OLHE QUE NÃO

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Archive for 22 de Abril, 2012

38 ANOS DE SAUDADES

Posted by J. Vasco em 22/04/2012

O Paulinho das feiras já lá vai. Junto com o paleio demagógico da «lavoura» e dos «reformados», e com a boina de lavrador. Estão bem guardados (quem sabe se ao pé das 60 mil fotocópias do Ministério da Defesa…), prontos para usar quando voltar a ser tempo de compor a personagem e cheirar a poleiro outra vez.

No último ano, a pose tem sido outra: a do chamado «homem de estado», de cenho carregado, falando baixinho e exibindo «prudência», «recato» e «responsabilidade». A «carreira» do político assim o exige. Os pacóvios do comentário dominado (e dominante) assim lhe recomendam. Mas principalmente assim lhe dizem para fazer os seus mandantes: os empresários que procuram «investir» lá fora.

Nestes dias, veio ao de cima o mais íntimo de Paulo Portas. Marioneta dos grandes interesses espoliadores do continente africano, falou de alto aos guineenses e lançou-lhes ameaças de invasão a coberto da «comunidade internacional». Paulo Portas move-se no processo neocolonial em curso como peixe na água. Os 38 anos de saudades do Portugal fascista aguçam-lhe o esmero.

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À ATENÇÃO DOS ESCROQUES, BANDALHOS, IGNÓBEIS E CANALHAS AÍ DE BAIXO

Posted by J. Vasco em 22/04/2012

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A BURGUESIA, A CULTURA E A EDUCAÇÃO

Posted by J. Vasco em 22/04/2012

Depois de um ano de trabalho voluntário na Es.col.a, ao longo do qual se pôs de pé e a funcionar uma miríade de actividades que o capitalismo sonega diariamente às populações, a fúria pidesca da burguesia laranja do Porto abateu-se sobre livros, computadores, quadros, brinquedos e trabalhos de crianças. Aniquilou o substrato e o produto da cultura e da educação que o próprio povo da Fontinha organizou e dinamizou.

Tudo o que não entra no circuito do valor; qualquer actividade ou relação social que não sirva para auto-valorizar o capital; cada espaço e momento que não estejam ao serviço da sucção de mais-valia – são impiedosamente perseguidos pela burguesia e pelos seus representantes políticos e reduzidos a pó.

No lugar da cultura e da educação (que os burguesotes confundem com «formação de elites»), do desporto, do convívio e da fruição de actividades lúdicas, ergam-se antes, de braços dados com a especulação imobiliária, centros comerciais. Por um lado, é preciso fazer face à super-produção e realizar o valor produzido; por outro, é absolutamente necessário atomizar as existências, incutir a mentalidade do «consumidor», matar à nascença qualquer veleidade de auto-organização colectiva dos explorados e das massas populares.

Para além do espírito fascista de Rui Rio e do PSD, no microcosmos da Fontinha manifestou-se principalmente a relação de ódio que a burguesia mantém com a cultura e com a educação. «Ou servem para me aumentar o lucro – ou eu saco da pistola e dou cabo de vós».

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