OLHE QUE NÃO

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SOBRE LÉNINE E A FILOSOFIA

Posted by Patrícia B. em 27/11/2011

Conversas com Livros

Com José Barata-Moura

Apresentação João Vasco Fagundes

APARECE e CONVERSA!

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É JÁ AMANHÃ…

Posted by Patrícia B. em 24/05/2011

 Assinalaremos as lutas e reivindicações dos trabalhadores em cada época, alguns elementos dos contextos sóciopolíticos em que ocorreram, as vitórias, as derrotas e os resultados obtidos em direitos e para a melhoria das condições de trabalho e de vida dos trabalhadores e das suas famílias. Ficará provado que vale a pena lutar.

AMÉRICO NUNES, Diálogo com a história sindical. Hotelaria – De criados domésticos a trabalhadores assalariados

***

 Na Lisboa de 1900, os criados de mesa em muito pouco se diferenciavam dos criados de portas adentro. As mesas de restaurante e o próprio hotel eram as camas e também as casas onde habitavam os seus empregados.

INÊS BRASÃO, Le Monde Diplomatique (recensão do livro de Américo Nunes), 6 de Novembro de 2007

APAREÇAM ÀS 18:30

Rua Alberto Sousa, 10 A
Zona B do Rego
1600-002 Lisboa

Junto à Av. das Forças Armadas, do lado oposto ao Hospital Santa Maria.

Transportes:
Metro: Cidade Universitária ou
Entrecampos
Autocarro: 31, 34, 54, 55 e 68

ATÉ AMANHÃ…

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SERÃO BRAÇOS DE IRMÃOS

Posted by Patrícia B. em 01/05/2011

Deixa lá, companheira!

Que havemos de fazer?

Fecharam-nos a porta e quase nos cuspiram.

Pisaram-te e, a mim, vergastaram-me as mãos.

Deixa lá! Deixa lá! Eu beijarei teus pés

e tu farás sarar as minhas mãos.

Para lá da última casa ainda há terra

e céu e água e luz…


Ainda há vida para lá.

               

Deixemos para eles o som vazio das gargalhadas

e a luxúria do oiro.

Ainda há vida para lá.

O nosso horizonte é mais vasto em cada instante.

A nossa voz mais rica em cada instante.

O nosso querer mais certo em cada instante.

Ainda há vida para lá.

Sigamos nossa rota, companheira.

Enxugarei teu rosto com cuidado.

Tu farás o meu canto.

E para além das barreiras do tempo

milhões de homens nos esperam com os braços abertos,

que desde a primeira hora serão braços de irmãos.

Mário Dionísio(1916-1993), O homem sozinho na beira do cais

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É JÁ NESTE FIM-DE-SEMANA

Posted by Patrícia B. em 29/10/2010

Dê um pulo a Serpa!

 

III Encontro Internacional Civilização ou Barbárie. Os desafios do mundo contemporâneo.

Com a participação dos dois homens aqui da casa: Jyoti Gomes e J. Vasco e mais uns quantos amigos.

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AS MÚSICAS DESTA NOITE

Posted by Patrícia B. em 02/10/2010

Valsinha

Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a de um jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto convidou-a pra rodar
Então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado, cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se ousava dar
E cheios de ternura e graça foram para a praça e começaram a se abraçar
E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade que toda cidade se iluminou
E foram tantos beijos loucos, tantos gritos roucos como não se ouviam mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu
Em paz.
 
(Chico Buarque e Vinicius de Moraes, voz de Cristina Motta)

Meio bicho e fogo

Parte o navio
Para o labirinto
Sai o navio
De fio vermelhoVai ardendo
A linha de água
E o combustível
Vem do temporal

E afogarei
No amor que vier
Eu afogarei
Sou tão impuro
E tudo sai do navio
Para o labirinto
Para mim

Que tonto
E difícil
Um mítico corpo
Meio bicho e fogo
Minotauro bomba

Prestes a rebentar
Da cega mordo
O navio afundar
Sobre o temporal

E afogarei
No amor que vier
Eu afogarei
Sou tão impuro
E tudo sai do navio
Para o labirinto
Para mim

Para o labirinto
Para fim

Para o labirinto
Para mim

(Governo, música de Miguel Pedro, letra e voz de valter hugo mãe)

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RESPOSTA…

Posted by Patrícia B. em 21/07/2010

Com voz, e de mulher!

