OLHE QUE NÃO

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CANÇÃO DE ADEUS A RelvaSS, MINI CARDEAL DE RICHELIEU, MINI VON METTERNICH

Publicado por Jyoti Gomes em 03/06/2012

Um pequeno vídeo dedicado à caída e saída dos sereSS abjectoSS

(sim, mais cedo ou mais tarde, the sun will set for you)

(Perdão aos Linkin Park por dedicar uma música linda a seres imundos)

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OS VAMPIROS DO “BANCO ALIMENTAR”

Publicado por Jyoti Gomes em 26/05/2012

Eis que os vampiros reaparecem. Têm muitas formas. Desta vez reaparecem com o ar cândido de voluntários do Banco Alimentar. A bem do aumento dos lucros dos supermercados, a bem da publicidade ao Millennium Bcp, eis que se esforçam em fazer os pobres (manipulando o seu desejo de ajudar outros pobres) gastarem mais nos supermercados.

Esses vampiros do Banco Alimentar dizem hipocritamente que querem ajudar os pobres, mas o que se vê é que fundamentalmente ajudam os ricos a ficarem mais ricos à custa dos pobres. Quanto aos pobres, os voluntários lá vão trabalhando afincadamente para desresponsabilizar o Estado, lá vão tentando transformar direitos em simples e humilhantes favores, sem nunca, mas nunca mesmo, fazerem-se a si próprios a óbvia pergunta que se impunha fazer, caso realmente quisessem fazer algo para acabar com a pobreza: “_ qual é, afinal, a causa da pobreza”?

Mas o que importa isso, não é verdade? Agir assim, com estas campanhas, dá mais jeito: dão mais lucros aos supermercados, publicitam bancos, desresponsabilizam o Estado… enquanto exprimem a milenarmente ineficaz e ultrajante caridadezinha, criam mais dependentes das igrejas e arranjam mais fanáticos para as suas hostes e, como se isto fosse pouco, ainda se imaginam a ganhar um lugar no paraíso! Nada mal, não é?

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INTELIGÊNCIAS ADMIRÁVEIS

Publicado por Jyoti Gomes em 19/05/2012

1)  Há tempos, a inteligentíssima forma de protesto que certas cabecinhas pensadoras pretensamente progressistas encontraram para responder aos canalhas que tratam o povo como “piegas” foi … chamarem-se a si próprias de… “piegas”:

_ Tomem lá, vocês chamam-nos de piegas e, em resposta,… nós próprios chamamo-nos de piegas!! embrulhem!!!

2)   Em relação à sanha privatizadora que destrói os serviços públicos o que fazer? Lá temos nós de pedir conselhos às cabecinhas magicadoras: o mal, dizem elas, está no “peso excessivo” do estado e dos serviços públicos. Não, a questão não reside na necessidade de um maior controle (não diminuição, mas sim controle) do funcionamento dos serviços públicos, que se querem mais e melhores. Não, dizem as cabecinhas matutadoras, o problema está no “peso excessivo do Estado”, nos “gastos excessivos” com tudo aquilo que serve às populações (e claro, não falta quem diga que tudo o que serve às populações é excessivo). Vamos lá, todos, como forma de protesto, acabar com os serviços públicos? Vamos! Vamos todos acabar com “esse monstro”, dizem as espertas (mas não despertas) cabecinhas cogitantes. Pelo caminho ficamos, claro, sem saúde e educação, mas, pelo menos, protestámos e ficou o assunto protestado.

3)   Continuamente, e sem esmorecer, estas cabecinhas pensadoras não param de pensar… e voltam a carga com o envio massivo de mails em que proclamam que os problemas por que passa o povo não se devem à exploração da burguesia, não, nada disso, mas sim … à existência de políticos que seriam “todos iguais”. A estrema-direita exulta com estas ultra-inteligentes formas de protesto: “_ abaixo os políticos, são todos iguais, vamos mas é estabelecer um regime sem políticos, um regime corporativo à boa maneira salazarista!”, diria Salazar na sua tumba!

