A burguesia assusta-se com pouco, angustia-se até com críticas moderadas. Na Grécia, o Syriza, que, com mais de 16% dos votos, conquistou o lugar de segunda força política, é apresentada como a “Esquerda Radical” por todos os meios de comunicação burgueses. Na verdade, esta é mais uma das mentiras diárias desta sociedade da “liberdade de imprensa”. “Esquerda radical” é apenas o nome que esta esquerda moderada (pouco mais à esquerda que os “renovadores” saídos do PCP e com algumas similitudes com o Bloco de Esquerda de Portugal) escolheu para o seu partido. Syriza, é a abreviação de “Συνασπισμός της Ριζοσπαστικής Αριστεράς”, “Coligação da Esquerda Radical”. Esta é, na verdade, uma coligação até bastante comedida, é uma coligação que o capitalismo procurará domesticar mais e mais. Esta coligação, que pode ser melhor caracterizada como sendo da ala mais à esquerda da social-democracia, foi buscar muita coisa ao euro-comunismo e nem sequer tem posições suficientemente consequentes no que diz respeito à crítica à União Europeia, ao assumir do marxismo e a respeito do necessário derrube do capitalismo e passagem revolucionária ao socialismo orientado para o comunismo. Comparem-se as posições dulcificadas desta coligação com as bastante mais consequentes posições comunistas e ver-se-á o quanto moderadozinha é esta “Esquerda Radical”. Mas pronto, para a imprensa burguesa, quando convém, os nomes dizem tudo e nem é preciso compreender os fenómenos. No entanto, nós, comunistas, não nos contentamos com isto. Para nós, há que compreender o que as coisas realmente são. Só esta compreensão verdadeira permite ver como a realidade pode ser transformada.
Arquivos para a Categoria ‘Grécia’
“ESQUERDA RADICAL”???
Publicado por Jyoti Gomes em 07/05/2012
Publicado em Grécia | Deixar um Comentário »
EXEMPLO DE DEMOCRACIA BURGUESA
Publicado por Jyoti Gomes em 30/06/2011
A democracia burguesa só existe sob a tutela atenta da ditadura do capital. Quando não sente em perigo a sua ditadura económica, o capital permite que o vulgo pense que tem liberdade. Mas quando sente o mínimo odor a perigo, o capital abdica imediatamente da democracia. Sempre, em toda a parte e sem sequer pensar duas vezes! Não venham os jornalistascomentadoresintelectuaispolíticos burgueses com as suas requentadas falas mansas e adocicadas, com as suas declarações pungentes de anjinhos-exploradorzinhos, que nós sabemos bem quem vocês são e ao que estão dispostos. Esta imagem é apenas um exemplo do que podemos esperar da burguesia. Um abraço solidário ao amigo grego que, como muitos e muitos milhares, não se submete, ergue a sua voz e diz “NÃO!“
Publicado em Grécia | Deixar um Comentário »
OS PASSOS DE COELHONE PELA GRÉCIA
Publicado por Jyoti Gomes em 02/05/2010
A receita “Pedro Passos Coelhone” já foi aplicada…
… na GRÉCIA!
Pode-se mesmo dizer que a actual crise grega é, em grande parte,o resultado da aplicação desta receita de neoliberalismo extremo, a mesma que a burguesia mais reaccionária pretende aplicar a Portugal.
O governo grego de direita de Costas Karamanlis, a “nova democracia”, partido-gémeo do PSD luso, privatizou, desde que assumiu o poder em 2004, tudo o que podia, deixando o Estado grego numa situação de penúria e sem almofadas económico-orçamentais para enfrentar qualquer crise (momento inevitável do funcionamento do sistema capitalista) que pudesse surgir. Trabalhou também arduamente para aumentar a precariedade laboral e diminuir os salários, o que se reflectiu numa retracção da capacidade de compra dos trabalhadores e na consequente deficiente realização das mercadorias produzidas. As grandes manifestações de 2008 ocorreram exactamente como reacção ao rebaixamento do tecto salarial dos funcionários públicos, às reformas nos sistemas de segurança social, etc.
O governo de socialista de direita, do PASOK George Papendreau, partido-gémeo do PS luso, que recebeu um Estado quase falido como herança dos compadres da Nova Democracia, lá vai seguindo os passos dos mais reaccionários, continuando a apostar exactamente no modelo que levou a Grécia à ruína.
Claro que a burguesia aproveita sempre a queda das suas vítimas para desferir os golpes mortais. Por isso, insiste que as privatizações e reformas neoliberais ainda deveriam ser mais abrangentes, que só bebendo o veneno até ao fim é que o doente ficaria mesmo curado.
Mas o que importa o destino dos povos? O que importa a vida dos que trabalham? O importante mesmo é que o carrasco a seguir, o PP-Coelhone, é jovem, diz coisas simpáticas, veste-se bem e até tem uns think tanks (agências de informações privadas, sob a capa de organizações de intervenção social) a trabalhar para ele, não é? Então vamos lá, cantando e rindo até à ruína final.
Publicado em Grécia, PP Coelho | Com as tags : capitalismo, crise | Deixar um Comentário »















