
Posts Tagged ‘capitalismo’
À ATENÇÃO DOS ESCROQUES, BANDALHOS, IGNÓBEIS E CANALHAS AÍ DE BAIXO
Publicado por J. Vasco em 22/04/2012
Publicado em FIGURAS, Rita Blanco | Com as tags : capitalismo, FIGURAS | Deixar um Comentário »
A BURGUESIA, A CULTURA E A EDUCAÇÃO
Publicado por J. Vasco em 22/04/2012

Depois de um ano de trabalho voluntário na Es.col.a, ao longo do qual se pôs de pé e a funcionar uma miríade de actividades que o capitalismo sonega diariamente às populações, a fúria pidesca da burguesia laranja do Porto abateu-se sobre livros, computadores, quadros, brinquedos e trabalhos de crianças. Aniquilou o substrato e o produto da cultura e da educação que o próprio povo da Fontinha organizou e dinamizou.
Tudo o que não entra no circuito do valor; qualquer actividade ou relação social que não sirva para auto-valorizar o capital; cada espaço e momento que não estejam ao serviço da sucção de mais-valia - são impiedosamente perseguidos pela burguesia e pelos seus representantes políticos e reduzidos a pó.
No lugar da cultura e da educação (que os burguesotes confundem com «formação de elites»), do desporto, do convívio e da fruição de actividades lúdicas, ergam-se antes, de braços dados com a especulação imobiliária, centros comerciais. Por um lado, é preciso fazer face à super-produção e realizar o valor produzido; por outro, é absolutamente necessário atomizar as existências, incutir a mentalidade do «consumidor», matar à nascença qualquer veleidade de auto-organização colectiva dos explorados e das massas populares.
Para além do espírito fascista de Rui Rio e do PSD, no microcosmos da Fontinha manifestou-se principalmente a relação de ódio que a burguesia mantém com a cultura e com a educação. «Ou servem para me aumentar o lucro – ou eu saco da pistola e dou cabo de vós».
Publicado em Escola da Fontinha | Com as tags : capitalismo, LIBERALISMO | Deixar um Comentário »
DO “PAGAMENTO” DA “DÍVIDA”
Publicado por qmiguel em 29/10/2011
Publicado em *, Crise, Zeca Afonso | Com as tags : capitalismo, Dívida, Música | 2 Comentários »
OS BÁRBAROS PERDERAM A VERGONHA
Publicado por qmiguel em 23/10/2011
Vivemos num contexto de agravamento das agressões imperialistas e do aprofundamento da militarização e destruição capitalista. O povo Líbio sofre hoje desse mesmo mal, amanhã outros se seguirão sobretudo no continente africano. A promessa de mudança que a eleição de Obama trouxe ao coração dos mais desatentos desvaneceu-se em pouco tempo, e este lidera mesmo uma intensificação brutal do domínio imperial e da proliferação do carácter bélico do mesmo. Nada disto é novo.
O meu ponto aqui prende-se com a forma e com a relação das acções militares bárbaras com os comuns dos mortais. Estas são agora mediadas por uma vanguarda de jornalistas e de meios de comunicação ao serviço dos mais pútridos interesses. De tal forma que o que ontem seria interdito hoje pode ser claramente dito à boca cheia. O jornal Libération revelou a já famosa “proposta” do Conselho Nacional de Transição ao estado francês, na qual em troca do apoio incondicional e permanente deste último ser-lhe-à oferecido nada mais do que o controlo de 35% da produção petrolífera do país. O que há alguns anos as fileiras anti-imperialistas tentavam demonstrar acerca da guerra do Iraque (para não recuarmos mais que isso) e que os escribas pró-americanos negavam a pé juntos faz hoje a capa dos jornais, não como polémica, mas como normalidade.
