OLHE QUE NÃO

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Archive for Agosto, 2010

ANALFABETISMOS, ANALFABETINHOS

Posted by * em 23/08/2010


O ANALFABETO POLÍTICO


O pior analfabeto

É o analfabeto político,

Ele não ouve, não fala,

Nem participa dos acontecimentos políticos.

Ele não sabe que o custo da vida,

O preço do feijão, do peixe, da farinha,

Do aluguer, do sapato e do remédio

Dependem das decisões políticas.

O analfabeto político

É tão burro que se orgulha

E estufa o peito dizendo

Que odeia a política.

Não sabe o imbecil que,

da sua ignorância política

Nasce a prostituta, o menor abandonado,

E o pior de todos os bandidos,

Que é o político vigarista,

Pilantra, corrupto e lacaio

Das empresas nacionais e multinacionais.

Bertold Brecht


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LEITURA DE FÉRIAS PARA O PP E DEMAIS FASCISTAS

Posted by * em 23/08/2010

Apanharam cinco mil euros e devolveram

Um funcionário dos CTT do Porto foi assaltado à mão armada na sexta-feira quando fazia o percurso a pé entre o banco, onde levantara dinheiro, e a estação na zona da Corujeira, Campanhã. A vítima resistiu e na luta com um dos assaltantes “voaram” cerca de cinco mil euros que foram depois apanhados do chão e entregues às autoridades por clientes, a maioria beneficiários do rendimento social de inserção,que estavam à espera de levantar os vales.

Quase todos os clientes que recuperaram do chão quase cinco mil euros – do total de 40 mil que o funcionário transportaria – eram pessoas pobres à espera de receberem ali o vale mensal do RSI, entregando-os às funcionárias daquela estação dos CTT.

Fonte: http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1646001&seccao=Norte

Vejam bem: estas pessoas não estiveram envolvidas em negociatas em Universidades Modernas, não estiveram à frente de negócios obscuros relacionados com compra de submarinos, não roubaram milhares de documentos secretos ao Estado, não venderam patentes de milhões por tostões a friends americanos. Estas pessoas não batem no peito a gritar que são honestas, mas bem poderiam servir de exemplo aos criminosos fascistas que as atacam.

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UMA FRAUDE A NUNCA ESQUECER

Posted by J. Vasco em 22/08/2010

Este vídeo, «Era uma vez um arrastão», que aqui deixo em quatro módulos, foi realizado pela jornalista Diana Andringa e desmonta, peça por peça, a gigantesca fraude que a direita mais reaccionária, em conúbio com os grandes órgãos de imprensa, montou em 2005 em torno de um suposto «arrastão» acontecido na praia de Carcavelos e que viria, de resto, a servir de pretexto para uma infame manifestação de neo-nazis. Convém nunca esquecer com quem lidamos. Assim como convém ter presente que quando as novas vagas de revoluções socialistas voltarem a ter lugar – casos como este, de manipulação descarada, multiplicar-se-ão em quantidade e agravar-se-ão em qualidade.

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GRANDE WORDSWORTH!

Posted by Jayanti Dutta em 20/08/2010

William Wordsworth

 

We Are Seven

.

-A Simple Child,

That lightly draws its breath,

And feels its life in every limb,

What should it know of death?

.

I met a little cottage Girl:

She was eight years old, she said;

Her hair was thick with many a curl

That clustered round her head.

.

She had a rustic, woodland air,

And she was wildly clad:

Her eyes were fair, and very fair;

–Her beauty made me glad.

.

“Sisters and brothers, little Maid,

How many may you be?”

“How many? Seven in all,” she said

And wondering looked at me.

.

“And where are they? I pray you tell.”

She answered, “Seven are we;

And two of us at Conway dwell,

And two are gone to sea.

.

“Two of us in the church-yard lie,

My sister and my brother;

And, in the church-yard cottage, I

Dwell near them with my mother.”

.

