OLHE QUE NÃO

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Archive for Abril, 2010

O QUE É O PAÍS?

Posted by Patrícia B. em 30/04/2010

Já não há palavras para descrever o estado lastimável a que chegaram as mais tristes figuras deste país. E, não, o país não é o país dos senhores Passos Coelho e José Sócrates, porque para eles, pelos vistos, “o país”, como referem para nunca se comprometerem com palavras dirigidas às pessoas, ao povo (ai, que termo escandaloso, antiquado, sectário) que é quem realmente é afectado com este estado de miséria a que assistimos.

Ontem à noite, na Sic Notícias, Valter Lemos era entrevistado e dizia que a razão desta vergonhosa diminuição do subsídio de desemprego era a “saída mais rápida da situação de desempregado”. Pois, um desempregado a ganhar 75% do seu último salário já nem chega a sair da situação de desempregado porque apenas não consegue sobreviver!

O jornalista interrompia e dizia: “mas o subsídio de desemprego não é nenhuma regalia, o trabalhador descontou para ter esse direito…” Aqui está o jornalismo a cumprir a sua função principal: informar! Uma simples informação que ainda não chegou a todos, que ainda não chegou principalmente a quem tem mais possibilidades de estudar os compêndios de economia, de ler os tais dossiês e não o faz…propositadamente.

Paulo Portas é agora o visionário, a inteligência que comanda, o que está sempre pronto a antecipar ideologicamente todas as medidas, desde que sejam contra os pobres, os trabalhadores, os desempregados, os imigrantes, e, claro, a favor da lavoura, do mar, dos submarinos, das armas, da segurança dos senhores que por aí andam.

Paulo Rangel, qual Portas renovado, fala do “espírito patriótico” que sente ao ver os maiores responsáveis por esta tão desmedida medida reunidos em nome do… País! Lamento, mas o que as pessoas que dependem do seu trabalho para viver e dos subsídios para durante alguns meses sobreviverem porque foram despedidos, o que estas pessoas sentem é o contrário do patriotismo, é a revolta e a indignação por partilharem a mesma terra e o mesmo ar com estas tristes figuras.

Amanhã vamos todos para a rua! 1º de Maio, dia do trabalhador, a nós não nos param!

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ACT… O QUÊ?

Posted by * em 30/04/2010

Há coisas muito estranhas em Portugal: como é que inactores, desactores, anti-actores como Ruy de Carvalho e Nicolau Breyner não só são considerados actores, mas até aclamados como “bons actores”? Aquilo que eles pretendem apresentar, ao longo de décadas, como trabalho de actor não é mau, aquilo é, falando à maneira brasileira, muito mas muito ruim mesmo! Aquilo não tem nada de nada de trabalho de actor. Estes senhores, estejam em que papel estiverem, estão sempre e apenas a representar, na melhor das hipóteses, os papéis de Ruy de Carvalho e Nicolau Breyner. Não conseguem sair de si, transcender-se, para representarem seja que personagem for. Nem chegam a ser maus actores porque não chegam sequer a ser actores. Porque será que pessoas que vão parasitando ao longo dos anos na cultura portuguesa, que envergonham a cultura portuguesa, são aclamados? Talvez devido aos contactos, ao seu percurso político, talvez devido à falta de alternativas, talvez…

Desisto, não consigo encontrar a causa. Aceitam-se explicações de tão estranho fenómeno.

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PTVI E A LAMA EM QUE OS PORCOS VIVEM

Posted by * em 27/04/2010

Toda a celeuma que rodeia o negócio PT-TVI é de uma má-fé  e estupidez inauditas. Que importância tem o facto de uma empresa ter tentado comprar um canal privado? que importância tem o facto de que o governo tenha ou não tido conhecimento do assunto ou que tenha mentido acerca desse conhecimento? Que importância tem o facto de que o governo tenha tentado influenciar o processo? Que importância tem o facto de que um governo burguês tenha tentado controlar um canal que, mesmo sem ser do governo, já pertence aos donos do governo, ou seja à burguesia? Toda esta história de falsa virgem ofendida é um faits-divers absurdo, como se o tal canal, ao não pertencer ao governo, tivesse realmente algo de independente. Esta história toda só persegue os seguintes objectivos:

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UMA HOMENAGEM RIDÍCULA NÃO É HOMENAGEM

Posted by * em 25/04/2010

Os programas de comemoração do 25 de Abril da RTP assemelham-se cada vez mais, de ano para ano, ao ridículo monumento do Cutileiro. Num e noutro caso, vemos e temos vergonha de ver…vergonha por ver o 25 de Abril ser tratado desta maneira por quem o diz homenagear.