A questão assume contornos ainda mais assustadores quando o secretário de estado do comércio francês Pierre Lelouche decide apaparicar algumas dezenas de grandes empresários franceses e levá-los numa visita de estudo (económico, claro) a uma Líbia em guerra. A função era, claro está, fazer com que estes partícipassem na “reconstrução” daquele país, curiosamente destruído em grande parte por forças militares que dependem do seu colega de governo do ministério da defesa. Curiosas lógicas. Mas num clima de austeridade como o que começa a ser imposto pelo governo francês, em que não podemos contratar professores e em que os operários terão de aceitar ser explorados por mais alguns bons anos antes de se poderem reformar, a questão levantada pelos meios de comunicação não se prende com a justeza da guerra, com o sofrimento do povo Líbio, nem tão pouco com as consequências que as medidas de austeridade terão sobre o povo francês, a questão que a imprensa francesa levantou prende-se com o enorme esforço financeiro que a intervenção “humanitária” na Líbia representou para o orçamento do estado francês. Face a este muy liberal questionamento o ministro francês da defesa Alain Juppé (este sim, carrasco de facto do povo Líbio) não esteve por menos e retorquiu: “A intervenção francesa na Líbia é um investimento no futuro”. As baixas civis, a bárbara intromissão num país alheio e a miséria de um povo são para o governo francês um investimento no futuro. . . Nada nos poderia ajudar a provar mais facilmente o carácter destrutivo do modo de produção capitalista. Em nome dos mais universais valores chacinam-se os mais concretos seres humanos. As mãos dos governantes capitalistas (portugueses incluídos) estão hoje como no passado manchadas do mais real sangue humano. A diferença é que hoje querem que aceitemos isso, querem poder mostrar-nos os cadáveres das suas presas nas primeiras páginas dos jornais, e que aceitemos os seus motivos, os seus “investimentos no futuro” como algo de razoável. A exploração capitalista está cada vez mais comprometida com a aniquilação da Humanidade.
Publicado em *, Crise, França, Guerra, Líbia | Com as tags : capitalismo, Imperialismo | Deixar um Comentário »
OLHA QUEM VOLTOU
Publicado por J. Vasco em 13/07/2011
A troika colonial está de volta.
Ao serviço da Renault, da Volkswagen e dos compinchas portugueses Américo Amorim, Belmiro & CIA. Vieram a pedido desta gente e pela mão dos seus partidos históricos: PS, PSD e CDS. Supervisionarão a sobre-exploração dos trabalhadores e esse processo organizado de roubo do património público que dá pelo nome de «privatizações». Tratarão de endividar Portugal ainda mais, obrigando-nos a pagar o festim com que os seus senhores se vão enchendo. Virão de mês a mês. Virão sempre. Até um dia.
Publicado em Troika | Com as tags : capitalismo | Deixar um Comentário »
DIVIDOCRACIA
Publicado por J. Vasco em 12/07/2011
Para ver, reflectir e divulgar:
Publicado em Crise, Dividocracia | Com as tags : capitalismo, Cinema, crise, LIBERALISMO | 1 Comentário »
AO ZÉ, AO PEDRO E AO PAULO
Publicado por J. Vasco em 01/06/2011
Por Rafael Fortes, em A Ira dos Mansos.
Publicado em * | Com as tags : capitalismo, luta dos trabalhadores | 1 Comentário »
A NÃO ESQUECER (II): AS GUERRAS COLONIAIS DA TROIKA PS/PSD/CDS
Publicado por J. Vasco em 09/05/2011

A República Portuguesa, pela mão de PS, PSD e CDS, participa desde 1991 em guerras coloniais pelo mundo fora. Assim que o capital ocupa um país, destrói as suas infra-estruturas, arruína a sua economia, dizima a sua população, lá vai, em bicos de pés, a burguesia portuguesa tentar recolher as migalhas do banquete rapace encabeçado pelas suas congéneres alemã, estado-unidense, francesa e inglesa. Os seus três partidos históricos preparam o terreno para o efeito, ao mesmo tempo que encerram, no país, a metalomecânica pesada, os altos-fornos, a siderurgia, os estaleiros navais, o têxtil. Se a exportação de capitais é quase impossível para a burguesia portuguesa; se a exportação de mercadorias não é satisfatória – então há que participar nos lucros que as guerras coloniais geram.
No ano de 2011, a coberto do eufemismo «operações humanitárias e de apoio à paz», Portugal, como invasor colonial, está presente, entre outros países, no Iraque, no Afeganistão, nos Balcãs, na Somália, até na Líbia. É bom não esquecer. Portugal, como invasor colonial, participa na pilhagem, na destruição e na morte. Em nome do lucro e do capital. Pelas mãos cheias de sangue da troika PS/PSD/CDS, qual dos três o mais «democrático».
Publicado em PP, PS e PSD: partidos colaços | Com as tags : capitalismo, Imperialismo, Memória | Deixar um Comentário »
A NÃO ESQUECER
Publicado por Jyoti Gomes em 03/05/2011
Na intervenção no Iraque o imperialismo americano usou urânio.
