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Archive for Março, 2012

DEPOIS DA GREVE, A LUTA CONTINUA

Posted by * em 31/03/2012

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PASSÓCRATES E OUTROS QUE TAIS

Posted by * em 29/03/2012

O Passócrates e o seu PSDois (assim como os fachos do Partido do Peculato), desunham-se em querer parecer diferentes do Partido do Pinócrates. Mas não é fácil distinguir a imundice da imundície.

Vejamos:

  • todos eles servem os exploradores (e defendem o capitalismo na sua vertente mais agressiva, a neoliberal);
  • todos eles atacam os trabalhadores, sindicatos, etc.;
  • todos eles estão envolvidos em mil e uma tramóias e negócios hipermegasuperobscuros;
  • todos eles são mentirosos até à medula.

Em relação a esta última característica, basta dizer que a mentira começa logo no nome dos partidos:

  • o “Partido Social Democrata” detesta a social-democracia mas não tem vergonha em ostentar o nome de “Social Democrata”;
  • o CDS-PP é um partido de direita (de extrema-direita) e defensor dos mais ignóbeis exploradores do povo, mas não tem o mínimo pudor em se rotular de “Centrista” e “Popular”;
  • o “Partido Socialista” detesta o socialismo e adora o capitalismo, mas não tem pejo em se fazer passar por “Socialista”.

É como dissemos: mentirosos até à medula, trapaceiros do pior, defensores da mais vil exploração.

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QUEM FEZ ISTO?

Posted by J. Vasco em 27/03/2012

Vou fazer o papel de uma bêbada

Que vende os filhos

Em Paris, no tempo da Comuna.

Tenho apenas cinco réplicas.

E preciso de me deslocar, de subir a rua.

Caminharei como gente livre

Gente que só o álcool

Quis libertar e voltar-me-ei

Como o bêbado que receia

Ser perseguido. Voltar-me-ei

Para o público.

Analisei as minhas cinco réplicas como os documentos

Que se lavam com ácido para descobrir sob os caracteres visíveis

Outros possíveis caracteres. Pronunciarei cada réplica

Como a melhor acusação

Contra mim e contra todos os que me olham.

Se eu não reflectisse maquilhar-me-ia simplesmente

Como uma velha beberrona

Doente e decadente. Mas vou entrar em cena

Como uma bela mulher que guarda a marca da destruição

Na pálida pele outrora macia e agora cheia de rugas

Outrora atraente e agora repelida

Para que ao vê-la cada um se interrogue: quem

Fez isto?

Monólogo de uma actriz enquanto se maquilha,

Bertolt Brecht (1937-1940), in Poemas, trad. Arnaldo Saraiva,

Campo das Letras, pp. 104 e 105.

(No dia mundial do teatro)

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LONGE DA VISTA

Posted by J. Vasco em 24/03/2012

 

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MUITO ANTES DE SUBIR AO CHIADO

Posted by J. Vasco em 24/03/2012

Os principais meios de comunicação social, mesmo contra a sua vontade, não puderam deixar de difundir a repugnante carga policial fascista do Chiado. Mas esforçaram-se, do mesmo passo, por circunscrever o dia de greve geral (e a brutal repressão que sobre ele recaiu) à manada de robocops que investiu Chiado acima, atingindo tudo o que mexesse. A pequena burguesia intelectualizada suspirou, lamentou os acontecimentos e a seguir indignou-se. Afinal de contas, isto é uma perturbação da «democracia». É preciso corrigir os «excessos» e regressar à «ordem natural das coisas», a ordem que sobre nós reina: os trabalhadores que vendam a sua força de trabalho e os capitalistas que se apropriem da mais-valia sob a forma de lucro.

E no entanto, lá onde a exploração pulsa na sua face mais crua, lá onde o afrontamento entre exploradores e explorados se dá corpo a corpo, lá onde a coragem e a solidariedade não são palavras ocas mas forças sociais em acção, imperou no dia 22 de Março a violência mais brutal, mais impiedosa e não menos sistemática. Longe dos holofotes e fora da consideração da opinião «bem pensante», os piquetes de greve, de Norte a Sul do país, provaram mais uma vez o inconfundível sabor do estado de excepção.