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O GÉNIO DA BANALIDADE E OS SEUS ALFAIATES

Posted by * em 25/04/2010

(Dorian Tyrell, personagem do filme The MaskA máscara)

O génio da banalidade decidiu usar o sagrado 25 de Abril para os seus interesses pessoais, para o arranque da sua campanha. Além do desrespeito pela data, mostrou que a direita mais reaccionária não se coíbe de usar traje de esquerda, mesmo que não lhe assente. É patético ver um inveterado (não escrevi “invertebrado”, pois não?) defensor dos exploradores a fazer gala de paladino dos direitos dos explorados (que eles denominam “os menos favorecidos”), como é patético ver um Aguiar Branco citar Rosa Luxemburgo e Lenin. Isso mostra até onde eles podem ir para enganar o povo trabalhador, isso mostra o quão perigosos são esses tipos.

A imprensa subserviente ajusta, como bom alfaiate, o traje de esquerda ao corpo de direita, costurando e cerzindo o que houver a costurar e cerzir. Nem que tenha de distorcer as palavras, para que os Lapsus linguae não estraguem a encenação.

Há que repor a verdade do discurso de lançamento de campanha. Ele não disse que “a injustiça social e a falta de ética são dois factores corrosivos”. O que ele disse foi que “as injustiças sociais e a falta de ética são dois factores que, QUANDO COMBINADOS, têm efeitos extremamente corrosivos para a confiança nas instituições e para o futuro do país. A injustiça social cria SENTIMENTOS DE REVOLTA, sobretudo quando lhe está ASSOCIADA a IDEIA de que não há justiça igual para todos“.  Parece um discurso progressista? Só para quem se deixa enganar, só para quem não percebe do assunto. Examinemos esta afirmação com olhos de ver: injustiças sociais? Ok! falta de ética? Ok! Só não combinem as duas coisas! E porquê? Por que razão não se devem combinar as duas coisas? É que a combinação delas tem efeitos corrosivos (não teriam efeitos corrosivos a injustiça ou a falta de ética aplicadas separadamente, pelos vistos). A injustiça social deve ser aplicada “com ética” e  com muito cuidado e medida, porque senão o povo ainda começa a experimentar (ai povo ingrato!) sentimentos de revolta que é preciso, a todo o custo, evitar. Fica o povo com esses estranhos sentimentos sobretudo quando à injustiça social está associada (que associação malévola) a ideia de que não há, vejam que absurdo, justiça igual para todos (como ficamos a saber, esta é apenas uma ideia que o povo  teima em ter… e não a realidade nua e crua). Aliás, apesar do que é dito na primeira frase da afirmação citada, a segunda frase deixa claro que nem é propriamente a combinação de injustiças sociais e falta de ética que é criticada, antes a combinação da injustiça social com a descoberta da falta de ética dos que, demonstrativamente, se excedem no nobre desígnio burguês de parasitar. Parasitar sim, mas  de maneira a que não se descubra nem se comente. É isto que chateia o povo e, como os senhores exploradores sabem, o povo pode ser explorado, mas convém que seja explorado sem o chatear em demasia.

Os discursos do GdaB são uma delícia para qualquer um que se queira dedicar  à exegese hermenêutica. Mas, enquanto isso, vai o homem fazendo a sua campanha, vai o povo curtindo os seus sentimentos de revolta e vão os senhores jornalistas compondo os factos (e os fatos).

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O PAÍS NA BURACA

Posted by * em 25/04/2010

25 de Abril! Data maior da liberdade, dia da queda do regime fascista. O mesmo regime que foi defendido com unhas e dentes pela igreja, tenebrosa organização que semeia a superstição e sempre apoiou todas as causas reaccionárias, desde a escravidão ao colonialismo e ditaduras nazi-fascistas. A mesma organização mafiosa  envolta em mil manigâncias, a mesma organização que não paga impostos, a mesma organização que recebe milhões de euros dos portugueses através das suas IPSS (desresponsabilizando o Estado de um serviço que deveria prestar), a mesma organização que vendeu à Estradas de Portugal um terreno na Buraca, com a extensão de uma piscina, por 1,2 milhões de euros. A mesma organização de que se fala. Liga-se a televisão, recordamos, no dia 25 de Abril, dia maior no calendário português. RTP1, televisão de um Estado supostamente laico: missa a manhã toda; Liga-se a TVI: missa a manhã toda. Assim vai o país, de Buraca em Buraca.

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A RUA

Posted by J. Vasco em 25/04/2010

A poesia está na rua, Maria Helena Vieira da Silva

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UMA DAS MAIS LINDAS REVOLUÇÕES DA HISTÓRIA

Posted by * em 25/04/2010

Grândola, na voz da grande Amália

Nós temos isto!

O que têm eles?

