OLHE QUE NÃO

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Posts Tagged ‘Música’

TERREIRO DO PAÇO, TERREIRO DO POVO (II)

Publicado por J. Vasco em 10/02/2012

É JÁ AMANHÃ: MANIFESTAÇÃO NACIONAL, 15H, NO TERREIRO DO POVO

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DO “PAGAMENTO” DA “DÍVIDA” (II)

Publicado por qmiguel em 11/12/2011

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O NEGÓCIO DA CARIDADEZINHA

Publicado por J. Vasco em 20/11/2011

 

«O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, anunciou em Vila Real, neste sábado, que o Governo vai devolver às misericórdias os hospitais públicos que foram nacionalizados depois do 25 de Abril de 1974».

via Público

 

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DO “PAGAMENTO” DA “DÍVIDA”

Publicado por qmiguel em 29/10/2011

 

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ONDE COMEÇA? ONDE ACABA?

Publicado por J. Vasco em 08/10/2011

A Sonata Opus 57 de Beethoven, mais conhecida por «Appassionata», exige do intérprete, a um tempo, alto grau de virtuosismo técnico e  agudíssima inteligência interpretativa. Exige que o virtuosismo seja o meio de materializar a paleta de sentimentos, ideias e representações que dão nervo ao trecho musical. Valentina Lisitsa, ucraniana, é a reunião incarnada destes dois elementos. O diálogo que estabelece com o piano, o conhecimento do pormenor de que dá mostras, a emoção (in)contida que pulsa em cada movimento seu, fazem de Valentina Lisitsa uma digna sucessora de Claudio Arrau, Arthur Rubinstein, Glenn Gould ou Sviatoslav Richter na execução da «Appassionata». No final, a mesma interrogação permanece: onde começa o piano e onde acaba Valentina Lisitsa?

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POR ISSO É QUE O CAMINHO NÃO É SEMPRE EM FRENTE

Publicado por J. Vasco em 31/05/2011

 

Pedro Rodrigues e Diana Dionísio (neta de Mário Dionísio), «Pedro e Diana», fazem  da melhor e mais interessante música em Portugal. A criatividade da dupla firma-se numa apropriação genuína e crítica da música popular portuguesa (que conhecem de trás para a frente), numa valorização da língua portuguesa e das suas possibilidades semânticas e lúdicas, numa crítica social cheia de ironia e de irrisão, e numa grande mestria de composição e de trabalho formal.

«Por isso é que o caminho não é sempre em frente» dialoga directamente com «Tinha uma sala mal iluminada», do Zeca Afonso. A dado passo, diz o Zeca: «o caminho é só um, é sempre em frente». Tanto o Zeca como o Pedro e a Diana, cada um a seu modo e a níveis diferentes, têm razão. Mas esta música do Pedro e da Diana fascina-me. Está carregada de dialéctica. Sendo em frente, o caminho não é, de facto, sempre em frente. Nem em termos objectivos, nem em termos subjectivos. Há a rocha grande, o atalho, os malmequeres, o alcatrão… E há a subjectividade humana que os enfrenta, que os trabalha, que os pensa, que os sente…

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NAUFRÁGIO

Publicado por J. Vasco em 02/01/2011

Pus o meu sonho num navio
e o navio em cima do mar;
- depois, abri o mar com as mãos,
para o meu sonho naufragar

Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre de meus dedos
colore as areias desertas. 

O vento vem vindo de longe,
a noite se curva de frio;
debaixo da água vai morrendo
meu sonho, dentro de um navio…

Chorarei quanto for preciso,
para fazer com que o mar cresça,
e o meu navio chegue ao fundo
e o meu sonho desapareça.

Depois, tudo estará perfeito;
praia lisa, águas ordenadas,
meus olhos secos como pedras
e as minhas duas mãos quebradas.
 

«Canção», de Cecília Meireles. Clique aqui para “ouvir” o poema.