As forças policiais actuaram na luta de classes como aquilo que são: um braço armado da burguesia. Violando a lei da greve, impediram que os piquetes contactassem os trabalhadores e carregaram sobre eles sempre que um amarelo decidia furar a greve. Em cada caso, actuaram abertamente segundo os interesses das administrações das empresas. (Cada trabalhador e sindicalista que integra um piquete de greve tem uma noção mil vezes mais nítida do carácter do Estado como aparelho de repressão de uma classe sobre outras do que o mais distinto dos professores universitários que enche centos de páginas com ficções acerca do Estado enquanto «organizador do bem comum»).

No piquete de greve da Vimeca, em Queluz de Baixo, um dos polícias, quando confrontado com a violação da lei a que estava a proceder, saiu-se com uma tirada que veríamos ser politicamente racionalizada pelo deputado fascista João Almeida, do CDS, na Assembleia da República: estava ali a proteger a «liberdade de quem queria trabalhar». Ao início da madrugada, um polícia da mesma força que actuou na Vimeca dirigiu-se a duas jovens do piquete de greve, para começo de conversa, prometendo-lhes umas bastonadas lá para o meio da noite. O mesmo polícia, em tom de ódio, disse que as pessoas que compunham o piquete não estavam a fazer mais do que «figurinhas». O ódio e a provocação sucediam-se. O oficial que dirigia as forças policiais fez-se acompanhar de um pingalim que brandia de cada vez que tartamudeava as orientações dos capatazes da administração da empresa. Os mesmos capatazes da administração, de resto, que tinham o seu piquete anti-greve montado à entrada das instalações e que o utilizavam como arma de condicionamento dos trabalhadores com o apoio da polícia.

A força policial, em conluio com os patrões da Vimeca, instalou-se no local muito antes da chegada do piquete, com o objectivo de impedir a sua formação. Transportaram grades para os portões e queriam colocar as pessoas atrás delas. A resistência do piquete travou esse objectivo. O cordão policial, finalmente, passou a noite a investir sobre o piquete de greve.

É este o regime em que vivemos. Foi assim, mais uma vez, de Norte a Sul.

Milhares de homens e mulheres lutam com coragem, determinação e inteligência. Não merecem as preocupações do filisteu «bem pensante» nem a atenção dos meios de comunicação, ainda que sejam eles quem mais sofre na pele a violência burguesa. Mas estão lá. Sempre. E dão a conhecer aos trabalhadores toda a sua força, quando se juntam e organizam. Dão corpo à luta mais bela de todas: a luta pela emancipação humana, pelo fim da exploração capitalista. Porque sabem que o fascismo é uma toupeira que sobe à superfície, enfrentam-no no local mesmo em que a essência do capitalismo se determina. Enfrentam-no, com todos os custos que isso acarreta, cá em baixo, muito antes de ele subir ao Chiado.

Central da Vimeca, Queluz de Baixo, 22 de Março de 2012

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O GOVERNO “MANUEL PINTO”

Posted by * em 24/03/2012

 

O indivíduo (não dissemos “o dejecto”, pois não?) que vemos na foto de bastão na mão, de nome Manuel Pinto, é um indivíduo (não dissemos “feroz mentecapto”, “violento energúmeno”, “potencial assassino”, pois não?) que sabe que pode continuar a extravasar as suas pulsões (não dissemos “patologias”, pois não?) sobre o povo indefeso porque tem as costas quentes. Este governo com tiques e toques fasciszantes, cujo cipaio máximo sempre gostou de Think Tanks e outras agências de negociatas&segurança&espionagem, limita-se a dizer (com a falta de vergonha de quem ainda acha pouco e prevê fazer muito mais) que os jornalistas devem identificar-se melhor para não serem confundidos com o povo indefeso, para que que os Manueis Pintos e os amigos (alguns diriam: capangas) deles, estejam fardados ou infiltrados, possam continuar a perseguir e a malhar selvaticamente no povo…

E tudo isto para defender, claro, o patrão, o sr. Capital.

