OLHE QUE NÃO

olhequenao.wordpress.com

Archive for Maio, 2010

SIONISMO ASSASSINO

Posted by J. Vasco em 31/05/2010

Israel continua o genocídio.

Remete o povo palestino à Faixa de Gaza, isola-a por terra, por ar e por mar – e bombardeia, tortura, humilha, multiplica checkpoints, usa fósforo branco, destrói cidades inteiras, mata, rouba terras, espolia recursos naturais, incendeia, traz o inferno à terra.

Na Cisjordânia, faz nascer todos os dias novos colonatos. O genocídio árabe está programado há muito, conta com o apoio americano, com armas nucleares, com o carinho do «ocidente democrático e livre», e se não for travado irá até ao fim.

Conforme se pode comprovar pelo vídeo, a marinha israelita bombardeou agora um barco com ajuda humanitária que se deslocava para a Faixa de Gaza. Desta vez, o ministério da propaganda sionista nem precisou de recorrer ao argumento clássico: que havia «suicidas» a bordo, que a sua acção foi meramente defensiva, etc. «Explicou» apenas que os ocupantes do navio «exibiam facas».

A solução final está em marcha, e é implacável. Visa a eliminação física do povo palestino.

Os «democratas do mundo livre» apoiam e acarinham esta matança. As boas almas, os espíritos «não-dogmáticos» que «pensam pela sua cabeça», assistem a tudo isto, encolhem os ombros, e lá vão fazendo discursatas irrelevantes sobre a «paz», a «liberdade», o «anti-totalitarismo», a «democracia» e os «direitos humanos».

Para sossegar as suas pobres consciências, nuns casos. Por que sabem que a consolidação do capitalismo no ocidente passa pela vitória do sionismo fascista, nos casos dos reaccionários mais conscientes.

Anúncios

Posted in Israel, Palestina, Sionismo Assassino | Com as etiquetas : | Leave a Comment »

A VOZ DO DONO NÃO APAGARÁ A VERDADE

Posted by J. Vasco em 31/05/2010

Diego Rivera, Desfile do 1º de Maio em Moscovo, 1956

 

A cobertura e a difusão mediáticas da manifestação de dia 29 de Maio foram vergonhosas. A Lusa falou em centenas de participantes e teve a réplica devida por parte da TSF, que acriticamente reproduziu a mentira à saciedade. O órgão central da SONAE reservou um espacinho da primeira página de dia 30 para se referir à manifestação, ocupando-a, em mais de cinquenta por cento do espaço, com a cara de Ronaldo como chamada para uma entrevista com a personagem. E o inefável Nuno Sá Lourenço, esse escriba direitista sempre disponível para a infâmia, chegou à «conclusão» de que a iniciativa foi um fracasso e de que não «havia condições» para a greve geral. A televisão, essa, utilizou a técnica conhecida de fechar os planos para impedir uma percepção adequada da amplitude e da dimensão real da manifestação.

Tudo isto é um sinal claro de fragilidade e de receio por parte da burguesia. Estas medidas são sinal de fraqueza – e não de força. A luta expande-se, ganha dimensão internacional. Há, por isso mesmo, que continuá-la e que aprofundá-la.

NOTA: Para tomar contacto com as «centenas» de manifestantes, CONSULTAR AQUI UMA GALERIA DE FOTOS DA MANIFESTAÇÃO.

Posted in Diego Rivera, Voz do dono | Com as etiquetas : , | Leave a Comment »

UM MAR DE GENTE

Posted by J. Vasco em 29/05/2010

Dia 29 de Maio de 2010. Um grande dia na história do movimento operário português. Um marco na epopeia emancipadora que é a luta dos trabalhadores. Uma bofetada de luva branca nos resignados, nos derrotados, nos individualistas, nos que medem o mundo pela pobre, distorcida e snob bitola do liofilizado mundo da comunicação social dominante.

Quem não esteve na grandiosa manifestação desta tarde, infelizmente só terá notícia dela através de um canto obscuro de jornal, de um rodapé manhoso na televisão, ou de um ruído inaudível da rádio. Quando não – ficando irremedivelmente separado de um confronto directo com as imagens da manifestação – através das «sábias», «desinteressadas» e «ponderadas» «explicações» de «politólogos», «analistas» e «comentadores» de serviço que pululam pelos média. Quando não, coisa que acabo de confirmar num noticiário televisivo, através dos comentários do dirigente da central «sindical» amarela e das declarações da ministra do patronato.