Na cidade de Perugia, 80% das crianças nascem gravemente deformadas, o que levou os médicos a aconselharem as mulheres a não terem mais filhos.
As imagens são chocantes.
Ver: http://www.thewe.cc/weplanet/news/depleted_uranium_iraq_afghanistan_balkans.html
(obrigado a E.C. pela indicação do link)
Publicado em Iraque | Com as tags : capitalismo, Imperialismo | 1 Comentário »
RESPOSTA À CIMEIRA DA GUERRA IMPERIALISTA
Publicado por J. Vasco em 20/11/2010
Publicado em * | Com as tags : capitalismo, Imperialismo | Deixar um Comentário »
O EPÍLOGO DA FARSA APROXIMA-SE
Publicado por J. Vasco em 12/10/2010
Eanes, Soares e Sampaio deram ontem o seu contributo conjunto para a farsa que está em cena há alguns meses, montada em torno de pretensas clivagens profundas entre PS e PSD (os patuscos do costume morderam o isco, pela milésima primeira vez, e não se cansam, nunca se cansam, de encontrar, «apesar de tudo, diferenças entre eles»). Fazendo uso de um tom dramático e quase apocalíptico, fustigaram as «dissensões entre PS e PSD», apelaram ao «sentido de responsabilidade», e clamaram por um entendimento entre «os dois grandes partidos» para a aprovação do orçamento.
Cabe perguntar: alguma vez, em trinta e cinco e anos, estes partidos deixaram de dar as mãos para aprofundar a exploração capitalista e para fazer avançar a contra-revolução? Quem aprovou, sempre, os orçamentos de estado, consoante as necessidades aritméticas de cada momento?
O epílogo da farsa está, entretanto, próximo. Virá com a aprovação de mais um orçamento que penaliza fortemente as condições de vida dos trabalhadores.
Publicado em PS e PSD: partidos colaços | Com as tags : capitalismo | Deixar um Comentário »
AS ELITES AGRADECEM
Publicado por J. Vasco em 08/10/2010
Ainda bem que não é um «dogmático» a dizer isto. Imaginem que tinha sido…
Publicado em * | Com as tags : capitalismo, LIBERALISMO | Deixar um Comentário »
A LEI QUE LIBERTA
Publicado por J. Vasco em 03/10/2010
A dogmática do liberalismo é hoje servida em doses tais; os seus recauchutados ídolos e bezerros de ouro oferecidos para esperada adoração perpétua com uma insistência tal; a sua liturgia sacra entoada por um tão estridente coro – que mesmo as perspectivas que visam manter e reforçar o sistema capitalista, mas que entretanto não se enquadram em todos os seus aspectos no liberalismo tout court, vêem-se atiradas para o reino da nocividade e da subversão.
É assim que não é de admirar que um destes dias um cura, por exemplo, como o «oitocentesco» Lacordaire venha a ser considerado, pelos liberalóides de turno, um «perigoso socialista». Muito embora, durante a sua vida, se tenha dedicado à defesa paciente e sem hesitações da ordem vigente, não hão-de perdoar ao presbítero tê-los posto a nu, particularmente ter ousado desmascarar, com frases simples, a falsidade da «liberdade» burguesa que diariamente apregoam, seja a partir da cátedra, do pasquim ou do ministério: «entre o forte e o fraco, entre o rico e o pobre, entre o amo e o servo, é a liberdade que oprime e a lei que liberta» («entre le fort et le faible, entre le riche et le pauvre, entre le maître et le serviteur, c’ est la liberté qui opprimme et la loi qui affranchit»).
Publicado em * | Com as tags : capitalismo, LIBERALISMO | Deixar um Comentário »
TODOS À RUA A 20 DE NOVEMBRO DE 2010
Publicado por J. Vasco em 14/09/2010
Publicado em Nato | Com as tags : capitalismo, Imperialismo | Deixar um Comentário »
HUMANOS
Publicado por Jyoti Gomes em 14/08/2010
A prova provada de que, mesmo entre os que são arrastados por engano para a defesa da anti-humanidade, ainda há quem pense e se revolte:
Publicado em * | Com as tags : capitalismo, Imperialismo | 2 Comentários »
BYE, BYE, CHÃO DO LOUREIRO
Publicado por J. Vasco em 06/07/2010
Esta esplanada era um dos mais magníficos espaços da cidade de Lisboa. Ficava situada no topo do Mercado do Chão do Loureiro, por bandas da costa do Castelo. Amplo, arejado, com uma vista deslumbrante sobre a baixa, sobre o rio e sobre toda a margem sul (da Trafaria a Alcochete), ali se passavam, durante o verão, agradabilíssimos finais de tarde. O tempo podia ser vivido de uma maneira lenta e tranquila, apenas ao sabor da brisa cálida e das cores do pôr-do-sol. Entre um copo de vinho, um café ou um cigarro, as conversas arrastavam-se, as amizades e os amores firmavam-se, e os corpos distribuíam-se por cadeiras, sofás e espreguiçadeiras.