Este é bem o retrato do governo do país: cães de guarda dos exploradores.

Este governo é um enorme perigo para o povo, um enorme perigo para o país e a democracia que resta.

Um dos muitos agentes infiltrados

O governo de Passos Coelhone (das negociatas e negócios obscuros em Think Tanks, empresas de lixo, etc.) e Paulo Portas (do caso Moderna, Jaguares, dinheiros de Submarinos, roubo de documentos secretos, etc.) em plena acção!

Já há, entre o povo, quem pergunte: embora sejam já responsáveis pela destruição do país, pela exploração mais abjecta em relação aos trabalhadores, responsáveis pela aniquilação de perspectivas de vida de tantos jovens e pela morte de idosos por falta de assistência… quando cometerão o primeiro assassinato directo e em directo? De uma coisa podemos estar certos: a culpa será, “obviamente, do(s) assassinado(s)”.

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NÃO DEIXES QUE TE PAPEM. LUTA

Posted by J. Vasco em 21/03/2012

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PARA ALÉM DO MEDO

Posted by J. Vasco em 21/03/2012

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FAZER FRENTE

Posted by J. Vasco em 21/03/2012

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A GREVE É GERAL

Posted by qmiguel em 18/03/2012

Existe um momento em que temos de tomar o nosso futuro nas nossas mãos. Não “vamos” à greve, construímo-la pela nossa luta, no nosso local de trabalho.  A greve é geral e são os trabalhadores como eu e tu que a fazem:

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ENTREVISTA A EFTICHIOS BITSAKIS – SOBRE A DIALÉCTICA DA NATUREZA

Posted by qmiguel em 10/03/2012

Eftichios Bitsakis é professor de física teórica na Universidade de Atenas e ensina também filosofia na Universidade de Ioannina. É autor de várias obras científicas entre as quais: Física e Materialismo Dialéctico; Física e Materialismo; O novo Realismo Científico. Deixamos aqui uma curta entrevista em torno da dialéctica da natureza.

 P: O que significa para si a expressão “Dialéctica da Natureza”?

E.B.: Essa expressão implica desde logo uma certa concepção da natureza, cujas origens remontam às intuições dos filósofos Pré-Socráticos, e que foi elaborada por Hegel no quadro de um sistema idealista e posteriormente por Engels como parte constituinte da visão materialista e dialéctica do mundo. Segundo esta concepção a natureza é uma realidade objectiva que ainda para mais é “de si e por si” (o princípio de asseidade é fundamental para o materialismo). A matéria é ontológicamente una e, ao mesmo tempo, diversa nas suas formas: unidade na diversidade. A natureza constitui assim uma totalidade héterogénea e em devir. O movimento é um atributo imanente e inalienável da matéria e realiza-se graças às interacções físicas; graças ao jogo de oposições e de contradições que caracterizam as formas materiais (a oposição e a contradição não são categorias meramente epistémicas mas também ontológicas: referem-se ao ser e não apenas ao nosso conhecimento). Desta forma a natureza caracteriza-se por uma hierarquia de estruturas e de níveis que aparecem ao longo do tempo e que desaparecem tomando outras formas. A criação e a destruição das formas da matéria obedecem a um certo número de determinações. A mudança qualitativa realiza-se por meio de “saltos”, isto é, rupturas da continuidade, como negação da forma inicial e negação da negação. A cosmogénese dá-se no espaço e no tempo, que são formas de existência da matéria. Isto para expôr resumidamente alguns dos aspectos de uma concepção dialética da natureza.