Quem lá esteve, viu um mar de gente inundar as ruas de Lisboa: a Artilharia Um, a António Augusto Aguiar, o Marquês de Pombal, a Avenida da Liberdade, os Restauradores. Um mar de gente com mais de 300 mil pessoas. Gente que não estava lá para aplaudir e desfilar passivamente, mas que, unindo vontades e mobilizando forças e energias, mostrou a quem quis ver uma combativa e firme disposição de lutar contra o capitalismo, de endurecer a resistência e de vencer. Acrescentando desta forma um elo mais à cadeia dourada de lutas europeias que os trabalhadores gregos iniciaram. Foi a maior manifestação em Portugal nas últimas décadas.

Mas a manifestação revestiu-se de uma importância ainda maior, se atendermos ao facto de que à crise estrutural do capitalismo no que toca à reprodução do capital não corresponde uma crise de dominação da burguesia – como aliás aqui, na caixa de comentários deste post, o João Aguiar já teve oportunidade de sublinhar. Só com a luta organizada de massas pode a burguesia ver a sua dominação posta em cheque. Só com a luta de massas em torno da defesa dos direitos sociais e políticos dos trabalhadores, hoje alvo de um ataque violentíssimo, pode a perspectiva socialista abrir-se e inscrever-se no leque de possibilidades a realizar que o presente para diante de si projecta.

Posted in Mar de gente | Com as etiquetas : | 4 Comments »

WICH SIDE ARE YOU ON?

Posted by J. Vasco em 29/05/2010

Pete Seeger, que caminha a nosso lado na luta pelo futuro

Posted in Pete Seeger | Com as etiquetas : | Leave a Comment »

SEREIAS

Posted by * em 29/05/2010

Que interessante: uma manif gigantesca faz com que venha imediatamente a burguesia e o seu governo com falinhas mansas! A mesmíssima burguesia que explora sem dó nem piedade e fala arrogantemente com e dos trabalhadores e das suas representações sindicais e políticas. A mesma burguesia, as mesmas figuras, os mesmos bandidos, aparecem agora a emitir um canto suave e singelo de sereia, a falar de diálogo, concertação e pactos e coisas que tais. Não nos surpreendem. Sabemos bem o que faz com que os bandidos recuem, sabemos por que razão recuam, sob que condições recuam. Não nos misturamos com bandidos nem confiamos neles. As sereias não conseguiram enganar Ulisses, não conseguem também enganar Lisboa. Uma das versões acerca do nome de Lisboa, relaciona o nome Olissipo com Ulisses/ Odisseu.  Claro que as sereias são as mesmas. Mas podem as sereias fartar-se de hannahmontanar e tonycarreirar, que não vamos em cantigas, músicas, tangos ou tangas! Portugueses e gregos na mesma luta!

Posted in Sereias | Com as etiquetas : | Leave a Comment »

entr.ARTE.nimentos

Posted by * em 23/05/2010

Para a mente tacanha, mesquinha, a arte resume-se a… entretenimento.

Para a mente filisteia, ir a um espectáculo, ver um filme ou visitar um museu não são experiências que nos façam ultrapassar os nossos próprios limites, não são momentos de crescimento, de travessia dos nossos desertos e mares, não são momentos de descida aos abismos do nosso ser, nem voos aos cumes do futuro. Nada disso, são apenas…. “oportunidades para passar bem o tempo”.

Se a mente tacanha fosse consequente, deveria também considerar o amor e a paixão apenas como “bons entretenimentos para passar o tempo” e não como sentimentos sublimes, que nos arrebatam para a amplidão do humano.

Posted in entr.ARTE.nimentos | Leave a Comment »

SABEMOS MUITO BEM O QUE VOSSEMECÊS QUEREM!

Posted by * em 21/05/2010

Muito gosta a burguesia de mentir. Dia e noite, proclama aos quatro ventos que Portugal é um dos países da Europa, quiçá do mundo,  com maior quantidade de funcionários públicos, o que travaria o desenvolvimento económico do país. Será verdade?

PERCENTAGEM DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS EM RELAÇÃO À POPULAÇÃO ACTIVA:

Suécia—————- 33,3%

Dinamarca———– 30,4%

Bélgica—————- 28,8%

Reino Unido——— 27,4%

Finlândia————- 26,4%

Holanda————– 25,9%

França—————- 24,6%

Alemanha———— 24%

Hungria————— 22%

Eslováquia———— 21,4%

Áustria—————- 20,9%

Grécia—————- 20,6%

Irlanda—————- 20,6%

Polónia—————- 19,8%

Itália——————- 19,2%

República Checa— 19,2%

PORTUGAL——— 17,9%

Espanha————– 17,2%

Luxemburgo———- 16%

(Dados de 2004, Fonte EUROSTAT)

Que pena da Suécia, que, com quase o dobro da nossa percentagem da população activa a trabalhar no Estado, se debate, naturalmente, com uma miséria crónica atroz, a população sueca arruinada e sem tostão a morrer à fome, enquanto o monstro do Estado sueco lhe consume os recursos que poderiam muito bem ser utilizados para o seu desenvolvimento. Mas pronto, os suecos não aprendem. Talvez o betinho Passos Coelhone possa ir lá, ensinar-lhes como reduzir o estado para poderem sair da miséria. É que dói o coração ver como os suecos, com um Estado tão pesado, não podem sequer almejar chegar aos calcanhares do nível de vida dos portugueses.

