OLHE QUE NÃO

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«UIVEMOS, DISSE O CÃO»

Posted by J. Vasco em 24/01/2011

O pós-modernismo é assim: na sua ânsia de fragmentar a existência e de lhe roubar inteligibilidade; no seu afã de nivelar tudo e de promover o anything goes; no seu desígnio de acicatar a acção inane e vazia – acaba por servir às mil maravilhas de ideologia mainstream do capitalismo. 

Vejam o caso do voto em branco. Quantos tolos não se terão ontem convencido de que fizeram grande coisa votando em branco?

A Constituição, no entanto, é bem clara a esse respeito:  

«Artigo 126.º
Sistema eleitoral

1. Será eleito Presidente da República o candidato que obtiver mais de metade dos votos validamente expressos, NÃO SE CONSIDERANDO COMO TAL OS VOTOS EM BRANCO».

Por muito que custe aceitá-lo, desejos vagos de mudança, recusas intersticiais do existente ou fezadas bem intencionadas – NÃO TRANSFORMAM NADA. A transformação exige trabalho das contradições do real, projecto, organização e luta. A transformação escora-se na racionalidade crítica, estriba-se no conhecimento determinado do real e das possibilidades que apresenta.

Não há outra saída. Por mais apelativa que, à primeira vista, pareça a irracional perspectiva da uivadela em coro.

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