O termo “partidos do arco da governabilidade” (assim como o também muito repetido termo “partidos do arco do poder”) é um termo profundamente reaccionário, praticamente fascista. Para grande parte das pessoas que empregam este termo, ele referiria aqueles partidos que recorrentemente se alternam na detenção do poder burguês. Mas há um subtexto no emprego deste termo. Pressupõe-se, como dado adquirido que:
(A) o poder só poderá ser, eternamente, detido por partidos pró-capitalistas;
(B) os outros partidos não são partidos que aspirem ao poder;
(A) não são partidos que “mereçam” chegar ao poder.
Ora, nenhuma destas suposições é, obviamente, verdadeira, pelo que o emprego deste termo tem primordialmente um papel político-ideológico. E papel esse que é profundamente reaccionário, praticamente de extrema-direita, uma vez que chega a negar alguns dos proclamados “princípios” da democracia burguesa.