P: Será que é possível falar da “dialéctica da natureza” em geral, ou será que devemos entender esta expressão somente no plural? Será que ainda podemos falar de “leis” da dialéctica naquilo que à física ou a cosmologia diz respeito?

E.B.: Existe hoje uma tendência, nalguns meios marxistas, para conceber apenas dialéticas “locais” ou “regionais” e rejeitar “A” dialética da natureza. As ciências da natureza de hoje surgem de relações dialéticas e por meio destas é possível elaborar dialéticas regionais. Vejamos:

1) A matéria apresenta-se hoje sob formas extremamente heterogéneas. No entanto existe uma unidade ontológica dessas formas, que se manifesta através de leis que são comuns para todas as formas  e níveis. Também ao nível microfísico existe uma transformação de diferentes partículas elementares em formas diferentes e opostas.

2) A matéria tem uma história. As formas actuais caracterizam um certo estado de evolução do cosmos. Para além disso, é quase certo que ainda hoje exista criação de matéria, que não é mais que a emergência de particulas do “fundo” (do nível sub-quântico).

3) O vazio de Demócrito não era mais que uma mera abstacção. Hoje em dia, considera-se o “vazio” como um oceano de formas da matéria que passam, mediante certas condições, do potencial ao actual.

4) Segundo algumas teorias relativistas, existe uma unidade entre espaço, tempo e matéria. Neste caso, é a matéria, e o seu movimento, que determina a forma do espaço e o fluxo do tempo.

5) A cosmogénese não diz apenas respeito à historicidade das formas da matéria do nível microfísico e às formas do macrocosmo. Existe uma história da formação da terra, da aparição e evolução da vida, da antropogénese e da noogénese.

6) As formas de existência e a sua transformação obedecem a um certo número de tipos de determinação: mecânica, dinâmica, estatística quântica e estatística clássica.

Penso que por meio do estudo concreto destas áreas é possível elaborar dialécticas regionais concretas.

Aceitemos que estas dialécticas regionais são elaboradas através de uma valorização filosófica das leis das ciências naturais. Elas podem assim ser legítimas do ponto de vista epistemológico. Agora, será que podemos falar de “leis” no que diz respeito à natureza considerada como um todo?

Sartre, por exemplo, achava que podiamos falar de dialéctica da história, mas não de dialética da natureza, uma vez que a natureza, segundo ele, não constitui uma totalidade. Hoje em dia está provado que a natureza constitui uma totalidade, que inclui  diferença, oposição e contradição. A escola Althusseriana assumiu uma posição reservada, pois para esta uma dialéctica da natureza poderia significar uma nova ontologia dogmática. Para Altusser a filosofia não tem história, as suas teses implicam uma espécie de eternidade. No entanto, as diferentes teses filosóficas não surgem arbitrariamente, mas antes em relação com a prática social e com as descobertas das ciência. Desta forma e apesar da existência de um certo número de questões eternas, as questões que a filosofia levanta têm uma história própria e o seu conteúdo altera-se com o curso do tempo, de tal forma que as aporias filosóficas vão sendo pouco a pouco esclarecidas. A filosofia não consiste num mero elaborar de teses, ela é o reflexo de uma concepção do mundo, e esta concepção nunca é arbitrária.

 Como é que confluem então a ciência e a filosofia? O desenvolvimento das ciências dá-se por meio de um duplo movimento: especialização e generalização. Os conceitos científicos aproximam-se das categorias filosóficas. Não é por acaso que os mesmos termos (matéria, espaço, tempo, interacção, causalidade, etc…) são utilizados tanto pelos cientistas como pelos filósofos. Estas palavras, a que no domínio das ciências poderiamos chamar conceitos quase filosóficos, exercem uma mediação entre as ciências e a filosofia. Assim as categorias e as teses da filosofia não são vazias e anti-históricas, mas plenas de conteúdo concreto. Consequentemente as “leis” da dialéctica da natureza não são leis em sentido estrito, mas proposições correctas, com sentido metafísico, que se acordam com as ciências. A dialéctica da natureza não é uma ontologia axiomática, mas uma concepção da natureza que se elabora através da generalização e superação dos conhecimentos das ciências da natureza.

