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Archive for 23 de Outubro, 2011

DEFENDER OS EXPLORADORES, FINGINDO QUE SE ESTÁ A CRITICÁ-LOS

Posted by * em 23/10/2011

Os exploradores sabem que a exploração capitalista exige também o controle das mentes. Eis duas das muitas maneiras de manipular a mente dos trabalhadores e defender os exploradores. Estas duas maneiras são importantes, porque, com elas, os explorados são levados a pensar que os defensores da exploração são os que melhor podem conduzir a revolta contra esta. Pretende-se assim evitar que os explorados se juntem aos que verdadeiramente lutam contra a exploração. E não raro, os explorados mais ingénuos atiram-se, alienada e esperançosamente, às bocas dos “bonzinhos” leões:

Modo Cavaquista: fingir que se tem muita pena dos explorados e verter uma lágrima quanto à “ultrapassagem de limites”. Além de servir de válvula de escape para a indignação das massas trabalhadoras, esta posição garante ao seu protagonista o “amor do povo”. Assim, canaliza-se a revolta e fortalece-se a carreira. Nada mau, não é?

Modo Marcelorebelista: “criticar” a forma para melhor elogiar o conteúdo. Critica-se a “falta de comunicação” para dar a entender que a exploração, se fosse bem explicada, até seria reconhecida como algo que traria uma imensa felicidade aos coitados dos ignaros trabalhadores, que pouco sabem de coisas que requerem a sapiente palavra do “professor”. Esta posição faz passar a ideia não apenas de que se é muito inteligente mas também a de que se está a ser isento, uma vez que não se critica só o que dizem aqueles que lutam contra a exploração, mas “também” aqueles que exploram.

Às vítimas dos bandidos critica-se o serem como são (e portanto, culpados, em última instância, por tudo e mais alguma coisa), mas… elogia-se o penteado.

Aos bandidos elogia-se o serem como são, mas critica-se o penteado (e o discurso). Assim se forja a ideia de neutralidade e isenção… e os parvos, como sempre, engolem.

As posições acima apresentadas são as posições dos mais hipócritas e egoístas defensores da exploração. Uma atitude crítica em relação a elas pode servir de critério quanto a saber se os trabalhadores têm ou não o mínimo de consciência de classe.

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OS BÁRBAROS PERDERAM A VERGONHA

Posted by qmiguel em 23/10/2011

Vivemos num contexto de agravamento das agressões imperialistas e do aprofundamento da militarização e destruição capitalista. O povo Líbio sofre hoje desse mesmo mal, amanhã outros se seguirão sobretudo no continente africano. A promessa de mudança que a eleição de Obama trouxe ao coração dos mais desatentos desvaneceu-se em pouco tempo, e este lidera mesmo uma intensificação brutal do domínio imperial e da proliferação do carácter bélico do mesmo. Nada disto é novo.

O meu ponto aqui prende-se com a forma e com a relação das acções militares bárbaras com os comuns dos mortais. Estas são agora mediadas por uma vanguarda de jornalistas e de meios de comunicação ao serviço dos mais pútridos interesses. De tal forma que o que ontem seria interdito hoje pode ser claramente dito à boca cheia. O jornal Libération revelou a já famosa “proposta” do Conselho Nacional de Transição ao estado francês, na qual em troca do apoio incondicional e permanente deste último ser-lhe-à oferecido nada mais do que o controlo de 35% da produção petrolífera do país. O que há alguns anos as fileiras anti-imperialistas tentavam demonstrar acerca da guerra do Iraque (para não recuarmos mais que isso) e que os escribas pró-americanos negavam a pé juntos faz hoje a capa dos jornais, não como polémica, mas como normalidade.

A questão assume contornos ainda mais assustadores quando o secretário de estado do comércio francês Pierre Lelouche decide apaparicar algumas dezenas de grandes empresários franceses e levá-los numa visita de estudo (económico, claro) a uma Líbia em guerra. A função era, claro está, fazer com que estes partícipassem na “reconstrução” daquele país, curiosamente destruído em grande parte por forças militares que dependem do seu colega de governo do ministério da defesa. Curiosas lógicas. Mas num clima de austeridade como o que começa a ser imposto pelo governo francês, em que não podemos contratar professores e em que os operários terão de aceitar ser explorados por mais alguns bons anos antes de se poderem reformar, a questão levantada pelos meios de comunicação não se prende com a justeza da guerra, com o sofrimento do povo Líbio, nem tão pouco com as consequências que as medidas de austeridade terão sobre o povo francês, a questão que a imprensa francesa levantou prende-se com o enorme esforço financeiro que a intervenção “humanitária” na Líbia representou para o orçamento do estado francês. Face a este muy liberal questionamento o ministro francês da defesa Alain Juppé (este sim, carrasco de facto do povo Líbio) não esteve por menos e retorquiu: “A intervenção francesa na Líbia é um investimento no futuro”. As baixas civis, a bárbara intromissão num país alheio e a miséria de um povo são para o governo francês um investimento no futuro. . . Nada nos poderia ajudar a provar mais facilmente o carácter destrutivo do modo de produção capitalista. Em nome dos mais universais valores chacinam-se os mais concretos seres humanos. As mãos dos governantes capitalistas (portugueses incluídos) estão hoje como no passado manchadas do mais real sangue humano. A diferença é que hoje querem que aceitemos isso, querem poder mostrar-nos os cadáveres das suas presas nas primeiras páginas dos jornais, e que aceitemos os seus motivos, os seus “investimentos no futuro” como algo de razoável. A exploração capitalista está cada vez mais comprometida com a aniquilação da Humanidade.

 

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NOS 140 ANOS DA COMUNA DE PARIS

Posted by qmiguel em 23/10/2011

No ano em que se comemora os 140 anos da comuna de paris não poderiamos passar sem deixar a nossa homenagem a este acontecimento maior da história da humanidade.

“Os princípios da comuna são eternos e não podem ser destruídos. Eles ressurgirão sempre de novo até que a classe operária se emancipe.” K.Marx

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