OLHE QUE NÃO

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Archive for 18 de Janeiro, 2011

O ABC DA CONSCIÊNCIA POLÍTICA

Posted by * em 18/01/2011

Numa eleição, só há consciência política quando se consegue diferenciar os candidatos não por detalhes (por mais apelativos que sejam) mas de acordo com as classes sociais que representam.  Este é o critério maior que  distingue o trabalhador consciente do trabalhador que, explorado, continua ingenuamente a votar nos exploradores.

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MARINHA GRANDE, 18 DE JANEIRO DE 1934: UM ASSALTO AOS CÉUS

Posted by J. Vasco em 18/01/2011

O ano de 1934 começava sob a égide do Estatuto do Trabalho Nacional, então entrado em vigor. Era um documento inspirado no fascismo italiano, liquidador dos sindicatos de classe.

Como resposta à situação, há 77 anos, na Marinha Grande, o dia começava com a bandeira vermelha a drapejar e com o soviete decretado pela classe operária, que havia tomado o controlo da vila, a estação de correios e o posto da GNR. «Todos como um só, sob uma voz camarada, se lançaram de novo ao ataque na ânsia de quebrar as algemas Salazaristas». A perspectiva de uma greve geral insurreccional, que varresse o país de norte a sul e instaurasse o poder proletário, foi gorada – houve apenas algumas movimentações em Almada, em Sines e em Silves. A ditadura do proletariado, na Marinha Grande, durou um dia. O assalto aos céus foi facilmente esmagado pelo estado fascista e abateu-se sobre os insurrectos uma repressão implacável. Contudo, a sua abnegação, o ódio à exploração de classe, a luta pela emancipação humana – esses permanecem vivos, são imortais. 
 

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O MENSÁRIO DO CORVO

Posted by J. Vasco em 18/01/2011

Lembrei-me do corvo, por estes dias. O autor, como sabem, não é estreante aqui na tasca.      

O texto é construído num estilo aparentemente rapsódico e fragmentado. Nele pulsa, no entanto, uma unidade mais funda, dada pelo mensário. E através do diverso que o mensário unifica é-nos mostrado um fresco vivíssimo da história portuguesa, da variedade regional que a compõe e de alguns dos tipos sociais que lhe dão viso. Uma leitura que se recomenda, principalmente em tempos de aniquilamento da memória, de consagração da sonsice e de aclamação do oportunismo.  

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