OLHE QUE NÃO

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Archive for Dezembro, 2010

VERDADES QUE BATEM COMO PUNHOS

Posted by J. Vasco em 31/12/2010

James Petras, via Xatoo

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ENTREVISTA A PERIKLIS PAVLIDIS

Posted by J. Vasco em 29/12/2010

Como prometêramos, publicamos no Olhe Que Não a entrevista de fundo que Periklis Pavlidis, professor universitário grego, nos concedeu há um mês, nas vésperas da greve geral de 24 de Novembro. Ao contrário do que então dissemos, acabámos por não dividir a entrevista em módulos. Fazêmo-la chegar ao leitor por inteiro, sem interrupções na sequência da leitura.

Periklis Pavlidis é professor assistente de Filosofia da Educação na Universidade Aristóteles, de Tessalónica. Cursou História na URSS, como aluno da MGU, tendo-se licenciado em 1991. Doutorou-se em 1994, na mesma Universidade, em Filosofia. É membro da International “Logic of History” School, centro internacional de estudos marxistas agrupado em torno da obra do filósofo soviético Viktor Vaziulin. Tem um livro publicado sobre o fenómeno da burocracia na URSS.

Frontal e directo, Periklis Pavlidis partilhou connosco as suas análises, opiniões e perspectivas, e a entrevista contém basto material para reflectir, meditar e discutir. É com essa esperança, a de que a reflexão e o debate continuem, que a deixamos ao dispor dos leitores. 

 

OLHE QUE NÃO – Descreve-nos a situação económica e social da Grécia neste último ano.

PERIKLIS PAVLIDIS – É uma situação que se caracteriza por uma rápida e profunda deterioração das condições de vida da grande maioria da população.

O gradual declínio da economia grega no quadro da União Europeia, devido à aguda competição com as economias mais fortes; a contracção do potencial produtivo do país; o enorme deficit comercial (em Agosto de 2010 chegou aos 14, 4 biliões de euros); a escandalosa política dos governos burgueses para fortalecer por via de programas financeiros os grandes negócios – tudo isto levou a um gigantesco aumento da dívida pública, a qual, a 31 de Dezembro de 2009, atingiu a soma de 298 524 milhões de euros, o que corresponde a 124,3% do PIB.

Devo acrescentar que já em Junho de 2010 a dívida pública atingiu o valor de 316 954 milhões de euros, e que, de acordo com a revista Economist, espera-se que chegue aos 150% do PIB em 2014.

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OS CÃES DE GUARDA DO LIXO COMERCIAL

Posted by J. Vasco em 29/12/2010

Aqui fica, com a devida vénia e com o merecido aplauso, este excelente post do Bruno Carvalho, no 5dias.

Para além de tudo aquilo que o Bruno diz, há quatro coisas que eu gostaria de acrescentar.

1 – Através da promoção do lixo comercial, o formato e a dinâmica do programa visam mais. A partir da figura do «júri», visam ditar comportamentos, atitudes, sentimentos e valores, todos eles girando em torno de um eixo fundamental: o diktat do mercado é todo-poderoso, é ele que sabe, que determina, que estabelece. Face a ele, devem claudicar a cultura genuína, o gosto trabalhado, a individualidade produtora. Se não és do mercado, não és – eis a divisa do «Ídolos».

2 – A verdadeira cultura não cabe na competiçãozinha manhosa, que elimina da face da Terra quem «não vende» e que consagra «o melhor» com holofotes, néons e lantejoulas. Como se pode pôr em competição Beethoven e Bach, Vermeer e Rubens, Camilo e Eça, Shakespeare e Eurípides, Hitchcock e Bergman? A verdadeira cultura exige trabalho sério, conhecimento das heranças a partir das quais se trabalha, dedicação, tempo, amor. A verdadeira cultura transforma duradouramente o ser humano: na compreensão que adquire de si mesmo, dos outros e do mundo, nos desejos que o animam, na vivência sentimental, ética e política. A cultura não é um leve «digest» para «passar o tempo», como alguns gostam de dizer. O «Ídolos» pretende reduzir a música a um momento inconsequente que se esgota nuns acordes simples que soam bem ao ouvido, um momento que não exige o trabalho da compreensão e que mantém tudo como está – seja a vivência interior, seja a realidade social.