P: A dialéctica da natureza foi desvalorizada pelo uso dogmático feito à época de Jdanov e Estaline. Será que podemos distinguir a dialéctica da natureza do uso dogmático que dela foi feito e relacioná-la com a evolução da ciência contemporânea?

E.B.: A dogmatização da dialéctica da natureza e em geral da filosofia marxista, pode ser explicada pelo desvio global da União Soviética. No “Socialismo de Estado” a dialéctica, por natureza crítica e revolucionária, adquiriu uma forma simplificada e apologética. Hoje, as ciências contemporâneas abrem novas prespectivas para uma dialética da natureza já livre do dogmatismo. Engels dizia que à medida em que se dão grandes revoluções científicas, o materialismo dialético (e a dialética da natureza em particular) deve mudar de forma. Ora não se trata aqui de mudar de forma. As categorias dialécticas e mesmo todo o edifício da dialéctica da natureza devem ser novamente elaboradas, dando valor filosófico ao material concreto das ciências da natureza. Como diria Hegel: a filosofia é hostil ao abstracto e deve levar sempre ao concreto. O último capítulo do meu livro trata das novas prespectivas da dialéctica da natureza.

P: Existe o perigo de uma nova ontologização da dialéctica?

E.B.: As palavras não nos devem fazer medo. Uma teoria do ser, ou melhor, uma ontologia anti-dogmática, é hoje possível. Esta teoria do ser refere-se ao ser por meio do nosso conhecimento deste. É evidente que ela fala do ser por meio do nosso conhecimento da natureza. Uma das condições para evitar desvios indesejáveis é pensar a dialéctica que se encontra no materialismo.

P: Quais são então as descobertas ciêntíficas contemporâneas que podem ser interpretadas a partir de categorias dialécticas?

E.B.: As ciências “filosóficas” por excelência são a física, a astrofísica, a cosmologia, a biologia e a psicologia. Também a matemática se pode ligar à dialéctica, ainda que de uma forma um tanto quanto indirecta. Interpretar dialécticamente não significa procurar aquilo que se deseja, nem ter concepções de base preestabelecidas, mas sim interpretar o material científico e compreender as relações dialécticas que aí se encontram implicadas, e, se quisermos, num movimento ao contrário, “interpretar” a ciência. A filosofia não pode exercer uma função normativa em relação às ciências. A sua função deve ser epistémológica: análise, critérios, compreensão das relações e tendências em questão, assinalar os objectivos e os métodos.

P: Existe uma tendência para “recitar” a filosofia de Marx e de Lénine, alguns guardando o materialismo e rejeitando a dialéctica, outros procedendo em sentido inverso… Na sua opinião o que é que se perde quando se perde a referência ao materialismo dialéctico?

E.B.: Como disse ainda há pouco: pensar a dialéctica que está no materialismo. Marx era claro no que respeita à unidade indissolúvel da dialéctica e do materialismo. Engels também. Quando a Lénine, apesar de existirem diferênças no que diz respeito aos problemas e ao estilo, ele continua e desenvolve as concepções de Marx e Engels. Há uma unidade imanente destes três autores clássicos da filosofia marxista. O materialismo sem a dialéctica é um materialismo vulgar, a dialéctica sem o materialismo é uma dialéctica oca, e em ultima análise impossível.

 

(Entrevista publicada originalmente na revista Etincelles nº8 em 2003, traduzida do francês) 

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A HISTÓRIA E A DIALÉCTICA

Posted by qmiguel em 01/03/2012

«A história pode ser examinada sob dois aspectos. Podemos dividi-la em história da natureza e história dos homens. No entanto, não podemos separar estes dois aspectos; enquanto existirem homens a sua história e a história da natureza condicionar-se-ão reciprocamente.» Marx e Engels, Ideologia Alemã-passagem rasurada

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