OLHE QUE NÃO

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Archive for the ‘Greve Geral’ Category

PODEROSA

Posted by J. Vasco em 16/11/2012

É preciso sublinhar e divulgar este facto da maneira mais veemente: ontem, os trabalhadores realizaram a maior e mais poderosa greve geral dos últimos 20 anos.

No sector privado, por exemplo, houve importantes avanços em termos de número de grevistas e de elevação da consciência social e política dos trabalhadores. Tudo isto foi feito com enormes doses de coragem, de camaradagem e de capacidade de organização. Um trabalho aturado, difícil e paciente (nalguns casos, de anos e anos) que os media do regime e a opinião que deles depende (ambos dominantes) se esforçam por desprezar, abafar e esconder.

O alto significado político desta greve geral também ficou patente nas concentrações, desfiles e manifestações que se realizaram por todo o país, incluindo nas ilhas, e que contaram com uma forte mobilização dos trabalhadores.

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SHOTGUNS, ROTTWEILLERS E GÁS PIMENTA

Posted by J. Vasco em 15/11/2012

Há uma violência de que nunca se fala: a violência exercida sobre os piquetes de greve.

Ela dá-se pela calada da noite e pela madrugada fora, enquanto muitos dormem os seus soninhos de anjo e outros projectam em blogs e afins a «revolução sem burocratas» que virá. Ela exerce-se impunemente longe das câmaras de televisão e do olhar atento de comentadores e analistas. Percebe-se porquê. Ela recai sobre essa coisa pouco interessante, a classe trabalhadora, que alguns garantiam que já não existia, que «os critérios jornalísticos» não cobrem e que o bom filisteu despreza e odeia. Pior: nos piquetes encontram-se os mais desprezíveis elementos da classe trabalhadora: os sindicalizados. Assim sendo, como pode esta violência incomodar o bom coração que vive em paz com a sua consciência?

Na Vimeca, a carga a quatro tempos sobre o piquete impediu-o de contactar os trabalhadores, que é o seu objectivo, previsto de resto na própria lei. Na primeira investida policial, a chefe da PSP Célia Gomes (a senhora fez questão de anunciar ao piquete que não era uma «simples agente», mas sim uma «chefe») ripa do seu cassetete e, envergando-o ao contrário, desfere com a zona metálica do punho um golpe na cabeça de um jovem elemento do piquete de greve. Foi chamada uma ambulância ao local, o jovem dirigiu-se ao hospital para receber tratamento e apresentou queixa da agente da polícia. Há um tempo, no Chiado, um gesto idêntico fez cair uma jornalista por terra. Nessa ocasião, um coro de indignação fez-se sentir – e bem. Mas quando a repressão sobre os piquetes acontece – tudo tranquilo.

Depois de mais três cargas (uma delas atingiu também o deputado Bruno Dias, do PCP), o piquete de greve não esmoreceu e acabou por se sentar em frente do portão das instalações da Vimeca. A linha policial aí formada continuava a impedir o contacto com os trabalhadores da empresa.

Foram então chamados reforços. Um piquete de cerca de 50 pessoas foi brindado com 10 carrinhas do corpo de intervenção cheias de robotcops e rottweillers. Havia snippers empunhando shotguns. Este dispositivo impressionante para um grupo de 50 pessoas é eloquente e fala por si. Na manifestação de 15 de Setembro – a dos abraços à polícia -, para uma Avenida de Berna a abarrotar e uma Praça de Espanha bem compostinha havia 6 carrinhas destas. O que é que incomoda a sério o sistema?

O piquete foi cercado por todos os lados e, presa de tão violento aparato, obrigado, contra a lei, a desmobilizar. Concertados com os patrões da Vimeca, os membros do corpo de intervenção, de shotgun em punho e rottweillers pela trela, fizeram escoar a saída de autocarros por um portão dos fundos das instalações da empresa. A lei foi abertamente violada, mas o domínio do capital escorreitamente garantido. É o que interessa. A negociata precisa de ser salva. (Há duas semanas, registe-se, já tinha acontecido isto).

