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POLYPRION AMERICANUS

Posted by * em 02/04/2010

Aviso: este é um post de ficção.

Qualquer semelhança com a realidade, seria mera e indesejável coincidência, uma vez que, como é fácil observar, nada há em comum com o que sabemos ser a realidade.

O Polyprion Americanus é na verdade, como o nome indica, americanus, o que nos obriga a abrir uma excepção na categoria das figuras portuguesas. Mas é um ser de certo modo, presente também nas costas portuguesas (e não só), pelo que vale a pena falar dele nesta rubrica. O Polyprion Americanus é um  peixe solitário de águas profundas, que se reproduz nas zonas costeiras dos E.U.A. e migra mais tarde, num ímpeto transatlântico, para os Açores, escondido por baixo de objectos flutuantes.

Polyprion significa “muitos prions” (quem quiser saber mais acerca dos prions, agentes infecciosos que se instalam em organismos para os consumir por dentro, pode consultar aqui).

O Polyprion Americanus é a prova provada de como as aparências podem iludir. À primeira vista, o wreckfish é apenas mais um peixe fugidio, um carreirista, um travesti de princípios, que muda de ideais do mesmo modo que muda de nome cada vez que arranja um novo emprego, alguém que muda de camisa e trai constantemente aqueles que lhe dão a mão. Na verdade, talvez isto seja uma injustiça de maldosas línguas, talvez este exemplar profissional nunca tenha mudado de ideais, tenha sido sempre um functionary sério, competente, empenhado, muito amigo dos seus friends.

Os dúplices jogos dos anos estudantis talvez tenham sido já os primeiros anos de trabalho leal e dedicado, anos de aprendizagem, de pesquisa dentro de pequenas organizações, estágio para adquirir o traquejo necessário para trabalhos a um nível mais elevado. Entre estas pesquisas e as pesquisas efectuadas sob a capa de um pretenso doutoramento talvez apenas medeiem anos e não amos nem amores.

Pretendem que ele tenha traído o seu país, permitindo que torcionários o usassem como trampolim para os seus imundos trabalhos. Nada disso, talvez ele nunca tenha traído o seu país, apenas deixado utilizar o país que o viu nascer para que os seus colleagues, do seu country, promovessem a democratização activa do mundo.

Com o Polyprion Americanus colocado habilmente no lugar certo, o país que ele mais ama tem finalmente um dos seus à cabeça da Europa: um ser subaquático, tratado de notre cherne ami pelos europeus e de our seafish* pelos patrões (deste mundo).

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* “seafish” não deve ser lido como [ciafixe], já que a letra “a”, de agency, praticamente não é pronunciada.

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