OLHE QUE NÃO

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ESPELHO MEU

Posted by J. Vasco em 19/02/2012

Chama-se Rui Baptista. No post anterior podem vê-lo no staff do Coelho: é o seu assessor de imprensa.

Lembram-se dele? Jornalista do Público e ultimamente da RTP. Era daqueles que lá estão todos os dias (nas rádios, nas televisões, nos jornais), disfarçados de «comentadores» («isentos», «neutros», «imparciais», como eles adoram dizer), a garantir, a jurar e a trejurar ao povo que não tem outra saída que não seja consentir ser explorado e humilhado. Não houve uma mudança substancial no seu serviço, para falar claramente. As direcções dos grandes órgãos de comunicação, os conselhos de administração dos grandes grupos financeiros e as direcções do PS, PSD e CDS são partes do mesmo todo. Pode dizer-se, isso sim, que Rui Baptista apenas mudou de posto. A tentativa de comprar as almas e as consciências dos trabalhadores continua por outros meios.

Quando perceber, em todo o caso, que a sua missão está votada ao fracasso e se olhar a seguir ao espelho, o que verá então Rui Baptista?

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6 Respostas to “ESPELHO MEU”

  1. Rui Baptista verá que fez o seu trabalho. Sempre dando a cara, com lealdade. A minha vida profissional está aí para ser escrutinada. Sempre esteve. Será que todos podem dizer o mesmo? Será que J. Vasco pode dizer o mesmo. É muito fácil agredir, insinuar, caluniar, lançar dúvidas sobre a honra e a ética profissional das pessoas. Sobretudo das pessoas de quem discordamos. Por motivos ideológicos. Mas sabe J. Vasco verdadeiramente alguma coisa de condenável? Alguma coisa menos digna que eu tenha feito para além de trabalhar com lealdade e e esforçadamente? O ódio cega, de facto. Rui Baptista

    • J. Vasco said

      Não está em causa a sua lealdade. O senhor é leal para com os exploradores do nosso povo, para com os detentores dos meios de produção que exploram a força de trabalho de milhões de homens e mulheres e que se apropriam da sua produção. Os Belmiros, Miras Amarais e Coelhos contam com a lealdade e com o empenho de todos os Ruis Baptistas que os servem, claro. Contam com os estipendiados do sistema.
      Sobre o dar cara, aí é preciso ir com calma. Onde estava a sua cara quando fazia comentário político na televisão? Onde estava a sua cara quando se apresentava perante milhões de cidadãos despolitizados como «comentador neutro», «imparcial»? Tentando convencer «as pessoas» e «as famílias» (linguagem tão do agrado do vosso staff yuppie) de que o aumento da exploração deve ser aceite e adulado. Invectivando, à boa maneira fascista, os sindicatos e a luta dos trabalhadores. Onde estava a sua cara?
      O choradinho da «calúnia», da «insinuação» e da «agressão» não colhe, portanto não se esforce. É o senhor que recorre a esse expediente, em tom meio paternalista, logo na segunda linha do seu comentário.

      J. Vasco

  2. pois é, fique com a última palavra. fique no seu pequeno mundo, a manipular pessoas e a lançar chapadas de lama sobre quem felizmente pensa de maneira diferente da sua. definitivamente, o senhor não é deste mundo.

    • J. Vasco said

      Já que insiste, fico então com a última palavra.
      Começo por lhe fazer notar que não se encontra numa posição muito confortável. Diz que o meu mundo é pequeno. Entretanto, certamente entre a redacção de dois discursos para o seu patrão (é sempre necessária, não é assim?, uma «boa estratégia de comunicação», muito pedagógica, para explicar ao povo que se deve deixar roubar), não deixa de vir aqui comentar. Um estipendiado ao serviço do governo, investido de «altas funções nacionais», habitante de um tão grande e responsável mundo, vem aqui perder o seu tempo, a este «mundo pequeno»? Em que ficamos?
      Sobre a manipulação de pessoas, percebo que fale do assunto. Afinal é um especialista no tema. Assumir, perante milhões de cidadãos despolitizados, a posição de comentador «neutro» e «imparcial» para traficar as posições sociais e políticas mais reaccionárias – é obra. Por alguma coisa está onde está. Continuará certamente a fazer um bom trabalho, mas verificará que, ainda assim, a luta dos trabalhadores é imparável, vai continuar, vai fortalecer-se. Por muita lama com que a cubra (o senhor e os seus donos) e por muitas «estratégias de comunicação» que arranje.
      Fico feliz, por outro lado, por poder dizer que pensa de maneira diferente de alguém. Geralmente, não costuma ter essa oportunidade, pois não? Os estúdios da RTP e as páginas do Público são coutada de quem quer «partir a espinha à Intersindical». Aí estão todos de acordo.
      Por último, a lama e este mundo. Também percebo que fale do assunto. Já sabíamos que o senhor é inteira e definitivamente deste mundo, o mundo da exploração capitalista. Tomou o partido de querer perpetuá-lo, de querer defender um regime social baseado na exploração, na lei da mais-valia. É este o seu mundo – um mundo de lama.

  3. […] Pela amostra, não terá gostado de ler as verdades que sobre ele aqui se disseram. E não tem melhor coisa para dizer do que esta: que eu vivo num «pequeno mundo». Não deixa de ser estranho que alguém que se considera acima do meu mundo, venha com insistência visitá-lo. E que, quem sabe?, o frequente com concupiscência. […]

  4. Jyoti Gomes said

    Uma mensagem ao insecto Rui Baptista, que, como dá para perceber, virá, curioso, uma e outra vez, ver o que comentam sobre ele aqui no “olhe que não”: apesar da sua vaidade, do seu egocentrismo, você sabe bem o que é, não é verdade? Claro que sabe: é um fiel lambe-botas.

    Chama de “pequeno mundo” o mundo de milhões e milhões de trabalhadores e julga ser grande o pequeno mundo dos cheques avultados. Você avalia o mundo e as pessoas pela conta bancária. Nós preferimos ficar com os milhões e milhões de trabalhadores, ficamos neste mundo que você julga pequeno, vulgar e desprezível. Mas no íntimo você sabe muito bem quem é pequeno: é você, um simples e servil lacaio dos exploradores.

    Pode tentar afastar esse conhecimento que você tem de si próprio, pode tentar apagá-lo da mente com uma carteira cada vez mais recheada, pode tentar esquecer-se disso privando com os patrões em coquetéis à volta de piscinas, mas com isso você apenas reforçará o que tenta esquecer e negar: você é pequeno, muito pequeno mesmo. Você é minúsculo.

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