Reaccionarismo, egoísmo, individualismo, carreirismo, obscurantismo, desprezo pelo povo trabalhador, exploração…

Quem trocaria a sua dignidade, a sua humanidade, pelos “valores” deles?

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AVESSO

Posted by * em 23/04/2010

O exército palestiniano, um dos mais bem equipados do mundo, ataca Israel por terra e ar, dizimando a população de Tel Aviv, Haifa, Rishon LeZion, Ashdod, Beersheba, Petah Tikva, Netanya, Bnei Brak, Bat Yam, Ramat Gan, Ashkelon, de cidades, vilas e aldeias israelitas. Tropas palestinianas, apoiadas por  poderosa artilharia e bombardeiros aéreos palestinianos, avançam em várias áreas do território israelita. Os tanques e os helicópteros palestinianos vão arrasando tudo à sua passagem. A aviação palestiniana bombardeia, dia e noite, a população civil israelita. São literalmente pulverizadas vilas e aldeias. Uma verdadeira carnificina. A população israelita, desesperadamente em fuga, não tem para onde ir, por todos os lados a chacina é a mesma. A população israelita morre em grandes quantidades pelas ruas, a caminho dos hospitais ou nos próprios hospitais, que não têm meios para conter a avalanche de feridos, estropiados a esvair-se em sangue, adultos e crianças sem pernas, sem braços, sem olhos. Resta o caos, a dor, o desespero, a morte da irmã, do pai, do amigo, do filho… o exército palestiniano dificulta a chegada de ajuda humanitária, de meios médicos, de comida, de tudo. O povo israelita morre perante os olhos do mundo…

O que faria a “Comunidade Internacional”?

Descanse, amigo. Nada disto acontece em Israel. Mas troque “exército palestiniano” por “exército israelita”, troque os nomes das localidades israelitas por nomes de localidades palestinianas e você obterá a realidade do povo palestiniano há décadas.

Ah, não se esqueça de também trocar a resposta à pergunta.

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E PORQUE É QUASE 25 DE ABRIL

Posted by * em 23/04/2010

Momentos em que Portugal se eleva ao que de melhor pode a humanidade

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…E UM EVITÁVEL DESENCONTRO COM MARX

Posted by * em 23/04/2010

Em diversos manuais do secundário (de história, sociologia, filosofia, etc.), o marxismo é apresentado como uma teoria niveladora primária, que pretenderia alcançar a total igualdade económico-salarial. A utópica e superficial perspectiva proudhoniana, que Marx sempre combateu, é apresentada como se fosse a posição marxiana. Assim se ensinam mentiras!

O que o marxismo propõe  e não é  o nivelamento salarial, nem é a igualdade pela igualdade, mas sim acabar com a exploração do homem pelo homem. Neste processo, durante o socialismo vigoraria o princípio “a cada um de acordo com o seu trabalho” e no comunismo o princípio “a cada um de acordo com as suas necessidades“. Nem no socialismo, nem no comunismo, haveria igualdade pura e simples. Seria desejável que os autores de manuais, antes de embarcarem em falácias do espantalho contra o marxismo, se dedicassem a conhecer minimamente aquilo que pretendem ensinar.

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UM INEVITÁVEL ENCONTRO COM LÉNINE

Posted by J. Vasco em 22/04/2010

«Esta semana um ex-soldado norte-americano afirmou “Os Estados Unidos enviam trabalhadores pobres do seu país para lutarem contra trabalhadores pobres de outros países, beneficiando grandes empresas norte-americanas que lucram com a guerra». Este homem não conhecerá o termo internacionalismo proletário, nem terá estudado a luta ideológica entre reformistas e internacionalistas sobre o posicionamento do proletariado perante a I guerra, luta que marcou o apodrecimento da II Internacional e o nascimento da III. Nem conhecerá o papel de Lénine nessa luta, nem a importância que teve para o eclodir da revolução de Outubro. Nada disso o impediu de ganhar consciência da luta de classes, e de se aproximar de um inevitável encontro com Lénine.».

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ACORDAI!

Posted by J. Vasco em 22/04/2010

Acordai, de Fernando Lopes Graça e José Gomes Ferreira. Aqui, versão do Grupo Coral de São Domingos, numa produção de Samuel para o Cine-Teatro Curvo Semedo, em Montemor-o-Novo, por ocasião das comemorações do 25 de Abril do ano passado.

O 25 de Abril está à porta. Para milhões de pessoas, foi uma época de despertar e de acordar para a vida social e política, imprimindo rápidas e profundas transformações na sociedade portuguesa. Acordar, acordar sempre!

