políticos», cavalgando a onda de protestos e criando a imagem de que também eles são atingidos pela política («incompetente») do governo. O estado como aparelho ao serviço de uma classe permanece assim, para a grande maioria, longe da vista.

Por outro lado, o governo não recuou um milímetro que fosse no seu objectivo principal: a descida dos salários, seja por que via for. É esse o grande alvo da burguesia e é nisso que estão apostadas as troikas – a caseira e a internacional. Depois de 30 anos de desindustrialização, o país não tem uma base produtiva onde se possam incorporar inovações tecnológicas. É neste quadro que a sucção de mais-valia é feita assentar na descida  dos salários dos trabalhadores, na retirada de direitos fundamentais e no aumento dos horários e do número de dias de trabalho. Resumindo: no aumento da exploração.

Só a luta dos trabalhadores poderá inverter o cenário que está montado. E ela vai crescer, intensificar-se e ganhar força. Até se tornar imparável. Até se tornar invencível.

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FEDE A SALAZAR

Posted by * em 19/09/2012

Durante a ditadura fascista, havia a prática execrável de fabricar “arrependidos”: as pessoas eram coagidas, sob ameaça de serem completamente aniquiladas, a renegar publicamente aquilo em que acreditavam, a “pedir desculpas” às forças da repressão, à família e ao país, etc. Esta  abominável encenação forçada servia para destruir a dignidade dos presos e para intimidar os demais, criando uma pesada e irrespirável nuvem cinza de medo que cobria o país.

Pois bem, parece que esta prática não morreu (certamente sem que as as forças da repressão tenham direito legal a fazê-lo): os manifestantes presos durante a manifestação de 15 de Setembro terão, além da prisão, de passar pela antiga (e já julgada extinta) humilhação do tal pedido de desculpas salazarento. Concorde-se ou não com o que defendem os manifestantes presos, a verdade é que um calafrio de gelo deve percorrer o coração de todos os que se bateram pela democracia neste país…

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CANÇÃO DE ADEUS A RelvaSS, MINI CARDEAL DE RICHELIEU, MINI VON METTERNICH

Posted by * em 03/06/2012

Um pequeno vídeo dedicado à caída e saída dos sereSS abjectoSS

(sim, mais cedo ou mais tarde, the sun will set for you)

(Perdão aos Linkin Park por dedicar uma música linda a seres imundos)

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O HOMEM SEM QUALIDADES

Posted by J. Vasco em 01/06/2012

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PASSÓCRATES E OUTROS QUE TAIS

Posted by * em 29/03/2012

O Passócrates e o seu PSDois (assim como os fachos do Partido do Peculato), desunham-se em querer parecer diferentes do Partido do Pinócrates. Mas não é fácil distinguir a imundice da imundície.

Vejamos:

  • todos eles servem os exploradores (e defendem o capitalismo na sua vertente mais agressiva, a neoliberal);
  • todos eles atacam os trabalhadores, sindicatos, etc.;
  • todos eles estão envolvidos em mil e uma tramóias e negócios hipermegasuperobscuros;
  • todos eles são mentirosos até à medula.

Em relação a esta última característica, basta dizer que a mentira começa logo no nome dos partidos:

  • o “Partido Social Democrata” detesta a social-democracia mas não tem vergonha em ostentar o nome de “Social Democrata”;
  • o CDS-PP é um partido de direita (de extrema-direita) e defensor dos mais ignóbeis exploradores do povo, mas não tem o mínimo pudor em se rotular de “Centrista” e “Popular”;
  • o “Partido Socialista” detesta o socialismo e adora o capitalismo, mas não tem pejo em se fazer passar por “Socialista”.

É como dissemos: mentirosos até à medula, trapaceiros do pior, defensores da mais vil exploração.

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O FMI NÃO MANDA AQUI

Posted by J. Vasco em 19/02/2012

Passos Coelho em Gouveia - NUNO ANDRE FERREIRA/LUSA

O betinho do Coelho, paladino da extorsão da mais-valia, apostado em infernizar a vida de milhões de trabalhadores para garantir o sagrado lucro do patronato, foi recebido com vaias em Gouveia, que volta às suas fortes tradições de luta dos anos 30 e 40 do século passado. «O FMI não manda aqui», gritaram os manifestantes, compostos por trabalhadores e sindicalistas da Citroën de Mangualde, membros das comissões de utentes contra o pagamento das portagens e massas populares atingidas pelas políticas neoliberais.

É preciso receber esta gente desta forma, onde quer que vá. Não lhes dar um minuto de descanso, sequer. É preciso fortalecer os protestos e ampliá-los. A luta vai continuar e vai crescer.

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DOS BANQUEIROS NÃO TEM ELE MIMOS DESTES, NÃO É?