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OS CÃES DE GUARDA DO LIXO COMERCIAL

Publicado por J. Vasco em 29/12/2010

Aqui fica, com a devida vénia e com o merecido aplauso, este excelente post do Bruno Carvalho, no 5dias.

Para além de tudo aquilo que o Bruno diz, há quatro coisas que eu gostaria de acrescentar.

1 – Através da promoção do lixo comercial, o formato e a dinâmica do programa visam mais. A partir da figura do «júri», visam ditar comportamentos, atitudes, sentimentos e valores, todos eles girando em torno de um eixo fundamental: o diktat do mercado é todo-poderoso, é ele que sabe, que determina, que estabelece. Face a ele, devem claudicar a cultura genuína, o gosto trabalhado, a individualidade produtora. Se não és do mercado, não és - eis a divisa do «Ídolos».

2 – A verdadeira cultura não cabe na competiçãozinha manhosa, que elimina da face da Terra quem «não vende» e que consagra «o melhor» com holofotes, néons e lantejoulas. Como se pode pôr em competição Beethoven e Bach, Vermeer e Rubens, Camilo e Eça, Shakespeare e Eurípides, Hitchcock e Bergman? A verdadeira cultura exige trabalho sério, conhecimento das heranças a partir das quais se trabalha, dedicação, tempo, amor. A verdadeira cultura transforma duradouramente o ser humano: na compreensão que adquire de si mesmo, dos outros e do mundo, nos desejos que o animam, na vivência sentimental, ética e política. A cultura não é um leve «digest» para «passar o tempo», como alguns gostam de dizer. O «Ídolos» pretende reduzir a música a um momento inconsequente que se esgota nuns acordes simples que soam bem ao ouvido, um momento que não exige o trabalho da compreensão e que mantém tudo como está – seja a vivência interior, seja a realidade social.

3 – Nas circunstâncias actuais, a conversa de que há lugar para tudo, incluindo para o lixo comercial inconsequente, é conversa de chacha, boa para amolecer os espíritos e a racionalidade crítica. Hoje não há tal coisa; não há, em pé de igualdade, a música comercial entre, ou ao lado, de muitas outras manifestações musicais. O comercial e as leis do mercado invadem tudo, são o deus único, um rolo compressor que subsume à sua lógica qualquer coisa que veja a luz da existência. A hipocrisia e o cinismo dos falsos calimeros não podem passar em claro.

4 – Os dois indivíduos das pontas da mesa são do mais indigno que já se viu. O da direita é um bronco malcriado, um simples burgesso. O da ponta oposta é tudo isso, mas é também alguém que odeia qualquer coisa que cheire a esquerda e a cultura, e é com o fito de abjurar essas maldições vermelhas que emite a sua verborreia. Verborreia, por certo, sanamente comercial.

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AS BARBAS NÃO FAZEM MAL A NINGUÉM

Publicado por J. Vasco em 07/12/2010

Ouvir aqui «Madalena», de José Barata-Moura (depois de «Joana Come a Papa»)

Madalena senhora corajosa
quando vê um cão
serena e toda majestosa
faz-lhe festas com a mão
Madalena sentada não chega os pés ao chão

Madalena menina traquinas
quando vê um gato
corre logo a esconder-se numa esquina
dá-lhe com o sapato
Madalena olha que isso não se faz ao gato

Madalena perde o ar valentão
se ao pé de mim vem
não tem medo do gato nem do cão
ai, mas de mim tem
Madalena as barbas não fazem mal a ninguém

*A grande beleza e originalidade do cancioneiro infantil de José Barata-Moura está em que as crianças não são vistas nem tratadas como serzinhos idiotas e atrasados, mas como agentes portadores de sentimentos próprios e de dignidade aos quais há que atender.

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NAS CHAMAS

Publicado por Jyoti Gomes em 01/12/2010

Vídeo escolhido por Jaydeep para inserir no blog:

Sleep Now In The Fire

Rage Against The Machine

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CUIDEI QUE TINHA MORRIDO

Publicado por J. Vasco em 01/12/2010

A história de Narciso. Uma pérola escrita por Pedro Homem de Mello e cantada pela voz de Amália.