3 – Nas circunstâncias actuais, a conversa de que há lugar para tudo, incluindo para o lixo comercial inconsequente, é conversa de chacha, boa para amolecer os espíritos e a racionalidade crítica. Hoje não há tal coisa; não há, em pé de igualdade, a música comercial entre, ou ao lado, de muitas outras manifestações musicais. O comercial e as leis do mercado invadem tudo, são o deus único, um rolo compressor que subsume à sua lógica qualquer coisa que veja a luz da existência. A hipocrisia e o cinismo dos falsos calimeros não podem passar em claro.

4 – Os dois indivíduos das pontas da mesa são do mais indigno que já se viu. O da direita é um bronco malcriado, um simples burgesso. O da ponta oposta é tudo isso, mas é também alguém que odeia qualquer coisa que cheire a esquerda e a cultura, e é com o fito de abjurar essas maldições vermelhas que emite a sua verborreia. Verborreia, por certo, sanamente comercial.

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1979

Posted by J. Vasco em 29/12/2010

O autor deste cartaz é meu tio – e chama-se Arlindo Fagundes. Não será tal laço de parentesco, no entanto, que me leva a afirmar que nunca houve outro cartaz igual: nem tão belo, nem tão original.  Na forma e no conteúdo, no explícito e no implícito, no conjunto e nos detalhes. Apreciem.

Com um abraço ao meu tio Arlindo

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ACIMA DOS PORTUGUESES?

Posted by * em 24/12/2010

” Serei sempre um presidente acima dos portugueses!”


A última pérola de sabedoria do discurso mal decorado de Cavaco Silva (debate com Defensor Moura, TVI, 23.12.2011).

Não conseguirias ficar acima dos portugueses nem que nascesses mil vezes!

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POR QUE SERÁ?

Posted by * em 22/12/2010

Por que será que, ao ver o Fernando Nobre usar e abusar da demagogia e populismo  mais abjectos, se fica com a sensação de que perante nós está uma pessoa de extrema-direita? Ele, claro, não é de extrema-direita. Mas por que será que fica esta sensação de já ter visto este mesmo filme protagonizado por demagogos e populistas da extrema-direita? Ele não o é,  pois claro, mas que bem ele imita os trejeitos e a maneira de actuar da extrême droite, que bem… Por que será que este superhipervaidoso tótó se dá ao trabalho de imitar tão bem a extrema-direita, sem o ser? Que estranho…

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OPERAÇÃO GLÁDIO, PAI NATAL E BRUXAS

Posted by J. Vasco em 20/12/2010

O jornalista João Paulo Guerra estreia-se no romance. A propósito dele, fala-nos da Operação Gládio, do Pai Natal e de bruxas. Ouçamo-lo:

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UM BARBEIRO MUITO POPULAR

Posted by J. Vasco em 20/12/2010

 

Com um abraço ao meu tio Arlindo

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O «FRANCISCO»

Posted by J. Vasco em 20/12/2010

Há duas semanas, o corropio em torno de Sá-Carneiro montou arraiais nos média nacionais. A burguesia portuguesa, ávida de um salvador sebastiânico de recorte autoritário, convocou os seus escribas e ofereceu-nos dúzias de hagiografias políticas do «Francisco», esse eminente membro da muito «azul» linhagem Lumbrales. Maria João Avillez, como de costume, destacou-se na tarefa, que, de resto, executou com gosto e com galhardia.

Antes de desmontarmos uma das principais mentiras que a senhora tentou, pela enésima vez, pôr a circular, recordemos estas palavras de Freitas do Amaral que aqui trouxemos no dia 10 de Março de 2010:

«(…)Isto levou-nos, aliás, a rejeitar a integração em bloco do aparelho local da ANP no nosso partido, que nos foi oferecida por alguns dos seus ex-dirigentes nacionais (através de listas com nomes, moradas, telefones e tudo) – o que representou da nossa parte um belo acto de coerência e idealismo, mas que não foi recompensado pelos deuses: esse aparelho acabou por se passar quase todo para o PPD, que não teve dúvida em o aceitar, depois de riscados alguns nomes mais conhecidos, com o que ganhou definitivamente a primazia sobre nós em implantação local.»