Quem prega a privatização é quem não usa os serviços públicos. Quem serão eles? Serão os trabalhadores? Serão os trabalhadores quem pode prescindir dos serviços públicos e usar só serviços privados?

Posted in Funcionários públicos | Leave a Comment »

SANTA ALIANÇA

Posted by * em 21/05/2010

A Santa Aliança contra os trabalhadores a funcionar em pleno!

Posted in Santa Aliança | Leave a Comment »

SABEDORIA GREGA (II)

Posted by J. Vasco em 18/05/2010

15 de Maio de 2010, Atenas.

A televisão não mostra, os jornais não falam. Avante, Grécia!

Posted in Grécia | Com as etiquetas : , , | Leave a Comment »

SABEDORIA GREGA

Posted by J. Vasco em 17/05/2010

15 de Maio de 2010, Atenas.

A televisão não mostra, os jornais não falam. Avante, Grécia!

Posted in Grécia | Com as etiquetas : , , | Leave a Comment »

CAVACO REVELA AO PAÍS QUE RATZINGER É PAPA…GAIO

Posted by J. Vasco em 16/05/2010

Posted in Génio da banalidade, Papa, Ratzinger | Leave a Comment »

PEANUTS

Posted by J. Vasco em 15/05/2010

Os mais distraídos e ingénuos engoliram o isco em torno do paleio da «necessidade de reduzir drasticamente o défice das contas públicas» e têm-se esfalfado a discutir o TGV, o novo aeroporto, as auto-estradas e outras minudências orçamentais.

Por um lado, demonstram, fazendo companhia aos liberais, que desejam ver o investimento público descer ainda mais, até níveis só vistos antes do 25 de Abril.

Por outro, deixam escapar o essencial, que vai passando por detrás do biombo.

De facto, sem pruridos, falando claro, com aguda perspectiva de classe, e olhando para o horizonte, os patrões, pelas bocas, por exemplo, do fascista João Salgueiro e do salta-pocinhas Luís Nazaré, lançam já para a opinião pública programas de grande regressão social: cortes nos salários e nas pensões, fim do 13º mês, fim dos subsídios de férias e de natal, liquidação do que chamam «estado social», esvaziamento da função pública, promoção dos recibos verdes, etc. Chamam a isto «mudar de vida», apimentam a coisa com a estafada ladaínha segundo a qual «temos (QUEM, SENHORES?) andado a viver acima das nossas possibilidades». O programa, como se vê, é ambicioso e resume-se a ajustar contas com as conquistas históricas do século XX. Precisamos, na luta, de estar à altura de o combater e de o derrotar.

Ao contrário do que ensina a propaganda oficial passada nas televisões, rádios e jornais, é isto mesmo que se joga na Grécia. Na Grécia não há «caos social» nenhum. Há uma intensa e encarniçada luta de classes, que é parte e momento daquela que se joga a nível mundial. O nosso futuro decide-se aqui em Portugal, é certo, na derrota do governo dos patrões encabeçado por Sócrates e auxiliado por um tal de Coelho, como se decide na luta heróica dos trabalhadores gregos contra o esbulho do capital, coordenado a partir do eixo Paris-Berlim com a colaboração dos capatazes de Lisboa, Madrid, Dublin e Atenas. 

TGV?! Peanuts… 

Posted in Peanuts | Com as etiquetas : | Leave a Comment »

DO SUBLIME

Posted by J. Vasco em 15/05/2010

Lamento della Ninfa, de Claudio Monteverdi, cena do filme Le Pont des Arts, de Eugène Green

 

Ontem, na Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema, entre as 22h00 e as 00h06, aconteceu uma epifania.

Foi exibido o filme Le Pont des Arts, de 2004, inédito comercialmente em Portugal, do realizador Eugène Green, que agora tem em cartaz, nas salas nacionais, a película A Religiosa Portuguesa. (O meu muito obrigado à pessoa que me deu a conhecer este filme e este realizador, que a partir de agora entram no meu panteão cinematográfico.)

Green nasceu em 1947 nos EUA, país que renegou. Chama-lhe «La Barbarie», e costumava dizer que «na Barbarie nem sequer existia uma língua».