Ao passar pelo ribeiro, onde às vezes me debruço
Fitou-me alguém corpo inteiro, dobrado como um soluço
Pupilas negras tão lassas, raízes iguais às minhas
Meu amor, quando me enlaças, porventura as adivinhas

Que palidez nesse rosto sob o lençol do luar
Tal e qual quem ao sol posto estivera a agonizar
Deram-me então por conselho tirar de mim o sentido
Mas depois vendo-me ao espelho cuidei que tinha morrido

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SIM… QUANTOS ANOS, QUANTO TEMPO?

Publicado por J. Vasco em 23/10/2010

How many roads must a man walk down
Before you call him a man ?
How many seas must a white dove sail
Before she sleeps in the sand ?
Yes, how many times must the cannon balls fly
Before they’re forever banned ?
The answer my friend is blowin’ in the wind
The answer is blowin’ in the wind.

Yes, how many years can a mountain exist
Before it’s washed to the sea ?
Yes, how many years can some people exist
Before they’re allowed to be free ?
Yes, how many times can a man turn his head
Pretending he just doesn’t see ?
The answer my friend is blowin’ in the wind
The answer is blowin’ in the wind.

Yes, how many times must a man look up
Before he can see the sky ?
Yes, how many ears must one man have
Before he can hear people cry ?
Yes, how many deaths will it take till he knows
That too many people have died ?
The answer my friend is blowin’ in the wind
The answer is blowin’ in the wind.

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VÊ LÁ COMO VENHO EU…

Publicado por J. Vasco em 13/10/2010

Dedicado aos 33 mineiros do Atacama (que representam os mineiros de todo o mundo):


Nas minas de Aljustrel
Tralalalalalalala
Morreram muitos mineiros, vê lá!
Vê lá companheiro, vê lá!
Vê lá como venho eu…
Tralalalalalalala
Trago a cabeça aberta…
Tralalalalalalala
Que me abriu uma barreira, vê lá!
Vê lá companheiro, vê lá!
Vê lá como venho eu…
Tralalalalalalala
Trago a camisa rota…
Tralalalalalalala
E sangue de um camarada, vê lá!
Vê lá companheiro, vê lá!
Vê lá como venho eu…
Tralalalalalalala
Santa Barbara bendita…
Tralalalalalalala
Padroeira dos mineiros, vê lá!
Vê lá companheiro, vê lá!
Vê lá como venho eu…

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ÁGUAS QUE O VERÃO FECHAM

Publicado por J. Vasco em 11/10/2010

Que a música, ou qualquer expressão artística, não se esgota na sempre necessária mestria técnica, prova-o um momento como o que segue, marcado pela interacção inteligente, pela cumplicidade e pela genuinidade. Isto não o compreenderá a cultura dominante do pós-modernismo, que navega no vazio e no formalismo oco.  

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AS MÚSICAS DESTA NOITE

Publicado por Patrícia B. em 02/10/2010

Valsinha

Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a de um jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto convidou-a pra rodar
Então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado, cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se ousava dar
E cheios de ternura e graça foram para a praça e começaram a se abraçar
E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade que toda cidade se iluminou
E foram tantos beijos loucos, tantos gritos roucos como não se ouviam mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu
Em paz.
 