Por fim, um dos membros do corpo de intervenção, quando as pessoas já se encontravam nas respectivas viaturas para abandonar o local, saca de um frasquinho de gás pimenta e despeja-o sobre os olhos de um jovem que tinha integrado o piquete de greve. Sem qualquer explicação. Furtou-se a ser identificado, mas a presença de um advogado da CGTP obrigou a que o chefe da força policial facultasse o nome do herói.

Ontem, este tipo de situações, com maior ou menor variação, repetiu-se de norte a sul (na Pampilhosa, por exemplo, o piquete de greve foi recebido a tiro pela GNR; num dos piquetes da Carris, um trabalhador foi detido pela polícia, etc, etc, etc). Poucos parecem interessados nisto. Mas é todo este conjunto de ameaças, perigos e obstáculos que os trabalhadores, quando se levantam numa luta, têm de enfrentar. Ameças, perigos e obstáculos silenciados por uns e ignorados por muitos. A greve geral de 14 de Novembro foi um enorme momento de luta dos trabalhadores. A sua coragem, abnegação e capacidade de organização foram decisivas. Outros momentos, mais fortes ainda, se seguirão.

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A HORA É DE LUTA

Posted by J. Vasco em 13/11/2012

 

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NÃO VAI FALTAR CORAGEM

Posted by J. Vasco em 13/11/2012

 

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NEM UMA SÓ ENGRENAGEM

Posted by J. Vasco em 13/11/2012

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À GREVE, COM CORAGEM!

Posted by J. Vasco em 13/11/2012

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ESTE NÃO É O ORÇAMENTO DE QUEM TRABALHA

Posted by qmiguel em 31/10/2012

Porque este não é o orçamento de quem trabalha.

Porque o aprovam mostrando que não têm respeito por qualquer principio democrático.

Porque fogem dos trabalhadores como do diabo da cruz.

Porque te fazem a vida num inferno.

Porque esta crise não é a tua.

Porque vão buscar aos teus bolsos o dinheiro para os cofres da banca.

Porque urge rasgar o pacto de agressão e tomar em nossas mãos o rumo das nossas vidas.

Porque só na rua se pode travar esta política.

Porque te obrigam a pagar a crise do capital.

Porque podemos acabar com a exploração.

Porque o capitalismo não é reformável.

Porque não há bandeira sem luta, dia 14 a greve é a tua arma.

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LONGE DA VISTA

Posted by J. Vasco em 24/03/2012

 

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MUITO ANTES DE SUBIR AO CHIADO

Posted by J. Vasco em 24/03/2012

Os principais meios de comunicação social, mesmo contra a sua vontade, não puderam deixar de difundir a repugnante carga policial fascista do Chiado. Mas esforçaram-se, do mesmo passo, por circunscrever o dia de greve geral (e a brutal repressão que sobre ele recaiu) à manada de robocops que investiu Chiado acima, atingindo tudo o que mexesse. A pequena burguesia intelectualizada suspirou, lamentou os acontecimentos e a seguir indignou-se. Afinal de contas, isto é uma perturbação da «democracia». É preciso corrigir os «excessos» e regressar à «ordem natural das coisas», a ordem que sobre nós reina: os trabalhadores que vendam a sua força de trabalho e os capitalistas que se apropriem da mais-valia sob a forma de lucro.

E no entanto, lá onde a exploração pulsa na sua face mais crua, lá onde o afrontamento entre exploradores e explorados se dá corpo a corpo, lá onde a coragem e a solidariedade não são palavras ocas mas forças sociais em acção, imperou no dia 22 de Março a violência mais brutal, mais impiedosa e não menos sistemática. Longe dos holofotes e fora da consideração da opinião «bem pensante», os piquetes de greve, de Norte a Sul do país, provaram mais uma vez o inconfundível sabor do estado de excepção.

As forças policiais actuaram na luta de classes como aquilo que são: um braço armado da burguesia. Violando a lei da greve, impediram que os piquetes contactassem os trabalhadores e carregaram sobre eles sempre que um amarelo decidia furar a greve. Em cada caso, actuaram abertamente segundo os interesses das administrações das empresas. (Cada trabalhador e sindicalista que integra um piquete de greve tem uma noção mil vezes mais nítida do carácter do Estado como aparelho de repressão de uma classe sobre outras do que o mais distinto dos professores universitários que enche centos de páginas com ficções acerca do Estado enquanto «organizador do bem comum»).