O tipo de cinema que interessa a Green explorar e fazer não tem, de facto, cabimento em terras do tio Sam, seja em Hollywood ou em Nova Iorque, duas realidades cinematográficas, como é sabido, sumamente distintas. (Note-se que quem escreve estas linhas é um confessado admirador do grande cinema clássico americano, de Griffith a Malick, passando por Ford, Ray, Hawks, Kazan, e pela dourada geração de 70-80: Coppola, Leone, Scorsese, Cimino. Grande cinema clássico que, por outro lado, também trucidou génios como Orson Welles, sem grande espaço para explorar caminhos novos que eram os seus).

Eugène Green é um exímio cineasta, de um rigor formal e estilístico sem mácula. O seu barroco é muito peculiar: não tem, aparentemente, dobras, curvas e contra-curvas, foguetório visual algum. Ele está lá, o barroco, mas através da austeridade e da contenção. E é nelas que reside todo o clima encantatório que atravessa, pontua e ritma Le Pont des Arts. E é nelas, e através delas, que repousa toda a grandeza do barroco do filme, grandeza, aliás, comum a todo o barroco – que não é oco, ao contrário do que alguns tontos pensam e dizem, que não é maneirismo supletivo acrescentado de fora a um tema já dado, contrariamente ao que alguns obtusos sustentam, mas que é um complexo e riquíssimo sistema de significados não redundantes, constituído por inúmeras camadas de sentido que se articulam, condicionam e inter-penetram, e que são indispensáveis para se apreender o todo.

Para Green o amor só é possível na comunhão espiritual, no além do quotidiano mundano, na ponte que liga a vida e a morte (como nos mostra o filme: a Pont des Arts, metáfora da própria arte). É uma tese que não acompanho.

Mas a mestria com que isto nos é dito e contado; a beleza literária (não realista, no caso) que enforma os diálogos das personagens; a mise-en-scéne magistral que as envolve e que com elas dialoga; a atmosfera de «onirismo realista», ou de «realismo onírico», se quisermos, proporcionada pela fotografia e pela densidade psicológica das personagens – fazem de Le Pont des Arts um grandíssimo, um genial, filme, de onde não estão ausentes a irrisão, a mordacidade, a crítica e a ironia.

Fala bem Luís Miguel Oliveira, no texto que acompanha o filme, quando diz que «os últimos vinte minutos de Le Pont des Arts, com a deriva nocturna de Pascal, o encontro “fantasmático” com Sarah, o canto da mulher curda, os planos diurnos do Sena, em dénouement e em dissolução – os últimos vinte minutos de Le Pont des Arts, dizíamos, são do que de mais encantatório se viu no cinema de anos recentes.».

Posted in Eugène Green | Com as etiquetas : | 6 Comments »

DE JOELHOS, A SEGURAR BANDEIRINHAS

Posted by * em 15/05/2010

Suponha que um anjo de fogo

varresse a face da terra

e os homens sacrificados

pedissem perdão.

Não peça.

do poema Segredo, de Carlos Drummond de Andrade

Há um outro povo, para além dos acéfalocândidos agitadores de bandeirinhas, que idolatram ao extremo do ridículo o papa reaccionário, o ex-prefeito da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé (novo nome da Inquisição), Joseph Ratzinguer. Quem andasse nos transportes veria esse outro povo, um povo digno, altivo, honrado e pouco propenso a ficar de joelhos perante os senhores. Esse povo dizia, sem medo: “em época de crise, dinheiro a rodos para este senhor”, “tanto estorvo só por causa de sua excelência”, “ainda bem que ele não vem todos os dias”, etc. Assim fala o povo que não se ajoelha. É uma honra estar entre este povo. Leia o resto deste artigo »

Posted in Bandeirinhas, Papa, Ratzinger | Com as etiquetas : | Leave a Comment »

CRISE PERMANENTE

Posted by * em 14/05/2010

Desengane-se quem pensar que às crises sempre se seguirão alegres períodos de estabilidade e crescimento. O padrão da sequencialidade das crises também se altera no tempo:

1720: quebra na Grã-Bretanha, em Dezembro.

1825 : tem início o ciclo periódico das crises propriamente capitalistas.

1882: França entra em crise económica.

1901: crise de Wall Street.

1906: crise de Wall Street.

1919: crise de Wall Street.

1929: quinta-feira negra em Wall Street.

1937: crise de Wall Street.

1973: crise do petróleo.

1987: Wall Street desmorona no dia 19 de Outubro.

1990: crise deflacionaria, com início no Japão.

1997: crise com início em Hong Kong.

1998: Agosto negro na Rússia.

2000: primeira grande crise da bolsa electrónica (Nasdaq).

