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Archive for 16 de Outubro, 2011

ACERCA DOS ACAMPAMENTOS EM MEIO URBANO…

Posted by ines f. em 16/10/2011

…um pequeno contributo para a reflexão…

Agora, estão a mostrar mais um aspecto das suas posição e prática políticas, atribuindo a política bárbara que leva o povo e a juventude à indigência a todos os partidos em geral (…) Claro que não demonstram quem beneficia com esta política; também não mostram os verdadeiros inimigos, que são os monopólios, os capitalistas.

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RELATOS DE UMA DEMOCRACIA PLURAL

Posted by qmiguel em 16/10/2011

Vivendo faz já alguns anos na ilustre capital francesa, impôs-se-me como uma inevitabilidade prática adquirir um exemplar francês de algumas obras de Karl Marx (Sagrada Família, Ideologia Alemã entre outras) . Conhecendo a ofensiva ideológica corrente no mercado de edição (algo não exclusivo das terras gaulesas) não me ocorreu no entanto  que um autor como Marx pudesse também ser alvo de uma ostensiva hostilização editorial, como a minha experiência comprovou.

Parti então à procura, verificando primeiro nas livrarias mais centrais, depois então nas maiores e finalmente em qualquer livraria que encontrasse. A minha longa procura permitiu-me ter uma visão mais lúcida sobre a divulgação da obra de Karl Marx. Encontramos portanto (quando encontramos algo…) o Manifesto do Partido Comunista, alguns volumes do Capital, e as obras dedicadas especificamente à situação francesa (Guerra Civil em França, 18 Brumário….), assim como edições duvidosas (estilo brochuras) de recolhas de textos parciais, a que os editores muitas vezes dão títulos de gosto e tecnicidade duvidosas. Esta colheita impõe-se como regra livraria após livraria e mistura-se com uma quantidade de bibliografia secundária duvidosa (por vezes abundante), a título de exemplo, numa das maiores e mais concorridas livrarias do centro é possível encontrar uma edição em vários CDs\DVDs de um conjunto de lições sobre Marx da autoria de Luc Ferry (cujos dotes de especialista na questão são no mínimo duvidosos, isto sem querer entrar em processos de intenção) , uma edição do Capital em BD (…), mas nem sinal de qualquer obra do pensador alemão de cunho “mais” filosófico.

Finalmente aconselhei-me com quem conheçe realmente o meio editorial francês e se interessa por estes assuntos. Disseram-me que é difícil encontrar tais livros, mas lá me indicaram uma livraria especializada na questão (uma “sobrevivente”).  Chegado à tal livraria, e verificando que era realmente “especializada”, a resposta que obtive foi algo do género: “há anos que não o vejo” (em relação à Ideologia Alemã), e um “tive-o realmente há cerca de um ano, mas foi-se rapidamente” (em relação à Sagrada Família), entre outras desilusões. Quanto às prespectivas futuras da minha demanda, não me sossegou minimamente.

Creio que a descrito espelha bem  a tragicidade da situação do mercado editorial, que não creio ser pior em França do que em muitos dos países vizinhos. Creio ser preocupante a inexistência material de tais obras. Já me tinha apercebido da gravidade da situação quando procurei outros autores marxistas, ditos menores. O que sucede é uma absoluta e silênciosa ocultação de obras de tal cariz. Muitas vezes editoras outrora mais progressistas guardam os direitos de tradução de certos autores recusando-se a reeditá-los ou a deixar que se reedite. Passo aqui em puro testemunho o vivido de uma situação problemática e  de consequências provavelmente graves.

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QUANTO MAIS CALADO MAIS ROUBADO

Posted by J. Vasco em 16/10/2011

Os capitalistas exploram-te até ao tutano.

O governo e os comentadores a soldo enxovalham-te por cima e dizem que és de brandos costumes e mansinho. Que vais aceitar tudo a bem dos mercados.

Acorda. Agarra a história. Constrói o futuro.

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DA CONSCIÊNCIA HISTÓRICA

Posted by J. Vasco em 16/10/2011

Que é uma época histórica?

É a tendência essencial de uma etapa do processo histórico. Como tendência, contém em si os elementos que a retardam, contrariam e impedem de se desenvolver. A sua efectivação histórica, por conseguinte, não tem um arco temporal definido à partida. Depende de condições objectivas e da prática social total. Depende dos choques de classe que se dão na sociedade. A época histórica é mesmo composta por momentos que se movem em sentido oposto à sua direcção essencial. A história é isso: o ritmo e o movimento dessas contradições.

O momento de reacção que vivemos está integrado num quadro geral de maior fôlego: a época das revoluções proletárias, da passagem revolucionária do capitalismo ao socialismo. Sem ter presentes estas coordenadas estruturantes e essenciais, não será possível compreender adequadamente os tempos que atravessamos. A burguesia, em crise económica mas senhora do domínio político, pretende desesperadamente retardar, contrariar e se possível impedir a consumação da tendência essencial da nossa época histórica.

Novas camadas sociais e novos sujeitos políticos chegam à luta. Falsos trabalhadores «independentes», atomizados pelo pós-fordismo e pela sua ideologia; camadas intermédias das chamadas profissões liberais; intelectuais atirados para a precariedade – sentem na pele os efeitos do sistema e começam a acordar de um longo sono paralisante para a vida política. Chegam com inúmeras ilusões e debilidades políticas, sem hábitos de organização colectiva e com preconceitos arreigados contra a «política». O seu ódio à organização colectiva e aos partidos funda-se no enquadramento atomizado do seu mundo laboral. Sabem o que não querem, mas falece-lhes uma perspectiva histórica determinada. A noção de época histórica está ausente do seu horizonte.

É da maior importância que se mantenham na luta e que radicalizem o protesto.

Simultaneamente, porém, é necessário dizer que os limites históricos da sua acção e dos seus objectivos são cada vez mais nítidos. A «espontaneidade», o apartidarismo e a ausência de objectivos históricos determinados levam a becos sem saída e a uma consequente neutralização do movimento. A falta de organizações revolucionárias implantadas na estrutura produtiva (núcleo da exploração capitalista) e a inorganicidade dos movimentos políticos não permitem dar consequência e consumação às tendências históricas de uma época.

O principal mérito histórico das organizações revolucionárias de classe dos trabalhadores portugueses foi a consciência histórica de que deram mostras ao longo do tempo. Sabendo que a história avança por saltos, não ignoram que a preparação para tais saltos é prolongada e exige corredores de fundo. Se nos reportarmos aos últimos 35 anos, precisamos de reconhecer que souberam manter o navio no meio das maiores tempestades (nacionais e internacionais). Legam às gerações vindouras um solo firme para enraizarem a luta e boas perspectivas de a desenvolver.

É esse o caminho, ontem como hoje: organizar a luta e ter presente a época histórica que atravessamos. Construir um longo processo de resistência e preparar os novos saltos.

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