OLHE QUE NÃO

olhequenao.wordpress.com

Archive for the ‘Cuba’ Category

UMA APOSTINHA QUE NENHUM ÓRGÃO DA «IMPRENSA LIVRE» VAI NOTICIAR ISTO?

Posted by J. Vasco em 27/01/2013

 

«En 2012 Cuba patentaba la primera vacuna terapéutica contra el cáncer de pulmón avanzado a nivel mundial, la CIMAVAX-EGF (3). Y en enero de 2013 se anunciaba la segunda, la llamada Racotumomab (4). Ensayos clínicos en 86 países demuestran que estas vacunas, aunque no curan la enfermedad, consiguen la reducción de los tumores y permiten una etapa estable de la enfermedad, aumentando esperanza y calidad de vida.

El Centro de Inmunología Molecular de La Habana, perteneciente al Estado cubano, es el creador de todas estas vacunas. Ya en 1985 desarrolló la vacuna de la meningitis B (5), única en el mundo, y más tarde otras, como las que combaten la hepatitis B o el dengue (6). Además, investiga desde hace años para desarrollar una vacuna contra el VIH-SIDA (7). Otro centro estatal cubano, los laboratorios LABIOFAM, desarrolla medicamentos homeopáticos también contra el cáncer: es el caso del VIDATOX, elaborado a partir del veneno del alacrán azul (8).

Cuba exporta estos fármacos a 26 países, y participa en empresas mixtas en China, Canadá y España (9). Todo esto rompe completamente un estereotipo muy extendido, reforzado por el silencio mediático acerca de los avances de Cuba y otros países del Sur: que la investigación médico-farmacéutica de vanguardia se produce solo en los países llamados “desarrollados”.».

Ler o resto da notícia aqui.

Anúncios

Posted in *, Cuba | Com as etiquetas : | Leave a Comment »

O HERÓI

Posted by * em 08/07/2010

“Guillermo Fariñas Hernández, conhecido no ambiente dos vende-pátrias (traiçoeiros) como Coco, transita de uma posição simpática à Revolução ao comportamento anti-social.

O primeiro ato público que revelou o grande desajuste de sua personalidade, e que não teve nenhuma matiz política, ocorreu no final de 1995, quando ele agrediu fisicamente uma mulher, funcionária da instituição de saúde onde trabalhava como psicólogo, lhe causando ferimentos múltiplos no rosto e nos braços. O crime provocou uma pena de três anos de prisão sem internamento, além de uma multa de 600 pesos.

Para escapar à justiça inventou sua primeira greve de fome e logo depois passou ao limiar das atividades contrarrevolucionárias. Com a ajuda desses pequenos grupos, divulgava seu caso, fazendo uma série de tergiversações por emissoras de rádios subversivas, além de expressar a disposição de morrer se não lhes dessem respostas às demandas que desejava.

Um segundo evento, em 2002, confirma a característica violenta deste sujeito e o desprezo evidente por sua pátria e os cidadãos que a defendem. Em plena cidade de Santa Clara, Fariñas espancou fortemente com um bastão um ancião que havia evitado um ato terrorista de um enviado especial do terrorista Luis Posada Carriles. Os danos causados no lesionado provocaram uma urgente intervenção cirúrgica para retirar-lhe o baço.

Uma vez condenado a 5 anos e 10 meses de prisão, na Causa 569 de 2002 do Tribunal Popular Provincial de Villa Clara, usou de novo seu método de fazer show: a greve de fome.

(…)

Fariñas é um assíduo repórter da infame emissora chamada Rádio Martí e de outras estações anti-cubanas.

Sua folha de serviços é ampla também na assistência a atividades da todo tipo da SINA [Secção de Interesses dos Estados Unidos em Havana] e de algumas embaixadas europeias que dirigem a subversão em Cuba, das quais recebe instruções, dinheiro e suprimentos.”

Alberto Nuñez Betancourt

Fonte: http://mostrandoaface.blogspot.com/2010/03/cuba-greve-de-fome-de-guillermo-farina.html

Posted in Cuba, FIGURAS | Com as etiquetas : | Leave a Comment »

SOBRE CUBA E ALGO MAIS

Posted by * em 19/03/2010

Havia mais controle social imediato, mais coacção política revolucionária e, neste sentido, menos liberdade na Paris do final do século XVIII e início do século XIX do que nas plácidas planícies do interior francês, onde reinava, tranquilamente, a ordem feudal. Prova isso que o capitalismo era pior do que o feudalismo? Prova isso que o feudalismo era um regime mais humano? Se seguíssemos a pouco dialéctica e superficial mentalidade filistéia, que pulula nos meios de comunicação, sim, provaria.