4)   Não contentes em candidamente fornecer tanto arsenal à extrema-direita, eis que as cabecinhas congeminadoras decidem agora enviar, aos milhares e milhares, mais um “mail de protesto”: contra as injustiças, dizem os mails, “SUSPENDO O MEU DIREITO DE VOTO”!

Bravo! nunca é de subestimar a capacidade de a burrice se superar a si própria! claro, contra a perda de direitos, nada melhor do que…  suspender os que restam! Assim é que se protesta, muito bem!

Claro que há quem, demonstrando uma tremenda inveja em relação à capacidade que têm estas cabecinhas pensadoras para protestar, se apresse a dizer que esses protestos, além de reaccionários, são demonstrações de burrice em estado praticamente 100% puro. Há quem diga que se suspensão de direitos conquistados fosse forma de protesto, a ditadura salazarista seria o que há de mais progressista, já que suspendeu direitos à imensa maioria da população. Há quem diga que esta é mais uma iniciativa muito parva… e que isto não vai lá com palermices e burrices!

Mas, indiferentes às críticas, e convictas do seu talento para propor originais e sagazes formas de protesto, as cabecinhas pensadoras pensam, pensam, pensam e, em breve, surpreenderão o mundo com formas ainda mais radicas e contundentes de protesto. Por exemplo, recusarmos os salários, cortarmos os próprios pulsos ou batermos com um martelo na própria cabeça!

 

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O AMOR VERDADEIRO

Publicado por Jyoti Gomes em 17/05/2012

No que diz respeito à sociedade,

sim, assumimos a luta!

Lutamos!

Não, não falamos de paz entre exploradores e explorados.

Lutamos contra a exploração!

E é por amor que lutamos!

Perante a exploração, não lutar é não amar.

Não há amor abstracto, o nosso amor é real e tecido também de e na luta

pois esta luta é o verdadeiro e concreto modo de amarmos e sermos realmente solidários!

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“ESQUERDA RADICAL”???

Publicado por Jyoti Gomes em 07/05/2012

                  A burguesia assusta-se com pouco, angustia-se até com críticas moderadas. Na Grécia, o Syriza, que, com mais de 16% dos votos, conquistou o lugar de segunda força política, é apresentada como a “Esquerda Radical” por todos os meios de comunicação burgueses. Na verdade, esta é mais uma das mentiras diárias desta sociedade da “liberdade de imprensa”. “Esquerda radical” é apenas o nome que esta esquerda moderada (pouco mais à esquerda que os “renovadores” saídos do PCP e com algumas similitudes com o Bloco de Esquerda de Portugal) escolheu para o seu partido. Syriza, é a abreviação de “Συνασπισμός της Ριζοσπαστικής Αριστεράς”, “Coligação da Esquerda Radical”. Esta é, na verdade, uma coligação até bastante comedida, é uma coligação que o capitalismo procurará domesticar mais e mais. Esta coligação, que pode ser melhor caracterizada como sendo da ala mais à esquerda da social-democracia, foi buscar muita coisa ao euro-comunismo e nem sequer tem posições suficientemente consequentes no que diz respeito à crítica à União Europeia, ao assumir do marxismo e a respeito do necessário derrube do capitalismo e passagem revolucionária ao socialismo orientado para o comunismo. Comparem-se as posições dulcificadas desta coligação com as bastante mais consequentes posições comunistas e ver-se-á o quanto moderadozinha é esta “Esquerda Radical”. Mas pronto, para a imprensa burguesa, quando convém, os nomes dizem tudo e nem é preciso compreender os fenómenos. No entanto, nós, comunistas, não nos contentamos com isto. Para nós, há que compreender o que as coisas realmente são. Só esta compreensão verdadeira permite ver como a realidade pode ser transformada.

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UM BILHETE DA GRÉCIA

Publicado por Jyoti Gomes em 06/04/2012

Ler sobre a notícia aqui e aqui

Ver a tradução aqui ou aqui

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VAMOS TODOS ASSINAR A “VÉRTICE”

Publicado por Jyoti Gomes em 03/04/2012

A “Vértice”, revista teórica nascida em 1942, é do que melhor se publica em Portugal.

Vamos todos assinar a “Vértice”!

