OLHE QUE NÃO

olhequenao.wordpress.com

Archive for the ‘Neoneoliberalismo’ Category

“QUAL O TEU NOME?” – “EU SOU AQUELE QUE NEGA”

Posted by qmiguel em 20/04/2012

Os mordomos da burguesia (Rio para o caso) decidiram mais uma vez destruir os frutos da acção popular. Abril vai longe  e a “democracia” dos senhores do mundo é sinónimo de autoridade e desrespeito total pela vida das classes populares. Apadrinhado pela traição à pátria que representou a aprovação do MES pelos partidos do regime, golpe brutal na democracia e auto-determinação dos povos, Rui Rio (mas não se enganem podia ser outro) presenteou os seus conterrâneos com mais uma medida de classe, no interesse da cada vez mais ditatorial democracia burguesa. Para os mais incautos uma medida de classe é privatizar a água que é de todos em prol do lucro de quem acumulou o capital necessário para explorar os outros por todos os meios que encontra. Uma medida de classe é também fechar um Hospital que primava pelo seu serviço à população da maior cidade do pais para o entregar a especuladores e parasitas. Todas estas medidas são medidas de classe e são também a negação da democracia. No entanto todos os dias os escribas deste regime, acossados pelo medo e pelo poder crescente de uma burguesia que num triplo movimento agudiza a exploração dos activos, lança os jovens para a miséria e indignidade, e tira anos de vida àqueles que já não consegue explorar directamente, negam diariamente pelos meios que monopolizam, a existência de classes,  e promulgam por santo decreto mediático abstracto  a existência dessa mesma democracia que os agentes do capital tratam de negar em cada uma das suas singelas acções.

Senão vejamos:

Posted in *, Acordai!, Crise, Escola da Fontinha, Goethe, Imperialismo, Neoneoliberalismo, Onda Reaccionária | Com as etiquetas : , , , , , , , , | Leave a Comment »

A EUROPA E O FUTURO

Posted by ines f. em 24/10/2011

Aparentemente, a União Europeia aprovou, sem que nenhum jornal tenha feito disso capa (deve ser pela falta de interesse jornalístico da questão…), no passado dia 11 de Julho, um novo tratado que estabelece o Mecanismo de Estabilidade Europeu, nova instituição supostamente criada para «salvar a zona euro» (nem eles fazem outra coisa) dos seus problemas financeiros, criando um fundo de «resgate» a ser utilizado pelas economias que dele necessitem. Claro que,como seria de esperar, este tão bem intencionado tratado tem muito que se lhe diga. Para além de se pôr assim em marcha um mecanismo gigantesco – avaliado para já em 700 mil milhões de euros, mas com carta branca para se reaprovisionar nos cofres dos estados membros quando assim lhe aprouver – de transferência do dinheiro dos Estados (dos cidadãos) para o Capital, o traço distintivo deste precioso desenvolvimento europeu é, nada mais nada menos, do que a sua completa imunidade perante a lei. Sim, é mesmo isso. O MEE está completamente acima da lei: ninguém o pode processar, investigar ou acusar do que quer que seja, mas, pelo contrário, ele pode processar, investigar, acusar todos os estados signatários e penhorar os seus bens financeiros ou patrimoniais.

Resumindo, a Europa vai passar a ser governada de facto (pois quem estabelece as leis económico-financeiras governa) por uma entidade não-eleita sem qualquer responsabilidade legal. Ou seja, a burguesia decidiu definitivamente cuspir nas suas próprias ficções democráticas. Brilhante, não?

(Para mais informação, o texto do tratado em inglês em http://consilium.europa.eu/media/1216793/esm%20treaty%20en.pdf)

Posted in Crise permanente, Dividocracia, Neoneoliberalismo, Onda Reaccionária | Com as etiquetas : , , , | 3 Comments »

A VULGARIDADE DA VULGARIDADE (OU O SUBNEOLIBERALISMO)

Posted by * em 17/10/2011

Se o neoliberalismo era já uma corrente teórica que dificilmente merecia o nome de teórica, uma vez que não se preocupava minimamente com a apreensão teórica da essência dos processos que pretensamente abordava, a corrente dos seguidores serôdios do neoliberalismo (entre os quais se inclui o imaturo e pouco inteligente primeiro-ministro, eterno rapazola jota-laranjinha, carreirista contumaz e carteirista ocasional, e o yes-man mister Bean que dá pela designação de “ministro das finanças”, robot fiel e acrítico de tudo o que seja organização financeira do capital internacional), dizíamos, esta corrente dos seguidores serôdios (embora imaturos) de uma corrente que já em si é superficial e pouco ou nada dada a reflexões teóricas, é, nada mais nada menos, do que a vulgaridade da vulgaridade, ou algo apenas classificável entre os dejectos teóricos e o lixo irreciclável. Colocar o destino de um povo inteiro nas patas de tais cipaios é das maiores loucuras de que é capaz o ser humano.

Posted in Neoneoliberalismo | Leave a Comment »