Falo no passado porque este espaço, desde o ano transacto, acabou. Substituí-lo-á esta maravilha pós-moderna: um silo para automóveis distribuído pelos vários pisos do antigo mercado, e, no topo, no lugar da esplanada, um restaurante gourmet envidraçado. As dinâmicas do mercado e do valor, com o beneplácito assistido dos órgãos de poder, invadem tudo, chegando ao mais fundo do indivíduo: as suas formas de sentir, os seus gostos, as suas maneiras de se relacionar com os outros e de perspectivar a vida e a existência.
Publicado em Chão do Loureiro | Com as tags : capitalismo, LIBERALISMO | 1 Comentário »
DELÍCIAS DO LIBERALISMO
Publicado por J. Vasco em 17/06/2010
Quem vir nesta «decisão do Ministério da Saúde» uma simples medida arbitrária e desgarrada – desengane-se. Ela é mais uma peça da consequente política liberal que visa destruir, tijolo a tijolo, o edifício das funções sociais do estado, construído com o impulso da revolução de Abril.
Os caboucos deste edifício são vergastados nos dias de hoje (pelas mãos sujas de PS, PSD e CDS, sob a orientação tutelar da UE) com uma violência sem precedentes. Encerramentos de escolas, de centros de saúde, de maternidades, de urgências hospitalares. Desmantelamento de postos de correio. Fecho de repartições da segurança social. O ramalhete é impressionante, e dele exala o inconfundível aroma das «leis do mercado». Sob a sua sombra, campeia a miséria, a falta de protecção social, o despovoamento do interior do país e uma vaga vertiginosa de emigração.
«Por um segundo podemos perder uma vida». Mas que importância pode ter isso? Os mortos serão, afinal, de famílias «sem estilo», «sem charme», «saloios do interior que nem falar sabem», não é assim? Desejável é que «o mercado» funcione, é que a «lei da oferta e da procura» vigore. Lindo é que o estado «não tutele a vida dos indivíduos», é que quem quer saúde, educação, reformas – que as pague, que não «viva à custa dos subsídios» e da «teta do estado».
Acelera, ambulância, acelera! Esses «40 quilómetros» ainda vão ser tão longos!
Publicado em Delícias | Com as tags : capitalismo, LIBERALISMO | 1 Comentário »
O MORTO SUICIDA
Publicado por Jyoti Gomes em 02/05/2010
O pedido dos governos e partidos burgueses para que as instituições financeiras moderem os excessos da sua perigosa actividade especulativa parasitária e para que gestores de empresas moderem os seus salários insultuosos é bastante ilustrativo:
1) Este pedido é acompanhado por um acirrar da exploração a todos os níveis, processo levado a cabo com a participação empenhada dos mesmos governos e partidos burgueses que, candidamente, clamam por “justiça social”, mostrando que se trata apenas de olear a máquina a um nível superficial, enquanto o motor é levado a funcionar de modo ainda mais intenso;
2) A resposta a tão moderado pedido foi, por toda a parte, um rotundo NÃO! O capitalismo funciona em piloto automático, não é qualquer interferência política, qualquer pedido (mesmo da parte de quem lhe quer bem, de quem quer apenas evitar o sobreaquecimento da máquina), que poderá impedir ou “perturbar” significativamente o seu funcionamento. O capital nem sequer é capaz de moderação no que diz respeito aos seus próprios comportamentos suicidas.
O capitalismo é a morte a dominar a vida. E a morte não tem medo de morrer. Há mortos suicidas?
Publicado em O morto suicida | Com as tags : capitalismo, crise | Deixar um Comentário »
OS PASSOS DE COELHONE PELA GRÉCIA
Publicado por Jyoti Gomes em 02/05/2010
A receita “Pedro Passos Coelhone” já foi aplicada…
… na GRÉCIA!
Pode-se mesmo dizer que a actual crise grega é, em grande parte,o resultado da aplicação desta receita de neoliberalismo extremo, a mesma que a burguesia mais reaccionária pretende aplicar a Portugal.
