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O INTRUJA “FAZEDOR DE OPINIÃO”: SEMPRE COM A MESMA LENGA-LENGA

Posted by * em 16/09/2012

MILAGRE! MILAGRE!

Hoje, o vaidoso veterano do PSD Rebelo de Sousa vai fazer mais um dos seus comentários “isentos” acerca da situação actual mas, “incrivelmente“, nós já sabemos, mesmo antes de ter sido proferido, como será!

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Não, não é uma capacidade premonitória miraculosa, não é um dom divino, não foi o Mister Chibanga que nos contou: apenas, ao contrário de muitos que sorvem acriticamente as lavagens de cérebro do intrujão, nós conhecemos a figura de ginjeira. Este reaccionário diz sempre a mesma coisa, fingindo sempre que diz coisas novas.

Hoje poderão comprovar: ele vai defender o essencial da política da Des-Tróika e dos seus fantoches, insistindo na inevitabilidade e na inexistência de outro caminho, alertando para o “enorme perigo” da “ingovernabilidade”, elogiando (apesar dos “involuntários” erros crassos) a “boa intenção” dos bandidos do governo, dando a entender que as deficiências do governo têm a ver, principalmente, com a capacidade de… COMUNICAÇÃO” (leia-se, capacidade de ARTIMANHA, capacidade de INTRUJICE: o tempo e o modo deveriam ser melhor escolhidos, a espoliação deveria ser “embrulhada” no orçamento para passar desapercebida, deveria ter havido uma preparação prévia das vítimas, poder-se-ia ter escolhido um outro roubo equivalente mas que não se notasse tanto, dever-se-ia ter cuidado com o casting e com o ilegal “contornar” da decisão do Tribunal Constitucional, haveria que ter cuidado com as tensões politico-sociais e com o crescente e assustador descontentamento das vítimas, etc).

O intrujão profissional faz o mesmo tipo de comentários há décadas: sempre a elogiar tudo o que é exploração e a “criticar” (para criar a aparência de isenção) um ou outro detalhe irrelevante. Reiterada e nojentamente dá (ano após ano) a entender que o problema das políticas de espoliação é, fundamentalmente, de estas serem aplicadas sem que se saiba enganar convenientemente os incautos. E como advogado matreiro, lá vai ele, dando, repetidamente, a entender que o problema da defesa da escravidão é que não se comunicou a coisa de modo a que os escravos ficassem a pensar que a escravidão seria até uma coisa boa para eles. As questões fundamentais que preocupam o vaidoso intrujão são: como enganar? Como melhor embustear? Como melhor endrominar? Como melhor embromar? Como melhor aldrabar? Como melhor mentir? como melhor seduzir? Como melhor sofismar? Como melhor enrolar? Como melhor lograr? Como melhor iludir? Como melhor ludibriar? Como melhor trapacear? Como melhor burlar? Como melhor mistificar? Como melhor tapear? Como melhor confundir? Como melhor vigarizar? Como melhor imposturar? Como melhor ocultar? como melhor disfarçar? Como melhor engrupir?

Como vêem, muitas e sérias são as questões que preocupam o tipo que os média burgueses tentam sempre, servilmente, fazer passar como “o professor” (como se toda a população portuguesa consistisse em aluninhos pequenininhos e palerminhas, à espera do teacher da banha-de-cobra). Pois, muitas parecem ser as preocupações e questões do manhoso advogado dos exploradores. Mas, se repararmos, todas estas questões se resumem a uma: como melhor intrujar?

O senhor vaidade prepara a sua candidatura a presidente. Claro, era só o que faltava para a plena felicidade da nação: depois de um salazarento amanuense burro, nada melhor do que um salazarento advogado intrujão.

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