OLHE QUE NÃO

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TAMBÉM DENTRO DE NÓS

Posted by * em 21/02/2010

DO POVO BUSCAMOS A FORÇA

Mas a lição lá está, foi aprendida:
Não basta que seja pura e justa
a nossa causa.
É necessário que a pureza e a justiça existam dentro de nós.

(Agostinho Neto)

MUSSUNDA AMIGO

Lembras-te?

Da tristeza daqueles tempos

em que íamos

comprar mangas

e lastimar o destino

das mulheres da Funda

dos nossos cantos de lamento

dos nossos desesperos

e das nuvens dos nossos olhos

Lembras-te?

Para aqui estou eu

Mussunda amigo

A vida a ti a devo

à mesma dedicação ao mesmo amor

com que me salvaste do abraço

da jibóia

à tua força

que transforma os destinos dos homens

A ti Mussunda amigo

a ti devo a vida

E escrevo versos que não entendes

compreendes a minha angústia?

(Agostinho Neto)



4 Respostas to “TAMBÉM DENTRO DE NÓS”

  1. Pipi da Baixa da Banheira said

    Venho pedir-lhe desculpa pela minha ingenuidade intrusiva, pois julguei que tinha acedido a um espaço de debate e de confronto aberto e leal de ideias – e afinal estava apenas perante um exercício, tão fútil como inconsequente, de projecção narcísica, ainda que a coberto da apologética ideológica mais veemente.
    Não posso mesmo assim deixar de constatar que as lições do “mestre” Estaline perduram: os comentários incómodos(“diatribes”?!)são simplesmente apagados – principalmente quando põem em causa a dogmática da “cartilha marxista-leninista”-, e ficam apenas excertos cujo conteúdo é assimilado à caricatura mais torpe (os comentários à democracia e ao personalismo cristãos relevam da ignorância mais crassa conjugada com o mais férreo dogmatismo), tanto mais que aludem a temas ingratos aos olhos dos prosélitos comunistas, a “dignidade da pessoa humana”,a defesa dos “direitos humanos”.
    Se me permite, uma observação final: para estes exercícios de “onanismo intelectual” o espaço adequado não é um blogue – são chatos, pois supõem interlocutores, que você manifestamente dispensa ou repele -, mas talvez antes um diáriozinho…
    Até… nunca mais!

    • Jyoti said

      Olá, cara Pipi. Realmente, vi-me confrontado com mais uma pia demonstração de “tolerância” agressiva. Ainda bem que vivo no século XXI e não tenho a oportunidade de experimentar a tortura da inquisição para reconhecer o amor, a tolerância e a bondade cristãs em toda a sua plenitude.
      Como se pode verificar, publiquei inicialmente o que o seu comentário tinha de conteúdo teoricamente relevante, retirando apenas as acusações pessoais segundo as quais eu seria um mero prosélito, estalinista, dogmático, boçal, etc. Mas se faz questão de expor as costumeiras acusações, mais do que recorrentes nos ataques que os “hipertolerantes” levam a cabo, diária e implacavelmente contra tudo o que é progressista, aqui está. Tem inclusive o prazer de ver publicado o seu novo comentário em que me acusa de fútil, inconsequente, narcisista, apologeta, estalinista (novamente), ignorante, prosélito (de novo) e onanista intelectual. Divirta-se! Só duas coisas: Um blogue não é um diário, tem razão em relação a isso; mas um blogue também não é um fórum; em segundo lugar, na minha resposta, ao contrário de si, não fiz nenhuma referência pessoal a si, falei apenas da democracia cristã (que, em Portugal, está presente em partidos de direita e extrema-direira, os mesmos que sentem saudades da outra senhora). Até, fique bem… e agradeço novamente os seus comentários (foi uma das primeiras pessoas a comentar o blog, mostrando que é uma pessoa atenta). 🙂

  2. João Vasco said

    Pipi, Pipi…
    O que de facto o incomoda é este blog falar de coisas como burguesia, comunismo, esquerda, direita, exploração, povo, trabalhadores – e por aí adiante. Tão fora de moda, não é? Tão chato, tão sem brilho, tão «dogmático», tão «estalinista»! E tão ofensivo de todos os desígnios de «dignidade humana» que só Tu, Senhor, sabes sondar e entregar-nos sob a forma… opiácea.
    Ora, Pipi, ponha a viola no saco!, não invoque a santa ingenuidadezinha intrusiva em vão! Tudo o que neste blog foi dito até ao momento, ao contrário do que sugere, nunca deixou de exibir um conteúdo objectivo: um conteúdo social, económico e político. Em termos de brilho e de «dignidade», não chega, é verdade, aos calcanhares do seu soez chorrilho de insultos. Mas quanto a isso, caro Pipi (vá lá, confesse), a única coisa que no fundo desejava não era um «bom debate» coisa nenhuma. Era apenas uma nesgazita de terreno que lhe desse oportunidade de despejar o ódio anti-comunista que o inunda – e que certamente pensará que é fruto de uma aturada reflexão pessoal, «livre e democrática», contra o «dogmatismo estalinista» que «faz a cabeça» aos «prosélitos».

  3. albina fonseca said

    Sª D “Pipi”?
    de grosso modo,(para não ser curta e grossa)acho que está a trocar as “estações”,quando confunde o Estaline,com Lénine ou ainda com Marx.
    Marx bem tinha razão”(…)o modo de produção da vida material é que condiciona o processo da vida social, política e espiritual.Não é a consciência dos homens que determina o seu ser, mas, inversamente, o seu ser inicial que determina a sua consciência.”
    Obras de Marx e Engels
    (seja curiosa, leia)

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