Quando ouvirem a burguesia falar de “Estado de Direito” e “Primado da Lei”, lembrem-se desta muy educativa personagem, o Passocrates, o tipo da Tecnoforma e dos Think Tanks manhosos. Essa figura, que nem o poder impede de continuar a ser insignificante, ilustra bem o que a burguesia tem em mente quando recorre às fairy tales acerca do “respeito pelo Primado da Lei”.
Esta criação relvense, que conseguiu (com a ajuda de tudo o que é facho) chegar a primeiro-ministro, de cada vez que perde nos tribunais diz à boca cheia (e com tanto pudor como o que teria Berlusconi) que é necessário MUDAR A LEI. Isso é o que quer toda a burguesia (e não só os seus representantes mais incautos como Dias Loureiros, Duartes Limas, Isaltinos Moraes, etc): que todas, mas mesmo todas as leis correspondam exactamente à justa medida dos seus interesses. Se houver a mais pequena discrepância, há que mudar a lei para que, depois, se possa continuar a FINGIR respeito pelo “Primado da Lei”.
“Respeitar o Primado da Lei”. Mas, de qual Lei? Respeitar o “primado” DAQUELA lei que se subordine completamente aos interesses do “respeitador”. É este o reconhecimento vaidoso, cínico, jesuítico, que este nojento coelhone, que anda a destruir o país, tem para oferecer. Lembrem-se, pois, destas pérolas de sabedoria Coelhina quando ouvirem a burguesia falar, enlevada em demagogia, de “Estado de Direito” e “Primado da Lei”.