(Chico Buarque e Vinicius de Moraes, voz de Cristina Motta)

Meio bicho e fogo

Parte o navio
Para o labirinto
Sai o navio
De fio vermelhoVai ardendo
A linha de água
E o combustível
Vem do temporal

E afogarei
No amor que vier
Eu afogarei
Sou tão impuro
E tudo sai do navio
Para o labirinto
Para mim

Que tonto
E difícil
Um mítico corpo
Meio bicho e fogo
Minotauro bomba

Prestes a rebentar
Da cega mordo
O navio afundar
Sobre o temporal

E afogarei
No amor que vier
Eu afogarei
Sou tão impuro
E tudo sai do navio
Para o labirinto
Para mim

Para o labirinto
Para fim

Para o labirinto
Para mim

(Governo, música de Miguel Pedro, letra e voz de valter hugo mãe)

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EU NÃO CANTO POR CANTAR

Publicado por J. Vasco em 11/09/2010

Manifiesto, Victor Jara

Yo no canto por cantar
ni por tener buena voz
canto porque la guitarra
tiene sentido y razon,

tiene corazon de tierra
y alas de palomita,
es como el agua bendita
santigua glorias y penas,
aqui se encajo mi canto
como dijera Violeta
guitarra trabajadora
con olor a primavera.
 

 

Que no es guitarra de ricos
ni cosa que se parezca
mi canto es de los andamios
para alcanzar las estrellas,
que el canto tiene sentido
cuando palpita en las venas
del que morira cantando
las verdades verdaderas,
no las lisonjas fugaces
ni las famas extranjeras
sino el canto de una alondra
hasta el fondo de la tierra.
 

 

Ahi donde llega todo
y donde todo comienza
canto que ha sido valiente
siempre sera cancion nueva.

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RI, IRENE

Publicado por J. Vasco em 03/09/2010

Dedicado a Irene Lisboa e a Maria Velho da Costa

Vinicius de Moraes, Maria Creuza e Toquinho no tema ”feminista” Irene 

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SEI DE UM RIO

Publicado por J. Vasco em 19/08/2010

Camané em grande. Poema de Pedro Homem de Mello, música de Alain Oulman, produção de José Mário Branco, vídeo de Bruno de Almeida.

Sei de um rio
sei de um rio
em que as únicas estrelas
nele sempre debruçadas
são as luzes da cidade

Sei de um rio
sei de um rio
rio onde a própria mentira
tem o sabor da verdade
sei de um rio

Meu amor dá-me os teus lábios
dá-me os lábios desse rio
que nasceu na minha sede
mas o sonho continua

E a minha boca até quando
ao separar-se da tua
vai repetindo e lembrando
sei de um rio
sei de um rio

Sei de um rio
até quando

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LATA MANGESHKAR: “VOA, PÁSSARO MEU”

Publicado por Jayanti Dutta em 18/08/2010

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REPENTISTAS E EMBOLADORES

Publicado por Jyoti Gomes em 14/08/2010

A arte dos repentistas nordestinos é algo quase sobre-humano: vejam como eles improvisam, inventando versos acerca das pessoas que os rodeiam. Incrível!

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RESPOSTA…

Publicado por Patrícia B. em 21/07/2010

Com voz, e de mulher!

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SUMMERTIME

Publicado por J. Vasco em 21/07/2010

O grande clássico Summertime, pelo enorme Keith Jarrett. A ver se o summertime chega de vez.

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A GENTE NÃO LÊ

Publicado por Jyoti Gomes em 01/07/2010

Que linda canção e que linda a versão de Isabel Silvestre


 

 .Ai senhor das furnas

Que escuro vai dentro de nós

Rezar o terço ao fim da tarde

Só para espantar a solidão

Rogar a Deus que nos guarde

Confiar-lhe o destino na mão

.

Que adianta saber as marés

Os frutos e as sementeiras

Tratar por tu os ofícios

Entender o suão e os animais

Falar o dialecto da terra

Conhecer-lhe o corpo pelos sinais

.

..E do resto entender mal

Soletrar assinar em cruz

Não ver os vultos furtivos

Que nos tramam por trás da luz

.

.

Aí senhor das furnas

Que escuro vai dentro de nós

A gente morre logo ao nascer

Com olhos rasos de lezíria

De boca em boca passar o saber

Com os provérbios que ficam na gíria

.

