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Archive for the ‘Escola da Fontinha’ Category

A BURGUESIA, A CULTURA E A EDUCAÇÃO

Posted by J. Vasco em 22/04/2012

Depois de um ano de trabalho voluntário na Es.col.a, ao longo do qual se pôs de pé e a funcionar uma miríade de actividades que o capitalismo sonega diariamente às populações, a fúria pidesca da burguesia laranja do Porto abateu-se sobre livros, computadores, quadros, brinquedos e trabalhos de crianças. Aniquilou o substrato e o produto da cultura e da educação que o próprio povo da Fontinha organizou e dinamizou.

Tudo o que não entra no circuito do valor; qualquer actividade ou relação social que não sirva para auto-valorizar o capital; cada espaço e momento que não estejam ao serviço da sucção de mais-valia – são impiedosamente perseguidos pela burguesia e pelos seus representantes políticos e reduzidos a pó.

No lugar da cultura e da educação (que os burguesotes confundem com «formação de elites»), do desporto, do convívio e da fruição de actividades lúdicas, ergam-se antes, de braços dados com a especulação imobiliária, centros comerciais. Por um lado, é preciso fazer face à super-produção e realizar o valor produzido; por outro, é absolutamente necessário atomizar as existências, incutir a mentalidade do «consumidor», matar à nascença qualquer veleidade de auto-organização colectiva dos explorados e das massas populares.

Para além do espírito fascista de Rui Rio e do PSD, no microcosmos da Fontinha manifestou-se principalmente a relação de ódio que a burguesia mantém com a cultura e com a educação. «Ou servem para me aumentar o lucro – ou eu saco da pistola e dou cabo de vós».

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“QUAL O TEU NOME?” – “EU SOU AQUELE QUE NEGA”

Posted by qmiguel em 20/04/2012

Os mordomos da burguesia (Rio para o caso) decidiram mais uma vez destruir os frutos da acção popular. Abril vai longe  e a “democracia” dos senhores do mundo é sinónimo de autoridade e desrespeito total pela vida das classes populares. Apadrinhado pela traição à pátria que representou a aprovação do MES pelos partidos do regime, golpe brutal na democracia e auto-determinação dos povos, Rui Rio (mas não se enganem podia ser outro) presenteou os seus conterrâneos com mais uma medida de classe, no interesse da cada vez mais ditatorial democracia burguesa. Para os mais incautos uma medida de classe é privatizar a água que é de todos em prol do lucro de quem acumulou o capital necessário para explorar os outros por todos os meios que encontra. Uma medida de classe é também fechar um Hospital que primava pelo seu serviço à população da maior cidade do pais para o entregar a especuladores e parasitas. Todas estas medidas são medidas de classe e são também a negação da democracia. No entanto todos os dias os escribas deste regime, acossados pelo medo e pelo poder crescente de uma burguesia que num triplo movimento agudiza a exploração dos activos, lança os jovens para a miséria e indignidade, e tira anos de vida àqueles que já não consegue explorar directamente, negam diariamente pelos meios que monopolizam, a existência de classes,  e promulgam por santo decreto mediático abstracto  a existência dessa mesma democracia que os agentes do capital tratam de negar em cada uma das suas singelas acções.

Senão vejamos:

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ISTO AQUI ERA UMA ORQUESTRA, QUEM DIZ O CONTRÁRIO É TOLO

Posted by J. Vasco em 13/05/2011

VÍDEO AQUI

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