É característico da burguesia abordar as questões ideológicas de modo abstracto, o que, de resto, tem fundas raízes no próprio carácter das relações baseadas na troca mercantil, reguladas pelo dinheiro, equivalente universal que transforma toda e qualquer mercadoria em outra de igual valor. Assim, o filisteu olha, enternecido, para os conceitos de liberdade, igualdade, violência, etc., de modo ahistórico, abstracto (a liberdade, por exemplo, é vista, abstractamente, como “liberdade em geral”, a liberdade das raposas é igualada à liberdade das galinhas). Esta abordagem abstracta, conjugada com a tendência indutiva de cunho empirista, faz, ao nível do senso comum, maravilhas em termos de estupidificação maximizada. No entanto, como dizia o velho Hegel, a verdade é sempre concreta. Há que fitar bem os conceitos com que os ideólogos burgueses gostam de se mascarar e descobrir o verdadeiro rosto que eles escondem.

Se, por exemplo, analisarmos historicamente a questão da liberdade e da coacção, veremos que em qualquer formação económico-social, a coacção é tão maior quanto mais se joga o destino dessa mesma formação, ou seja, quanto maior a possibilidade de uma contra-revolução ou de uma revolução. Em termos mundiais, o capitalismo foi mais agressivo nos lugares e momentos em que lutava contra a ordem feudal ou, mais tarde, onde e quando era necessário defender o capitalismo perante a possibilidade de viragem revolucionária (ou ainda, quando se tratava de passar à ofensiva em termos de luta pela partilha interimperialista). Quando um regime social se sente seguro, pode permitir uma maior liberdade, certo de que essa maior liberdade não o põe em causa em termos imediatos. Claro que há hoje mais liberdade em França do que em Honduras e, no entanto, estamos a falar de dois países capitalistas. Por que será que há mais liberdade em França? Será do guaraná?

Cuba é um país que tenta, numa luta de vida ou morte, manter viva a chama de uma  nova ordem social, livre da exploração capitalista. É uma pequena ilha, cercada e acossada pelo imperialismo. É natural que seja difícil garantir uma grande liberdade nestas condições, é natural que haja restrições à liberdade. É natural que não se permita não só a exploração capitalista como a sua defesa activa. É natural que haja a necessidade de restringir a saída de mão de obra qualificada que, tendo obtido a sua formação à custa do esforço social, poderia, no entanto, mandando os demais para as cucuias, ter talvez, reconheçamos, um modo de vida melhor em países imperialistas, onde grassa a baixa qualificação e há uma maior disparidade social entre trabalho intelectual e manual. É natural que,  infelizmente, no vórtice do processo, seja, por vezes, difícil distinguir o necessário do exagero, o correcto do incorrecto, e que haja alguns exemplos de   fenómenos que entrem mesmo em contradição com os ideias comunistas. Mas a revolução não é um passeio à beira-mar e, em termos gerais, o caminho é o da construção de uma sociedade muito mais humana do que a capitalista. Se Cuba seguisse todos os conselhos que as cândidas almas democrático-burguesas lhe dão diariamente, tornar-se-ia, em pouco tempo, mais um Haiti à beira-caribe plantado, mais um país prostituído e dominado,  com a típica  exploração capitalista, opressão, roubalheira, miséria, analfabetismo, desemprego e pérolas que tais.

Sim, em Cuba não é permitida a defesa activa do regime de exploração do homem pelo homem.  Em Cuba há  essa restrição à liberdade. O difícil seria imaginar o contrário, num país que estivesse a instaurar um novo regime social. Não são permitidos actos práticos que visem o retorno à exploração capitalista, como também nos países capitalistas não se permite que se pretenda reinstalar a servidão, a escravatura, o canibalismo, etc. Claro que um canibal tem menos liberdade onde o canibalismo seja proibido e muito pode chorar pela liberdade perdida. Temos pena…

Posted in Cuba | Leave a Comment »

SOFRIMENTO(S)

Posted by * em 13/03/2010

Há uma ideia generalizada de que o sofrimento dos que se dedicam a determinadas causas seria prova suficiente da justeza moral da própria causa. Uma outra vertente desta mesma ideia identifica o sofrimento com a sabedoria: o sofrimento reflectiria sabedoria ou conduziria à mesma.