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«OS MEUS PAIS SÃO PESSOAS MUITO LIGADAS À ECONOMIA» OU: PORQUE É QUE NEM TODOS OS JOVENS PODEM SER O FUTURO DO NOSSO PAÍS

Posted by Patrícia B. em 19/07/2010

http://videos.sapo.pt/2jW7FEDCSGFD0g2Ms4ju

«Fui também de certa forma influenciada pela minha família…São pessoas muito ligadas…Os meus pais são empresários, são pessoas muito ligadas à economia…Então tendencialmente escolhi, por opção própria mas também pela minha formação, o CDS.”

«Ok, este sábado há uma tomada de posse em Vila Real, ‘tão lá os nossos amigos, que nós entretanto vamos conhecendo, e então vamos lá todos… em vez de estarmos na praia com as amigas ou no cinema com o namorado

«Os jovens vêm mesmo pela camisola; pelo punho forte que o CDS tem nas suas medidas

«Acho que as pessoas sabem que naturalmente o CDS não tem muito para dar

Ofereço-vos parte de uma entrevista concedida ao Sapo por Raquel Paredela, membro da Juventude Popular, na passada semana. Vejam o vídeo, vale a pena. Não é que a menina seja a representante mor dos valores do CDS-PP, porque ela ainda está no início de uma longa carreira; mas é precisamente aqui que reside o problema.

As transcrições são apenas as mais hilariantes e as que me provocaram o riso mais estridente.

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OLHA, HOJE FUI TOMAR BANHO AOS POÇOS…

Posted by Patrícia B. em 12/07/2010

 

E consolei-me.

Alguém quer vir?

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PARA O JOÃO FERRO, COM MÚSICA

Posted by Patrícia B. em 23/06/2010

Ao João Ferro dedico esta versão musicada da canção Solidaritätslied, de Ernst Busch. A música original data de 1931 e esta é uma versão gravada após a Segunda Guerra Mundial.

A partir de hoje a força desta melodia ficará sempre associada, na minha memória, ao jornalista e camarada João Ferro. Ela representa já os breves momentos em que me cruzei com a sua figura simpática, delicada e cheia de vida e histórias lá dentro. Muitas terão ficado por contar.

“Avante, não esqueçamos a solidariedade

[…]

A manhã, de quem é a manhã?

O mundo, de quem é o mundo?” (E. Busch)

Não esquecerei, meu caro João.

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ASSIM (TAMBÉM) SE VÊ…

Posted by Patrícia B. em 05/05/2010

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O QUE É O PAÍS?

Posted by Patrícia B. em 30/04/2010

Já não há palavras para descrever o estado lastimável a que chegaram as mais tristes figuras deste país. E, não, o país não é o país dos senhores Passos Coelho e José Sócrates, porque para eles, pelos vistos, “o país”, como referem para nunca se comprometerem com palavras dirigidas às pessoas, ao povo (ai, que termo escandaloso, antiquado, sectário) que é quem realmente é afectado com este estado de miséria a que assistimos.

Ontem à noite, na Sic Notícias, Valter Lemos era entrevistado e dizia que a razão desta vergonhosa diminuição do subsídio de desemprego era a “saída mais rápida da situação de desempregado”. Pois, um desempregado a ganhar 75% do seu último salário já nem chega a sair da situação de desempregado porque apenas não consegue sobreviver!

O jornalista interrompia e dizia: “mas o subsídio de desemprego não é nenhuma regalia, o trabalhador descontou para ter esse direito…” Aqui está o jornalismo a cumprir a sua função principal: informar! Uma simples informação que ainda não chegou a todos, que ainda não chegou principalmente a quem tem mais possibilidades de estudar os compêndios de economia, de ler os tais dossiês e não o faz…propositadamente.

Paulo Portas é agora o visionário, a inteligência que comanda, o que está sempre pronto a antecipar ideologicamente todas as medidas, desde que sejam contra os pobres, os trabalhadores, os desempregados, os imigrantes, e, claro, a favor da lavoura, do mar, dos submarinos, das armas, da segurança dos senhores que por aí andam.

Paulo Rangel, qual Portas renovado, fala do “espírito patriótico” que sente ao ver os maiores responsáveis por esta tão desmedida medida reunidos em nome do… País! Lamento, mas o que as pessoas que dependem do seu trabalho para viver e dos subsídios para durante alguns meses sobreviverem porque foram despedidos, o que estas pessoas sentem é o contrário do patriotismo, é a revolta e a indignação por partilharem a mesma terra e o mesmo ar com estas tristes figuras.

Amanhã vamos todos para a rua! 1º de Maio, dia do trabalhador, a nós não nos param!

