OLHE QUE NÃO

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Archive for Janeiro, 2015

MUKANDA PARA O MEU FILHO

Posted by * em 28/01/2015

Filho, não confies nos exploradores e nas suas velhas artimanhas:

– Não confies em quem negar a possibilidade do conhecimento, negar a capacidade que o ser humano tem de conhecer a realidade;

– Não confies em quem defender que nunca se pode saber a diferença entre o verdadeiro e falso;

– Não confies em quem disser que não se pode ter certeza de nada;

– Não confies em quem disser que não se pode saber nada do futuro e que apenas podemos aceitar (de modo submisso) “o que o futuro nos reserva”;

– Não confies em quem disser que não se pode nem se deve querer mudar o mundo, em quem disser que temos de aceitar as injustiças “porque o mundo é assim”. O mundo tem mudado porque houve gente que não seguiu essas “recomendações” reacionárias;

– Não confies em quem disser que devemos viver apenas o presente (não confies nos que repetem, de modo egoísta e pouco inteligente, “carpe diem“. Na verdade, o ser humano é capaz de mais, ele tem a capacidade de viver simultaneamente o passado, presente e futuro, ele vive a linha do tempo como um todo);

– Não confies em quem disser que a realidade é a interpretação que fazemos dela (eles querem que abdiquemos de conhecer e transformar a realidade objetiva);

– Não confies em quem falar abstratamente (em “autonomia” em geral, em “liberdade” em geral, em “poder” em geral, em “partidos” em geral, em “políticos” em geral, etc), em quem, por exemplo, disser apenas “eu sou a favor da liberdade” (sem especificar de que liberdade está a falar, liberdade de quem, quando e onde, liberdade para fazer o quê);

– Não confies nos betinhos, tias, “reis”, “rainhas”, “príncipes”, “princesas” e outros parasitas sociais;

– Não confies em quem disser “carreira” quando falar do seu percurso profissional ou académico. Desconfia de gente que fala de “ter sucesso na vida”, que usa expressões como “eu mandei fazer aquilo”, etc. O uso da linguagem revela muito da personalidade das pessoas;

– Desconfia das pessoas que mudam de tratamento quando falam com determinado tipo de pessoas. Desconfia, por exemplo, das pessoas que tratam os funcionários de empresas ou os empregados dos cafés por “tu” e as pessoas que consideram iguais ou superiores a elas por “você”;

– Não confies em quem se rir dos pobres e explorados, em quem fizer piadas acerca da pobreza e do que é ser pobre;

– Não confies em quem gostar muito de usar ouro e outras demonstrações de ostentação social;

– Não confies nos que asseguram “sentir muita pena” dos pobres mas apoiam quem os explora;

– Não confies nos que te quiserem fazer crer que só serás boa pessoa se acreditares no sobrenatural e no obscurantismo religioso;

– Não confies nos que te quiserem convencer de que para “teres sentimentos” tens de abdicar da razão, em quem quiser contrapor a emoção à inteligência, o “coração” à razão;

– Não confies em quem criticar os sindicatos, eles são um instrumento imprescindível dos trabalhadores contra a exploração;

– Não confies em quem disser que os políticos são “todos iguais”. Só a direita diz isso;

– Não confies em quem criticar os partidos progressistas, com o argumento de que os partidos também seriam supostamente “todos iguais”;

– Não confies nas pessoas que dizem ser “apolíticas”. Se a pessoa não for indiferente às injustiças e à exploração, nunca poderá dizer-se “apolítica”. Só se dizem “apolíticas” as pessoas que concordam e apoiam a exploração e os exploradores;

– Não confies em quem disser que deves ser “imparcial” em relação às injustiças. Deves ser justo e verdadeiro, não imparcial (a suposta imparcialidade é apenas parcialidade camuflada e hipócrita);

– Não confies em quem disser que já não há direita e esquerda (quem diz isso é, invariavelmente, de direita);

– Não confies em quem disser que o mundo mudou tanto que agora já não se pode falar em trabalhadores e burguesia, em classes sociais;

– Não confies em quem chama de “classe social” a todo e qualquer grupo social (eles querem semear a confusão);

– Não confies em quem disser que o mundo mudou tanto que agora já não se pode falar em trabalho e não-trabalho, em exploração, etc.

