James Petras, via Xatoo
Archive for Dezembro, 2010
VERDADES QUE BATEM COMO PUNHOS
Posted by J. Vasco em 31/12/2010
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OS CÃES DE GUARDA DO LIXO COMERCIAL
Posted by J. Vasco em 29/12/2010
Aqui fica, com a devida vénia e com o merecido aplauso, este excelente post do Bruno Carvalho, no 5dias.
Para além de tudo aquilo que o Bruno diz, há quatro coisas que eu gostaria de acrescentar.
1 – Através da promoção do lixo comercial, o formato e a dinâmica do programa visam mais. A partir da figura do «júri», visam ditar comportamentos, atitudes, sentimentos e valores, todos eles girando em torno de um eixo fundamental: o diktat do mercado é todo-poderoso, é ele que sabe, que determina, que estabelece. Face a ele, devem claudicar a cultura genuína, o gosto trabalhado, a individualidade produtora. Se não és do mercado, não és – eis a divisa do «Ídolos».
2 – A verdadeira cultura não cabe na competiçãozinha manhosa, que elimina da face da Terra quem «não vende» e que consagra «o melhor» com holofotes, néons e lantejoulas. Como se pode pôr em competição Beethoven e Bach, Vermeer e Rubens, Camilo e Eça, Shakespeare e Eurípides, Hitchcock e Bergman? A verdadeira cultura exige trabalho sério, conhecimento das heranças a partir das quais se trabalha, dedicação, tempo, amor. A verdadeira cultura transforma duradouramente o ser humano: na compreensão que adquire de si mesmo, dos outros e do mundo, nos desejos que o animam, na vivência sentimental, ética e política. A cultura não é um leve «digest» para «passar o tempo», como alguns gostam de dizer. O «Ídolos» pretende reduzir a música a um momento inconsequente que se esgota nuns acordes simples que soam bem ao ouvido, um momento que não exige o trabalho da compreensão e que mantém tudo como está – seja a vivência interior, seja a realidade social.
3 – Nas circunstâncias actuais, a conversa de que há lugar para tudo, incluindo para o lixo comercial inconsequente, é conversa de chacha, boa para amolecer os espíritos e a racionalidade crítica. Hoje não há tal coisa; não há, em pé de igualdade, a música comercial entre, ou ao lado, de muitas outras manifestações musicais. O comercial e as leis do mercado invadem tudo, são o deus único, um rolo compressor que subsume à sua lógica qualquer coisa que veja a luz da existência. A hipocrisia e o cinismo dos falsos calimeros não podem passar em claro.
4 – Os dois indivíduos das pontas da mesa são do mais indigno que já se viu. O da direita é um bronco malcriado, um simples burgesso. O da ponta oposta é tudo isso, mas é também alguém que odeia qualquer coisa que cheire a esquerda e a cultura, e é com o fito de abjurar essas maldições vermelhas que emite a sua verborreia. Verborreia, por certo, sanamente comercial.
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1979
Posted by J. Vasco em 29/12/2010
O autor deste cartaz é meu tio – e chama-se Arlindo Fagundes. Não será tal laço de parentesco, no entanto, que me leva a afirmar que nunca houve outro cartaz igual: nem tão belo, nem tão original. Na forma e no conteúdo, no explícito e no implícito, no conjunto e nos detalhes. Apreciem.
Com um abraço ao meu tio Arlindo
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ACIMA DOS PORTUGUESES?
Posted by * em 24/12/2010
” Serei sempre um presidente acima dos portugueses!”
A última pérola de sabedoria do discurso mal decorado de Cavaco Silva (debate com Defensor Moura, TVI, 23.12.2011).
Não conseguirias ficar acima dos portugueses nem que nascesses mil vezes!
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POR QUE SERÁ?
Posted by * em 22/12/2010
Por que será que, ao ver o Fernando Nobre usar e abusar da demagogia e populismo mais abjectos, se fica com a sensação de que perante nós está uma pessoa de extrema-direita? Ele, claro, não é de extrema-direita. Mas por que será que fica esta sensação de já ter visto este mesmo filme protagonizado por demagogos e populistas da extrema-direita? Ele não o é, pois claro, mas que bem ele imita os trejeitos e a maneira de actuar da extrême droite, que bem… Por que será que este superhipervaidoso tótó se dá ao trabalho de imitar tão bem a extrema-direita, sem o ser? Que estranho…
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OPERAÇÃO GLÁDIO, PAI NATAL E BRUXAS
Posted by J. Vasco em 20/12/2010
O jornalista João Paulo Guerra estreia-se no romance. A propósito dele, fala-nos da Operação Gládio, do Pai Natal e de bruxas. Ouçamo-lo:
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O «FRANCISCO»
Posted by J. Vasco em 20/12/2010
Há duas semanas, o corropio em torno de Sá-Carneiro montou arraiais nos média nacionais. A burguesia portuguesa, ávida de um salvador sebastiânico de recorte autoritário, convocou os seus escribas e ofereceu-nos dúzias de hagiografias políticas do «Francisco», esse eminente membro da muito «azul» linhagem Lumbrales. Maria João Avillez, como de costume, destacou-se na tarefa, que, de resto, executou com gosto e com galhardia.