“You say that two at Conway dwell,

And two are gone to sea,

Yet ye are seven!–I pray you tell,

Sweet Maid, how this may be.”

.

Then did the little Maid reply,

“Seven boys and girls are we;

Two of us in the church-yard lie,

Beneath the church-yard tree.”

.

“You run above, my little Maid,

Your limbs they are alive;

If two are in the church-yard laid,

Then ye are only five.”

.

“Their graves are green, they may be seen,”

The little Maid replied,

“Twelve steps or more from my mother’s door,

And they are side by side.

.

“My stockings there I often knit,

My kerchief there I hem;

And there upon the ground I sit,

And sing a song to them.

.

“And often after sun-set, Sir,

When it is light and fair,

I take my little porringer,

And eat my supper there.

.

“The first that died was sister Jane;

In bed she moaning lay,

Till God released her of her pain;

And then she went away.

.

“So in the church-yard she was laid;

And, when the grass was dry,

Together round her grave we played,

My brother John and I.

.

“And when the ground was white with snow,

And I could run and slide,

My brother John was forced to go,

And he lies by her side.”

.

“How many are you, then,” said I,

“If they two are in heaven?”

Quick was the little Maid’s reply,

“O Master! we are seven.”

.

“But they are dead; those two are dead!

Their spirits are in heaven!”

‘Twas throwing words away; for still

The little Maid would have her will,

And said, “Nay, we are seven!”

 

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SEI DE UM RIO

Posted by J. Vasco em 19/08/2010

Camané em grande. Poema de Pedro Homem de Mello, música de Alain Oulman, produção de José Mário Branco, vídeo de Bruno de Almeida.

Sei de um rio
sei de um rio
em que as únicas estrelas
nele sempre debruçadas
são as luzes da cidade

Sei de um rio
sei de um rio
rio onde a própria mentira
tem o sabor da verdade
sei de um rio

Meu amor dá-me os teus lábios
dá-me os lábios desse rio
que nasceu na minha sede
mas o sonho continua

E a minha boca até quando
ao separar-se da tua
vai repetindo e lembrando
sei de um rio
sei de um rio

Sei de um rio
até quando

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UMA VIAGEM À CHINA

Posted by J. Vasco em 19/08/2010

«O “século das humilhações” da China (o período que vai de 1840 a 1949, a saber, desde a primeira guerra do ópio à conquista do poder pelo PCC) coincidiu historicamente com o século da mais profunda depravação moral do ocidente: guerras do ópio com a devastação infligida a Pequim no Palácio de Verão e com a destruição e pilhagem das obras de arte que continha, expansionismo colonial e recurso a práticas esclavagistas ou genocidas em detrimento das “raças inferiores”, guerras imperialistas, fascismo e nazismo, com a barbárie capitalista, colonialista e racista que atingiu o auge. Da forma como o ocidente souber encarar o renascimento e o regresso da China, poderemos avaliar se ele está decidido a fazer realmente as contas com o século da sua mais profunda depravação moral. Que pelo menos a esquerda saiba ser o intérprete da cultura mais avançada e mais progressista do ocidente!»

Ler aqui, na íntegra, um muito interessante artigo do filósofo italiano Domenico Losurdo, traduzido para português a partir do original publicado no seu blogue. Tem o inegável mérito de trazer para a boca de cena a complexidade do processo chinês. O inegável mérito de fazer pensar.

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LATA MANGESHKAR: “VOA, PÁSSARO MEU”

Posted by Jayanti Dutta em 18/08/2010

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HUMANOS

Posted by * em 14/08/2010

A prova provada de que, mesmo entre os que são arrastados por engano para a defesa da anti-humanidade, ainda há quem pense e se revolte:


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REPENTISTAS E EMBOLADORES

Posted by * em 14/08/2010

A arte dos repentistas nordestinos é algo quase sobre-humano: vejam como eles improvisam, inventando versos acerca das pessoas que os rodeiam. Incrível!

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