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O GRANDE LEGADO DE SÁ-CARNEIRO

Posted by J. Vasco em 10/03/2010

Quando dois bandidos ajustam contas, dão-nos a conhecer coisas interessantes:

«(…)Isto levou-nos, aliás, a rejeitar a integração em bloco do aparelho local da ANP no nosso partido, que nos foi oferecida por alguns dos seus ex-dirigentes nacionais (através de listas com nomes, moradas, telefones e tudo) – o que representou da nossa parte um belo acto de coerência e idealismo, mas que não foi recompensado pelos deuses: esse aparelho acabou por se passar quase todo para o PPD, que não teve dúvida em o aceitar, depois de riscados alguns nomes mais conhecidos, com o que ganhou definitivamente a primazia sobre nós em implantação local.»

(Freitas do Amaral, O antigo regime e a revolução – memórias políticas (1941-1975), Bertrand, p.185)

O sentimento de revanchismo e de ódio contra o regime constitucional português saído da revolução de Abril nunca abandonou esta gente, por mais verniz «democrático» com que se tentem cobrir para adocicar as suas posições políticas. 

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5 Respostas to “O GRANDE LEGADO DE SÁ-CARNEIRO”

  1. Snow said

    Pois, é verdade. E o que dizer dos comunistas e dos seus planos “democráticos”?

    Ou dos planos democráticos de Soares e sucessores?

  2. Anónimo said

    Diga você, Snow. Aprendemos sempre consigo.

  3. Snow said

    Não é preciso dizer muito. Os comunistas são, por definição, não democratas – e aqui não há nenhum intuito insultuoso.

    Quantos aos planos de Soares, foram bem executados – foi o grande educador da pandilha de corruptos que ocupa o estado. É dos que acha que o governo só é democrático se for o governo da cor dele. Está tudo dito. Tudo pelo poder.

    Quanto ao post em si, padece de algumas limitações. Freitas do Amaral é, e era, um enorme ressabiado, e não é claro que o PSD tenha feito mal em aceitar aqueles militantes: o facto é que eram pessoas que estavam entre aquelas que procuraram democratizar o regime integrista lusitano, e houve uma pré-selecção.

    A grande questão é saber qual a qualidade dessa pré-selecção.

  4. J. Vasco said

    Este «Snow» é um pândego!
    Apreciem bem esta pérola, caros leitores: «não é claro que o PSD tenha feito mal em aceitar aqueles militantes: o facto é que eram pessoas que estavam entre aquelas que procuraram democratizar o regime integrista lusitano, e houve uma pré-selecção. A grande questão é saber qual a qualidade dessa pré-selecção.».
    Isto dispensa grandes comentários.
    «Snow» tem o estranho e inegável mérito de se cobrir a si próprio do mais ignominioso ridículo que imaginar se possa. Ficamos agora a saber que o pessoal da ANP estava a procurar «democratizar» o fascismo português, de que era o principal suporte político. A questão, caros leitores, a chave do problema, residia afinal na «qualidade» da «pré-selecção».
    Espalhem, por favor, a notícia!

    *Ficamos sem saber para que seria necessária tão qualificada «pré-selecção» entre tão excelsos democratas. Um dia «Snow» explicar-nos-á.

  5. […] Antes de desmontarmos uma das principais mentiras que a senhora tentou, pela enésima vez, pôr a circular, recordemos estas palavras de Freitas do Amaral que aqui trouxemos no dia 10 de Março de 2010: […]

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