Antes de desmontarmos uma das principais mentiras que a senhora tentou, pela enésima vez, pôr a circular, recordemos estas palavras de Freitas do Amaral que aqui trouxemos no dia 10 de Março de 2010:
«(…)Isto levou-nos, aliás, a rejeitar a integração em bloco do aparelho local da ANP no nosso partido, que nos foi oferecida por alguns dos seus ex-dirigentes nacionais (através de listas com nomes, moradas, telefones e tudo) – o que representou da nossa parte um belo acto de coerência e idealismo, mas que não foi recompensado pelos deuses: esse aparelho acabou por se passar quase todo para o PPD, que não teve dúvida em o aceitar, depois de riscados alguns nomes mais conhecidos, com o que ganhou definitivamente a primazia sobre nós em implantação local.»
Pela boca de quem sabe, temos a prova cabal (se quiséssemos abstrair dos próprios acontecimentos de 74-75) de que os segmentos mais fanatizados do fascismo português se congregaram no PPD de Sá-Carneiro e aí lutaram, no quadro da situação democrática alcançada com o 25 de Abril, contra o novo regime. Luta, aliás, que, entre todo o tipo de conspirações e de contactos com o estrangeiro, incluiu bombismo, terrorismo, homicídios, etc.
Sá-Carneiro, por mais «alas liberais» que lhe queiram arranjar, era membro da Assembleia Nacional fascista. Era eleito pelas listas do partido fascista. O seu fito era salvar a burguesia portuguesa do calvário de uma revolução, e por isso, dentro das baias do regime, procurava uma saída airosa junto dos jovens lobos tecnocratas. Tudo isto – é sempre bom sublinhar e repetir -, no quadro do próprio regime fascista.
Agora, a grande tese que Avillez quer traficar: Sá-Carneiro queria acabar com o Conselho da Revolução e afastar os militares da vida política, ou seja, «entregá-la ao poder civil». O desejo de Sá-Carneiro extinguir o Conselho da Revolução é-nos servido pela jornalista in abstractum, como se fosse uma incondicionada posição de princípio que não guardasse qualquer ligação concreta com o contexto político da época e com a respectiva correlação de forças político-militar. Mas ainda que não atendêssemos a essa colocação adequada do problema, refutaríamos a mentira de Avillez (a de que Sá-Carneiro queria afastar os militares da «política») dizendo o seguinte:
Sá Carneiro conspirou desde a primeira hora contra a revolução portuguesa com um militar de recorte fascista e prussiano, Spínola; foi com um militar, Spínola, que procurou ilegalizar o PCP e que participou no golpe Palma Carlos; foi com um militar, Spínola, que preparou a mascarada da «Maioria Silenciosa» e do 28 de Setembro, que tinha como objectivo, justamente, atribuir plenos poderes ao mesmo Spínola e referendar uma constituição que não abarcasse o partido comunista; foi com militares, entre os quais Spínola, que animou vários bandos contra-revolucionários; foi com militares que deu o seu contributo para o 25 de Novembro e que pediu, consequentemente, o afastamento do PCP e dos comunistas em directo na televisão; finalmente, foi um militar reaccionaríssimo, Soares Carneiro (vejam aí em baixo o autocolante da campanha), que Sá-Carneiro decidiu apoiar nas presidenciais de 1980, dizem as más línguas que para subverter a constituição e referendar uma nova. Más línguas, claro…
Pois é, Maria João, a história que nos pretende vender pode ser interessante. Tem é um pequeno problema: é falsa de ponta a ponta.
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O MAIOR BAILARINO DO MUNDO
Posted by J. Vasco em 20/12/2010
A obra de Charles Spencer Chaplin é já hoje tão clássica como as grandes tragédias de Eurípides e de Sófocles. Assim como «Medeia», «Electra», «Rei Édipo» ou «Antígona», peças escritas há cerca de 2500 anos, provocam na sensibilidade dos homens e mulheres do século XXI uma funda comoção e um inexplicável pasmo – também a cinematografia de Chaplin não deixará de acometer o espectador de séculos ulteriores de um estrepitoso abalo interior.
