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Archive for 14 de Maio, 2010

CRISE PERMANENTE

Posted by * em 14/05/2010

Desengane-se quem pensar que às crises sempre se seguirão alegres períodos de estabilidade e crescimento. O padrão da sequencialidade das crises também se altera no tempo:

1720: quebra na Grã-Bretanha, em Dezembro.

1825 : tem início o ciclo periódico das crises propriamente capitalistas.

1882: França entra em crise económica.

1901: crise de Wall Street.

1906: crise de Wall Street.

1919: crise de Wall Street.

1929: quinta-feira negra em Wall Street.

1937: crise de Wall Street.

1973: crise do petróleo.

1987: Wall Street desmorona no dia 19 de Outubro.

1990: crise deflacionaria, com início no Japão.

1997: crise com início em Hong Kong.

1998: Agosto negro na Rússia.

2000: primeira grande crise da bolsa electrónica (Nasdaq).

2001: índice Dow Jones sofre a maior perda, em pontos, da sua história.

2002: crise iniciada com o caso Enron. A Crise alastra-se pelo mundo e prolonga-se no tempo.

2008: crise dos “subprime” propaga-se aos mercados financeiros americanos e mundiais.

O que se verifica, se analisarmos as crises quanto às suas causas, sequencialidade, dimensão e prolongamento e quisermos estabelecer a sua lei de formação, é que a tendência global é a de o tempo entre crises ir diminuindo. Além disto, cada nova crise tem uma maior repercussão a nível mundial e prolonga-se mais no tempo. É verdade que Marx afirmava que não havia crises permanente, uma vez que as crises são períodos temporários de ajustamento do próprio capitalismo. Mas o capitalismo pode bem levar-nos a uma situação de CRISE PERMANENTE, no sentido de o capitalismo enquanto sistema entrar numa crise global insanável no seio do próprio capitalismo.

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A PROSÉLITA

Posted by J. Vasco em 14/05/2010

Só por piada pode ser cunhado à senhora da foto o apodo de jornalista.

Ligamos a televisão na estação pública – e a interminável missa que nos é servida de manhã à noite tem como destacada oficiante de turno esta prosélita incansável e bem consciente das suas tarefas políticas e ideológicas.

É a continuação, por outros meios, do destemperado trabalho de sapa que semanalmente leva a efeito, à segunda-feira, no horário nobre da mesma estação pública. E que culmina numas aulitas de proselitismo (perdão, de «jornalismo») numa instituição privada de ensino superior. Para que o trabalho da prosélita seja mais amplo e profundo. 

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DE JOELHOS, BEM VERGADO

Posted by J. Vasco em 14/05/2010

Os exploradores e os seus representantes na comunicação social destacam-se pelo ódio visceral que sentem em relação ao povo. Detestam o seu modo de vida, os seus costumes, as suas festas, as suas lutas, a sua sensibilidade, a sua visão do mundo. Detestam tudo isto o ano todo, a vida inteira.

Entretanto, com a mascarada da Cova de Iria, esse pântano degradante, abrem uma excepção. Tornam-se tão compreensivos em relação às «pessoas», tão tolerantes com os sentimentos profundos do «povo português», tão respeitadores da «fé» e da «crença» dos «pobres»!

Não admira que assim seja. Ver o povo rastejar na lama da indignidade, prostrado, de cerviz quebrada, de cabeça tombada, a arrastar os joelhos, e a pedinchar-lhes, através de uma figura divina, migalhas e clemência – enche-os de satisfação, de alegria e de «compreensão» e «tolerância». É, afinal, o cenário idílico que povoa os seus sonhos: ver o povo de joelhos, bem vergado. 

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CRISE, MON AMOUR

Posted by * em 14/05/2010

Só no primeiro trimestre de 2010:

Cimpor: lucros de 45 milhões de euros;

EDP: lucros de 309 milhões de euros;

Os cinco maiores bancos portugueses registaram um lucro diário de quase 5,5 milhões de euros.

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