2001: índice Dow Jones sofre a maior perda, em pontos, da sua história.

2002: crise iniciada com o caso Enron. A Crise alastra-se pelo mundo e prolonga-se no tempo.

2008: crise dos “subprime” propaga-se aos mercados financeiros americanos e mundiais.

O que se verifica, se analisarmos as crises quanto às suas causas, sequencialidade, dimensão e prolongamento e quisermos estabelecer a sua lei de formação, é que a tendência global é a de o tempo entre crises ir diminuindo. Além disto, cada nova crise tem uma maior repercussão a nível mundial e prolonga-se mais no tempo. É verdade que Marx afirmava que não havia crises permanente, uma vez que as crises são períodos temporários de ajustamento do próprio capitalismo. Mas o capitalismo pode bem levar-nos a uma situação de CRISE PERMANENTE, no sentido de o capitalismo enquanto sistema entrar numa crise global insanável no seio do próprio capitalismo.

Posted in Crise permanente | Com as etiquetas : | Leave a Comment »

A PROSÉLITA

Posted by J. Vasco em 14/05/2010

Só por piada pode ser cunhado à senhora da foto o apodo de jornalista.

Ligamos a televisão na estação pública – e a interminável missa que nos é servida de manhã à noite tem como destacada oficiante de turno esta prosélita incansável e bem consciente das suas tarefas políticas e ideológicas.

É a continuação, por outros meios, do destemperado trabalho de sapa que semanalmente leva a efeito, à segunda-feira, no horário nobre da mesma estação pública. E que culmina numas aulitas de proselitismo (perdão, de «jornalismo») numa instituição privada de ensino superior. Para que o trabalho da prosélita seja mais amplo e profundo. 

Posted in Prosélita | Com as etiquetas : , | Leave a Comment »

DE JOELHOS, BEM VERGADO

Posted by J. Vasco em 14/05/2010

Os exploradores e os seus representantes na comunicação social destacam-se pelo ódio visceral que sentem em relação ao povo. Detestam o seu modo de vida, os seus costumes, as suas festas, as suas lutas, a sua sensibilidade, a sua visão do mundo. Detestam tudo isto o ano todo, a vida inteira.

Entretanto, com a mascarada da Cova de Iria, esse pântano degradante, abrem uma excepção. Tornam-se tão compreensivos em relação às «pessoas», tão tolerantes com os sentimentos profundos do «povo português», tão respeitadores da «fé» e da «crença» dos «pobres»!

Não admira que assim seja. Ver o povo rastejar na lama da indignidade, prostrado, de cerviz quebrada, de cabeça tombada, a arrastar os joelhos, e a pedinchar-lhes, através de uma figura divina, migalhas e clemência – enche-os de satisfação, de alegria e de «compreensão» e «tolerância». É, afinal, o cenário idílico que povoa os seus sonhos: ver o povo de joelhos, bem vergado. 

Posted in Igreja | Com as etiquetas : | Leave a Comment »

CRISE, MON AMOUR

Posted by * em 14/05/2010

Só no primeiro trimestre de 2010:

Cimpor: lucros de 45 milhões de euros;

EDP: lucros de 309 milhões de euros;

Os cinco maiores bancos portugueses registaram um lucro diário de quase 5,5 milhões de euros.

Posted in Crise | Com as etiquetas : | Leave a Comment »

PABLO & MARTÍ

Posted by * em 13/05/2010

.

Yo soy un hombre sincero
de donde crece la palma
y antes de morirme quiero
echar mis versos del alma.

.

Yo vengo de todas partes
y hacia todas partes voy,
arte soy entre las artes
y en los montes, monte soy.

.

.

Oculto en mi pecho bravo
la pena que me lo hiere:
el hijo de un pueblo esclavo
vive por él, calla y muere.

.

Yo he visto al águila herida
volar al azul sereno
y morir en su guarid
a
la víbora del veneno.

.

Temblé una vez, en la reja,
a la puerta de la viña
cuando la bárbara abeja
picó en la frente a mi niña.

.

Gocé una vez, de tal suerte
que gocé cual nunca, cuando
la sentencia de mi muerte
leyó el alcaide llorando.

Mírame, madre, y por tu amor no llores,

si esclavo de mi edad y mis doctrinas

tu mártir corazón llené de espinas,

piensa que nacen entre espinas flores.

Un verso forjé
donde crece la luz.
¡Y América y el hombre digno sea!

