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Archive for 9 de Outubro, 2011

SECRETÁRIO DE ESTADO DA BARBÁRIE

Posted by J. Vasco em 09/10/2011

 

O poltrão que encabeça a secretaria de estado da barbárie (ou comissão liquidatária da cultura) anunciou ontem que o governo vai acabar com as entradas gratuitas aos domingos na rede de museus nacionais. A justificação para avançar com a medida («a falta de receitas geradas pelos museus») é tão estúpida que impressiona. Não se está mesmo a ver que a frequência dos museus, a partir de agora, vai aumentar vertiginosamente aos domingos, fazendo disparar as receitas de bilheteira?

Para além do incontrolável arrivismo que impulsiona Viegas, as coisas acabam por fazer mais sentido do que à primeira vista parece. A cultura, para Viegas, não passa de uma aguadilha indistinta que, a par dos «livros», mistura «viagens», «requintes», «gozos» e «prazeres». É sabido que o povo não tem «gosto», nem «estilo», nem «requinte». Muito menos dinheiro para os adquirir, que são coisas de compra e venda. Ser «culto» está-lhe por isso vedado. Mas se não podes comer, diz o ditado, consola-te ao menos vendo os outros comer.

Vai daí, como bom samaritano, Viegas decidiu há uns anos, através de um execrável programa de televisão, exibir ao povo o «requinte», o «gozo» e os «prazeres», isto é, a «cultura». Para quê museus, com efeito? Ele e os seus convidados eram a própria «cultura» em exibição e em movimento: conversavam, riam (requintadamente), fumavam charutos, bebiam vinhos «requintados», picavam um petisco (seria «gourmet»?)…

Em termos de videirice e de desprezo pelo povo, nada mudou. É tudo um problema de escala. Nesses anos, Viegas tinha um estúdio de televisão para brincar à «cultura». Hoje tem uma secretaria de estado para semear a barbárie.

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UM MINISTRO, UMA MISSÃO, UM DESASTRE…

Posted by * em 09/10/2011

O ministro Vítor Gaspar, defensor acérrimo das medidas neoliberais que os patrões americanos lhe ensinaram, “pretende” promover o desenvolvimento do país com medidas recessivas; aumentar a eficiência do Estado através da sua quase completa destruição; promover a justiça atacando as vítimas do sistema; melhorar a sociedade através da instituição da lei da selva. Este Mr. Mean, este Mr.Quean diz que para curar o doente há que lhe administrar doses cavalares de veneno… Onde será que já vimos este filme?

Poderíamos ser levados a crer que estamos perante (nas palavras de Ricardo Araújo Pereira) um simples “tótó”. Mas não nos devemos esquecer de que este “tótó” está a serviço de Sua Alteza o Capital. A sua missão é a de criar as condições para a maximização da exploração dos trabalhadores pelo capital. E tal como Johnny English, sendo tótó ou não, vai levando a cabo a sua missão com êxito. Isto é… enquanto os trabalhadores permitirem que os usem como figurantes nesta tragicomédia.

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