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Archive for 29 de Junho, 2011

FILME SOBRE CAVACO SILVA, HOJE, NO CANAL HOLLYWOOD

Posted by * em 29/06/2011

Bem-Vindo Mister Chance (1979)

Título Original: Being There.

Director: Hal Ashby.

A não perder: um filme acerca de como um ignorante e pouco inteligente indivíduo, um génio da banalidade, ao dizer o que a burguesia quer ouvir, sobe fulgurantemente na política (e vê crescer a sua situação material). É um filme sobre o senso comum e sobre como não são necessárias inteligência nem cultura para galgar as escadas do poder e  fazer uma “carreira de sucesso”. Um filme que bem poderia ser sobre um génio da banalidade que faz pose por estas bandas. A ver no canal Hollywood, nestes horários:

Quarta, 29/06/2011, às 21:30

Quinta, 30/06/2011, às 10:15

Terça, 12/07/2011, às 13:45

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ERA BOM QUE TROCÁSSEMOS UMAS IDEIAS SOBRE O ASSUNTO

Posted by J. Vasco em 29/06/2011

O João Valente Aguiar desafia-me a responder a um inquérito literário, que circula por vários blogues. Aqui vão as minhas respostas:

1. Existe um livro que lerias e relerias várias vezes?
 

Os romances que mais amo não necessitam de releitura: as suas marcas são inapagáveis, andam comigo, são parte de mim. Não obstante, já dei comigo a pegar várias vezes, por puro gozo, num capítulo para mim marcante de algumas dessas obras. Assim de repente, lembro-me de já ter lido vezes sem conta o capítulo da primeira noite de amor da Maria Sara com o Raimundo Benvindo Silva, da História do Cerco de Lisboa, do José Saramago. O livro tem um marcador no início desse capítulo e o pasmo com que o leio renova-se de cada vez. É incrível o domínio dos tempos, o ritmo da cena, o andamento dos sentimentos. Parece uma sonata. Cheguei a fazer o mesmo com o Evangelho Segundo Jesus Cristo. Reli algumas vezes a conversa entre Jesus, Deus e o Diabo a bordo de uma barcaça. Dizer que é genial parece-me pouco.

Com a poesia a releitura é mais frequente. É uma necessidade, já que a minha memória não funciona em verso. O Camões é muito cá de casa, assim como o Manuel Bandeira, o Sebastião Alba, a Sophia ou o Neruda. Reli várias vezes o libreto da ópera Os Dias Levantados, do Manuel Gusmão.

Já com a filosofia, a releitura, o andar à volta, o trabalho prolongado dos textos é o pão nosso de cada dia. Propriamente não se trata aqui de releitura, mas de uma leitura que nunca acaba e a que sempre se retorna. Uma releitura sistemática, de fio a pavio, fi-la no entanto com Materialismo e Empiriocriticismo, do Lénine. Também a faço com a obra do José Barata-Moura.

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