Lê-se a notícia e salta à vista a primeira parte da frase:
PASSOS AGRADECEU AOS CANDIDATOS QUE NÃO TÊM «VERGONHA»
de apoiar o governo
.
É que esta parte da frase tem contém mais verdade do que o resto da notícia
🙂
Posted by * em 22/09/2013
Lê-se a notícia e salta à vista a primeira parte da frase:
.
É que esta parte da frase tem contém mais verdade do que o resto da notícia
🙂
Posted in * | 1 Comment »
Posted by * em 19/09/2013
O Nuno Crápula é demagogo por vício antigo. Sem a sua dose diária de demagogia sofreria uma abstinência atroz, que procura, a todo o custo, evitar. Este homem de negócios vem agora dizer que criticar a retirada da obrigatoriedade do ensino de inglês no primeiro ciclo seria pretender criar uma “uma tempestade num copo de água”, uma vez que já seria “facultativo” antes desta medida. Ou seja, mais uma vez, tudo a decorrer com “normalidade”.
Já nos acostumámos a que o cRato considere a destruição da escola pública, levada a cabo pela quadrilha confortavelmente instalada no governo, como um processo a decorrer “com toda a normalidade”. Cada nova machadada na escola pública é acompanhada da canção de sereia da “normalidade”. Um início de ano caótico, inúmeras escolas com falta de professores e pessoal auxiliar para um trabalho minimamente eficiente, turmas enormes, turmas misturadas, obras urgentes impedidas, alunos encaminhados quase à força para o ensino privado dos amigos do ministro, injustiça generalizada, a cunha institucionalizada enquanto critério de selecção de docentes, a escola pública em pantanas, destruição de milhares de vidas e de todo o sistema educativo, protestos de professores e encarregados de educação por todo o país: são estes os sinais visíveis dessa “normalidade”. A Normalidadilândia é o país dos sonhos em que vivem os alucinados crAtinos. Esta figura ridícula faz lembrar um psicopata que dissesse continuamente à vítima que está tudo bem, que está tudo normal, que não se agite tanto, que não grite nem sequer reclame, pois está tudo na mais sacrossanta “normalidade”.
A demagogia na referência ao carácter “facultativo” do inglês no primeiro ciclo prende-se com o facto de, se compararmos o que muda com esta medida, serem distintos os elementos que escolhem. Obviamente, se não houver oferta por parte da escola, deixam as famílias de poder optar entre ter ou não inglês.
Vamos ilustrar esta questão através de uma comparação com a existência de refeitórios nas escolas. As escolas têm refeitórios que disponibilizam, obrigatoriamente, refeições aos alunos (que passam o dia inteiro na escola). Os alunos, evidentemente, não são obrigados a usar o refeitório. Agora, imaginem que o ministério, apoiando-se na “não obrigatoriedade” dos alunos irem ao refeitório, retirasse uma outra obrigatoriedade, a das escolas servirem refeições aos alunos (que passam, relembramos, o dia inteiro na escola). E isto, dizendo, hipocritamente, que nada teria mudado, uma vez que já não existiria obrigatoriedade antes. Não seria o cúmulo da falta de vergonha na cara?
Já que hoje estamos em dia de comparações, esta referência do senhor “normalidade” ao carácter facultativo do inglês poderia, mutatis mutandis, comparar-se também a uma retirada da obrigatoriedade de pagamento de salários a trabalhadores, com o argumento segundo o qual, no actual regime o trabalhador (caso o queira) também pode prescindir do salário e trabalhar de graça, pelo que nada mudaria, continuando a ser “facultativo” haver ou não salário. Claro que para este homem de negócios, esta hipotética retirada da obrigatoriedade de pagamento de salários configuraria, certamente, a mais plácida das “normalidades” e qualquer protesto não seria mais do que “uma tempestade num copo de água”.
Posted in *, cRato, Educação | Leave a Comment »
Posted by * em 12/09/2013
Posted in cRato | Leave a Comment »
Posted by * em 10/09/2013
São muiiiito hipócritas os neoliberais que usam o argumento da necessidade de “convergência entre o público e o privado”. Fazem lembrar aquela piada de mau gosto, segundo a qual, um beato com uma mão deformada teria rezado para que as divindades fizessem com que as mãos ficassem iguais, esperando livrar-se da mão deformada. O pedido foi satisfeito… e ele ficou com as duas mãos deformadas. Esta história chama a atenção para a obviedade de a convergência para qualquer igualdade poder ser concretizada num sentido ou noutro: se A e B são diferentes, pode A convergir para B… ou pode B convergir para A.
Os jesuítas neoliberais dão a entender que a necessidade de convergência se impõe pela própria lógica, mas escondem que a convergência que defendem é SEMPRE no sentido de convergir para o regime em que os trabalhadores tenham MENOS direitos. O que lhes interessa nem é a convergênciae e a igualdade, mas sim a máxima retirada de direitos aos trabalhadores. E que tal se a convergência fosse no sentido de dar mais direitos aos trabalhadores? No sentido de igualar por alto e não por baixo? Nããã, se assim fosse, os hipócritas neoliberais diriam imediatamente que, afinal, sempre foram contra convergências e igualdades… em nome, jurariam jesuiticamente, da “liberdade”.
Posted in * | Leave a Comment »
Posted by * em 07/09/2013
O homem de negócios Nuno Crápula, ministro da DESeducação, o tal que prometeu à burguesia que destruiria a educação pública em Portugal, vai cumprindo, alegre e diligentemente, o seu nojento servicinho. Dizem por aí que ele está a receber chorudas quantias da empresa GPS. Não nos pronunciaremos em relação à veracidade dessas histórias que correm por aí, mas a simples existência de tão graves (e fundadas no conhecido comportamento anti-escola pública do ministro) acusações, deveria levar a uma investigação minuciosa das suas contas bancárias e das suas mais que muitas obscuras (e porventura lucrativas) ligações ao mundo empresarial do ensino privado. Mas ele não se preocupa com o que dele dizem, ele sabe em que país está.
Agora, depois das chorudas ajudas monetárias de milhões de euros do erário público aos privados, da sucessiva destruição da qualidade do ensino na escola pública, das negociatas relacionadas com o “cheque-ensino”, eis que volta à carga contra o sistema de selecção de professores. O businessman qualifica qualquer rigoroso e transparente concurso público de selecção de professores de “soviético” e prefere a colocação POR CUNHAS. Compreende-se: o sistema de colocação de professores contratados por concurso confere precisão, justeza e objectividade à selecção de professores. Cada professor pode, neste sistema elogiado internacionalmente, saber por que razão está na posição em que está e por que razão foi ou não colocado numa determinada escola. É um sistema que se baseia na qualificação profissional, tempo de serviço e resultado das avaliações anuais. O crápula quer substituir (já o queria fazer a execrável Maria de Lurdes Rodrigues, da Fundação Luso–Americana) este sistema relativamente rigoroso pela rebaldaria total, pelo amiguismo, pelo relvismo, pelas cunhas e cambalachos das contratações de escola, em que basta a existência de um critério como o da entrevista com ponderação de 50% (a par, frequentemente, de critérios muito mais mafiosos), para permitir a escolha do amigo e da amiga, do familiar do conhecido, da prima do amigo e do amigo da prima.
Compreende-se que, para este pessoal que está a soldo de proveitosos interesses privados e focado na destruição da escola pública, interesse destruir qualquer sistema rigoroso de selecção de docentes, qualquer selecção segundo critérios verificáveis e universais. O que não se compreende tão bem é como lhes deixam fazer isto, como lhes deixam impunemente destruir a educação pública de um país.

Posted in Educação | 3 Comments »