 

Acordai
acordai
homens que dormis
a embalar a dor
dos silêncios vis
vinde no clamor
das almas viris
arrancar a flor
que dorme na raiz
 

 

 

Acordai
acordai
raios e tufões
que dormis no ar
e nas multidões
vinde incendiar
de astros e canções
as pedras do mar
o mundo e os corações
 

 

 

Acordai
acendei
de almas e de sóis
este mar sem cais
nem luz de faróis
e acordai depois
das lutas finais
os nossos heróis
que dormem nos covais
Acordai!

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A TERRA A QUEM A TRABALHA

Posted by J. Vasco em 22/04/2010

Na sequência das conquistas da revolução de Abril, há 35 anos começou essa saga bela e carregada de futuro chamada Reforma Agrária. A um só tempo, foi um passo em direcção ao socialismo e a machadada decisiva nas relações feudais ainda subsistentes no campo. Aumento da produção e do número de explorações agrícolas, renovação dos obsoletos instrumentos de trabalho, liquidação do desemprego em freguesias inteiras, conquista, pela primeira vez no campo, de direitos colectivos e individuais e de contratos de trabalho – eis alguns dos feitos de um processo emancipador, erguido, mantido e desenvolvido pelos proletários agrícolas do Alentejo. Os agrários, claro, moveram-lhe uma luta sem quartel, uma luta de vida ou de morte. Contaram para tal com o poder de Estado, esse «aparelho especial para a repressão de uma classe por outra classe». Infelizmente, nos momentos agudos da revolução, a correlação de forças a nível político e militar não correspondeu à dinâmica social que atravessava as relações de produção na formação económico-social portuguesa. Hoje, depois da contra-revolução iniciada com a Lei Barreto, o arame farpado e o desemprego estão de volta aos campos alentejanos.

A TSF decidiu pôr no ar uma reportagem sobre os acontecimentos de há 35 anos, entrevistando vários dos seus protagonistas. Podemos ouvi-la hoje, pouco depois das 19h00, sexta, depois da 01h00, e sábado, depois das 13h00.

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PARA A PATRÍCIA B. ET POUR CAUSE

Posted by J. Vasco em 18/04/2010

Degas, Aula de dança, 1872

Degas, O ensaio, 1873-78

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INOVAR É A MELHOR FORMA DE CONSERVAR

Posted by J. Vasco em 18/04/2010

Bach vive não no órgão dos medíocres, mas antes no piano deste génio herético.

Este nosso amigo, Gould de sua graça (Gold era o nome verdadeiro, mas devido ao anti-semitismo passou a Gould), fez, em 1957, uma tourné estrondosa à URSS (e como ela tinha enormes pianistas: Richter e Gilels, entre muitos). Depois, em 1964, deixou de se apresentar em público. Recolheu-se em casa, nos estúdios – e tornou-se obsessivo, autista, perfeccionista (o romance O Náufrago, de Thomas Bernhard, é construído em torno desta obsessão). Glenn Gould perdeu-se, com um derrame.
As Variações Goldberg, no entanto, ganharam com ele uma dimensão até hoje nunca atingida.

Deliciem-se (a versão integral está disponível em módulos sequenciais, sendo este o primeiro).

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PESSOA & BELCHIOR

Posted by * em 17/04/2010

Triste de quem vive em casa,
Contente com o seu lar,
Sem que um sonho, no erguer de asa,
Faça até mais rubra a brasa
Da lareira a abandonar!


Triste de quem é feliz!
Vive porque a vida dura.
Nada na alma lhe diz
Mais que a lição da raiz-
Ter por vida a sepultura.

(do Poema “O Quinto Império”, de Fernando Pessoa)


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CHOVE TAMBÉM EM MADRID…

Posted by * em 16/04/2010

AGUAS ABRIL

 

de Luis Pastor

“No sé de qué compás te deslizaste/ ni en qué estación de metro te perdi/

No vi llegar al lobo y me avisaste/ las tiendas “se han cerrado para mi”/ Aguas abril, flores en mayo…”

Luis Pastor, cantautor nascido na Extremadura espanhola, mantém intensa e constante colaboração com portugueses como Fausto, Dulce Pontes, João Afonso, Saramago, etc. Fez uma versão espanhola do “Coro da Primavera” do Zeca Afonso. Muito tem feito para divulgar a cultura portuguesa. ; Bebe, nome artístico de Nieves Rebolledo Vila, é uma cantora nascida em Valência, Espanha. Lançou o seu primeiro álbum em 2004. Nele, criticava a submissão feminina e a violência contra a mulher.



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CONTRA O DIA DE CHUVA, O AZUL DE PICASSO

Posted by J. Vasco em 16/04/2010

Picasso, Mulheres Correndo na Praia, 1922

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NOJO, SÓ NOJO, SIMPLESMENTE NOJO

Posted by J. Vasco em 16/04/2010

Domingo passado, hora de almoço.