Não confies neles, filho.

Não confies nos exploradores e nas suas velhas artimanhas.

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SERÁ QUE NUNO CRATO SERÁ FINALMENTE INVESTIGADO EM 2015?

Posted by * em 27/01/2015

Será que Nuno cRato será finalmente investigado pelos “ajustes diretos” de milhões de euros com, por exemplo, as empresas que fornecem alimentação às escolas? E pelas suas estranhas relações com companhias aéreas, pelos seus múltiplos e estranhos gastos e as suas ligações pouco claras a interesses económicos vários? Será? Ou será que a focagem em Sócrates serve de distração catártica para que não se investigue mais nada em relação aos outros “businessmen”?

Obs.: o businessman cRato deu a entender que na PACC houve professores a cometerem 20 erros numa frase! Frase populista, a piscar o olho aos ignorantes que exigem que se bata mais nos professores e demais intelectuais (é interessante verificar que são os menos inteligentes, os menos cultos, os mais afastados da educação que constituem o público predileto e o inestimável apoio deste businessman que fala de qualidade e rigor na educação). E pois, o businessman cRato deu a entender que na PACC houve professores a cometerem 20 erros numa frase! Disse… mas não apresentou nenhuma prova de que não era mais uma das suas recorrentes mentiras! Acho sinceramente que mentiu, mais uma vez! Afinal, como acreditar num tipo que tem revelado, de modo continuado, não ser mais do que um reles mentiroso?

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A MENTIRA COMO OBRIGAÇÃO PROFISSIONAL

Posted by * em 26/01/2015

Sou comunista e não “Syriziano” mas há que dizer: uma evidência de que a maioria dos jornalistas portugueses é, pura e simplesmente, lixo ideológico, reside no facto de continuarem a chamar o Syriza de “extrema-esquerda”, apesar de saberem que estão a mentir! Obviamente, o Syriza é um partido social-democrata moderado, ideologicamente próximo do Livre de Rui Tavares e do Bloco de Esquerda (e isto apesar da palavrinha “radical” no nome. O uso da palavra “radical” no nome do Syriza quer referir o “ir à raíz”, “ir às causas”, “consequente” e não, obviamente, ser “extremista”. “Radical” é antónimo de “superficial”. Só alguém muito muito estúpido poderia achar que a palavra “radical” no nome do Syriza significaria “extremista”, como se algum partido daquele tipo fosse chamar-se a si próprio “partido extremista”. Os jornalistas-capacho são esse alguém). Claro que o Syriza não é de um partido extremista. No entanto, para a burguesia neoliberal, o seu governo de Passos-Portas (que, como se sabe, adoram ficar de cócoras) e os servos ideológicos que dão pelo nome de jornalistas qualquer posição que não seja inteiramente neoliberal é, no mínimo, diabólica! Os jornalistas burgueses (como o fascistóide apologeta militante dos preconceitos mais superficiais do senso comum da direita José Rodrigues dos Santos) que tentam repetidamente fazer as pessoas acreditarem que se trata de um partido de extrema-esquerda são meros pau-mandados desavergonhados, sem profissionalismo, sem rigor e sem dignidade… não valem a ponta de um corno!

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É NATURAL…

Posted by * em 02/01/2015

Quando tentei entrar no site da Segurança Social Direta, apareceu isto. É natural, ou não fosse o detentor da pasta do PP…

🙂

Seg Social Direta

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TAP: TRAVAR A PRIVATIZAÇÃO

Posted by * em 01/01/2015

Travar A Privatização

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