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A TERRA A QUEM A TRABALHA

Posted by J. Vasco em 22/04/2010

Na sequência das conquistas da revolução de Abril, há 35 anos começou essa saga bela e carregada de futuro chamada Reforma Agrária. A um só tempo, foi um passo em direcção ao socialismo e a machadada decisiva nas relações feudais ainda subsistentes no campo. Aumento da produção e do número de explorações agrícolas, renovação dos obsoletos instrumentos de trabalho, liquidação do desemprego em freguesias inteiras, conquista, pela primeira vez no campo, de direitos colectivos e individuais e de contratos de trabalho – eis alguns dos feitos de um processo emancipador, erguido, mantido e desenvolvido pelos proletários agrícolas do Alentejo. Os agrários, claro, moveram-lhe uma luta sem quartel, uma luta de vida ou de morte. Contaram para tal com o poder de Estado, esse «aparelho especial para a repressão de uma classe por outra classe». Infelizmente, nos momentos agudos da revolução, a correlação de forças a nível político e militar não correspondeu à dinâmica social que atravessava as relações de produção na formação económico-social portuguesa. Hoje, depois da contra-revolução iniciada com a Lei Barreto, o arame farpado e o desemprego estão de volta aos campos alentejanos.

A TSF decidiu pôr no ar uma reportagem sobre os acontecimentos de há 35 anos, entrevistando vários dos seus protagonistas. Podemos ouvi-la hoje, pouco depois das 19h00, sexta, depois da 01h00, e sábado, depois das 13h00.

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2 Respostas to “A TERRA A QUEM A TRABALHA”

  1. António Carvalho said

    Com a Revolução do 25 de Abril de 1974 os Proletários agrícolas do Alentejo tomaram em suas mãos a heroica saga da Reforma Agrária! Criaram cooperativas agrícolas e com elas liquidaram o desemprego e aumentaram os factores de produção. Criaram creches para os filhos dos trabalhadores que assim não tinham que se preocupar onde deixar os seus filhos durante o dia de trabalho. Foi um processo emancipador, erguido, mantido e desenvolvido pelos proletários agrícolas do Alentejo e que os (des)Governos do PS+PSD durante os últimos 35 anos resolveram liquidar. Mário Soares que ainda hoje tem a desfaçatez de dizer-se «SOCIALISTA» meteu o socialismo na gaveta. Disse

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