Olhemos bem de perto este casal de desempregados do Vale do Ave (olhemo-lo, hoje, somente a ele, contemos apenas o seu caso, deixemos de lado, por momentos, aquele, da Azambuja, ou o outro, além, de Santo Tirso, ou esse aí, aí mesmo, da Covilhã, ou ainda aqueloutro, da Amadora… ou não será antes de Guimarães, ou de Ovar, ou de Faro, ou de Coimbra?). Os vizinhos da terra, mais novos, sem infantes, já partiram há um ano, meses depois da fábrica ter sido encerrada pela administração, as máquinas roubadas pelo Sr. CEO com o beneplácito do estado português, e os lucros, claro, tranferidos para uma conta na Suíça (a Suíça lava mais branco), ou para um off-shore perto de nós: uns foram para Espanha, tentar a sorte na laranja, na vinha, na construção civil – nunca mais se soube deles; outros abalaram para Andorra, a empregarem-se no comércio – como será que hão-de estar? 

O nosso casal, quasi-cinquentões ambos, dois filhos a estudar (e a comer, e a vestir, e a levar ao médico), recebe agora, por junto, um poucochinho menos de 1000 euros de subsídio de desemprego, após dezenas de anos de trabalho e de descontos. Os horários e os ritmos de trabalho nunca foram brandos, antes pelo contrário: «a produtividade, ora aí está». Os salários que auferiram durante esse tempo foram, como é bom de ver, aqueles salários «competitivos» próprios de qualquer «economia de mercado» que premeia o «mérito» e a «excelência». Em bom português, salários de miséria que são o correlato necessário, incontornável, inescapável, forçoso, dos lucros gigantescos dos Belmiros, dos Amorins, dos Berardos, dos Espírito Santo, e tutti quanti. E das «migalhas» generosas que eles dispensam aos seus homens de mão do PS, PSD e CDS, seja como ministros de turno, ou como gestores de ronda.

Mas voltemos ao almoço de domingo do nosso casal de desempregados, que já vai arrefecendo. 

O cozido que calmamente degustam foi confeccionado com os produtos do horto, que ainda lhes vai valendo.

O televisor está ligado, transmitindo a sessão de encerramento do trigésimo-não-sei-das-quantas-congresso-do-PPD/PSD. O gauleiter recém-entronizado, um tal de Passos Coelho, yuppie betinho com olhos de carneirinho mal morto, espécie de Ken (para quem não saiba: o namorado da Barbie) arrivista e sem escrúpulos, dá largas a todo o seu ódio de classe, espraia-se, com indisfarçável gozo, em carícias, promessas de amor e juras de fidelidade à burguesia, e em humilhações e ataques contra os pobres. Depois de propor congelamentos de salários, mais privatizações (o que será que sobra, depois do PEC?), e a revisão constitucional (será por ainda lá estar o serviço nacional de saúde, a educação tendencialmente gratuita, enfim, ainda algumas marcas da revolução de Abril?), depois de tudo isto, dizia-se, o snob Coelho condensou finalmente o seu mais alto pensamento político, como que dirigindo-se directamente ao nosso casal de «privilegiados»: «os que recebem subsídio de desemprego têm de retribuir com trabalho para a comunidade». Ah, valentão!

                                                            

É nojo, só nojo, simplesmente nojo, que estes trastes reaccionários provocam. Limitam-se a dar expressão política aos preconceitos mais fascistóides do senso-comum, tentando com isso dividir para reinar, tentando com isso virar o pobre contra o miserável. 

Sejamos, no entanto, pacientes, e reponhamos a verdade: o subsídio de desemprego é resultado de descontos que, mensalmente, os trabalhadores fazem para a segurança social. É um direito (conquistado pela luta, senhores snobs, arrancado na luta, senhores yuppies), não é nem uma benesse, nem uma esmola (de que vocês tanto gostam, senhores «democratas» de pacotilha, para manter pobres os pobres). Não é destempero orçamental, nem dádiva do governo-mãos-abertas para ganhar eleições, como dizem os liberalóides. Repete-se: é um direito. Aliás, enquanto regime contributivo, funciona como uma espécie de seguro (nalguns países tem mesmo esse nome), a lógica é idêntica à de um seguro.

