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Archive for 10 de Junho, 2010

GUANTÁNAMO: O GRANDE CAMPO DA «LIBERDADE»

Posted by J. Vasco em 10/06/2010

Os amantes do «modo de vida ocidental» e os amigos da «liberdade» e da «democracia» (leia-se: do capitalismo e da exploração), acompanhados pelos sempre ingénuos defensores do «anti-dogmatismo» e do «anti-totalitarismo», andaram afadigados, há cerca de dois anos, a tentar convencer o mundo de que o campo de concentração de Guantánamo se resumia a um triste e passageiro episódio da era de Bush Jr. que seria rapidamente ultrapassado pela boa e virtuosa «democracia» americana, e no caso vertente pelo seu chefe de turno Obama. O código genético da grande «democracia» que o imperialismo constitutivamente é, nos termos das concepções sócio-políticas dessa gente, encarregar-se-ia de pôr tudo no sítio. E diziam-nos e repetiam-nos então, de manhã à noite, que o campo de tortura seria encerrado até 2010.

O paleio, entretanto, acabou. Os homens da propaganda puderam finalmente recolher aos gabinetes, dado que o trabalho de psicologia de massas já tinha feito o seu curso. A grande maioria dos «cidadãos comuns» (jargão que esses senhores adoram empregar), ou já esqueceu o problema, ou está mesmo convencida de que o campo da infâmia está desmantelado.

Assim sendo, senhores «democratas», peço-vos, encarecidamente, um enorme favor: cheguem-se à frente, por obséquio, e anunciem-nos todas as novidades – hoje, no dia 10 de Junho de 2010 – sobre o «encerramento de Guantánamo». E não se esqueçam de acrescentar aos vossos «raciocínios» «explicações imparciais» e palavras belas, como é vosso apanágio, sobre a «liberdade», o «mercado», a «democracia», a «dignidade da pessoa humana», blá-blá-blá. 

(Ou muito me engano, ou vamos mesmo ser brindados apenas com um silêncio sepulcral…) 

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MILITAROPHILIA

Posted by * em 10/06/2010

O desprezível António Barreto aproveita, neste exacto momento, o dia 10 de Junho, dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas para, ao abrigo de mais um tacho (estes senhores dizem-se oposição ao governo e não se cansam de, permanentemente, ao longo de toda a vida, usar, abusar e lambuzar-se em tachos e cunhas e sinecuras oficiais) … dizíamos nós, o inexcedível António Barreto usa o dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas para, ao abrigo de mais um tacho, cantar nojentas loas à defesa militar do colonialismo e entoar enternecidos panegíricos aos mercenários que, parasitando no dinheiro dos contribuintes, estiveram dispostos a matar no Iraque em defesa do imperialismo americano, que não hesitaram em (mais por dinheiro do que por glória) fazer o papel de assassinos de um povo que não conheciam, denegrindo a imagem do seu próprio país. Pois… já o Jörg Paulinho Haider das feiras tem também essa obsessão erótico-fascista em relação aos membros dos órgãos burgueses de repressão e combate. É algo que, não sendo meramente patológico, tem, certamente, algumas características patológicas, além das políticas.

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