OLHE QUE NÃO

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Archive for Julho, 2010

O PIOR AUTORITARISMO

Posted by * em 31/07/2010

Não há pior autoritarismo do que o autoritarismo hipócrita, que se reveste de falsa tolerância e se diz basear no princípio de que “devemos respeitar todas as opiniões”. É o pior porque, contraditória e inevitavelmente, inclui no conjunto de “todas as opiniões” apenas as posições de quem concorda com essa mesma “tolerância” autoritária e considera intolerante e inadmissível qualquer posição diferente da sua. Nega, assim, o mínimo de diálogo com todos os que, não concordando, poderiam discutir. Para esta “tolerância” autoritária, discutir é inaceitável… e manifestar qualquer opinião diferente da sua é discutir e portanto, inadmissível. Esta “tolerância” não responde crítica com crítica,  não critica directa e com sinceridade as ideias dos que não concordam consigo, apenas nega, liminar e autoritariamente (e de modo pouco sincero e honesto), o próprio direito de crítica dos que pensam diferente, tentando impedi-los de se manifestarem. Temos de aceitar tudo, afirma o “tolerante” autoritário. Mas o que ele entende por “tudo” é a sua própria posição… e mais nenhuma.

Obs.: Não referimos aqui as demais contradições deste tipo de relativismo, que podem ser encontradas em qualquer site sobre o relativismo moral/cultural. Basta escrever “objecções ao relativismo moral” no Google, que se encontra um manancial de críticas que têm milénios. O relativismo é tão tolerante que, nestes milénios todos, nem sequer procurou responder a essas objecções. Prefere dirigir-se aos incautos e crédulos, os que é mais fácil enganar.

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RESPOSTA…

Posted by Patrícia B. em 21/07/2010

Com voz, e de mulher!

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SUMMERTIME

Posted by J. Vasco em 21/07/2010

O grande clássico Summertime, pelo enorme Keith Jarrett. A ver se o summertime chega de vez.

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«OS MEUS PAIS SÃO PESSOAS MUITO LIGADAS À ECONOMIA» OU: PORQUE É QUE NEM TODOS OS JOVENS PODEM SER O FUTURO DO NOSSO PAÍS

Posted by Patrícia B. em 19/07/2010

http://videos.sapo.pt/2jW7FEDCSGFD0g2Ms4ju

«Fui também de certa forma influenciada pela minha família…São pessoas muito ligadas…Os meus pais são empresários, são pessoas muito ligadas à economia…Então tendencialmente escolhi, por opção própria mas também pela minha formação, o CDS.”

«Ok, este sábado há uma tomada de posse em Vila Real, ‘tão lá os nossos amigos, que nós entretanto vamos conhecendo, e então vamos lá todos… em vez de estarmos na praia com as amigas ou no cinema com o namorado

«Os jovens vêm mesmo pela camisola; pelo punho forte que o CDS tem nas suas medidas

«Acho que as pessoas sabem que naturalmente o CDS não tem muito para dar

Ofereço-vos parte de uma entrevista concedida ao Sapo por Raquel Paredela, membro da Juventude Popular, na passada semana. Vejam o vídeo, vale a pena. Não é que a menina seja a representante mor dos valores do CDS-PP, porque ela ainda está no início de uma longa carreira; mas é precisamente aqui que reside o problema.

As transcrições são apenas as mais hilariantes e as que me provocaram o riso mais estridente.

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HIPOCRISIA A RODOS

Posted by * em 19/07/2010

“O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, homenageou hoje o primeiro Presidente angolano, Agostinho Neto, com a deposição de uma coroa de flores no largo da Independência, em Luanda.”

