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VAMOS LÁ EXPLICAR AO MÁRIO CRESPO COMO SE ELE FOSSE MUITO BURRO

Posted by qmiguel em 17/01/2012

 

 

Exploração:

Um trabalhador x vamos dizer Eu trabalha 8 horas por dia. Consigo trabalham mais 3. Produzem aquilo que se traduz a jusante em 2500 euros\dia. Ganham cada um 500 euros por mês.De frisar que trabalhamos o resto do mês e produzimos o mesmo todos os dias.  No final do mês vem um senhor e fica com o resto.

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Uma resposta to “VAMOS LÁ EXPLICAR AO MÁRIO CRESPO COMO SE ELE FOSSE MUITO BURRO”

  1. RuiVasco said

    Por outras palavras:

    O seu uso (nota: da força de trabalho humano) é o trabalho, e o trabalho cria valor. O possuidor de dinheiro compra a força de trabalho pelo seu valor, que, como o de qualquer outra mercadoria, é determinado pelo tempo de trabalho socialmente necessário para a sua produção (…). Tendo comprado a força de trabalho (nota: e não o trabalho, que é obtido pelo uso da força comprada), o possuidor do dinheiro fica com o direito de a consumir, isto é, de a obrigar a trabalhar durante o dia inteiro, suponhamos durante doze horas (nota: subitamente um horário de trabalho aparentemente tão anacrónico ganha plena actualidade…). Mas em seis horas (tempo de trabalho «necessário»), o operário cria um produto que cobre as despesas da sua manutenção, e durante as outras seis (tempo de trabalho «suplementar») (nota: não confundir com aquilo a que hoje se chama trabalho suplementar, ou horas extraordinárias), cria um «sobreproduto» não retribuído pelo capitalista, que constitui a mais-valia. Por conseguinte, do ponto de vista do processo de produção é necessário distinguir duas partes do capital: o capital constante, investido em meios de produção (máquinas, instrumentos de trabalho, matérias primas, etc.) cujo valor passa sem modificação (de uma só vez ou por partes) para o produto acabado, e o capital variável, que é investido para pagar a força de trabalho. O valor deste capital não se conserva invariável; antes aumenta no processo de trabalho criando mais-valia. Assim, para exprimir o grau de exploração da força de trabalho pelo capital temos de comparar a mais-valia não com o capital total, mas unicamente com o capital variável. A taxa de mais-valia, nome dado por Marx a essa relação, seria, no nosso exemplo, de 6/6 ou de 100%.

    A condição histórica para o aparecimento do capital reside, em primeiro lugar, na acumulação de certa soma de dinheiro nas mãos de certas pessoas num estádio de desenvolvimento da produção de mercadorias em geral; em segundo lugar, na existência de operários «livres» – livres de quaisquer entraves ou restrições para venderem a sua força de trabalho, e livres por não terem terra nem meios de produção em geral -, de operários sem qualquer propriedade (nota: e aqui importa fazer o paralelo com o comum dos mortais da sociedade em que vivemos, cuja única posse que tem é, para além da sua força de trabalho, dívidas aos bancos), de operários-«proletários» que não podem subsistir senão vendendo a sua força de trabalho.

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