Publicado por Jyoti Gomes em 02/05/2010

O pedido dos governos e partidos burgueses para que as instituições financeiras moderem os excessos da sua perigosa actividade especulativa parasitária e para que gestores de empresas moderem os seus salários insultuosos é bastante ilustrativo:
1) Este pedido é acompanhado por um acirrar da exploração a todos os níveis, processo levado a cabo com a participação empenhada dos mesmos governos e partidos burgueses que, candidamente, clamam por “justiça social”, mostrando que se trata apenas de olear a máquina a um nível superficial, enquanto o motor é levado a funcionar de modo ainda mais intenso;
2) A resposta a tão moderado pedido foi, por toda a parte, um rotundo NÃO! O capitalismo funciona em piloto automático, não é qualquer interferência política, qualquer pedido (mesmo da parte de quem lhe quer bem, de quem quer apenas evitar o sobreaquecimento da máquina), que poderá impedir ou “perturbar” significativamente o seu funcionamento. O capital nem sequer é capaz de moderação no que diz respeito aos seus próprios comportamentos suicidas.
O capitalismo é a morte a dominar a vida. E a morte não tem medo de morrer. Há mortos suicidas?
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