No piquete de greve da Vimeca, em Queluz de Baixo, um dos polícias, quando confrontado com a violação da lei a que estava a proceder, saiu-se com uma tirada que veríamos ser politicamente racionalizada pelo deputado fascista João Almeida, do CDS, na Assembleia da República: estava ali a proteger a «liberdade de quem queria trabalhar». Ao início da madrugada, um polícia da mesma força que actuou na Vimeca dirigiu-se a duas jovens do piquete de greve, para começo de conversa, prometendo-lhes umas bastonadas lá para o meio da noite. O mesmo polícia, em tom de ódio, disse que as pessoas que compunham o piquete não estavam a fazer mais do que «figurinhas». O ódio e a provocação sucediam-se. O oficial que dirigia as forças policiais fez-se acompanhar de um pingalim que brandia de cada vez que tartamudeava as orientações dos capatazes da administração da empresa. Os mesmos capatazes da administração, de resto, que tinham o seu piquete anti-greve montado à entrada das instalações e que o utilizavam como arma de condicionamento dos trabalhadores com o apoio da polícia.

A força policial, em conluio com os patrões da Vimeca, instalou-se no local muito antes da chegada do piquete, com o objectivo de impedir a sua formação. Transportaram grades para os portões e queriam colocar as pessoas atrás delas. A resistência do piquete travou esse objectivo. O cordão policial, finalmente, passou a noite a investir sobre o piquete de greve.

É este o regime em que vivemos. Foi assim, mais uma vez, de Norte a Sul.

Milhares de homens e mulheres lutam com coragem, determinação e inteligência. Não merecem as preocupações do filisteu «bem pensante» nem a atenção dos meios de comunicação, ainda que sejam eles quem mais sofre na pele a violência burguesa. Mas estão lá. Sempre. E dão a conhecer aos trabalhadores toda a sua força, quando se juntam e organizam. Dão corpo à luta mais bela de todas: a luta pela emancipação humana, pelo fim da exploração capitalista. Porque sabem que o fascismo é uma toupeira que sobe à superfície, enfrentam-no no local mesmo em que a essência do capitalismo se determina. Enfrentam-no, com todos os custos que isso acarreta, cá em baixo, muito antes de ele subir ao Chiado.

Central da Vimeca, Queluz de Baixo, 22 de Março de 2012

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NÃO DEIXES QUE TE PAPEM. LUTA

Posted by J. Vasco em 21/03/2012

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PARA ALÉM DO MEDO

Posted by J. Vasco em 21/03/2012

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FAZER FRENTE

Posted by J. Vasco em 21/03/2012

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A GREVE É GERAL

Posted by qmiguel em 18/03/2012

Existe um momento em que temos de tomar o nosso futuro nas nossas mãos. Não “vamos” à greve, construímo-la pela nossa luta, no nosso local de trabalho.  A greve é geral e são os trabalhadores como eu e tu que a fazem:

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A PRODUTIVIDADE, ORA AÍ ESTÁ…

Posted by qmiguel em 17/01/2012

Aí está a “prenda no sapatinho” do capital. Como se nos tempos que correm fosse coisa que rareasse. A musica acaba e as tombam as mascaras: um trabalhador deve dispor do mínimo poder possível sobre a sua vida, não servisse a sua existência apenas para que lhe seja sugado o fruto do seu trabalho.

Férias é coisa para quem dispõe de capital, para os proprietários, esses sim poderão ser livres, cada vez mais livre de sugar o trabalho alheio. Uma jorna organizada onde  procuramos encaixar, entre as fatigantes horas de exploração, um tempinho para estarmos com os nossos é coisa  que não deve depender de quem trabalha para que outro amealhe.  Afinal só precisamos de descansar para “recuperar física e psicologicamente” para que amanhã, ou dentro de 5 minutos, a exploração possa continuar.