Esta ideia, de origem mística, funciona como um mecanismo de defesa que pretende compensar o sofrimento com uma vantagem de ordem moral ou gnosiológica. O sofrimento do mártir purificá-lo-ia e fá-lo-ia alcançar os cumes da sabedoria, com putativos bónus numa outra vida, seja em termos de proximidade ao senhor, seja em quantidade de virgens. O sofrimento faria ainda com que o sofredor entrasse em comunhão com todos os sofredores do mundo, o seu sofrimento exprimiria todo sofrimento do mundo. Cada sofrimento em particular irmanaria, assim, todos os sofredores e a causa do sofredor exprimiria a própria causa humanista do fim do sofrimento humano. Mas esta relação não é verdadeira! O simples facto de haver sofredores em ambos os lados da barricada, indica que a avaliação da justeza, justiça e sabedoria dos combatentes deve seguir outros critérios.

Podemos respeitar muito o sofrimento, mas não é verdade que a justeza das causas e a sabedoria dos mártires possa ser provada com o próprio sofrimento. O calvário por que passaram, ao longo da história, cristãos, judeus, minorias de todos os tipos, não fazem com que sejam automaticamente verdadeiras e justas a causas que possam defender; os anos de sofrimento dos lutadores comunistas contra a exploração não podem ser apresentados como a prova, per se, da justeza dos seus ideais; os pretéritos anos de luta clandestina e de cadeia de alguns renovadores comunistas (por mais que respeitemos esse sofrimento) não fizeram necessariamente destes mais sábios e mais justos (na sua maioria são até muito pouco inteligentes); o martírio de combatentes anti-comunistas não lhes dá autoridade moral para falar de justiça social nem reflecte um conhecimento superior do rumo da história. O sofrimento não reflecte  necessariamente  nem sabedoria nem rectidão. As greves de fome de opositores pró-capitalistas cubanos não faz com que eles deixem de ser defensores da exploração do homem pelo homem. Há sofredores que sofrem por ideais verdadeiramente humanos, há os que sofrem em defesa da exploração, há sofredores sábios e há sofredores pouco inteligentes, há sofredores bem  intencionados e há sofredores mal intencionados, há sofrimento inútil, reaccionário ou pernicioso e há sofrimento por causas elevadas. Há muitos tipos de sofrimento.

A ideia de que o sofrimento deve obrigar os demais, como contrapartida, ao reconhecimento da sabedoria, da inteligência, da  justeza da causa é uma posição que, longe de respeitar o próprio sofrimento enquanto sofrimento, apenas o vê como moeda de troca para obter um outro bem. O sofredor achar-se-ia no direito a usar o próprio sofrimento para comprar o que por vezes não tem: inteligência, sabedoria, pureza de ideais.  O sofredor, enquanto sofredor, é apenas…sofredor. Merece a nossa comiseração e ajuda no sentido de assistência para a diminuição possível do sofrimento. Mas ajudar não é apoiar. Só a avaliação integral e aprofundada de todas as implicações da causa a que se dedica a pessoa em concreto pode revelar outras qualidades da sua intervenção social e a dimensão moral do próprio sofrimento.

Posted in Cuba, Sofrimento(s) | 3 Comments »

«CUBA – A VERDADE DOS FACTOS»

Posted by J. Vasco em 13/03/2010

Desculpem os leitores a longa citação que se vai seguir. Na realidade, a reprodução na íntegra de um artigo de Ângelo Alves dado à estampa na última edição do Avante!. Acontece que, face à hipocrisia grassante na comunicação social, faz falta mudar a face ao disco, e este artigo cumpre essa função na perfeição.

Notem os leitores: no mundo da comunicação social do sistema, um morto do «mundo civilizado», das «democracias ocidentais», um morto representante «do nosso modo de vida», das causas da «democracia» e da «liberdade», é sempre humanizado, apresentado ao detalhe, com nome, família, sentimentos, percurso de vida, projectos, relacionamentos. As mais das vezes reconstituem-se mesmo as horas, os minutos e os segundos que precederam o momento da morte.