Que esta coisa fascistóide, liberal em toda a linha, a que o tal de Passos Coelho preside tenha como nome «partido social-democrata» é coisa que já não é da ordem da comédia, mas da tragédia. É a continuação da mentira que enforma, determina e pontua a sua política direitista, elitista e reaccionária. Política que promove, aprofunda e torna sem saída a situação dos casais desempregados – agora sim, falemos deles – da Azambuja, de Santo Tirso, da Covilhã, da Amadora, de Guimarães, de Ovar, de Faro, de Coimbra…

O casal do Vale do Ave, depois do almoço de domingo, continua até hoje na mesma. Com efeito, o centro de emprego da sua área de residência tem empregos a rodos para dar e vender. A 2 euros à hora. A recibos verdes. Algumas horitas por semana. Como dizia o outro: «é fazer as contas». 

 

AVISO: quem quiser consultar as condições de acesso a outro insuportável «privilégio» dos pobres, o Rendimento Social de Inserção, pode fazê-lo aqui. Vejam como o país não pode mais suportar estes elevados «desmandos orçamentais» com «quem não quer trabalhar», e, para além da pobreza material, exibe sobretudo uma aguda e persistente «pobreza de espírito», promotora da visão «subsídio-dependente» e da pedinchice ao «paizinho-estado-que-dá-tudo». Quem não estaria disposto a trocar de vida com estes «privilegiados», hã? Quem?

 

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QUESTÃO COM DICA

Posted by * em 14/04/2010

Os tenebrosos cúmplices do rei do lixo tentam apresentá-lo como um democrata exemplar. Segundo mentem, quer dizer, afirmam estes ilustres exploradoróphilos, este boy políticadministrempresário seria exactamente o inverso da extrema direita, uma vez que  a extrema direita não defenderia “a  liberdade da sociedade civil”.

Pergunta: Pode o neoliberalismo apregoar a selvajaria social, perdão, a “máxima liberdade dos agentes económicos” e, ao mesmo tempo, aproximar-se perigosamente da extrema direita?

Uma dica:


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ME LO DIGAS, PUES NO LO SE…

Posted by * em 14/04/2010

 Tu Gitana de Zeca Afonso

 

Tu gitana que adevinhas
me lo digas pues no lo se
si saldré desta aventura
o si nela moriré.
O si nela perco la vida
o si nela triunfare,
Tu gitana que adevinhas
me lo digas pues no lo se.

Versão dos Luar na lubre

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«JULIET, WHEN WE MADE LOVE YOU USED TO CRY»

Posted by J. Vasco em 14/04/2010

The Killers, em versão de Romeo and Juliet da banda Dire Straits

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ASSOCIOU-SE À HOMENAGEM

Posted by J. Vasco em 12/04/2010

«O presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, homenageou dia 11 de Abril o marechal António Spínola. O sr. Spínola foi presidente do chamado Exército de Libertação de Portugal (ELP), organização terrorista criada pelo ex-pide Barbieri Cardoso, e do MDLP. Estas organizações praticaram numerosos crimes em 1975 e 1976, como o assassínio do padre Max, o ataque à Embaixada de Cuba, incêndios de sedes do PCP e actos bombistas. Associou-se à homenagem o presidente “socialista” da Câmara Municipal de Lisboa, que não teve pejo em dar o nome do referido indivíduo a uma avenida da cidade.».

 

Retirado de resistir.info

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«ENTERRO EM ORNANS»: COURBET, UM DISCÍPULO DE FEUERBACH? (II)

Posted by J. Vasco em 09/04/2010

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VIVER DA MENTIRA

Posted by * em 09/04/2010

Há pessoas que vivem na mentira. Outras, vivem da mentira. Há que saber distingui-las, o que , por vezes, não é tarefa fácil. O miguelista  Tavares, num programa em que abundam mais sinais de fumo do que de fogo, vomitou  mais uma das suas mentiras, uma das suas palermices demagógicas e xenófobas, que repete à exaustão, como grande personalidade, intelectual e conhecedor da língua portuguesa que é: a de que, com o novo acordo ortográfico, os portugueses passariam a dizer “fato” em vez de “facto” e que os brasileiros seriam os únicos a ganhar, já que não cairiam em confusão, uma vez que não usariam, para designar a peça de vestuário (segundo  M.S .Tavares), a palavra “fato” mas apenas a palavra “terno”. Ora, quem souber o mínimo acerca do acordo ortográfico saberá também, coisa óbvia, que o “c” só é abolido quando é mudo, o que, manifestamente, não é o caso em palavras como “facto”. Além disso, claro que no Brasil existe a palavra “terno”, mas, evidentemente (e ao contrário da afirmação miguelista), também se usa a palavra “fato” para peça de vestuário. O senhor miguelista poderia conhecer melhor a língua portuguesa e ter, em relação ao Brasil, interesses mais culturais do que os que tem tido. Se assim fosse, saberia facilmente que os brasileiros continuarão a usar a palavra “fato” para as duas coisas e os portugueses continuarão a usar as palavras “facto” e “fato”. Em relação a isto, nada do que existe actualmente é alterado, pese o susto que tenta pregar aos portugueses (aliás, com o acordo, mantém-se a dupla grafia para todas as palavras que têm efetivamente pronúncia diferente em Portugal e no Brasil). Este digno inintelectual, quando não está ocupado a  perseguir e matar animais ou a defender que o excesso de velocidade é uma noção subjectiva, dedica-se com uma impressionante soberba, a falar de assuntos que não domina, achando que, neste país, fazer pose é suficiente. Nããã…  quem tem um olho só é rei onde os outros são cegos. Aqui,  é (de facto, use ou não use fato), apenas zarolho (também dito caolho).