Pois sim terão por certo todos os direitos formais, até o de dizer que não, mas nunca em conjunto digamos que de uma forma mais “dinâmica” através de “estruturas para o efeito”, até porque o direito ao seu posto de trabalho passa a estar dependente do mero e unilateral apetite do patrão, que terá apenas que formalmente explicar de que forma alguém é inadaptado, isto quando não lhe apetecer simplesmente extinguir o posto de trabalho em questão (até porque já pode haver outro de “conteúdo funcional idêntico”), nada que nos preocupe pois haverá sempre um “critério relevante”. O “critério relevante”, “estruturas representativas”, “dinamização”, são as novas denominações da mais pura repressão social.  Estamos todos às ordens e a lei é conforme…

Total liberdade, mas liberdade para despedir, para reprimir, para explorar. Nenhuma liberdade para quem produz. Em nome de uma crise para a qual o sistema capitalista não oferece nenhuma possibilidade de superação.

Hoje mais que ontem, uma barricada só tem dois lados.

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LUMINOSA

Posted by J. Vasco em 23/11/2011

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A FORÇA DA GREVE GERAL

Posted by J. Vasco em 23/11/2011

 

ACOMPANHA, DIVULGA, PARTICIPA.

(clicar na imagem)

 

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TODOS AOS PIQUETES!

Posted by J. Vasco em 18/11/2011

Gerd Arntz Web Archive, por amabilidade do Pedro Pousada, há um ano

 

Retomam-se aqui as palavras de há um ano:

«Os piquetes de greve são elementos fundamentais da luta dos trabalhadores contra a repressão e contra os boicotes dos amarelos. São escolas de resistência e de organização. Terão nas lutas futuras um papel cada vez mais decisivo. E, senhores burgueses e respectivos lacaios (fardados ou não), podeis tremer: os piquetes alargar-se-ão amplamente, multiplicar-se-ão, consolidar-se-ão e fortalecer-se-ão. Até à vitória final».

 

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ABRE OS OLHOS E OLHA, ABRE OS BRAÇOS E LUTA

Posted by J. Vasco em 18/11/2011

 

A burguesia bem tenta que assim não seja. Tenta por todos os meios. As televisões não passam, os jornais não falam, a universidade dá alento a «sociólogos» marca Villaverde Cabral que decretaram o fim da classe operária nos anos 80 e que propõem o fim do 1º de Maio no ano de 2011.  Mas a verdade é que os trabalhadores levantam-se, organizam-se e lutam. A verdade é que as organizações de classe dos trabalhadores – perseverantes, actuantes, firmes, com saber histórico e ligação às massas – reúnem, debatem, esclarecem e mobilizam. E não desfalecem. E não desistem. E organizam.

A greve geral é a força dos trabalhadores. É a demonstração de que não são objectos passivos, às ordens do capital, mas sujeitos conscientes capazes de se emanciparem (e com eles a humanidade) e de determinarem a história.

VIVA A GREVE GERAL! 

 

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MAIOTE A FERRO E FOGO

Posted by qmiguel em 20/10/2011

Na ilha de Mayotte (território francês ao largo de Moçambique) a população local é vitima da mais vil especulação capitalista. As grandes superfícies comerciais inflacionam o preço dos mais basicos produtos alimentares atirando um povo inteiro para a mais negra fome e miséria. Os alimentos mais básicos num Carrefour, Casino, ou Intermarché da ilha podem chegar facilmente a 3 ou 4 vezes o preço do mesmo produto numa superfície da mesma empresa em Paris!.

Após sucessivas greves gerais, e votados à mais ignóbil ignorância por parte dos media e da classe política burguesa da “metrópole” (que tem “falhado” no seu papel de “mediador” entre grandes comerciantes e populações), o movimento entra hoje no seu 24º dia. O clima de guerra civil instala-se a pouco e pouco na ilha (barricadas, confrontos com as autoridades, retaliações…). Durante a noite a polícia e seguranças privados defendem os hipermercados da fúria de uma multidão esfomeada (tendo o governo francês  mobilizado ja parte do exército para a região). A economia da ilha encontra-se devastada pelas sucessivas políticas neo-liberais e anti-populares.

