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O QUE ESTÁ EM JOGO NAS PRESIDENCIAIS

Posted by J. Vasco em 10/01/2011

Qual é a grande questão que se coloca na eleição presidencial do próximo dia 23 de Janeiro?

A cartilha dominante, soprada aos quatro ventos por um monolítico coro de «comentadores» encartados, de reaccionários de direita e de «radicais» da «esquerda» chique (de extracção «autonomista», ou de obediência social-democrata), garante-nos de dia e de noite que se trata de eleger um homem para um cargo unipessoal. E por aqui se ficam, presos nesta «lógica» férrea. Nada mais há do que eleger um homem, sair de cena e deixar que ele aja por nós, esperando que seja «competente», «justo», «solidário», «interventivo», «isento», blá-blá-blá. O contexto social que envolve a eleição e para o qual ela se dirige; os conflitos e as contradições políticas em presença; o conteúdo e o programa político de cada candidato; as forças sociais que são por eles chamadas a intervir e a defender os seus interesses – tudo isto (no fundo, as questões verdadeiramente capitais que estão em jogo a 23 de Janeiro) é olímpica, mas não desinteressadamente, ignorado e posto debaixo do tapete pelo nosso coro, em favor de barganhas em torno das mais rasteiras aritméticas de bolso e insignificâncias afins.

No dia 23 de Janeiro de 2011, o que se vai decidir é se a luta dos trabalhadores e do povo tem na presidência da república um órgão que com ela se identifica, dando-lhe com isso força institucional, peso político e maior capacidade de resistência para as grandes lutas futuras; ou se, pelo contrário, a presidência da república, mancomunada com São Bento, será, como até aqui, um pilar político da burguesia e um farol das privatizações, dos PEC’s, da destruição das conquistas dos trabalhadores e das guerras coloniais chefiadas pela NATO.

Apenas a candidatura de Francisco Lopes se encontra em medida de cumprir o primeiro desígnio. Por se assumir como um projecto político definido, claramente em ruptura com a agenda burguesa; por encontrar as suas raízes e o seu horizonte no movimento operário e popular; ao contrário de todas as outras candidaturas, que pedem votos para eleger um qualquer «grande homem», por concitar a acção própria das grandes massas, não vendo na sua eleição um fim pessoal, esgotado em si próprio: «Com toda a confiança, dirijo-me aos trabalhadores e ao povo de Portugal: é preciso transformar desânimos e resignações em esperança combativa. Confiem nas vossas próprias forças! Mobilizem a vossa vontade, energia e capacidades!» (Francisco Lopes, declaração de candidatura, 10 de Setembro de 2010).
   

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