Pela boca de quem sabe, temos a prova cabal (se quiséssemos abstrair dos próprios acontecimentos de 74-75) de que os segmentos mais fanatizados do fascismo português se congregaram no PPD de Sá-Carneiro e aí lutaram, no quadro da situação democrática alcançada com o 25 de Abril, contra o novo regime. Luta, aliás, que, entre todo o tipo de conspirações e de contactos com o estrangeiro, incluiu bombismo, terrorismo, homicídios, etc.

Sá-Carneiro, por mais «alas liberais» que lhe queiram arranjar, era membro da Assembleia Nacional fascista. Era eleito pelas listas do partido fascista. O seu fito era salvar a burguesia portuguesa do calvário de uma revolução, e por isso, dentro das baias do regime, procurava uma saída airosa junto dos jovens lobos tecnocratas. Tudo isto – é sempre bom sublinhar e repetir -, no quadro do próprio regime fascista.

Agora, a grande tese que Avillez quer traficar: Sá-Carneiro queria acabar com o Conselho da Revolução e afastar os militares da vida política, ou seja, «entregá-la ao poder civil». O desejo de Sá-Carneiro extinguir o Conselho da Revolução é-nos servido pela jornalista in abstractum, como se fosse uma incondicionada posição de princípio que não guardasse qualquer ligação concreta com o contexto político da época e com a respectiva correlação de forças político-militar. Mas ainda que não atendêssemos a essa colocação adequada do problema, refutaríamos a mentira de Avillez (a de que Sá-Carneiro queria afastar os militares da «política») dizendo o seguinte:

Sá Carneiro conspirou desde a primeira hora contra a revolução portuguesa com um militar de recorte fascista e prussiano, Spínola; foi com um militar, Spínola, que procurou ilegalizar o PCP e que participou no golpe Palma Carlos; foi com um militar, Spínola, que preparou a mascarada da «Maioria Silenciosa» e do 28 de Setembro, que tinha como objectivo, justamente, atribuir plenos poderes ao mesmo Spínola e referendar uma constituição que não abarcasse o partido comunista; foi com militares, entre os quais Spínola, que animou vários bandos contra-revolucionários; foi com militares que deu o seu contributo para o 25 de Novembro e que pediu, consequentemente, o afastamento do PCP e dos comunistas em directo na televisão; finalmente, foi um militar reaccionaríssimo, Soares Carneiro (vejam aí em baixo o autocolante da campanha), que Sá-Carneiro decidiu apoiar nas presidenciais de 1980, dizem as más línguas que para subverter a constituição e referendar uma nova. Más línguas, claro…

  

Pois é, Maria João, a história que nos pretende vender pode ser interessante. Tem é um pequeno problema: é falsa de ponta a ponta.

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O MAIOR BAILARINO DO MUNDO

Posted by J. Vasco em 20/12/2010

A obra de Charles Spencer Chaplin é já hoje tão clássica como as grandes tragédias de Eurípides e de Sófocles. Assim como «Medeia», «Electra», «Rei Édipo» ou «Antígona», peças escritas há cerca de 2500 anos, provocam na sensibilidade dos homens e mulheres do século XXI uma funda comoção e um inexplicável pasmo – também a cinematografia de Chaplin não deixará de acometer o espectador de séculos ulteriores de um estrepitoso abalo interior.

[Ao contrário do que muitos pensam, o carácter imorredouro destas obras não se fica a dever a um qualquer arcano divino, a um não menos misterioso, evanescente e atmosférico «inefável», e muito menos – tese que ganha curso do mais sofisticado academismo ao mais irreflectido senso comum – ao seu carácter supostamente «intemporal» ou «atemporal». Muito pelo contrário: é o enraizamento histórico-temporal dessas obras que lhes permite transitar temporalmente no processo histórico. A história é uma totalidade processual em aberto. Nenhuma época histórica nasce e se desenvolve do vazio. Cada época histórica é uma fase de desenvolvimento do processo histórico (sempre inacabado, infinito), e carrega, transformadamente, elementos e aspectos do passado, já que o novo só é novo a partir da transformação do velho. É, por conseguinte, a capacidade que uma obra mostra de captar o mais essencial do seu tempo; é a capacidade que tem de se enraizar na temporalidade histórica (e não a de lhe fugir) – o elemento mais determinante e mais decisivo para que se possa materializar a possibilidade de transcender a sua época histórica e de transitar para outras. O facto de a sobrevivência de uma obra implicar que cada sociedade determinada valorize aspectos diferentes dela, significa apenas que essa obra conseguiu reflectir toda a riqueza do seu tempo, e, obviamente, que algumas das características e preocupações desse tempo persistem e subsistem (ainda que de forma transformada)].