Sarkozy estará concentrado no seu mais jovem rebento, e o PS, mais preocupado com o acelerar das medidas de austeridade, lançou apenas um breve apelo à calma.

Entretanto o povo de Maiote passa fome e sai à rua…

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TEMPO DE LUTA E DE UNIDADE

Posted by qmiguel em 17/10/2011

A CGTP-IN e a UGT começaram hoje a discutir a possibilidade de uma greve geral. Esta, a verificar-se, marcará o início da contra-ofensiva dos trabalhadores face à agressão bárbara contra as suas conquistas. Hoje mais que ontem “todos seremos poucos”, cabe a cada trabalhador, a cada cidadão não deixar a resposta por mãos alheias e fazer tudo aquilo que esteja ao seu alcance para que a sua vida e a do seu próximo não bascule para a mais negra das depressões. Não nos enganemos, a única resposta real à actual situação económica e ao ataque vil do capital só poderá vir dos trabalhadores eles mesmos, da sua determinação e da sua luta comum. É hora de começar a construir colectivamente um futuro diferente com a consciência de que à partida nada está ganho ou perdido e de que o novo capítulo de luta que começaremos a escrever em breve exigirá toda a nossa determinação e imaginação colectiva. Devemos tomar consciência de que, daqui em diante,  face à barabaridade com que nos defrontamos, a luta não deve conhecer limites.

 

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NOS PIQUETES

Posted by J. Vasco em 24/11/2010

CTT, CABO RUIVO, MADRUGADA DE DIA 24 DE NOVEMBRO

Os piquetes de greve são elementos fundamentais da luta dos trabalhadores contra a repressão e contra os boicotes dos amarelos. São escolas de resistência e de organização. Terão nas lutas futuras um papel cada vez mais decisivo. E, senhores burgueses e respectivos lacaios (fardados ou não), podeis tremer: os piquetes alargar-se-ão amplamente, multiplicar-se-ão, consolidar-se-ão e fortalecer-se-ão. Até à vitória final.

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GRATIDÃO

Posted by * em 24/11/2010

Os autores do blog prestam homenagem, neste início de Greve Geral, a estes heróis do povo trabalhador, os sindicalistas combativos que, com indescritível dedicação e à custa de enormes esforços e sacrifícios, lutam diariamente contra a exploração, contra a burguesia, suportando corajosamente os ataques, as perseguições e as calúnias demagógicas dos defensores da exploração. Nós sabemos quem odeia os sindicatos e as razões por que os odeiam. Mas também sabemos quem os respeita e quem percebe que os sindicatos são a força colectiva dos trabalhadores. A nossa sincera gratidão aos sindicalistas combativos, estas pessoas que se transcendem quotidianamente, que roçam o que de mais humano o ser humano tem.

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«VAI SER UMA GRANDE LUTA»

Posted by J. Vasco em 23/11/2010

A entrevista de hoje, véspera da greve geral, é com José Reizinho, coordenador da comissão de trabalhadores da CP. Oferecemos aos nossos leitores mais um retrato de uma grande empresa de transportes, desta feita de dimensão nacional. Apresentando especificidades, não deixa no entanto de ser atravessada pelos efeitos nefastos da agressiva política de recuperação capitalista que atinge todos os sectores de actividade.

José Reizinho demonstra uma consciência aguda da necessidade de aprofundar os laços de classe entre os trabalhadores. As lutas futuras, duras e prolongadas, assim o exigem. 

  

OLHE QUE NÃO – No quadro geral do agravamento das condições de vida dos trabalhadores portugueses, qual é a situação particular da CP?

JOSÉ REIZINHO – Na minha perspectiva, para caracterizar a situação actual da CP é necessário recuar alguns anos e apreender a política de privatização gradual da empresa que tem vindo a ser seguida.

OLHE QUE NÃO – Essa política de privatização agravou-se recentemente?

JOSÉ REIZINHO – Sim, sim. A pretexto da crise financeira deram-se decisivos passos em direcção à privatização do transporte ferroviário. Invocando sempre «a crise» e «as dificuldades económicas», criaram-se condições a vários níveis para essa privatização.

