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Arquivos para a Categoria ‘A quem a trabalha’

A PRODUTIVIDADE, ORA AÍ ESTÁ…

Publicado por qmiguel em 17/01/2012

Aí está a “prenda no sapatinho” do capital. Como se nos tempos que correm fosse coisa que rareasse. A musica acaba e as tombam as mascaras: um trabalhador deve dispor do mínimo poder possível sobre a sua vida, não servisse a sua existência apenas para que lhe seja sugado o fruto do seu trabalho.

Férias é coisa para quem dispõe de capital, para os proprietários, esses sim poderão ser livres, cada vez mais livre de sugar o trabalho alheio. Uma jorna organizada onde  procuramos encaixar, entre as fatigantes horas de exploração, um tempinho para estarmos com os nossos é coisa  que não deve depender de quem trabalha para que outro amealhe.  Afinal só precisamos de descansar para “recuperar física e psicologicamente” para que amanhã, ou dentro de 5 minutos, a exploração possa continuar.

Pois sim terão por certo todos os direitos formais, até o de dizer que não, mas nunca em conjunto digamos que de uma forma mais “dinâmica” através de “estruturas para o efeito”, até porque o direito ao seu posto de trabalho passa a estar dependente do mero e unilateral apetite do patrão, que terá apenas que formalmente explicar de que forma alguém é inadaptado, isto quando não lhe apetecer simplesmente extinguir o posto de trabalho em questão (até porque já pode haver outro de “conteúdo funcional idêntico”), nada que nos preocupe pois haverá sempre um “critério relevante”. O “critério relevante”, “estruturas representativas”, “dinamização”, são as novas denominações da mais pura repressão social.  Estamos todos às ordens e a lei é conforme…

Total liberdade, mas liberdade para despedir, para reprimir, para explorar. Nenhuma liberdade para quem produz. Em nome de uma crise para a qual o sistema capitalista não oferece nenhuma possibilidade de superação.

Hoje mais que ontem, uma barricada só tem dois lados.

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TEMPO DE LUTA E DE UNIDADE

Publicado por qmiguel em 17/10/2011

A CGTP-IN e a UGT começaram hoje a discutir a possibilidade de uma greve geral. Esta, a verificar-se, marcará o início da contra-ofensiva dos trabalhadores face à agressão bárbara contra as suas conquistas. Hoje mais que ontem “todos seremos poucos”, cabe a cada trabalhador, a cada cidadão não deixar a resposta por mãos alheias e fazer tudo aquilo que esteja ao seu alcance para que a sua vida e a do seu próximo não bascule para a mais negra das depressões. Não nos enganemos, a única resposta real à actual situação económica e ao ataque vil do capital só poderá vir dos trabalhadores eles mesmos, da sua determinação e da sua luta comum. É hora de começar a construir colectivamente um futuro diferente com a consciência de que à partida nada está ganho ou perdido e de que o novo capítulo de luta que começaremos a escrever em breve exigirá toda a nossa determinação e imaginação colectiva. Devemos tomar consciência de que, daqui em diante,  face à barabaridade com que nos defrontamos, a luta não deve conhecer limites.

 

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A TERRA A QUEM A TRABALHA

Publicado por J. Vasco em 22/04/2010

Na sequência das conquistas da revolução de Abril, há 35 anos começou essa saga bela e carregada de futuro chamada Reforma Agrária. A um só tempo, foi um passo em direcção ao socialismo e a machadada decisiva nas relações feudais ainda subsistentes no campo. Aumento da produção e do número de explorações agrícolas, renovação dos obsoletos instrumentos de trabalho, liquidação do desemprego em freguesias inteiras, conquista, pela primeira vez no campo, de direitos colectivos e individuais e de contratos de trabalho – eis alguns dos feitos de um processo emancipador, erguido, mantido e desenvolvido pelos proletários agrícolas do Alentejo. Os agrários, claro, moveram-lhe uma luta sem quartel, uma luta de vida ou de morte. Contaram para tal com o poder de Estado, esse «aparelho especial para a repressão de uma classe por outra classe». Infelizmente, nos momentos agudos da revolução, a correlação de forças a nível político e militar não correspondeu à dinâmica social que atravessava as relações de produção na formação económico-social portuguesa. Hoje, depois da contra-revolução iniciada com a Lei Barreto, o arame farpado e o desemprego estão de volta aos campos alentejanos.

A TSF decidiu pôr no ar uma reportagem sobre os acontecimentos de há 35 anos, entrevistando vários dos seus protagonistas. Podemos ouvi-la hoje, pouco depois das 19h00, sexta, depois da 01h00, e sábado, depois das 13h00.

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