Chaplin foi um homem que atravessou a sua conturbada época guiado por um profundo sentimento de humanismo. Nascido na Londres operária do East End, nunca perdeu a ligação às suas raizes, e todos os seus filmes reflectem uma umbilical identificação com o homem pobre, modesto, avesso ao vedetismo, aos títulos e honrarias.

A obra de Chaplin é genial. Por isso mesmo, as possibilidades de análise que ela oferece são inesgotáveis – e jamais se encerrarão. Hoje gostaria, muito simplesmente, de sublinhar o talentosíssimo bailarino e dançarino que Chaplin era. Um talento, no entanto, que não se reduzia a um efeito de estilo, mas que acentuava e que dava sofisticação aos grandes sentimentos e dilemas humanos que Chaplin se propunha retratar. Deliciem-se com estas duas sequências, a primeira de «Luzes da Cidade» e a segunda de «Tempos Modernos»:

NOTA: para um conhecimento mais concreto da vida de Charles Chaplin, ainda é proveitoso ler o livro (injustamente esquecido) «La vie de Charlot», de Georges Sadoul .

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PÉROLAS AO AR

Posted by * em 19/12/2010

 

No último Prós e Contras, lá estava a Fátima Campos Ferreira como sempre a tentar conduzir o debate como educadora que põe ordem numa sala de jardim de infância,  “- comportem-se meninos e aprendam telespectadores” (mas ela não é sempre assim, por vezes até se eleva ao nível de professora primária e, dedo em riste, dá raspanetes e “ensina” verdades inolvidável aos telespectadorzinhos);

Estavam presentes o Mister Common Sense (António Barreto) e José Barata-Moura, para além de José Policarpo (que, de modo servil e humilhante, adoram chamar de “Dom”) e Adriano Moreira. E um detalhe mostrou, de modo cristalino, a diferença entre António Barreto, preso a um empirismo rasteiro, sem profundidade nenhuma, que somente se eleva do senso comum ao senso comum, e José Barata-Moura, pessoa inteligente e profunda.

Estava mais uma vez o António Barreto a perorar as verdades lidas de terceiros e mil vezes repetidas, usando o cérebro (sim, deve tê-lo) apenas como correia de transmissão das infindavelmente repetidas ideias dos exploradores, sem o mínimo de reflexão crítica e o segundo, Barata-Moura, alguém que tenta apreender os fenómenos de modo crítico e autónomo, a mostrar como se usa o cérebro para verdadeiramente pensar. Repetia/dizia o António Barreto: não se deve criticar os exploradores nem os especuladores, a culpa é do povo, permitiu que o governo gastasse com o Estado Social, que se endividou, etc, etc e… quem deve, teme(deixando no ar a ideia de que é necessário acabar com o estado social e é necessário explorar mais os trabalhadores, que vivem uma vida de luxo e opulência, e ajudar mais um pouco os coitadinhos dos banqueiros e especuladores financeiros, os capitalistas e quejandos);

Já Barata-Moura levantava questões como: mas quais são as verdadeiras causas da crise? não terá a ver com o capitalismo e com o neo-liberalismo, que tão ordeiramente muitos seguem (como António Barreto)? Será que o endividamento deve ser analisado em abstracto, endividamento em geral? O endividamento pode ser uma necessidade para a captação de fundos necessários ao desenvolvimento económico… ou apenas ser usado para ajudar mais os exploradores e promover a dependência do país. Em relação ao taxativo e palerma “quem deve, teme!” do Mister Common Sense, responde Barata-Moura algo do género: quem teme, deve! Ou seja, é mais importante dizer que devemos por temer do que dizer que tememos por estar a dever!Ninguém entendeu! Não entendeu a professora primária, não entendeu o Mister Common Sense. Lá ficaram as pérolas a pairar no ar e as requentadas ideias de senso comum voltaram, tranquilamente a dominar. Não é fácil ser inteligente e profundo, arriscamo-nos a atirar pérolas ao ar. Claro que é mais fácil fingir cara douta e séria e, com voz grave de professor universitário, dizer um rol de banalidades pouco inteligentes e  repetir as costumeiras mentiras dos exploradores, como faz António Barreto.