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AVISO AO TELESPECTADOR DESPREVENIDO

Posted by J. Vasco em 23/11/2010

Não há um dia do ano em que as coisas não se passem assim. A perspectiva que move os órgãos de comunicação social é sempre igual: zombar do povo, rebaixá-lo, vergá-lo, dobrar-lhe a cerviz. Para isso, omitem as suas lutas, obnubilam-lhe o horizonte, desprezam-no e sufocam-no.

Só não é assim, quando o dia é de greve, quando os trabalhadores, unidos, mostram a sua força e cortam a respiração aos seus exploradores. Aí, repentinamente, tornam-se muito amigos «das pessoas»; preocupam-se ciosamente com «os cidadãos»; desdobram-se em mil cuidados com «os transtornos»  do «contribuinte» nas deslocações para o emprego e com as chatices provocadas pelas consultas desmarcadas. E então correm, em chusma, de microfone nas mãos e de câmaras aos ombros. Correm para os sítios que desprezam nos outros dias todos que não são de greve: o terminal do autocarro, a gare do comboio e do metro, a estação fluvial, a sala de espera do centro de saúde e do hospital público. E fingem que se interessam, e que apoiam, e que oferecem um ombro amigo, e que compreendem. E escondem quem são. E estimulam e acarinham a canalhice, e a falta de princípios, e o individualismo, e a resignação, e a traição. E de seguida, em directo, dão-nos a ver todo este belo cenário que eles próprios produziram, dirigiram e montaram.

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OUSADOS NO PENSAMENTO E NA ACÇÃO

Posted by J. Vasco em 23/11/2010

«Pela ocasião da greve geral de 24 de Novembro em Portugal, desejo-vos, de todo o coração, que tenham um enorme sucesso, que seja o início de um nível novo de uma luta de classes decisiva no vosso país. A crise global do capitalismo, a miséria e o sofrimento de milhões de trabalhadores exigem que nos transcendamos a nós mesmos para nos tornarmos ousados no pensamento e na acção.

Envio aos camaradas em Portugal, ao povo em luta pelo mais nobre objectivo na história, em luta pela libertação do trabalho assalariado, pelo comunismo, os meus calorosos cumprimentos.».

Periklis Pavlidis

* O Olhe Que Não tem o privilégio de ter entrevistado Periklis Pavlidis, professor universitário grego, nas vésperas da greve geral de amanhã. A entrevista dá-nos conta da aguda luta de classes em curso na Grécia desde há um ano. Pela extensão da entrevista, publicá-la-emos em vários módulos ao longo da próxima semana. O excerto acima transcrito corresponde às palavras finais que Periklis Pavlidis entendeu dirigir-nos.

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A GREVE GERAL EM MARCHA (IV)

Posted by J. Vasco em 22/11/2010

LISBOA, CASTELO DE S. JORGE, 22 DE NOVEMBRO DE 2010

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«UM GANHO PRECIOSO NA CONSCIÊNCIA DE CLASSE DOS TRABALHADORES DA CARRIS E NA SUA CAPACIDADE DE MOBILIZAÇÃO PARA AS LUTAS FUTURAS»

Posted by J. Vasco em 20/11/2010

Manuel Leal é membro do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP), da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (FECTRANS), ambas estruturas filiadas na CGTP, e responsável pela acção sindical na Carris, mais uma das grandes empresas de transporte urbano da área metropolitana de Lisboa.

A entrevista que concedeu ao Olhe Que Não, em vésperas da greve geral de dia 24 de Novembro, prima pela clareza e pelo profundo conhecimento de que dá mostras da realidade da vida laboral na Carris. Vale a pena acompanhar as suas análises, assim como, a partir da experiência recente na Carris, é imperioso atentar seriamente na importância que Manuel Leal atribui à elevação da consciência política e de classe dos trabalhadores: «este nível de consciência que os trabalhadores ganharam parece-nos ser um ganho enorme em termos do presente e em termos do futuro»

OLHE QUE NÃO – Para o dia 24 de Novembro está marcada uma greve geral. Face à situação da Carris, quais são os motivos desta greve na empresa? Como se posiciona o STRUP em relação a ela?