Posted by * em 16/12/2011

Por estas e por outras é que se vê que neste povo há grandeza e dignidade,

por estas e por outras é que se vê que nem todos se vergam:

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O NEGÓCIO DA CARIDADEZINHA

Posted by J. Vasco em 20/11/2011

 

«O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, anunciou em Vila Real, neste sábado, que o Governo vai devolver às misericórdias os hospitais públicos que foram nacionalizados depois do 25 de Abril de 1974».

via Público

 

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ÓDIO DE CLASSE

Posted by J. Vasco em 31/05/2011

 

E uma enxadazinha num sítio que eu cá sei, ó Coelho?

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O BURRO E A LEI DA SELVA

Posted by * em 29/05/2011

Em relação à questão do referendo ao aborto, o cacique do PSDois diz que falou no assunto por ser ingénuo. Falou do assunto porque quis, isto sabemos nós. Mas que é burro, lá nisso ninguém lhe tira a razão (quem diz que é burro geralmente tem razão). Mas o problema nem é a burrice assumida do Rei do Lixo, o problema é o modelo de sociedade que ele defende, ou seja, ele defende um modelo de sociedade o mais parecido possível com uma selva onde, da forma mais abjecta, o capital possa explorar sem quaisquer entraves. E como qualquer arrivista, ele cumpre a sua função de classe com um imenso e intenso fervor, só comparável à sua burrice.

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DEPOIS DAS ELEIÇÕES

Posted by J. Vasco em 24/01/2011

 

A vitória de Cavaco vai favorecer o grande objectivo a curto prazo da burguesia portuguesa: um governo de coligação, «estável, forte e de consenso alargado», entre PS, PSD e CDS. Vai ser a comissão de serviço do FMI em Portugal (como, de resto, nunca deixou de ser, embora com outros arranjos).

Cá estaremos, para o que der e vier. Somos corredores de fundo, vimos do fundo do tempo e não abandonamos o nosso posto.  

A luta continua!

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POR ONDE VAI O PSD

Posted by * em 28/11/2010

É natural que, tendo sido ocupado (pelo PS) o espaço político antes detido pelo PSD, este último emigre para outros locais… parece que a emigração actual deste partido (tão pouco mentiroso que, sendo profundamente anti-socialdemocrata, se intitule “Partido Social Democrata”) seja no sentido de se tornar uma mera representação política  estrangeira com actividade em Portugal…

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OS PASSOS DE COELHONE PELA GRÉCIA

Posted by * em 02/05/2010

A receita “Pedro Passos Coelhone” já foi aplicada…

… na GRÉCIA!

Pode-se mesmo dizer que a actual crise grega é, em grande parte,o resultado da aplicação desta receita de neoliberalismo extremo, a mesma que a burguesia mais reaccionária pretende aplicar a Portugal.

O governo grego de direita de Costas Karamanlis, a “nova democracia”, partido-gémeo do PSD luso, privatizou, desde que assumiu o poder em 2004, tudo o que podia, deixando o Estado grego numa situação de penúria e sem almofadas económico-orçamentais para enfrentar qualquer crise (momento inevitável do funcionamento do sistema capitalista) que pudesse surgir. Trabalhou também arduamente para aumentar a precariedade laboral e diminuir os salários, o que se reflectiu numa retracção da capacidade de compra dos trabalhadores e na consequente deficiente realização das mercadorias produzidas. As grandes manifestações de 2008 ocorreram exactamente como reacção ao rebaixamento do tecto salarial dos funcionários públicos, às reformas nos sistemas de segurança social, etc.

O governo de socialista de direita, do PASOK George Papendreau, partido-gémeo do PS luso, que recebeu um Estado quase falido como herança dos compadres da Nova Democracia, lá vai seguindo os passos dos mais reaccionários, continuando a apostar exactamente no modelo que levou a Grécia à ruína.

Claro que a burguesia aproveita sempre a queda das suas vítimas para desferir os golpes mortais. Por isso, insiste que as privatizações e reformas neoliberais ainda deveriam ser mais abrangentes, que só bebendo o veneno até ao fim é que o doente ficaria mesmo curado.

Mas o que importa o destino dos povos? O que importa a vida dos que trabalham? O importante mesmo é que o carrasco a seguir, o PP-Coelhone, é jovem, diz coisas simpáticas, veste-se bem e até tem uns think tanks (agências de informações privadas, sob a capa de organizações de intervenção social) a trabalhar para ele, não é? Então vamos lá, cantando e rindo até à ruína final.

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NOJO, SÓ NOJO, SIMPLESMENTE NOJO

Posted by J. Vasco em 16/04/2010

Domingo passado, hora de almoço.

Olhemos bem de perto este casal de desempregados do Vale do Ave (olhemo-lo, hoje, somente a ele, contemos apenas o seu caso, deixemos de lado, por momentos, aquele, da Azambuja, ou o outro, além, de Santo Tirso, ou esse aí, aí mesmo, da Covilhã, ou ainda aqueloutro, da Amadora… ou não será antes de Guimarães, ou de Ovar, ou de Faro, ou de Coimbra?). Os vizinhos da terra, mais novos, sem infantes, já partiram há um ano, meses depois da fábrica ter sido encerrada pela administração, as máquinas roubadas pelo Sr. CEO com o beneplácito do estado português, e os lucros, claro, tranferidos para uma conta na Suíça (a Suíça lava mais branco), ou para um off-shore perto de nós: uns foram para Espanha, tentar a sorte na laranja, na vinha, na construção civil – nunca mais se soube deles; outros abalaram para Andorra, a empregarem-se no comércio – como será que hão-de estar? 

