OLHE QUE NÃO

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Arquivos para a Categoria ‘Crise’

“QUAL O TEU NOME?” – “EU SOU AQUELE QUE NEGA”

Publicado por qmiguel em 20/04/2012

Os mordomos da burguesia (Rio para o caso) decidiram mais uma vez destruir os frutos da acção popular. Abril vai longe  e a “democracia” dos senhores do mundo é sinónimo de autoridade e desrespeito total pela vida das classes populares. Apadrinhado pela traição à pátria que representou a aprovação do MES pelos partidos do regime, golpe brutal na democracia e auto-determinação dos povos, Rui Rio (mas não se enganem podia ser outro) presenteou os seus conterrâneos com mais uma medida de classe, no interesse da cada vez mais ditatorial democracia burguesa. Para os mais incautos uma medida de classe é privatizar a água que é de todos em prol do lucro de quem acumulou o capital necessário para explorar os outros por todos os meios que encontra. Uma medida de classe é também fechar um Hospital que primava pelo seu serviço à população da maior cidade do pais para o entregar a especuladores e parasitas. Todas estas medidas são medidas de classe e são também a negação da democracia. No entanto todos os dias os escribas deste regime, acossados pelo medo e pelo poder crescente de uma burguesia que num triplo movimento agudiza a exploração dos activos, lança os jovens para a miséria e indignidade, e tira anos de vida àqueles que já não consegue explorar directamente, negam diariamente pelos meios que monopolizam, a existência de classes,  e promulgam por santo decreto mediático abstracto  a existência dessa mesma democracia que os agentes do capital tratam de negar em cada uma das suas singelas acções.

Senão vejamos:

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DO “PAGAMENTO” DA “DÍVIDA”

Publicado por qmiguel em 29/10/2011

 

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OS BÁRBAROS PERDERAM A VERGONHA

Publicado por qmiguel em 23/10/2011

Vivemos num contexto de agravamento das agressões imperialistas e do aprofundamento da militarização e destruição capitalista. O povo Líbio sofre hoje desse mesmo mal, amanhã outros se seguirão sobretudo no continente africano. A promessa de mudança que a eleição de Obama trouxe ao coração dos mais desatentos desvaneceu-se em pouco tempo, e este lidera mesmo uma intensificação brutal do domínio imperial e da proliferação do carácter bélico do mesmo. Nada disto é novo.

O meu ponto aqui prende-se com a forma e com a relação das acções militares bárbaras com os comuns dos mortais. Estas são agora mediadas por uma vanguarda de jornalistas e de meios de comunicação ao serviço dos mais pútridos interesses. De tal forma que o que ontem seria interdito hoje pode ser claramente dito à boca cheia. O jornal Libération revelou a já famosa “proposta” do Conselho Nacional de Transição ao estado francês, na qual em troca do apoio incondicional e permanente deste último ser-lhe-à oferecido nada mais do que o controlo de 35% da produção petrolífera do país. O que há alguns anos as fileiras anti-imperialistas tentavam demonstrar acerca da guerra do Iraque (para não recuarmos mais que isso) e que os escribas pró-americanos negavam a pé juntos faz hoje a capa dos jornais, não como polémica, mas como normalidade.

A questão assume contornos ainda mais assustadores quando o secretário de estado do comércio francês Pierre Lelouche decide apaparicar algumas dezenas de grandes empresários franceses e levá-los numa visita de estudo (económico, claro) a uma Líbia em guerra. A função era, claro está, fazer com que estes partícipassem na “reconstrução” daquele país, curiosamente destruído em grande parte por forças militares que dependem do seu colega de governo do ministério da defesa. Curiosas lógicas. Mas num clima de austeridade como o que começa a ser imposto pelo governo francês, em que não podemos contratar professores e em que os operários terão de aceitar ser explorados por mais alguns bons anos antes de se poderem reformar, a questão levantada pelos meios de comunicação não se prende com a justeza da guerra, com o sofrimento do povo Líbio, nem tão pouco com as consequências que as medidas de austeridade terão sobre o povo francês, a questão que a imprensa francesa levantou prende-se com o enorme esforço financeiro que a intervenção “humanitária” na Líbia representou para o orçamento do estado francês. Face a este muy liberal questionamento o ministro francês da defesa Alain Juppé (este sim, carrasco de facto do povo Líbio) não esteve por menos e retorquiu: “A intervenção francesa na Líbia é um investimento no futuro”. As baixas civis, a bárbara intromissão num país alheio e a miséria de um povo são para o governo francês um investimento no futuro. . . Nada nos poderia ajudar a provar mais facilmente o carácter destrutivo do modo de produção capitalista. Em nome dos mais universais valores chacinam-se os mais concretos seres humanos. As mãos dos governantes capitalistas (portugueses incluídos) estão hoje como no passado manchadas do mais real sangue humano. A diferença é que hoje querem que aceitemos isso, querem poder mostrar-nos os cadáveres das suas presas nas primeiras páginas dos jornais, e que aceitemos os seus motivos, os seus “investimentos no futuro” como algo de razoável. A exploração capitalista está cada vez mais comprometida com a aniquilação da Humanidade.

 

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DIVIDOCRACIA

Publicado por J. Vasco em 12/07/2011

Para ver, reflectir e divulgar:

 

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FOX ADVICES

Publicado por Jyoti Gomes em 11/12/2010

A crise, a crise… ainda bem que os trabalhadores podem contar com as sábias recomendações de tão ilustres economistas como Medina Carreira, Daniel BessaVítor Bento, muito conhecidos em vários lugares do mundo

(lugares esses que se situam, todos, em Portugal)

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CRISE, MON AMOUR

Publicado por Jyoti Gomes em 14/05/2010

Só no primeiro trimestre de 2010:

Cimpor: lucros de 45 milhões de euros;

EDP: lucros de 309 milhões de euros;

Os cinco maiores bancos portugueses registaram um lucro diário de quase 5,5 milhões de euros.

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