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HEROES VERSUS ZEROS

Posted by * em 18/12/2010

Nós temos Che Guevaras, temos lutadores contra a exploração do homem pelo homem… e o que têm eles?

Eles têm “heróis” como o gambá Eltsin, entupido de vodka e corrupção até ao tutano, defensor acérrimo dos exploradores… Hamids Karzais de vários graus de putrefacção, defensores dos exploradores, serviçais recheados de frutos da corrupção até à medula… “heróis” como o Hashim Thaçi, do “grupo de Drenica”, elevado a primeiro-ministro do Kosovo, que matava Sérvios para traficar órgãos humanos…

A nível mais doméstico, eles têm como “heróis” os carreiristas bandidescos do  PS-D e os fascistas do PP que sabem como ninguém fazer pela vidinha, têm desde Dias Loureiros a Limas Duartes, ora envolvidos em roubalheiras, ora envolvidos em casos mais sérios… ou seja, gentalha com quem o amanuense Silva se identifica e a quem ajuda e promove, os seus amigos do peito.

Nós temos Álvaro Cunhal, figura de dimensão universal… eles têm um tal de Carneiro de Sá , quer dizer, um Sá Carneiro (acho que é esse o nome), um labrego e beato membro do partido Salazarista  que só criou um partido  de oposição ao fascismo depois do fascismo acabar, um oportunista que tentou a todo o custo evitar o avanço 25 de Abril, um insecto que… também deu nas falas por causa do envolvimento em corrupções e coisas afins, ora quem diria! Escrevem e escrevem sobre ele, tentando transformar cada suspiro seu numa prova de insatisfação para com o regime ao qual estava intrinsecamente ligado e de cujo derrube soube pelos jornais. Um “herói” que nem aqui ao lado, na Espanha, é conhecido. Vêem-se na necessidade de valorizar o tipo pela maneira como se vestia, pela maneira como “sabia estar” e com quem dormia, como sabia segurar nos talheres… ridículo!

Mas parabéns! Cada classe tem os heróis que merece!

 

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UM HOMEM E ALGO DIFERENTE

Posted by * em 18/12/2010

1)   Acima temos um homem, um homem que viveu envolto pela cultura, que a acarinhou e criou um programa que fazia já parte da identidade cultural portuguesa. Um homem do qual qualquer país poderia orgulhar-se. Um homem.

2)   Aqui abaixo vemos um marginal, um dejecto que irrompeu pelo mundo da cultura pela porta do poder, um monte de esterco do qual qualquer país se envergonharia. Mas é um flato que tem o poder económico e político a seu lado. E voltará usar esse poder para derrubar homens como Carlos Pinto Coelho e qualquer outro que lhe faça lembrar o mundo humano do qual se afastou há muito, perdido que ficou no nevoeiro dos ringues onde estúpidos se agridem, nas ruelas mal iluminadas por onde andou, nos salões onde aprendeu a lamber o traseiro dos ricos.

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RUMO A GUANTÁNAMO, NA GRANDE NAVE «DEMOCRACIA»

Posted by J. Vasco em 15/12/2010

Base das Lajes, Ilha Terceira, Açores

AQUI e AQUI.

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BURROS INTEGRADOS E BURROS À SOLTA

Posted by * em 15/12/2010

Uma pessoa de parcas capacidades cognitivas mas com uma uma sólida coerência reaccionário-fascista é mais previsível do que um burro à solta, a zurrar que é livre. É isso que distingue o burraníbal do burro nobre. O burro integrado faz estragos, mas o burro à solta não faz menos.