[Ao contrário do que muitos pensam, o carácter imorredouro destas obras não se fica a dever a um qualquer arcano divino, a um não menos misterioso, evanescente e atmosférico «inefável», e muito menos – tese que ganha curso do mais sofisticado academismo ao mais irreflectido senso comum – ao seu carácter supostamente «intemporal» ou «atemporal». Muito pelo contrário: é o enraizamento histórico-temporal dessas obras que lhes permite transitar temporalmente no processo histórico. A história é uma totalidade processual em aberto. Nenhuma época histórica nasce e se desenvolve do vazio. Cada época histórica é uma fase de desenvolvimento do processo histórico (sempre inacabado, infinito), e carrega, transformadamente, elementos e aspectos do passado, já que o novo só é novo a partir da transformação do velho. É, por conseguinte, a capacidade que uma obra mostra de captar o mais essencial do seu tempo; é a capacidade que tem de se enraizar na temporalidade histórica (e não a de lhe fugir) – o elemento mais determinante e mais decisivo para que se possa materializar a possibilidade de transcender a sua época histórica e de transitar para outras. O facto de a sobrevivência de uma obra implicar que cada sociedade determinada valorize aspectos diferentes dela, significa apenas que essa obra conseguiu reflectir toda a riqueza do seu tempo, e, obviamente, que algumas das características e preocupações desse tempo persistem e subsistem (ainda que de forma transformada)].
Chaplin foi um homem que atravessou a sua conturbada época guiado por um profundo sentimento de humanismo. Nascido na Londres operária do East End, nunca perdeu a ligação às suas raizes, e todos os seus filmes reflectem uma umbilical identificação com o homem pobre, modesto, avesso ao vedetismo, aos títulos e honrarias.
A obra de Chaplin é genial. Por isso mesmo, as possibilidades de análise que ela oferece são inesgotáveis – e jamais se encerrarão. Hoje gostaria, muito simplesmente, de sublinhar o talentosíssimo bailarino e dançarino que Chaplin era. Um talento, no entanto, que não se reduzia a um efeito de estilo, mas que acentuava e que dava sofisticação aos grandes sentimentos e dilemas humanos que Chaplin se propunha retratar. Deliciem-se com estas duas sequências, a primeira de «Luzes da Cidade» e a segunda de «Tempos Modernos»:
NOTA: para um conhecimento mais concreto da vida de Charles Chaplin, ainda é proveitoso ler o livro (injustamente esquecido) «La vie de Charlot», de Georges Sadoul .
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HEROES VERSUS ZEROS
Posted by * em 18/12/2010
Nós temos Che Guevaras, temos lutadores contra a exploração do homem pelo homem… e o que têm eles?
Eles têm “heróis” como o gambá Eltsin, entupido de vodka e corrupção até ao tutano, defensor acérrimo dos exploradores… Hamids Karzais de vários graus de putrefacção, defensores dos exploradores, serviçais recheados de frutos da corrupção até à medula… “heróis” como o Hashim Thaçi, do “grupo de Drenica”, elevado a primeiro-ministro do Kosovo, que matava Sérvios para traficar órgãos humanos…
A nível mais doméstico, eles têm como “heróis” os carreiristas bandidescos do PS-D e os fascistas do PP que sabem como ninguém fazer pela vidinha, têm desde Dias Loureiros a Limas Duartes, ora envolvidos em roubalheiras, ora envolvidos em casos mais sérios… ou seja, gentalha com quem o amanuense Silva se identifica e a quem ajuda e promove, os seus amigos do peito.
Nós temos Álvaro Cunhal, figura de dimensão universal… eles têm um tal de Carneiro de Sá , quer dizer, um Sá Carneiro (acho que é esse o nome), um labrego e beato membro do partido Salazarista que só criou um partido de oposição ao fascismo depois do fascismo acabar, um oportunista que tentou a todo o custo evitar o avanço 25 de Abril, um insecto que… também deu nas falas por causa do envolvimento em corrupções e coisas afins, ora quem diria! Escrevem e escrevem sobre ele, tentando transformar cada suspiro seu numa prova de insatisfação para com o regime ao qual estava intrinsecamente ligado e de cujo derrube soube pelos jornais. Um “herói” que nem aqui ao lado, na Espanha, é conhecido. Vêem-se na necessidade de valorizar o tipo pela maneira como se vestia, pela maneira como “sabia estar” e com quem dormia, como sabia segurar nos talheres… ridículo!
Mas parabéns! Cada classe tem os heróis que merece!
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UM HOMEM E ALGO DIFERENTE
Posted by * em 18/12/2010
1) Acima temos um homem, um homem que viveu envolto pela cultura, que a acarinhou e criou um programa que fazia já parte da identidade cultural portuguesa. Um homem do qual qualquer país poderia orgulhar-se. Um homem.