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CRÓNICAS A METRO

Posted by Patrícia B. em 30/03/2010

Há já alguns dias me tem apetecido muito responder a dois artigos do jornal Metro publicados um no dia 18 de Março e outro no dia 25 do mesmo mês. Quem quer que se desloque no metro de Lisboa ou do Porto pode desfrutar semanalmente (pelo menos às quintas-feiras) de uma delícia metropolitana incomparável: as crónicas de um senhor chamado Luciano Amaral, e que segundo informação do mesmo jornal é professor da Universidade Nova de Lisboa. Destaco estes dois artigos por me parecerem demasiado maus para não serem referidos.

 Durante aqueles longos minutos das viagens subterrâneas no meio dos trambolhões e dos turbilhões, dos pi pi pi pi pi em que a gente apressada tenta ainda forçar as portas, e às vezes consegue e chega de língua de fora e sorriso de vitória nos lábios; em que outras mais azaradas chegam a dar murros no vidro da carruagem; entre olhares que se evitam, e o sono matinal que se tenta espantar… lá entra também o jornalinho franchising onde aparece o senhor LA. Às vezes pergunto-me porque é que continuo a ler os artiguinhos ora na página 8 ora na página 9, se bem já me avisaram que ler em movimento não faz bem à saúde ocular e pelo vistos também aborrece bastante o estômago.

Então no dia 18 li com espanto (apenas porque era o primeiro encontro com LA) que “Para as opiniões públicas ocidentais [quem são estas entidades?], sempre interessou mais demolir Bush do que acarinhar essa espécie rara que é uma democracia representativa no Médio Oriente.” E posto isto a conclusão é: vamos lá ter muito carinho pelo Iraque e por Bush, vá lá. Até já houve “duas eleições legislativas em sete anos”! Duas, ein! Duas! E parece até que o bom do George W  “Bush dizia em 2003 que queria ver, no prazo de cinco a dez anos, uma democracia funcional no Iraque que servisse de exemplo aos vizinhos. Passaram sete anos e já esteve mais longe. Ninguém cá fora agradecerá a Bush nem se esforçará muito para apoiar esse regime. Mas ele lá vai fazendo o seu caminho.” LA não está informado, LA não informa, LA acredita no Pai Natal, ups, numa “Democracia Iraquiana” desenhada e prevista por Bush.

“Iraq Democracy dropped from sky” nicholsoncartoons.com.au/cartoon_3378.html

O artigo do dia 25 é também bastante comovente pelos ensinamentos com que nos presenteia, começando logo pelo título, “Pobre Estado”, em que o adjectivo escolhido tem a magnífica capacidade de resumir a ideia-forte das linhas que se seguem. Não é que no meio de um autêntico desabafo se pode ler: “Confesso que nunca percebi como é que ajudar o capital financeiro com empréstimos e garantias estatais era combatê-lo. Mas enfim, eram outros tempos. É que agora é o pobre do Estado a precisar de assistência.” Depois da confissão segue-se outro desabafo em tom de comentário-político-em-bico-dos-pés: “Sempre me pareceu que a principal vítima da crise financeira não seria o fantasmagórico ‘neoliberalismo’ (que ninguém ainda explicou o que é) mas o Estado-Providência ocidental.” E agora o esclarecimento: “Foi o ‘capital financeiro’ [aqui LA ainda não tinha ido investigar os manuais de Economia, esperemos que hoje já saiba mais qualquer coisa] que permitiu a compra de casa própria para quase todos; […]que permitiu a compra de carro para o povo; foi ainda o capital financeiro quem pôs cartões de crédito no seu bolso.” Procurei, mas não dei por nada.

Indignei-me, fechei o jornal e graças ao neoliberalismo e ao amável capital financeiro eram já horas de abandonar o metro e de ir preencher o próximo recibo verde.

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AINDA DAS AMÉRICAS: MÚSICA

Posted by Patrícia B. em 10/03/2010

Na última edição dos Óscares, The Weary Kind venceu a melhor música original por fazer parte da banda sonora do filme de 2009, Crazy Heart, realizado por Scott Cooper e protagonizado por Jeff Bridges. Consta que o vocalista Ryan Bingham, jovem americano do estado do Novo México, antes de se dedicar à música country/folk/americana era assíduo participante dos rodeos. A sua música reflecte esta e outras andanças e não deixa de evidenciar as influências de grandes nomes como Bob Dylan, Tom Waits, Johnny Cash ou Willie Nelson.

Fiquem com Southside of Heaven, de 2007.

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GROPPER – AR QUENTE, MUITO QUENTE

Posted by Patrícia B. em 09/03/2010

 

William Gropper (1897-1977), artista do movimento realista norte-americano do século XX, dedicou a sua vasta obra, entre pintura, cartoons, murais e vitrais, à denúncia arguta e destemida dos grandes problemas políticos e sociais do seu tempo. Quem descobre as semelhanças entre o ar quente de 1919 e o de 2010? Quando explodirá o monstro?

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