O governo grego de direita de Costas Karamanlis, a “nova democracia”, partido-gémeo do PSD luso, privatizou, desde que assumiu o poder em 2004, tudo o que podia, deixando o Estado grego numa situação de penúria e sem almofadas económico-orçamentais para enfrentar qualquer crise (momento inevitável do funcionamento do sistema capitalista) que pudesse surgir. Trabalhou também arduamente para aumentar a precariedade laboral e diminuir os salários, o que se reflectiu numa retracção da capacidade de compra dos trabalhadores e na consequente deficiente realização das mercadorias produzidas. As grandes manifestações de 2008 ocorreram exactamente como reacção ao rebaixamento do tecto salarial dos funcionários públicos, às reformas nos sistemas de segurança social, etc.
O governo de socialista de direita, do PASOK George Papendreau, partido-gémeo do PS luso, que recebeu um Estado quase falido como herança dos compadres da Nova Democracia, lá vai seguindo os passos dos mais reaccionários, continuando a apostar exactamente no modelo que levou a Grécia à ruína.
Claro que a burguesia aproveita sempre a queda das suas vítimas para desferir os golpes mortais. Por isso, insiste que as privatizações e reformas neoliberais ainda deveriam ser mais abrangentes, que só bebendo o veneno até ao fim é que o doente ficaria mesmo curado.
Mas o que importa o destino dos povos? O que importa a vida dos que trabalham? O importante mesmo é que o carrasco a seguir, o PP-Coelhone, é jovem, diz coisas simpáticas, veste-se bem e até tem uns think tanks (agências de informações privadas, sob a capa de organizações de intervenção social) a trabalhar para ele, não é? Então vamos lá, cantando e rindo até à ruína final.
Publicado em Grécia, PP Coelho | Com as tags : capitalismo, crise | Deixar um Comentário »
NOJO, SÓ NOJO, SIMPLESMENTE NOJO
Publicado por J. Vasco em 16/04/2010
Domingo passado, hora de almoço.
Olhemos bem de perto este casal de desempregados do Vale do Ave (olhemo-lo, hoje, somente a ele, contemos apenas o seu caso, deixemos de lado, por momentos, aquele, da Azambuja, ou o outro, além, de Santo Tirso, ou esse aí, aí mesmo, da Covilhã, ou ainda aqueloutro, da Amadora… ou não será antes de Guimarães, ou de Ovar, ou de Faro, ou de Coimbra?). Os vizinhos da terra, mais novos, sem infantes, já partiram há um ano, meses depois da fábrica ter sido encerrada pela administração, as máquinas roubadas pelo Sr. CEO com o beneplácito do estado português, e os lucros, claro, tranferidos para uma conta na Suíça (a Suíça lava mais branco), ou para um off-shore perto de nós: uns foram para Espanha, tentar a sorte na laranja, na vinha, na construção civil - nunca mais se soube deles; outros abalaram para Andorra, a empregarem-se no comércio – como será que hão-de estar?
O nosso casal, quasi-cinquentões ambos, dois filhos a estudar (e a comer, e a vestir, e a levar ao médico), recebe agora, por junto, um poucochinho menos de 1000 euros de subsídio de desemprego, após dezenas de anos de trabalho e de descontos. Os horários e os ritmos de trabalho nunca foram brandos, antes pelo contrário: «a produtividade, ora aí está». Os salários que auferiram durante esse tempo foram, como é bom de ver, aqueles salários «competitivos» próprios de qualquer «economia de mercado» que premeia o «mérito» e a «excelência». Em bom português, salários de miséria que são o correlato necessário, incontornável, inescapável, forçoso, dos lucros gigantescos dos Belmiros, dos Amorins, dos Berardos, dos Espírito Santo, e tutti quanti. E das «migalhas» generosas que eles dispensam aos seus homens de mão do PS, PSD e CDS, seja como ministros de turno, ou como gestores de ronda.
Mas voltemos ao almoço de domingo do nosso casal de desempregados, que já vai arrefecendo.
O cozido que calmamente degustam foi confeccionado com os produtos do horto, que ainda lhes vai valendo.