Fonte: DN, in http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1621641

A reaccionária direita portuguesa, imbuída de uma sanha exploradora e assassina, perseguiu, tentou matar e  conseguiu matar muitos dos lutadores pela independência das antigas colónias. Agora, movida por interesses egoístas,  presta homenagens falsas, hipócritas. O Amanuense Silva, o senhor Chance, já cantara “Grândola Vila Morena”, já permitira o casamento homossexual, já falara da necessidade de defender os pobres (ele, que durante toda a sua “carreira”, sempre defendeu os que vivem à custa dos pobres). É engraçado ver um reaccionário sem princípios: quando lhe dá jeito, até finge ser progressista…  🙂

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ROSA LUXEMBURG

Posted by J. Vasco em 17/07/2010

«Rosa Luxemburg». Margarethe von Trotta, cineasta alemã, realizou este belíssimo filme em 1986, protagonizado pela enorme actriz Barbara Sukowa no papel de Rosa. A vida teórica, política e sentimental da grande revolucionária nascida na Polónia (e, através dela, a vida de toda uma época histórica: a da primeira vaga de revoluções proletárias) é retratada sem nenhum simplismo, mas antes de forma densa, profunda e no seu devir.

O filme nunca passou comercialmente em Portugal. Se a memória me não falha, também a Cinemateca Portuguesa nunca o exibiu. Vi-o uma única vez, não tendo agora presente se no ano de 2001, se no de 2002. Passou num auditório do ISCTE, no verão, no âmbito de um ciclo de debates sobre o movimento operário. Assistiram ao filme, no máximo, umas dez pessoas. Depois de algumas pesquisas na net, não se encontra mais do que este minúsculo excerto de quase três minutos. Coisas das chamadas «indústrias culturais». Que odeiam a perspectiva de que «nós, que estamos em baixo, passaremos para cima». E que, para tentarem evitar a consumação desse pesadelo que lhes povoa o sentido, agem em conformidade.

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LUTA DE BEIJOS

Posted by * em 17/07/2010

Paulo Portas no debate do Estado da Nação: odeio tanto o governo PS, odeio tanto, mas tanto mesmo, que se eu pudesse (se ele me deixar)… dava-lhe beijinhos na boca!

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AS PATÉTICAS PROPOSTAS DE UM PATETA ALGO POPULAR

Posted by * em 16/07/2010

1) A PP (patética proposta) do menino da extrema-direita, o tal que ultimamente olha com um ar embevecido e apaixonado para cada gesto e palavra demagógica de Pedro Mota Soares, dizíamos, a proposta do fascistazinho para um tango a três que o permita ter um controle directo do poder, não reflecte apenas o carreirismo deste ultra-defensor dos exploradores. Na verdade, a tal PP está directamente relacionada com o caso dos submarinos: o nada corrupto fascista procura agora uma imunidade maior do que a parlamentar, a imunidade do compadrio entre governantes.

2) A indignação dos meninos fascistas no que diz respeito à situação em que se descobre que pessoas presas por diversos crimes estavam a receber o “rendimento mínimo”, é um case study da demogogia nazi deste grupelho. Imaginemos as suas propostas levadas à prática: “_ vai-lhe ser retirado o rendimento social de inserção porque daqui a  cinco meses iremos descobrir que você, embora não o saibamos agora, se dedica ou dedicará, na verdade, a actividades criminosas”. Absurdo total! Nota-se que o grupelho, na verdade, não se preocupa minimamente com a criminalidade. Aliás, se se preocupasse, podia começar logo por comprar espelhos para identificar criminosos.

Mas em relação a todas estas patéticas e patetas propostas, a comprometida comunicação social não faz mais do que … elogiar e elogiar. Alguns jornalistas (outros não precisam disso) fazem mesmo um esforço de burrice para poderem não ver a patetice, a demagogia, o reaccionarismo. E têm conseguido resultados notáveis.

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UMA HISTÓRIA TÍPICA

Posted by J. Vasco em 15/07/2010

ATENÇÃO: Oliver Stone foi alvo de lavagem ao cérebro por parte dos comunistas.

– ¿Cuál fue la entrevista más desafiante durante la realización de este documental?

