OLHE QUE NÃO

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Archive for Outubro, 2012

ESTE NÃO É O ORÇAMENTO DE QUEM TRABALHA

Posted by qmiguel em 31/10/2012

Porque este não é o orçamento de quem trabalha.

Porque o aprovam mostrando que não têm respeito por qualquer principio democrático.

Porque fogem dos trabalhadores como do diabo da cruz.

Porque te fazem a vida num inferno.

Porque esta crise não é a tua.

Porque vão buscar aos teus bolsos o dinheiro para os cofres da banca.

Porque urge rasgar o pacto de agressão e tomar em nossas mãos o rumo das nossas vidas.

Porque só na rua se pode travar esta política.

Porque te obrigam a pagar a crise do capital.

Porque podemos acabar com a exploração.

Porque o capitalismo não é reformável.

Porque não há bandeira sem luta, dia 14 a greve é a tua arma.

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Domínio Público: livros gratuitos

Posted by * em 29/10/2012

Divulguem o mais que puderem: estas obras (e não só) estão em Domínio Público. Basta “clicar” no nome da obra para poder descarregá-la gratuitamente. Boa leitura!

(Obs.: alguns links já não estão correctos. Nestes casos, há que procurar pela obra através do motor de pesquisa do site. Neste, podem ainda encontrar, além de ficheiros de texto, ficheiros de imagem, som e video)

1. Utopia -Thomas Morus 2. Fausto -Johann Wolfgang von Goethe  3. Poemas de Fernando Pessoa -Fernando Pessoa 4. Dom Casmurro -Machado de Assis 5. Cancioneiro -Fernando Pessoa 6. Romeu e Julieta -William Shakespeare 7. A Cartomante -Machado de Assis 8. Mensagem -Fernando Pessoa 9. A Carteira -Machado de Assis 10. A Megera Domada -William Shakespeare 11. A Tragédia de Hamlet, Príncipe da Dinamarca -William Shakespeare 12. Sonho de Uma Noite de Verão -William Shakespeare 13.. O Eu profundo e os outros Eus. -Fernando Pessoa 14. Dom Casmurro -Machado de Assis 15.. Do Livro do Desassossego -Fernando Pessoa 16. Poesias Inéditas -Fernando Pessoa 17. Tudo Bem Quando Termina Bem -William Shakespeare 18. A Carta -Pero Vaz de Caminha 19. A Igreja do Diabo -Machado de Assis 20. Macbeth -William Shakespeare 21. Este mundo da injustiça globalizada -José Saramago 22. A Tempestade -William Shakespeare 23. O pastor amoroso -Fernando Pessoa 24. A Cidade e as Serras -José Maria Eça de Queirós 25. Livro do Desassossego -Fernando Pessoa 26. A Carta de Pero Vaz de Caminha -Pero Vaz de Caminha 27. O Guardador de Rebanhos -Fernando Pessoa 28. O Mercador de Veneza -William Shakespeare 29. A Esfinge sem Segredo -Oscar Wilde 30. Trabalhos de Amor Perdidos -William Shakespeare 31. Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis 32. A Mão e a Luva -Machado de Assis 33. Arte Poética -Aristóteles 34. Conto de Inverno -William Shakespeare 35. Otelo, O Mouro de Veneza -William Shakespeare 36. Antônio e Cleópatra -William Shakespeare 37. Os Lusíadas -Luís Vaz de Camões 38. A Metamorfose -Franz Kafka 39. A Cartomante -Machado de Assis 40. Rei Lear -William Shakespeare 41. A Causa Secreta -Machado de Assis 42. Poemas Traduzidos -Fernando Pessoa 43. Muito Barulho Por Nada -William Shakespeare 44. Júlio César -William Shakespeare 45. Auto da Barca do Inferno -Gil Vicente

E A LISTA CONTINUA… Leia o resto deste artigo »

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É JÁ NESTE SÁBADO!!!