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DESABAFO

Posted by J. Vasco em 08/04/2010

«Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E, finalmente, para florão e remate de tanto privatizar, privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo… E, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos».

 José Saramago, Cadernos de Lanzarote, III, p. 148

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O MOMENTO PARA HOPPER: PRESENTE COM PASSADO E COM FUTURO (VI)

Posted by J. Vasco em 08/04/2010

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BLUE SUBMARINES

Posted by * em 07/04/2010

Se escrevermos no google as simples palavritas “submarinos Paulo Portas” aparecem centenas de milhar de entradas. Abaixo referimos apenas AS DUAS PRIMEIRAS: uma de 2007, outra de 2009. Mas claro que o carinha lavadinha não tem nada de nada a ver com o assunto. Todos os dias, em praticamente todos os jornais, é abordado o escandaloso negócio dos submarinos, mas … que maravilha… agora já quase só se fala de outras pessoas. Aliás, quem escreve artigos nem conhece o google (“What the hell is that?”) e nem sequer se rebaixaria a ponto de ler as notícias  publicadas anteriormente (essas são para esquecer, agora que até parece que a culpa já pode ser  toda atirada, todinha, a uns estrangeiros… e  quanto aos documentos e provas comprometedores, que nem sequer existem, têm, como se sabe, uma doentia tendência para se volatilizarem). Por isso, nem vale a pena pedir ao haiderzinho a mais mínima das mínimas explicações, seria um completo absurdo pedir explicações à pessoa que tinha a  MAIOR responsabilidade pelo negócio, que ele não tem nada de nada a ver com o assunto, claro que não, claro que não… podem ser referidas, indiciadas, arguidas muitas e muitas outras pessoas (ainda bem que elas existem, que jeito fazem)… mas nunca o meninozinho da outra senhora, isso é que não, que não, que não, que não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não e não…

20.07.2007:

“Ministério Público admitiu, ao abrir a investigação à compra dos submarinos, que o dinheiro deste negócio possa ter financiado o CDS. O CM sabe que esta é a principal linha de investigação do inquérito que está aberto há um ano e que partiu dos indícios recolhidos no caso Portucale, incluindo duas escutas a Abel Pinheiro em conversas com Paulo Portas. (…) [Este último, como todos sabem, era] ministro da Defesa e líder do partido à época dos factos. NUNCA FOI OUVIDO EM NENHUM DOS PROCESSOS – submarinos e Portucale – mas a sua decisão no primeiro caso está sob escrutínio do MP.”

Fonte: http://www.areamilitar.net/ (maiúsculas e negrito meus, JG)

16/03/2009:

“Os controversos submarinos encomendados a um consórcio alemão em Abril de 2004 por Paulo Portas, o então ministro da defesa nacional do governo de Durão Barroso, devem chegar a Portugal ainda este Outono, em pleno período de crise e ainda com muitas dúvidas por esclarecer em relação a um negócio que mesmo a NATO nunca compreendeu.”

Fonte: http://duartelevypt.wordpress.com/2009/03/16/submarinos-de-paulo-portas-chegam-no-outono/

 

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PETROV-VODKIN

Posted by * em 06/04/2010

Petrov-Vodkin (1878-1939), pintor e escritor soviético, utilizava recursos estéticos herdados da arte religiosa para criar obras profanas de enorme sensibilidade. Vejam a beleza polissémica deste “1918 em Petrogrado/ A madona de Petrogrado”, de 1920:


Em obras como “A morte de um comissário”, de 1928, quadro de  um dramatismo pungente,  Petrov-Vodkin trabalhou a “perspectiva esférica”, distorção intencional para aumentar o poder da imagem. Esta distorção intencional, com vista à apreensão significativa do essencial, tem por base a perspectiva iconográfica bizantina.