Pablo Milanés canta José Martí

Posted in Pablo Milanés canta José Martí | Com as etiquetas : , | Leave a Comment »

A MEDIDA DOS SERES HUMANOS

Posted by * em 13/05/2010

Há atitudes, gestos e comportamentos, que, mais do que todos os títulos conquistados, reflectem a real dimensão das pessoas. O que Jorge Jesus fez em relação a Mantorras, não o deixando jogar nem por um minuto neste campeonato, mostra que, em termos humanos, o senhor Jorge (sendo ou não levado em ombros) não vale  grande coisa. Fica aqui a minha simples e humilde homenagem e o meu agradecimento, enquanto benfiquista, ao grande Mantorras, que, qual Garrincha, demonstrou ser grande naquilo que é a essência de um clube, naquilo de que vivem os clubes, naquilo que vale mais do que todos os títulos conquistados, naquilo que faz os clubes e os homens verdadeiramente grandes: na ligação às massas.

Posted in Mantorras e Garrincha | Com as etiquetas : | 1 Comment »

ERGUER A CABEÇA

Posted by J. Vasco em 12/05/2010

Posted in * | Com as etiquetas : | 3 Comments »

MULHER EU SEI

Posted by J. Vasco em 10/05/2010

Chico César e Ana Carolina, em Mulher eu sei

Posted in Ana Carolina, Chico César | Com as etiquetas : | Leave a Comment »

SANTOS CARNAVAIS

Posted by * em 08/05/2010

Nestes dias de papamanía e papamaníacos… nada como conhecer melhor a história da santa igreja

Clique aqui para conhecer melhor alguns papas

🙂

Posted in Papas | Com as etiquetas : | Leave a Comment »

MINISTÉRIO DA DESEDUCAÇÃO

Posted by * em 08/05/2010

Dar aulas a turmas com mais de 15 alunos é praticamente uma missão impossível. No entanto, em Portugal, por preconceitos economicistas contra a cultura, o número permitido chega a atingir, pasmem-se, o dobro, cerca de trinta alunos por turma! Imaginem o que é tentar acompanhar simultaneamente trinta alunos, cada um com as suas dúvidas, cada um com o seu ritmo, cada um com a sua personalidade. Quase não é possível, sequer, deixá-los colocar dúvidas, fazer perguntas sobre a matéria e responder às mesmas: cada aluno teria ao seu dispor, no máximo, três minutos. Qualquer professor sente essa dificuldade na pele todos os dias e faz o que pode para tentar superá-la, mas não é nada fácil. O actual número de alunos por turma é um completo absurdo. Pode-se mesmo afirmar que se o Ministério da Deseducação tomasse a medida (além da já tomada medida de aumentar a escolaridade para os 12 anos) de diminuir o número de alunos por turma, já estaria a fazer mais pela educação em Portugal do que fez com todas as medidas das últimas décadas.

Pois bem, vem agora um Secretário de deseducação, cujo apelido já indicia o que quer fazer com a educação neste país, dizer…dizer… escolham:

A) Que o Governo pretende diminuir o limite máximo de alunos por turma, contribuindo, desta forma, para o ensino em Portugal;

B) Que o Governo, embora compreenda a grave situação quanto ao elevadíssimo número de alunos por turma, não pode, neste momento, proceder a reformas neste sentido;

C) Que o Governo rejeita liminarmente toda e qualquer redução do limite máximo de alunos por turma, uma vez que esta pretensão se basearia na ideia falsa, de senso comum, de uma correlação entre a dimensão das turmas e os resultados dos alunos.

Escolheram? Acertaram? Pois, está-se mesmo a ver que já conhecem os tipos que nos governam!

Dá vontade de dizer duas coisas:

A)        Será que é verdade que usam mesmo, como critério para trabalhar como secretário de estado desse ministério, comprovativos de burrice e de sem-vergonhice?

B)        Ideia de senso comum é a tua tia, pá!

Posted in Ministério da Deseducação | 1 Comment »

3 DE MAIO DE 1808. FOI HÁ 202 ANOS

Posted by J. Vasco em 06/05/2010

Francisco Goya, El Tres de Mayo de 1808, 1814

 