Posted by * em 25/10/2012

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A RUA DO CONSUMO CRUZA SEMPRE COM A AVENIDA DA PRODUÇÃO

Posted by qmiguel em 24/10/2012

       Chegado ao fim do meu trajecto nos transportes subo para respirar a manhã da cidade em ebulição. Uma esquina, ora outra, e deparo-me então com uma multidão ordeira disposta numa fila que se estendia por um quarteirão inteiro. Do outro lado da estrada um grupo diferente protestava contrastando com a ordem da fila disposta à sua frente. Como as minhas manhãs são de difícil acesso, sobretudo para o meu cérebro, procuro compreender calmamente o porquê de tamanha agitação. Facilmente num golpe de vista identifico um signo que me é familiar: Apple; faço mais um esforço e começo a notar na composição social dos indivíduos que compõem a fila: claramente abastados, jovens dinâmicos “futuros empreendedores” penso eu para mim mesmo porque as minhas manhãs são também o território preferido dos meus preconceitos. Entre os dinâmicos futuros jovens empreendedores consigo distinguir, a espaços, alguns sem-abrigo: uma especialidade que nos é oferecida pela burguesia parisiense. Trabalho então com três contradições ao mesmo tempo, demasiado para a minha mente ainda anestesiada. Começo a ouvir as reivindicações dos que, do outro lado, protestam, já circundados pela muy cortês Companhia Republicana de Segurança (CRS). A maioria dos que se encontram na fila procuram ignorar o protesto, alguns esboçam um insulto que não consigo perceber claramente.

           Chego-me então perto dos que compoêm a fila junto à porta, sobretudo porque me estão mais próximos mas também porque os simpáticos polícias tornam já mais dificil o contacto com os manifestantes. Entre muita roupa de marca e a vontade febril de surfar na crista da onda da sociedade de consumo (?) dizem-me não compreender o porquê da manifestação, nem de que se trata, nem porque estariam ali neste dia. Entretanto como vou acordando já consigo ouvir as renvindicações dos manifestantes e mais importante compreender o que reclamam: trabalho. São antigos empregados da Apple vítimas de uma qualquer “reestruturação” desse templo da inovação (?), afinal “re-inventar a nossa forma de viver” deve ter danos colaterais deste tipo. A fila dos consumidores libidinais essa continua serena, só não consigo perceber o porquê destes contarem entre as suas fileiras com um número considerável de sem-abrigo, desta vez não me vou contentar com uma evasiva e abordo um deles: diz-me que foram pagos para estarem ali, que estão apenas a guardar lugar para consumidores retardatários que asseguraram desta maneira um lugar na fila. “Quão mais libidinal pode ser o consumo?”, pergunto-me. Bem me parecia que o poder de compra dos sem-abrigos não ia a par com as ambições comerciais da Apple, afinal “reinventar a forma como vivemos” sim, tudo bem, mas não para todos. Enojado cruzo a estrada aproximo-me dos manifestantes, grito-lhes qualquer coisa que os encoraje e sigo porque já estou atrasado para outras lutas.

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MANUEL ANTÓNIO PINA (1943-2012)

Posted by * em 20/10/2012

Pensar de pernas para o ar
é uma grande maneira de pensar
com toda a gente a pensar como toda a gente
ninguém pensava nada diferente

Que bom é pensar em outras coisas
e olhar para as coisas noutra posição
as coisas sérias que cómicas que são
com o céu para baixo e para cima o chão

Manuel António Pina

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NA TROMBA DOS BUFOS

Posted by J. Vasco em 13/10/2012

 

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CONVERSA DE GATUNOS

Posted by * em 12/10/2012

– Amanhã vou devolver umas carteiras a uns tipos!

– O quê? Vais devolver carteiras que já roubaste?

– Não, essas nunca mais devolvo. Vou devolver carteiras que ainda não roubei!

– mas como podes devolver carteiras que ainda não roubaste?

– É que amanhã pela manhã vou ter de ficar umas horas em casa sem poder sair para gamar. Claro que depois volto a gamar, mas as carteiras que entretanto eu não tiver roubado é como se as devolvesse, não é?

– Claro que não. Por essa ordem de ideias dirias então que estás neste momento a devolver as carteiras a todos os milhares de milhões de pessoas deste planeta a quem ainda não chegaste a roubar as carteiras!

– Mas não é isso que estou a fazer?

– Não. Para poderes dizeres que vais devolver carteiras, terias de devolver as carteiras que já roubaste antes.

– É? mas o Passos fala em “devolução” de um subsídio…

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