Ninguno de los presidentes que se ven en el filme se portó hostil. Además, yo no fui ahí como periodista, o como fiscal, o como abogado que intenta hacerlos trizas. Yo sólo les decía: “cuéntenme…”. Chávez, por ejemplo, es un hombre extremadamente abierto. En ocasiones es hasta ingenuo. Lo que pasa es que habla con el corazón y eso se puede ver en sus gestos y su actitud. Además, creo que es un verdadero servidor de la gente. No se está enriqueciendo, puedo garantizarlo. Trabaja muchas horas. Se preocupa por los pobres, porque él fue pobre y creció como un servidor público honesto. Te diré una cosa que sí odia, y es la corrupción. Y toda esta corrupción es endémica de las culturas de Sudamérica así como de la mayor parte del mundo. Y él la odia y la castiga. Y ha despedido gente por este motivo; incluso gente que le agrada pero que con el tiempo se ha vuelto corrupta. Y por supuesto esa gente es arrestada y llevada a la cárcel. ¿Y qué hacen? Dicen, “soy un prisionero político”. Es una historia típica. (Ler o resto da entrevista aqui).

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OLHA, HOJE FUI TOMAR BANHO AOS POÇOS…

Posted by Patrícia B. em 12/07/2010

 

E consolei-me.

Alguém quer vir?

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TORNARÁ A VOLTAR

Posted by J. Vasco em 11/07/2010

 

 

«A revolução volta e tornará a voltar e proclamará: eu fui, eu sou, eu serei».

Rosa Luxemburg (1871-1919)

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O QUE UM RICO REPRESENTA

Posted by J. Vasco em 11/07/2010

 

«E eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico?»

Viagens na minha terra, Almeida Garrett (1799-1854)

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O HERÓI

Posted by * em 08/07/2010

“Guillermo Fariñas Hernández, conhecido no ambiente dos vende-pátrias (traiçoeiros) como Coco, transita de uma posição simpática à Revolução ao comportamento anti-social.

O primeiro ato público que revelou o grande desajuste de sua personalidade, e que não teve nenhuma matiz política, ocorreu no final de 1995, quando ele agrediu fisicamente uma mulher, funcionária da instituição de saúde onde trabalhava como psicólogo, lhe causando ferimentos múltiplos no rosto e nos braços. O crime provocou uma pena de três anos de prisão sem internamento, além de uma multa de 600 pesos.

Para escapar à justiça inventou sua primeira greve de fome e logo depois passou ao limiar das atividades contrarrevolucionárias. Com a ajuda desses pequenos grupos, divulgava seu caso, fazendo uma série de tergiversações por emissoras de rádios subversivas, além de expressar a disposição de morrer se não lhes dessem respostas às demandas que desejava.

Um segundo evento, em 2002, confirma a característica violenta deste sujeito e o desprezo evidente por sua pátria e os cidadãos que a defendem. Em plena cidade de Santa Clara, Fariñas espancou fortemente com um bastão um ancião que havia evitado um ato terrorista de um enviado especial do terrorista Luis Posada Carriles. Os danos causados no lesionado provocaram uma urgente intervenção cirúrgica para retirar-lhe o baço.

Uma vez condenado a 5 anos e 10 meses de prisão, na Causa 569 de 2002 do Tribunal Popular Provincial de Villa Clara, usou de novo seu método de fazer show: a greve de fome.

(…)

Fariñas é um assíduo repórter da infame emissora chamada Rádio Martí e de outras estações anti-cubanas.

Sua folha de serviços é ampla também na assistência a atividades da todo tipo da SINA [Secção de Interesses dos Estados Unidos em Havana] e de algumas embaixadas europeias que dirigem a subversão em Cuba, das quais recebe instruções, dinheiro e suprimentos.”

Alberto Nuñez Betancourt

Fonte: http://mostrandoaface.blogspot.com/2010/03/cuba-greve-de-fome-de-guillermo-farina.html

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CONTINUAR DE CABEÇA ERGUIDA, SEMEAR O FUTURO

Posted by J. Vasco em 08/07/2010

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BYE, BYE, CHÃO DO LOUREIRO

Posted by J. Vasco em 06/07/2010

Esta esplanada era um dos mais magníficos espaços da cidade de Lisboa. Ficava situada no topo do Mercado do Chão do Loureiro, por bandas da costa do Castelo. Amplo, arejado, com uma vista deslumbrante sobre a baixa, sobre o rio e sobre toda a margem sul (da Trafaria a Alcochete), ali se passavam, durante o verão, agradabilíssimos finais de tarde. O tempo podia ser vivido de uma maneira lenta e tranquila, apenas ao sabor da brisa cálida e das cores do pôr-do-sol. Entre um copo de vinho, um café ou um cigarro, as conversas arrastavam-se, as amizades e os amores firmavam-se, e os corpos distribuíam-se por cadeiras, sofás e espreguiçadeiras. 