..De que nos vale esta pureza

Sem ler fica-se pederneira

Agita-se a solidão cá no fundo

Fica-se sentado à soleira

A ouvir os ruídos do mundo

E a entendê-los à nossa maneira

.

.

Carregar a superstição

De ser pequeno ser ninguém

E não quebrar a tradição

Que dos nossos avós já vem

Composição de Carlos Tê / Rui Veloso

Canta Isabel Silvestre

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NÃO ME PEÇAM RAZÕES

Publicado por Jyoti Gomes em 24/06/2010

Luís Cília canta José Saramago:

Não me peçam razões, que não as tenho,

Ou tenho quantas queiram: bem sabemos

Que razões são palavras, nascem todas

Da mansa hipocrisia que aprendemos.

.

Não me peçam razões por que se entenda

A força da maré que me enche o peito,

Este estar mal no mundo e nesta lei:

Não fiz a lei e o mundo não aceito.

.

Não me peçam razões, ou sombra delas,

Deste gosto de amar e destruir:

Nos excessos do ser é que amanhece

A cor da Primavera que há-de vir.

.

Canção criada a partir do poema de José Saramago

“Não me peçam razões”, in “Os Poemas Possíveis”

.

.

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PARA O JOÃO FERRO, COM MÚSICA

Publicado por Patrícia B. em 23/06/2010

Ao João Ferro dedico esta versão musicada da canção Solidaritätslied, de Ernst Busch. A música original data de 1931 e esta é uma versão gravada após a Segunda Guerra Mundial.

A partir de hoje a força desta melodia ficará sempre associada, na minha memória, ao jornalista e camarada João Ferro. Ela representa já os breves momentos em que me cruzei com a sua figura simpática, delicada e cheia de vida e histórias lá dentro. Muitas terão ficado por contar.

“Avante, não esqueçamos a solidariedade

[...]

A manhã, de quem é a manhã?

O mundo, de quem é o mundo?” (E. Busch)

Não esquecerei, meu caro João.

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YESUDAS

Publicado por J. Vasco em 02/06/2010

 

Kattassery Joseph Yesudas tem 70 anos. Canta músicas populares indianas e compõe música clássica indiana, filão artístico com fundas e remotas raízes. Das vinte e uma línguas nacionais faladas na Índia, só não canta em duas delas: o assamês e o caxemira. Uma visita ao seu site oficial pode ser feita, com proveito, aqui.

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WICH SIDE ARE YOU ON?

Publicado por J. Vasco em 29/05/2010

Pete Seeger, que caminha a nosso lado na luta pelo futuro

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PABLO & MARTÍ

Publicado por Jyoti Gomes em 13/05/2010

.

Yo soy un hombre sincero
de donde crece la palma
y antes de morirme quiero
echar mis versos del alma.

.

Yo vengo de todas partes
y hacia todas partes voy,
arte soy entre las artes
y en los montes, monte soy.

.

.

Oculto en mi pecho bravo
la pena que me lo hiere:
el hijo de un pueblo esclavo
vive por él, calla y muere.

.

Yo he visto al águila herida
volar al azul sereno
y morir en su guarid
a
la víbora del veneno.

.

Temblé una vez, en la reja,
a la puerta de la viña
cuando la bárbara abeja
picó en la frente a mi niña.

.

Gocé una vez, de tal suerte
que gocé cual nunca, cuando
la sentencia de mi muerte
leyó el alcaide llorando.

Mírame, madre, y por tu amor no llores,

si esclavo de mi edad y mis doctrinas

tu mártir corazón llené de espinas,

piensa que nacen entre espinas flores.

Un verso forjé
donde crece la luz.
¡Y América y el hombre digno sea!

Pablo Milanés canta José Martí

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MULHER EU SEI

Publicado por J. Vasco em 10/05/2010

Chico César e Ana Carolina, em Mulher eu sei

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NA PRIMAVERA, OS PÁSSAROS

Publicado por J. Vasco em 06/05/2010

O grande António Pinho Vargas, em Dança dos Pássaros.

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