CARTA A MEUS FILHOS

Sobre os fuzilamentos de Goya

Não sei, meus filhos, que mundo será o vosso.
É possível, porque tudo é possível, que ele seja
aquele que eu desejo para vós. Um simples mundo,
onde tudo tenha apenas a dificuldade que advém
de nada haver que não seja simples e natural.
Um mundo em que tudo seja permitido,
conforme o vosso gosto, o vosso anseio, o vosso prazer,
o vosso respeito pelos outros, o respeito dos outros por vós.
E é possível que não seja isto, nem seja sequer isto
o que vos interesse para viver. Tudo é possível,
ainda quando lutemos, como devemos lutar,
por quanto nos pareça a liberdade e a justiça,
ou mais que qualquer delas uma fiel
dedicação à honra de estar vivo.
Um dia sabereis que mais que a humanidade
não tem conta o número dos que pensaram assim,
amaram o seu semelhante no que ele tinha de único,
de insólito, de livre, de diferente,
e foram sacrificados, torturados, espancados,
e entregues hipocritamente à secular justiça,
para que os liquidasse «com suma piedade e sem efusão de sangue.»
Por serem fiéis a um deus, a um pensamento,
a uma pátria, uma esperança, ou muito apenas
à fome irrespondível que lhes roía as entranhas,
foram estripados, esfolados, queimados, gaseados,
e os seus corpos amontoados tão anonimamente quanto haviam vivido,
ou suas cinzas dispersas para que delas não restasse memória.
Às vezes, por serem de uma raça, outras
por serem de uma classe, expiaram todos
os erros que não tinham cometido ou não tinham consciência
de haver cometido. Mas também aconteceu
e acontece que não foram mortos.
Houve sempre infinitas maneiras de prevalecer,
aniquilando mansamente, delicadamente,
por ínvios caminhos quais se diz que são ínvios os de Deus.
Estes fuzilamentos, este heroísmo, este horror,
foi uma coisa, entre mil, acontecida em Espanha
há mais de um século e que por violenta e injusta
ofendeu o coração de um pintor chamado Goya,
que tinha um coração muito grande, cheio de fúria
e de amor. Mas isto nada é, meus filhos.
Apenas um episódio, um episódio breve,
nesta cadeia de que sois um elo (ou não sereis)
de ferro e de suor e sangue e algum sémen
a caminho do mundo que vos sonho.
Acreditai que nenhum mundo, que nada nem ninguém
vale mais que uma vida ou a alegria de tê-la.
É isto o que mais importa – essa alegria.
Acreditai que a dignidade em que hão-de falar-vos tanto
não é senão essa alegria que vem
de estar-se vivo e sabendo que nenhuma vez alguém
está menos vivo ou sofre ou morre
para que um só de vós resista um pouco mais
à morte que é de todos e virá.
Que tudo isto sabereis serenamente,
sem culpas a ninguém, sem terror, sem ambição,
e sobretudo sem desapego ou indiferença,
ardentemente espero. Tanto sangue,
tanta dor, tanta angústia, um dia
– mesmo que o tédio de um mundo feliz vos persiga –
não hão-de ser em vão. Confesso que
muitas vezes, pensando no horror de tantos séculos
de opressão e crueldade, hesito por momentos
e uma amargura me submerge inconsolável.
Serão ou não em vão? Mas, mesmo que o não sejam,
quem ressuscita esses milhões, quem restitui
não só a vida, mas tudo o que lhes foi tirado?
Nenhum Juízo Final, meus filhos, pode dar-lhes
aquele instante que não viveram, aquele objecto
que não fruíram, aquele gesto
de amor, que fariam «amanhã».
E, por isso, o mesmo mundo que criemos
nos cumpre tê-lo com cuidado, como coisa
que não é nossa, que nos é cedida
para a guardarmos respeitosamente
em memória do sangue que nos corre nas veias,
da nossa carne que foi outra, do amor que
outros não amaram porque lho roubaram.

Jorge de Sena, 1959

Posted in Goya, Jorge de Sena | Com as etiquetas : , | 5 Comments »

NA PRIMAVERA, OS PÁSSAROS

Posted by J. Vasco em 06/05/2010

O grande António Pinho Vargas, em Dança dos Pássaros.

Posted in Pinho Vargas | Com as etiquetas : | Leave a Comment »

LÁ DO ALTO DA ACRÓPOLE PARA O MUNDO

Posted by J. Vasco em 05/05/2010

«Em que relação se encontram os comunistas com os proletários em geral?

Os comunistas não são nenhum partido particular face aos outros partidos operários.

Não têm nenhuns interesses separados dos interesses do proletariado todo.

Não estabelecem nenhuns princípios particulares  segundo os quais queiram moldar o movimento proletário.

Os comunistas diferenciam-se dos demais partidos proletários apenas pelo facto de que, por um lado, nas diversas lutas nacionais dos proletários eles acentuam e fazem valer os interesses comuns, independentes da nacionalidade, do proletariado todo, e pelo facto de que, por outro lado, nos diversos estádios de desenvolvimento por que a luta entre o proletariado e a burguesia passa, representam sempre o interesse do movimento total.

Os comunistas são, pois, na prática [praktisch], o sector mais decidido, sempre impulsionador, dos partidos operários de todos os países; na teoria, eles têm, sobre a restante massa do proletariado, a vantagem da inteligência das condições, do curso e dos resultados gerais do movimento proletário.

