OLHE QUE NÃO

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Archive for 18 de Junho, 2011

OS EXPLORADORES E AS MUITAS MANEIRAS DE DIZER “PRIVATIZAR”

Posted by * em 18/06/2011

        

           Os exploradores têm uma incrível capacidade linguístico-ideológica para defender a passagem do que são bens e serviços públicos para as privadas e gananciosas mãos dos amigos cúmplices, dando a entender que estão a defender, de todo o coração, nada mais nada menos, do que o bem dos nossos filhinhos e netinhos . Senão vejamos:

“necessidade de reinvenção do conceito de serviço público” = Privatizar

agilizar o funcionamento da máquina do estado” = Privatizar

racionalizar o funcionamento do Estado” = Privatizar

“dar autonomia aos organismos da saúde e ensino” = Privatizar

“dar liberdade de escolha aos cidadãos no que respeita ao sistema de previdência social a seguir” = Privatizar

contratualizar serviços com misericórdias e outras estruturas não-estatais, por forma a utilizar estruturas e serviços já existentes” = Privatizar

“valorizar a sociedade civil” = Privatizar

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TEMPOS QUE VÊM

Posted by J. Vasco em 18/06/2011

Une Chambre en Ville, 1982, Realização: Jacques Demy

A troika externa e a troika interna vão mover-nos uma guerra sem quartel nos tempos próximos. A resposta à pergunta «quem ganha a quem?» não está dada à partida, nem escrita nas estrelas. Cabe-nos cerrar fileiras, usar a inteligência, ter coragem, e lutar. Para que os tempos que vêm não sejam das troikas, mas sejam nossos.

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PRIMUS INTER PARES

Posted by J. Vasco em 18/06/2011

 

Tocava violino, lia vorazmente, gostava da boémia lisboeta e vivia em Almada. Conhecia vagabundos, batatoteiros e loucos. A sua voz rouca, inconfundível, deu suporte a várias personagens de desenhos animados (lembram-se da Abelha Maia?). Henrique Canto e Castro (1930-2005) não tem par. Actor genial, encheu os palcos e os ecrãs de cinema com a sua técnica apuradíssima, com uma inteligência aguda e com uma enorme sensibilidade. Portugal, desgraçadamente, ignora aquele que é, porventura, o seu maior actor de sempre.

Em «Cinco dias, Cinco noites», um interessante filme de José Fonseca e Costa, Canto e Castro entra numa breve cena de cerca de cinco minutos. São cinco minutos que destroem a cena, fruto do desequilíbrio introduzido pela sua genialidade. Gestos, esgares, posições corporais, espessura psicológica – atiram a personagem a que dá corpo para patamares cinematográficos que não cabem naquela cena. A ver, a rever, a voltar a rever.

Fotografia de João Silveira Ramos    

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ILYENKOV

Posted by * em 18/06/2011

Aqui estão 3 textos, interessantíssimos, de Evald Ilyenkov, proeminente filósofo soviético:

Ilyenkov – De idolos y ideales (em espanhol)

Ilienkov Dialectica De Lo Ideal (Incompleto, em espanhol)

Ilienkov – La logica dialettica (em italiano)

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