OLHE QUE NÃO

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Archive for the ‘Imperialismo’ Category

“QUAL O TEU NOME?” – “EU SOU AQUELE QUE NEGA”

Posted by qmiguel em 20/04/2012

Os mordomos da burguesia (Rio para o caso) decidiram mais uma vez destruir os frutos da acção popular. Abril vai longe  e a “democracia” dos senhores do mundo é sinónimo de autoridade e desrespeito total pela vida das classes populares. Apadrinhado pela traição à pátria que representou a aprovação do MES pelos partidos do regime, golpe brutal na democracia e auto-determinação dos povos, Rui Rio (mas não se enganem podia ser outro) presenteou os seus conterrâneos com mais uma medida de classe, no interesse da cada vez mais ditatorial democracia burguesa. Para os mais incautos uma medida de classe é privatizar a água que é de todos em prol do lucro de quem acumulou o capital necessário para explorar os outros por todos os meios que encontra. Uma medida de classe é também fechar um Hospital que primava pelo seu serviço à população da maior cidade do pais para o entregar a especuladores e parasitas. Todas estas medidas são medidas de classe e são também a negação da democracia. No entanto todos os dias os escribas deste regime, acossados pelo medo e pelo poder crescente de uma burguesia que num triplo movimento agudiza a exploração dos activos, lança os jovens para a miséria e indignidade, e tira anos de vida àqueles que já não consegue explorar directamente, negam diariamente pelos meios que monopolizam, a existência de classes,  e promulgam por santo decreto mediático abstracto  a existência dessa mesma democracia que os agentes do capital tratam de negar em cada uma das suas singelas acções.

Senão vejamos:

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MAIOTE A FERRO E FOGO

Posted by qmiguel em 20/10/2011

Na ilha de Mayotte (território francês ao largo de Moçambique) a população local é vitima da mais vil especulação capitalista. As grandes superfícies comerciais inflacionam o preço dos mais basicos produtos alimentares atirando um povo inteiro para a mais negra fome e miséria. Os alimentos mais básicos num Carrefour, Casino, ou Intermarché da ilha podem chegar facilmente a 3 ou 4 vezes o preço do mesmo produto numa superfície da mesma empresa em Paris!.

Após sucessivas greves gerais, e votados à mais ignóbil ignorância por parte dos media e da classe política burguesa da “metrópole” (que tem “falhado” no seu papel de “mediador” entre grandes comerciantes e populações), o movimento entra hoje no seu 24º dia. O clima de guerra civil instala-se a pouco e pouco na ilha (barricadas, confrontos com as autoridades, retaliações…). Durante a noite a polícia e seguranças privados defendem os hipermercados da fúria de uma multidão esfomeada (tendo o governo francês  mobilizado ja parte do exército para a região). A economia da ilha encontra-se devastada pelas sucessivas políticas neo-liberais e anti-populares.

Sarkozy estará concentrado no seu mais jovem rebento, e o PS, mais preocupado com o acelerar das medidas de austeridade, lançou apenas um breve apelo à calma.

Entretanto o povo de Maiote passa fome e sai à rua…

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