OLHE QUE NÃO

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Archive for 17 de Outubro, 2010

O OLHE QUE NÃO À ESCUTA…

Posted by J. Vasco em 17/10/2010

Novas de França

O nosso camarada e amigo Miguel Queiroz, a viver em Paris, deixou aqui um importante testemunho sobre o enquadramento geral, a dinâmica e o horizonte imediato dos acontecimentos desta semana vividos em França. O relato é extraordinariamente vivo, claro, rigoroso e sintético. Capta, em primeira mão, o essencial e mostra-nos tudo aquilo a que não temos acesso através dos meios de comunicação do sistema. Obrigado, Miguel! A antena está aberta. Continuaremos à escuta…

«Camarada,

          Por Paris vivem-se tempos de luta, greves, manifestações, demonstrações de grande coragem por parte da classe operária. Terça fomos 3 milhões e meio na rua, no domingo outros tantos, na próxima terça há nova manifestação. Entretanto múltiplas greves sectoriais continuam a ser reconduzidas desde terça passada: caminhos de ferro, transportes públicos, portos, refinarias (onde os trabalhadores conseguiram parar todas as refinarias do país, nada menos que 12), educação (em certas regiões), alguns sectores da função pública e os camionistas aderem dentro de meia hora ao movimento. Tendo citado apenas os sectores mais estratégicos. Entretanto os estudantes aderiram ao movimento tendo fechado entre 500 e mil liceus na última semana (amanhã de manhã saberemos melhor como segue o movimento a este nível).
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A «ESTABILIDADE» (DO CAPITAL) É A INSTABILIDADE DAS NOSSAS VIDAS

Posted by J. Vasco em 17/10/2010

No próximo dia 24 de Novembro, os trabalhadores portugueses avançam para a greve geral. Engrossaremos a torrente de lutas, protestos e greves que têm varrido a Europa desde a Primavera passada. Contra a exploração capitalista; contra a intensificação do esbulho patronal a propósito da crise; contra a descida dos salários, a subida vertiginosa do custo de vida e a retirada de direitos. Pelo fortalecimento da resistência organizada dos trabalhadores à brutal ofensiva da burguesia; pelo crescimento da consciência social e política dos trabalhadores; pela preparação de novas lutas (mais fortes, mais coesas, mais conscientes, imparáveis) contra a «estabilidade» do capital, que é a instabilidade das nossas vidas. Ao trabalho, camaradas!

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