O nosso casal, quasi-cinquentões ambos, dois filhos a estudar (e a comer, e a vestir, e a levar ao médico), recebe agora, por junto, um poucochinho menos de 1000 euros de subsídio de desemprego, após dezenas de anos de trabalho e de descontos. Os horários e os ritmos de trabalho nunca foram brandos, antes pelo contrário: «a produtividade, ora aí está». Os salários que auferiram durante esse tempo foram, como é bom de ver, aqueles salários «competitivos» próprios de qualquer «economia de mercado» que premeia o «mérito» e a «excelência». Em bom português, salários de miséria que são o correlato necessário, incontornável, inescapável, forçoso, dos lucros gigantescos dos Belmiros, dos Amorins, dos Berardos, dos Espírito Santo, e tutti quanti. E das «migalhas» generosas que eles dispensam aos seus homens de mão do PS, PSD e CDS, seja como ministros de turno, ou como gestores de ronda.

Mas voltemos ao almoço de domingo do nosso casal de desempregados, que já vai arrefecendo. 

O cozido que calmamente degustam foi confeccionado com os produtos do horto, que ainda lhes vai valendo.

O televisor está ligado, transmitindo a sessão de encerramento do trigésimo-não-sei-das-quantas-congresso-do-PPD/PSD. O gauleiter recém-entronizado, um tal de Passos Coelho, yuppie betinho com olhos de carneirinho mal morto, espécie de Ken (para quem não saiba: o namorado da Barbie) arrivista e sem escrúpulos, dá largas a todo o seu ódio de classe, espraia-se, com indisfarçável gozo, em carícias, promessas de amor e juras de fidelidade à burguesia, e em humilhações e ataques contra os pobres. Depois de propor congelamentos de salários, mais privatizações (o que será que sobra, depois do PEC?), e a revisão constitucional (será por ainda lá estar o serviço nacional de saúde, a educação tendencialmente gratuita, enfim, ainda algumas marcas da revolução de Abril?), depois de tudo isto, dizia-se, o snob Coelho condensou finalmente o seu mais alto pensamento político, como que dirigindo-se directamente ao nosso casal de «privilegiados»: «os que recebem subsídio de desemprego têm de retribuir com trabalho para a comunidade». Ah, valentão!

                                                            

É nojo, só nojo, simplesmente nojo, que estes trastes reaccionários provocam. Limitam-se a dar expressão política aos preconceitos mais fascistóides do senso-comum, tentando com isso dividir para reinar, tentando com isso virar o pobre contra o miserável. 

Sejamos, no entanto, pacientes, e reponhamos a verdade: o subsídio de desemprego é resultado de descontos que, mensalmente, os trabalhadores fazem para a segurança social. É um direito (conquistado pela luta, senhores snobs, arrancado na luta, senhores yuppies), não é nem uma benesse, nem uma esmola (de que vocês tanto gostam, senhores «democratas» de pacotilha, para manter pobres os pobres). Não é destempero orçamental, nem dádiva do governo-mãos-abertas para ganhar eleições, como dizem os liberalóides. Repete-se: é um direito. Aliás, enquanto regime contributivo, funciona como uma espécie de seguro (nalguns países tem mesmo esse nome), a lógica é idêntica à de um seguro.

Que esta coisa fascistóide, liberal em toda a linha, a que o tal de Passos Coelho preside tenha como nome «partido social-democrata» é coisa que já não é da ordem da comédia, mas da tragédia. É a continuação da mentira que enforma, determina e pontua a sua política direitista, elitista e reaccionária. Política que promove, aprofunda e torna sem saída a situação dos casais desempregados – agora sim, falemos deles – da Azambuja, de Santo Tirso, da Covilhã, da Amadora, de Guimarães, de Ovar, de Faro, de Coimbra…

O casal do Vale do Ave, depois do almoço de domingo, continua até hoje na mesma. Com efeito, o centro de emprego da sua área de residência tem empregos a rodos para dar e vender. A 2 euros à hora. A recibos verdes. Algumas horitas por semana. Como dizia o outro: «é fazer as contas». 

 

AVISO: quem quiser consultar as condições de acesso a outro insuportável «privilégio» dos pobres, o Rendimento Social de Inserção, pode fazê-lo aqui. Vejam como o país não pode mais suportar estes elevados «desmandos orçamentais» com «quem não quer trabalhar», e, para além da pobreza material, exibe sobretudo uma aguda e persistente «pobreza de espírito», promotora da visão «subsídio-dependente» e da pedinchice ao «paizinho-estado-que-dá-tudo». Quem não estaria disposto a trocar de vida com estes «privilegiados», hã? Quem?

 

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