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FOX ADVICES

Posted by * em 11/12/2010

A crise, a crise… ainda bem que os trabalhadores podem contar com as sábias recomendações de tão ilustres economistas como Medina Carreira, Daniel BessaVítor Bento, muito conhecidos em vários lugares do mundo

(lugares esses que se situam, todos, em Portugal)

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AS BARBAS NÃO FAZEM MAL A NINGUÉM

Posted by J. Vasco em 07/12/2010

Ouvir aqui «Madalena», de José Barata-Moura (depois de «Joana Come a Papa»)

Madalena senhora corajosa
quando vê um cão
serena e toda majestosa
faz-lhe festas com a mão
Madalena sentada não chega os pés ao chão

Madalena menina traquinas
quando vê um gato
corre logo a esconder-se numa esquina
dá-lhe com o sapato
Madalena olha que isso não se faz ao gato

Madalena perde o ar valentão
se ao pé de mim vem
não tem medo do gato nem do cão
ai, mas de mim tem
Madalena as barbas não fazem mal a ninguém

*A grande beleza e originalidade do cancioneiro infantil de José Barata-Moura está em que as crianças não são vistas nem tratadas como serzinhos idiotas e atrasados, mas como agentes portadores de sentimentos próprios e de dignidade aos quais há que atender.

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DO ABSTRACTO E DO CONCRETO

Posted by J. Vasco em 05/12/2010

«O concreto é concreto, porque é a reunião de muitas determinações, portanto, é unidade do diverso. No pensar, aparece, pois, como processo da reunião, como resultado, não como ponto de partida, apesar de ele ser o ponto de partida real e, portanto, também o ponto de partida da intuição e da representação. O método de subir do abstracto ao concreto é, para o pensar, apenas a maneira de se apropriar do concreto, de o reproduzir como um concreto espiritual. De modo nenhum é, porém, o processo de génese do próprio concreto.».

Karl Marx, Grundrisse, Capítulo 1, 1857

NOTA: mesmo entre aqueles que se consideram marxistas, subsiste por vezes a ideia de que o concreto se reduz ao corpóreo, ao imediato, ao positivo e ao discreto. Este erro não deixa de trazer sérias e desastrosas consequências, quer a nível teórico, quer em relação à prática. O concreto é o multiplamente determinado, é um sistema de relações (intrínsecas e extrínsecas) – e é tudo isso processual e historicamente, ou seja, em devir. O abstracto é o separado, o isolado (relativamente) de uma totalidade. O abstracto é um momento da reconstituição concreta (espiritual) do concreto (material). Eis um dos aspectos da dialéctica do abstracto e do concreto, que Marx tão profundamente pensou.  

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INTEGRALISTA INTEGRADO

Posted by * em 04/12/2010

Para bom entendedor meia palavra basta, quanto mais uma palavra inteira. Ao dizer-se, em 67, “integrado” no regime salazarista, o Génio da Banalidade estava a usar um termo com uma conotação política que talvez hoje escape aos mais novos ou menos atentos. Vejamos o que diz a Wikipedia acerca do “Integralismo“:

“Integralismo (também denominado “nacionalismo integral”) é uma Doutrina política de inspiração tradicionalista, ultra-conservadora, inspirada na Doutrina Social da Igreja Católica, que surgiu em Portugal nos inícios do século XX defendendo o princípio de que uma sociedade só pode funcionar com ordem e paz, no respeito das hierarquias sociais, fundamentando-se para isso nas aptidões e nos méritos pessoais demonstrados (em oposição às doutrinas igualitárias saídas da Revolução Francesa, como o socialismo, comunismo e anarquismo), e na harmonia e união social.(…)”

http://pt.wikipedia.org/wiki/Integralismo

O integralismo, como não podia deixar de ser, influenciou fortemente o salazarismo. Dizer-se “integrado” durante a ditadura salazarista significava mais do que estar apenas adaptado, dentro do regime, satisfeito com o regime. Significava muito mais…

 

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NAS CHAMAS

Posted by * em 01/12/2010

Vídeo escolhido por Jaydeep para inserir no blog:

Sleep Now In The Fire

Rage Against The Machine

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CUIDEI QUE TINHA MORRIDO

Posted by J. Vasco em 01/12/2010

A história de Narciso. Uma pérola escrita por Pedro Homem de Mello e cantada pela voz de Amália.

Ao passar pelo ribeiro, onde às vezes me debruço
Fitou-me alguém corpo inteiro, dobrado como um soluço
Pupilas negras tão lassas, raízes iguais às minhas
Meu amor, quando me enlaças, porventura as adivinhas

Que palidez nesse rosto sob o lençol do luar
Tal e qual quem ao sol posto estivera a agonizar
Deram-me então por conselho tirar de mim o sentido
Mas depois vendo-me ao espelho cuidei que tinha morrido

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