2) Aqui abaixo vemos um marginal, um dejecto que irrompeu pelo mundo da cultura pela porta do poder, um monte de esterco do qual qualquer país se envergonharia. Mas é um flato que tem o poder económico e político a seu lado. E voltará usar esse poder para derrubar homens como Carlos Pinto Coelho e qualquer outro que lhe faça lembrar o mundo humano do qual se afastou há muito, perdido que ficou no nevoeiro dos ringues onde estúpidos se agridem, nas ruelas mal iluminadas por onde andou, nos salões onde aprendeu a lamber o traseiro dos ricos.
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RUMO A GUANTÁNAMO, NA GRANDE NAVE «DEMOCRACIA»
Posted by J. Vasco em 15/12/2010
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BURROS INTEGRADOS E BURROS À SOLTA
Posted by * em 15/12/2010
Uma pessoa de parcas capacidades cognitivas mas com uma uma sólida coerência reaccionário-fascista é mais previsível do que um burro à solta, a zurrar que é livre. É isso que distingue o burraníbal do burro nobre. O burro integrado faz estragos, mas o burro à solta não faz menos.
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FOX ADVICES
Posted by * em 11/12/2010
A crise, a crise… ainda bem que os trabalhadores podem contar com as sábias recomendações de tão ilustres economistas como Medina Carreira, Daniel Bessa e Vítor Bento, muito conhecidos em vários lugares do mundo
(lugares esses que se situam, todos, em Portugal)
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DO ABSTRACTO E DO CONCRETO
Posted by J. Vasco em 05/12/2010
«O concreto é concreto, porque é a reunião de muitas determinações, portanto, é unidade do diverso. No pensar, aparece, pois, como processo da reunião, como resultado, não como ponto de partida, apesar de ele ser o ponto de partida real e, portanto, também o ponto de partida da intuição e da representação. O método de subir do abstracto ao concreto é, para o pensar, apenas a maneira de se apropriar do concreto, de o reproduzir como um concreto espiritual. De modo nenhum é, porém, o processo de génese do próprio concreto.».
Karl Marx, Grundrisse, Capítulo 1, 1857
NOTA: mesmo entre aqueles que se consideram marxistas, subsiste por vezes a ideia de que o concreto se reduz ao corpóreo, ao imediato, ao positivo e ao discreto. Este erro não deixa de trazer sérias e desastrosas consequências, quer a nível teórico, quer em relação à prática. O concreto é o multiplamente determinado, é um sistema de relações (intrínsecas e extrínsecas) – e é tudo isso processual e historicamente, ou seja, em devir. O abstracto é o separado, o isolado (relativamente) de uma totalidade. O abstracto é um momento da reconstituição concreta (espiritual) do concreto (material). Eis um dos aspectos da dialéctica do abstracto e do concreto, que Marx tão profundamente pensou.
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INTEGRALISTA INTEGRADO
Posted by * em 04/12/2010
Para bom entendedor meia palavra basta, quanto mais uma palavra inteira. Ao dizer-se, em 67, “integrado” no regime salazarista, o Génio da Banalidade estava a usar um termo com uma conotação política que talvez hoje escape aos mais novos ou menos atentos. Vejamos o que diz a Wikipedia acerca do “Integralismo“:
“Integralismo (também denominado “nacionalismo integral”) é uma Doutrina política de inspiração tradicionalista, ultra-conservadora, inspirada na Doutrina Social da Igreja Católica, que surgiu em Portugal nos inícios do século XX defendendo o princípio de que uma sociedade só pode funcionar com ordem e paz, no respeito das hierarquias sociais, fundamentando-se para isso nas aptidões e nos méritos pessoais demonstrados (em oposição às doutrinas igualitárias saídas da Revolução Francesa, como o socialismo, comunismo e anarquismo), e na harmonia e união social.(…)”
http://pt.wikipedia.org/wiki/Integralismo
O integralismo, como não podia deixar de ser, influenciou fortemente o salazarismo. Dizer-se “integrado” durante a ditadura salazarista significava mais do que estar apenas adaptado, dentro do regime, satisfeito com o regime. Significava muito mais…
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NAS CHAMAS
Posted by * em 01/12/2010
Vídeo escolhido por Jaydeep para inserir no blog:
Sleep Now In The Fire
Rage Against The Machine
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CUIDEI QUE TINHA MORRIDO
Posted by J. Vasco em 01/12/2010
A história de Narciso. Uma pérola escrita por Pedro Homem de Mello e cantada pela voz de Amália.
Ao passar pelo ribeiro, onde às vezes me debruço
Fitou-me alguém corpo inteiro, dobrado como um soluço
Pupilas negras tão lassas, raízes iguais às minhas
Meu amor, quando me enlaças, porventura as adivinhas
Que palidez nesse rosto sob o lençol do luar
Tal e qual quem ao sol posto estivera a agonizar
Deram-me então por conselho tirar de mim o sentido
Mas depois vendo-me ao espelho cuidei que tinha morrido
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