O televisor está ligado, transmitindo a sessão de encerramento do trigésimo-não-sei-das-quantas-congresso-do-PPD/PSD. O gauleiter recém-entronizado, um tal de Passos Coelho, yuppie betinho com olhos de carneirinho mal morto, espécie de Ken (para quem não saiba: o namorado da Barbie) arrivista e sem escrúpulos, dá largas a todo o seu ódio de classe, espraia-se, com indisfarçável gozo, em carícias, promessas de amor e juras de fidelidade à burguesia, e em humilhações e ataques contra os pobres. Depois de propor congelamentos de salários, mais privatizações (o que será que sobra, depois do PEC?), e a revisão constitucional (será por ainda lá estar o serviço nacional de saúde, a educação tendencialmente gratuita, enfim, ainda algumas marcas da revolução de Abril?), depois de tudo isto, dizia-se, o snob Coelho condensou finalmente o seu mais alto pensamento político, como que dirigindo-se directamente ao nosso casal de «privilegiados»: «os que recebem subsídio de desemprego têm de retribuir com trabalho para a comunidade». Ah, valentão!
É nojo, só nojo, simplesmente nojo, que estes trastes reaccionários provocam. Limitam-se a dar expressão política aos preconceitos mais fascistóides do senso-comum, tentando com isso dividir para reinar, tentando com isso virar o pobre contra o miserável.
Sejamos, no entanto, pacientes, e reponhamos a verdade: o subsídio de desemprego é resultado de descontos que, mensalmente, os trabalhadores fazem para a segurança social. É um direito (conquistado pela luta, senhores snobs, arrancado na luta, senhores yuppies), não é nem uma benesse, nem uma esmola (de que vocês tanto gostam, senhores «democratas» de pacotilha, para manter pobres os pobres). Não é destempero orçamental, nem dádiva do governo-mãos-abertas para ganhar eleições, como dizem os liberalóides. Repete-se: é um direito. Aliás, enquanto regime contributivo, funciona como uma espécie de seguro (nalguns países tem mesmo esse nome), a lógica é idêntica à de um seguro.
Que esta coisa fascistóide, liberal em toda a linha, a que o tal de Passos Coelho preside tenha como nome «partido social-democrata» é coisa que já não é da ordem da comédia, mas da tragédia. É a continuação da mentira que enforma, determina e pontua a sua política direitista, elitista e reaccionária. Política que promove, aprofunda e torna sem saída a situação dos casais desempregados – agora sim, falemos deles – da Azambuja, de Santo Tirso, da Covilhã, da Amadora, de Guimarães, de Ovar, de Faro, de Coimbra…
O casal do Vale do Ave, depois do almoço de domingo, continua até hoje na mesma. Com efeito, o centro de emprego da sua área de residência tem empregos a rodos para dar e vender. A 2 euros à hora. A recibos verdes. Algumas horitas por semana. Como dizia o outro: «é fazer as contas».
AVISO: quem quiser consultar as condições de acesso a outro insuportável «privilégio» dos pobres, o Rendimento Social de Inserção, pode fazê-lo aqui. Vejam como o país não pode mais suportar estes elevados «desmandos orçamentais» com «quem não quer trabalhar», e, para além da pobreza material, exibe sobretudo uma aguda e persistente «pobreza de espírito», promotora da visão «subsídio-dependente» e da pedinchice ao «paizinho-estado-que-dá-tudo». Quem não estaria disposto a trocar de vida com estes «privilegiados», hã? Quem?
Publicado em Nojo, PP Coelho | Com as tags : capitalismo, crise, LIBERALISMO, luta dos trabalhadores | 2 Comentários »
A “BELEZA” DO CAPITALISMO RESTAURADO
Publicado por Jyoti Gomes em 27/03/2010
A Katastróica livrou a Rússia do malvado comunismo
(com a suas utópicas e perigosas teorias acerca do bem social)
e trouxe de volta o capitalismo e as suas “maravilhas”.
Vídeo dedicado aos dermocratas
(“dermo” em russo significa o mesmo que “shit” em inglês)
Publicado em * | Com as tags : capitalismo | Deixar um Comentário »
O LIBERALISMO É A AUSÊNCIA DE INTERVENÇÃO ESTATAL?
Publicado por J. Vasco em 16/03/2010
«A estrada para o mercado livre foi aberta e mantida aberta por um incremento enorme em intervencionismo contínuo, organizado e controlado centralmente.».
Karl Polanyi, The great transformation, p. 140
Publicado em * | Com as tags : capitalismo, LIBERALISMO | 1 Comentário »














Contrariamente ao que sucedeu em boa parte da modernidade, a classe