MANUEL LEAL – Antes de mais, penso que vale a pena referir que o desencadear da actual ofensiva contra os trabalhadores a nível nacional, e por tabela contra os trabalhadores da Carris, veio confirmar as posições sucessivas de denúncia, feitas por nós ao longo dos anos, da acção dos sindicatos da UGT,  secundados pelos chamados sindicatos independentes.

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«OS TRABALHADORES ESTÃO UNIDOS E DISPONÍVEIS PARA A LUTA»

Posted by J. Vasco em 18/11/2010

O Olhe Que Não dá hoje início a uma série de entrevistas com dirigentes sindicais e membros de comissões de trabalhadores, que se encontram, neste momento, em intensa fase de preparação da greve geral do próximo dia 24 de Novembro. Para além da participação dos editores do blog, enquanto trabalhadores, na greve, decidiram eles contribuir também para o sucesso dessa grande luta dando voz aos seus mais destacados construtores, que, de resto, sentem e vivem no dia a dia o pulsar real do movimento.

Para conhecermos de mais perto as dinâmicas que o atravessam e que o estruturam, ficamos de seguida com as palavras e as reflexões de Jorge Alves, elemento da comissão de trabalhadores do Metropolitano de Lisboa, como se sabe uma das mais importantes empresas de transportes da malha urbana e suburbana de Lisboa.

 

OLHE QUE NÃO – No âmbito da presente ofensiva geral contra os trabalhadores, plasmada nas várias versões do PEC e na aprovação do OE para 2011, de que forma são e serão afectados especificamente os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa?

JORGE ALVES – Os trabalhadores da nossa empresa, tal como de todas as outras do sector empresarial do estado, sofrem um impacto financeiro muito pesado, quer nos salários, quer nos subsídios de refeição, quer nos abonos de trabalho nocturno. Isto para além do que acontece a todos os outros trabalhadores com o aumento do IVA, da inflação e do IRS.

Dos cortes directos no vencimento e nos subsídios, estimamos que em média os trabalhadores da nossa empresa são roubados em mais de 18%.

Quanto a uma outra importante questão, temos vindo a alertar para que, do ponto de vista dos princípios, esta medida é uma clara violação do direito à livre negociação e à autonomia de cada empresa. Note-se que o salário que temos hoje não foi tirado a ninguém, resulta de uma negociação em que a empresa e os sindicatos acordaram que para um conjunto de tarefas e responsabilidades que os trabalhadores têm merecem em contrapartida uma remuneração determinada, que agora unilateralmente querem alterar.

Reparemos que nos tiram no salário, mas mantêm todas as tarefas e responsabilidades que temos.

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A GREVE GERAL EM MARCHA (III)

Posted by J. Vasco em 18/11/2010

AMADORA, 18 DE NOVEMBRO DE 2010

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A GREVE GERAL EM MARCHA (II)

Posted by J. Vasco em 18/11/2010

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A GREVE GERAL EM MARCHA

Posted by J. Vasco em 12/11/2010

LISBOA, 12 DE NOVEMBRO DE 2010

aqui

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A «ESTABILIDADE» (DO CAPITAL) É A INSTABILIDADE DAS NOSSAS VIDAS

Posted by J. Vasco em 17/10/2010

No próximo dia 24 de Novembro, os trabalhadores portugueses avançam para a greve geral. Engrossaremos a torrente de lutas, protestos e greves que têm varrido a Europa desde a Primavera passada. Contra a exploração capitalista; contra a intensificação do esbulho patronal a propósito da crise; contra a descida dos salários, a subida vertiginosa do custo de vida e a retirada de direitos. Pelo fortalecimento da resistência organizada dos trabalhadores à brutal ofensiva da burguesia; pelo crescimento da consciência social e política dos trabalhadores; pela preparação de novas lutas (mais fortes, mais coesas, mais conscientes, imparáveis) contra a «estabilidade» do capital, que é a instabilidade das nossas vidas. Ao trabalho, camaradas!

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