Já aos maus mortos – os mortos do imperialismo, os milhares de civis e de resistentes que tombam diariamente na Palestina, no Afeganistão, no Iraque, na Colômbia, a poder de «democráticos» e «livres» bombardeamentos, assassinatos «selectivos», execuções de populações inteiras, utilização de fósforo branco, torturas, checkpoints, humilhações e sevícias diárias – fica-lhes reservado o rodapé de telejornal, o anonimato, o número, a perda de identidade, o lugar do Outro, daquele que está excluído do mundo dos humanos. Quando não se chega ao ponto, coisa que não acontece apenas episodicamente, de elogiar e de encomiar a actuação dos bravos do pelotão da «civilização» ocidental. 

                                                      

Cuba – a verdade dos factos

«A propósito da morte de Orlando Tamaya desenvolve-se na comunicação social dominante, internacional e nacional, uma intensa campanha contra Cuba. Uma situação lamentável é aproveitada para fazer reviver o chorrilho de acusações e preconceitos anticomunistas e para dar fôlego às manobras de ingerência e tentativa de isolamento contra Cuba, o seu povo e a sua Revolução. Alguns dos que até ao momento da sua morte nem sequer sabiam da existência de Orlando Tamayo elegem-no agora como «mártir» da «luta pela democracia». Para tal ocultam convenientemente que as condenações de Orlando Tamayo nada tiveram a ver com questões políticas. Ocultam que Tamayo era um cidadão julgado e condenado desde 1993 por sucessivos crimes previstos na Lei e na Constituição do seu País como os de violação de domicílio, de agressão grave, de posse de arma, de burla, alteração da ordem e desordem pública. Ocultam que Tamayo foi libertado sob fiança em Março de 2003 e que foi novamente preso após reincidência e que nem a lista dos chamados «presos políticos», elaborada em 2003 pela então Comissão de Direitos Humanos da ONU como elemento de ataque contra Cuba, incluía o seu nome. Orlando Tamayo não era um preso político, reivindicou para si essa condição em função da acumulação de penas, e os grupúsculos da chamada «oposição» cubana viram na instrumentalização dessa sua opção uma oportunidade para recuperar da sua descredibilização, avançando com medidas como a da canalização de verbas da fundação cubano-americana para a sua família.

«Os mesmos que acusam Cuba de ter «assassinado premeditadamente» Orlando Tamayo ocultam que não há registo de maus tratos por parte do sistema prisional cubano. Ocultam que, pelo contrário, tudo foi feito para o tentar demover da sua greve da fome e que Orlando sempre foi acompanhado pelos serviços médicos cubanos, como o demonstra o facto de ter sido operado em 2009 a um tumor cerebral. Os que acusam Cuba de ter assassinado Tamayo são os mesmos que ocultam que a sua greve de fome foi incentivada por organizações como as «damas de branco», a fundação cubano-americana ou a rádio que ilegalmente transmite sinal a partir de Miami. A morte de Orlando Tamayo deve ser lamentada, este cidadão cubano não merecia morrer, mas os responsáveis pela sua morte são os que o incentivaram a levar a sua decisão até às últimas consequências. Os mesmos que destilam o seu ódio anticomunista a propósito deste caso são os mesmos que colaboram com aqueles que na ilha de Cuba, na base militar dos EUA de Guantanamo, mantêm, sem direito a acusação e a julgamento, presos que, como está sobejamente provado, foram e são submetidos às mais horrendas torturas, privações, maus-tratos e humilhações. São os mesmos que se calam perante os 30 470 cidadãos assassinados pelos paramilitares colombianos nos últimos 20 anos, perante o golpe de estado nas Honduras e o assassinato de militantes pela democracia, perante o criminoso bloqueio contra Cuba, a reaccionária posição comum da União Europeia face a este País ou a infame decisão da Administração Obama de incluir Cuba na lista de patrocinadores de terrorismo. São os mesmo que esquecem as centenas de vítimas cubanas do terrorismo norte-americano, os mesmos que fingem não ver as denúncias da infiltração de grupos de comandos colombianos na Venezuela com uma lista de execuções de dirigentes comunistas e progressistas venezuelanos ou que classificam como «um sucesso» os recentes massacres de dezenas de civis no Afeganistão.

«Mas esses que instrumentalizam a morte de um homem para prosseguir a sua ofensiva anticomunista têm dois problemas. O primeiro é a verdade: Cuba não é um Estado opressor e agressor e a sua população sabe-o bem. O segundo é a realidade: Cuba lidera, com outros países da América Latina, processos de afirmação progressista e de integração regional que estão a reduzir o campo de manobra daqueles que continuam a insistir na conspiração para manter o seu domínio na região.».

 

Posted in Cuba | 6 Comments »