Falo no passado porque este espaço, desde o ano transacto, acabou. Substituí-lo-á esta maravilha pós-moderna: um silo para automóveis distribuído pelos vários pisos do antigo mercado, e, no topo, no lugar da esplanada, um restaurante gourmet envidraçado. As dinâmicas do mercado e do valor, com o beneplácito assistido dos órgãos de poder, invadem tudo, chegando ao mais fundo do indivíduo: as suas formas de sentir, os seus gostos, as suas maneiras de se relacionar com os outros e de perspectivar a vida e a existência. 

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TAPAR O SOL COM A PENEIRA

Posted by J. Vasco em 02/07/2010

Chegam-nos imagens da greve geral da função pública de dia 8 de Junho, em Espanha.

Constituem, no fundo, a prova cabal – como os liberais nos afiançam de noite e de dia, num coro de mil e um tons – de que «terminou a luta de classes»; de que desapareceu a ditadura de uma classe sobre outras (seja sob a forma democrática, seja sob a forma autoritária); de que o que vigora em toda a linha é «a democracia», entendida nos abstractos termos do liberalismo enquanto espaço higienizado de racionalidade argumentativa, fora, além e acima dos conflitos sociais pontuados pela exploração capitalista.

Entenda-se: nada do que estas imagens mostram pode ser surpreendente, se tivermos a coragem e a lucidez de olhar de frente a complexidade do real e de perceber que a luta de classes não terminou, de que vivemos um momento de ofensiva burguesa, visando a manutenção do seu domínio. Também não surpreende que os think tankers do sistema difundam urbi et orbi a propaganda barata da «democracia», da «liberdade» (de exploração) e do «respeito pelo indivíduo», no preciso momento em que as forças armadas do capital torturam, matam e pilham em guerras coloniais no Iraque, no Afeganistão, na Palestina, na Colômbia, na Jugoslávia e um pouco por todo o globo terrestre. É mesmo essa, no fim de contas, a sua função. O que verdadeiramente surpreende é que algumas boas almas emprenhem pelos ouvidos, ruminem este digest de rasteira extracção, e sigam empenhadas, cantando e rindo, com o coração em sobressalto, na «qualidade da democracia», na «participação dos cidadãos na vida democrática» e na promoção do «dinamismo do mercado». Ridículas essas boas almas, ao tentarem tapar o sol com a peneira.   

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A GENTE NÃO LÊ

Posted by * em 01/07/2010

Que linda canção e que linda a versão de Isabel Silvestre


 

 .Ai senhor das furnas

Que escuro vai dentro de nós

Rezar o terço ao fim da tarde

Só para espantar a solidão

Rogar a Deus que nos guarde

Confiar-lhe o destino na mão

.

Que adianta saber as marés

Os frutos e as sementeiras

Tratar por tu os ofícios

Entender o suão e os animais

Falar o dialecto da terra

Conhecer-lhe o corpo pelos sinais

.

..E do resto entender mal

Soletrar assinar em cruz

Não ver os vultos furtivos

Que nos tramam por trás da luz

.

.

Aí senhor das furnas

Que escuro vai dentro de nós

A gente morre logo ao nascer

Com olhos rasos de lezíria

De boca em boca passar o saber

Com os provérbios que ficam na gíria

.

..De que nos vale esta pureza

Sem ler fica-se pederneira

Agita-se a solidão cá no fundo

Fica-se sentado à soleira

A ouvir os ruídos do mundo

E a entendê-los à nossa maneira

.

.

Carregar a superstição

De ser pequeno ser ninguém

E não quebrar a tradição

Que dos nossos avós já vem

Composição de Carlos Tê / Rui Veloso

Canta Isabel Silvestre

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