O objectivo mais próximo dos comunistas é o mesmo do que o de todos os restantes partidos proletários: formação do proletariado em classe, derrubamento da dominação da burguesia, conquista do poder político pelo proletariado.

As proposições teóricas dos comunistas não repousam de modo nenhum em ideias, em princípios, que foram inventados ou descobertos por este ou por aquele melhorador do mundo.

São apenas expressões gerais de relações efectivas de uma luta de classes que existe, de um movimento histórico que se processa diante dos nossos olhos.».

 

Karl Marx & Friedrich Engels, Manifesto do Partido Comunista, 1848

 

Posted in Grécia | Com as etiquetas : , | 2 Comments »

ASSIM (TAMBÉM) SE VÊ…

Posted by Patrícia B. em 05/05/2010

Posted in Grécia | Com as etiquetas : , | Leave a Comment »

VENID A VER!

Posted by * em 02/05/2010

Por que razão não escrever só posts bonitinhos a falar da boa vidinha e de calma e paz Zen e amizade e flores e coisa e tal? Por que não falar de um Portugal positivo, da alegria de viver e das muitas receitas dos livrinhos de auto-ajuda? Leia o resto deste artigo »

Posted in Pablo Neruda | Com as etiquetas : | Leave a Comment »

O MORTO SUICIDA

Posted by * em 02/05/2010

O pedido dos governos e partidos burgueses para que as instituições financeiras moderem os excessos da sua perigosa actividade especulativa parasitária e para que gestores de empresas moderem os seus salários insultuosos é bastante ilustrativo:

1) Este pedido é acompanhado por um acirrar da exploração a todos os níveis, processo levado a cabo com a participação empenhada dos mesmos governos e partidos burgueses que, candidamente, clamam por “justiça social”, mostrando que se trata apenas de olear a máquina a um nível superficial, enquanto o motor é levado a funcionar de modo ainda mais intenso;

2) A resposta a tão moderado pedido foi, por toda a parte, um rotundo NÃO! O capitalismo funciona em piloto automático, não é qualquer interferência política, qualquer pedido (mesmo da parte de quem lhe quer bem, de quem quer apenas evitar o sobreaquecimento da máquina), que  poderá impedir ou “perturbar” significativamente o seu funcionamento. O capital nem sequer é capaz de moderação no que diz respeito aos seus próprios comportamentos suicidas.

O capitalismo é a morte a dominar a vida. E a morte não tem medo de morrer. Há mortos suicidas?

Posted in O morto suicida | Com as etiquetas : , | Leave a Comment »

OS PASSOS DE COELHONE PELA GRÉCIA

Posted by * em 02/05/2010

A receita “Pedro Passos Coelhone” já foi aplicada…

… na GRÉCIA!

Pode-se mesmo dizer que a actual crise grega é, em grande parte,o resultado da aplicação desta receita de neoliberalismo extremo, a mesma que a burguesia mais reaccionária pretende aplicar a Portugal.

O governo grego de direita de Costas Karamanlis, a “nova democracia”, partido-gémeo do PSD luso, privatizou, desde que assumiu o poder em 2004, tudo o que podia, deixando o Estado grego numa situação de penúria e sem almofadas económico-orçamentais para enfrentar qualquer crise (momento inevitável do funcionamento do sistema capitalista) que pudesse surgir. Trabalhou também arduamente para aumentar a precariedade laboral e diminuir os salários, o que se reflectiu numa retracção da capacidade de compra dos trabalhadores e na consequente deficiente realização das mercadorias produzidas. As grandes manifestações de 2008 ocorreram exactamente como reacção ao rebaixamento do tecto salarial dos funcionários públicos, às reformas nos sistemas de segurança social, etc.

O governo de socialista de direita, do PASOK George Papendreau, partido-gémeo do PS luso, que recebeu um Estado quase falido como herança dos compadres da Nova Democracia, lá vai seguindo os passos dos mais reaccionários, continuando a apostar exactamente no modelo que levou a Grécia à ruína.

Claro que a burguesia aproveita sempre a queda das suas vítimas para desferir os golpes mortais. Por isso, insiste que as privatizações e reformas neoliberais ainda deveriam ser mais abrangentes, que só bebendo o veneno até ao fim é que o doente ficaria mesmo curado.

Mas o que importa o destino dos povos? O que importa a vida dos que trabalham? O importante mesmo é que o carrasco a seguir, o PP-Coelhone, é jovem, diz coisas simpáticas, veste-se bem e até tem uns think tanks (agências de informações privadas, sob a capa de organizações de intervenção social) a trabalhar para ele, não é? Então vamos lá, cantando e rindo até à ruína final.

Posted in Grécia, PP Coelho | Com as etiquetas : , | Leave a Comment »