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ININTELECTUALIDADE

Posted by * em 05/04/2010

Há coisas neste cantinho da Europa que são impressionantes! Por exemplo, como quando tentam fazer crer que algumas pessoas, perfeitamente medianas em termos cognitivos (pessoas cujo contínuo esforço em praticar rasteiras ideológicas apenas confirma o carácter rasteiro da sua inteligência) são prodígios intelectuais. Ele é Miguéis Sousa Tavares, ele é Marcelos, ele é Medinas Carreiras… dezenas e dezenas de opinion makers pequenininhos, miguelistas, marcelistas e carreiristas a entremear, diária e ubiquamente, superficialidade e reaccionarismo.

Mas, prodígio dos prodígios! Cada vez que um deles abre a boca para dizer mais uma trivialidade, uma palermice ou uma intrujice já repetida milhões de vezes, daquelas aldrabices simples capazes de enganar só mesmo os muito muito tolos (daquelas aldrabices que parecem mesmo ser  aldrabices, daquelas aldrabices que a gente ouve e percebe logo que são aldrabices, daquelas aldrabices mesmo aldrabonas)… “- uau!!!” “- ele é o tal!!!”, “- he’s the one!!!” “- Ele é que percebe das coisas!!!”, “- Este é que tem coragem!!!”, “- Este é que põe os pontos nos iis!!!”, “- Pena que não lhe dêem ouvidos!!!”… como… como se estivesse a ser dito algo inteligente! Será que  esta reacção à patetice ocorre por  empática falta de inteligência de quem elogia, será que é  por falta de experiência histórica (que pudesse dar a ver que nada de profundo ou de novo foi dito), será que é falta de horizontes culturais mais alargados, será que é apenas falta de senso crítico mais aguçado? Mistério dos mistérios…

Mas que é impressionante, lá isso é. Pobre Portugal, se aceita que a sua altura seja a dos homúnculos que admira. Mas enfim, se  neste mundo até há quem permita que a sua dignidade e a sua inteligência sejam  aferidas (e diminuídas) pelo apoio dado a grotescos seres jardinianos ou berlusconianos, tudo parece possível. Diz-me quem admiras e dir-te-ei quem és!

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POLYPRION AMERICANUS

Posted by * em 02/04/2010

Aviso: este é um post de ficção.

Qualquer semelhança com a realidade, seria mera e indesejável coincidência, uma vez que, como é fácil observar, nada há em comum com o que sabemos ser a realidade.

O Polyprion Americanus é na verdade, como o nome indica, americanus, o que nos obriga a abrir uma excepção na categoria das figuras portuguesas. Mas é um ser de certo modo, presente também nas costas portuguesas (e não só), pelo que vale a pena falar dele nesta rubrica. O Polyprion Americanus é um  peixe solitário de águas profundas, que se reproduz nas zonas costeiras dos E.U.A. e migra mais tarde, num ímpeto transatlântico, para os Açores, escondido por baixo de objectos flutuantes.

Polyprion significa “muitos prions” (quem quiser saber mais acerca dos prions, agentes infecciosos que se instalam em organismos para os consumir por dentro, pode consultar aqui).

O Polyprion Americanus é a prova provada de como as aparências podem iludir. À primeira vista, o wreckfish é apenas mais um peixe fugidio, um carreirista, um travesti de princípios, que muda de ideais do mesmo modo que muda de nome cada vez que arranja um novo emprego, alguém que muda de camisa e trai constantemente aqueles que lhe dão a mão. Na verdade, talvez isto seja uma injustiça de maldosas línguas, talvez este exemplar profissional nunca tenha mudado de ideais, tenha sido sempre um functionary sério, competente, empenhado, muito amigo dos seus friends.

Os dúplices jogos dos anos estudantis talvez tenham sido já os primeiros anos de trabalho leal e dedicado, anos de aprendizagem, de pesquisa dentro de pequenas organizações, estágio para adquirir o traquejo necessário para trabalhos a um nível mais elevado. Entre estas pesquisas e as pesquisas efectuadas sob a capa de um pretenso doutoramento talvez apenas medeiem anos e não amos nem amores.

Pretendem que ele tenha traído o seu país, permitindo que torcionários o usassem como trampolim para os seus imundos trabalhos. Nada disso, talvez ele nunca tenha traído o seu país, apenas deixado utilizar o país que o viu nascer para que os seus colleagues, do seu country, promovessem a democratização activa do mundo.

Com o Polyprion Americanus colocado habilmente no lugar certo, o país que ele mais ama tem finalmente um dos seus à cabeça da Europa: um ser subaquático, tratado de notre cherne ami pelos europeus e de our seafish* pelos patrões (deste mundo).

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* “seafish” não deve ser lido como [ciafixe], já que a letra “a”, de agency, praticamente não é pronunciada.

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O FUTURO NÃO MORREU

Posted by * em 01/04/2010

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LÁ, LONGE, NA OUTRA MARGEM DO RIO

Posted by * em 01/04/2010

Canção sobre a morte de um Komsomoletz…

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