É eternecedor ver um algoz, certamente imbuído de espírito natalício, perdoar a vítima, não é? E é também uma jogada sagaz, já que, com uma cajadada apenas, ficam simultaneamente reforçadas as ideias da bondade do algoz e da (desculpada) culpabilidade da vítima. A monarquia inglesa acaba de perdoar a sua vítima Alan Turing. Já antes o Vaticano tinha perdoado a sua vítima Galileu Galilei. Qualquer dia ainda veremos líderes neonazis dizerem que perdoam os judeus, homossexuais, comunistas e demais vítimas do nazismo…
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