Anexo com a ficha de assinaturas da Vértice

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DEPOIS DA GREVE, A LUTA CONTINUA

Publicado por Jyoti Gomes em 31/03/2012

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PASSÓCRATES E OUTROS QUE TAIS

Publicado por Jyoti Gomes em 29/03/2012

O Passócrates e o seu PSDois (assim como os fachos do Partido do Peculato), desunham-se em querer parecer diferentes do Partido do Pinócrates. Mas não é fácil distinguir a imundice da imundície.

Vejamos:

  • todos eles servem os exploradores (e defendem o capitalismo na sua vertente mais agressiva, a neoliberal);
  • todos eles atacam os trabalhadores, sindicatos, etc.;
  • todos eles estão envolvidos em mil e uma tramóias e negócios hipermegasuperobscuros;
  • todos eles são mentirosos até à medula.

Em relação a esta última característica, basta dizer que a mentira começa logo no nome dos partidos:

  • o “Partido Social Democrata” detesta a social-democracia mas não tem vergonha em ostentar o nome de “Social Democrata”;
  • o CDS-PP é um partido de direita (de extrema-direita) e defensor dos mais ignóbeis exploradores do povo, mas não tem o mínimo pudor em se rotular de “Centrista” e “Popular”;
  • o “Partido Socialista” detesta o socialismo e adora o capitalismo, mas não tem pejo em se fazer passar por “Socialista”.

É como dissemos: mentirosos até à medula, trapaceiros do pior, defensores da mais vil exploração.

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O GOVERNO “MANUEL PINTO”

Publicado por Jyoti Gomes em 24/03/2012

 

O indivíduo (não dissemos “o dejecto”, pois não?) que vemos na foto de bastão na mão, de nome Manuel Pinto, é um indivíduo (não dissemos “feroz mentecapto”, “violento energúmeno”, “potencial assassino”, pois não?) que sabe que pode continuar a extravasar as suas pulsões (não dissemos “patologias”, pois não?) sobre o povo indefeso porque tem as costas quentes. Este governo com tiques e toques fasciszantes, cujo cipaio máximo sempre gostou de Think Tanks e outras agências de negociatas&segurança&espionagem, limita-se a dizer (com a falta de vergonha de quem ainda acha pouco e prevê fazer muito mais) que os jornalistas devem identificar-se melhor para não serem confundidos com o povo indefeso, para que que os Manueis Pintos e os amigos (alguns diriam: capangas) deles, estejam fardados ou infiltrados, possam continuar a perseguir e a malhar selvaticamente no povo…

E tudo isto para defender, claro, o patrão, o sr. Capital.

Este é bem o retrato do governo do país: cães de guarda dos exploradores.

Este governo é um enorme perigo para o povo, um enorme perigo para o país e a democracia que resta.

Um dos muitos agentes infiltrados

O governo de Passos Coelhone (das negociatas e negócios obscuros em Think Tanks, empresas de lixo, etc.) e Paulo Portas (do caso Moderna, Jaguares, dinheiros de Submarinos, roubo de documentos secretos, etc.) em plena acção!

Já há, entre o povo, quem pergunte: embora sejam já responsáveis pela destruição do país, pela exploração mais abjecta em relação aos trabalhadores, responsáveis pela aniquilação de perspectivas de vida de tantos jovens e pela morte de idosos por falta de assistência… quando cometerão o primeiro assassinato directo e em directo? De uma coisa podemos estar certos: a culpa será, “obviamente, do(s) assassinado(s)”.

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O EXEMPLO VALADARES

Publicado por Jyoti Gomes em 13/02/2012

Lutar vale a pena!

Os trabalhadores da Cerâmica Valadares não tiveram medo de lutar e com isso conquistaram vitórias em toda a linha.

A nossa humilde homenagem a esses trabalhadores que mostraram que a luta é o que de mais digno os explorados podem fazer.

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BEM VINDOS AO PASSADO

Publicado por Jyoti Gomes em 12/02/2012

Não são só trabalhadores portugueses a sair de Portugal. Há muitos milhares de turistas estrangeiros que já decidiram, depois de saberem das portagens, dos pagamentos nos museus ao domingo, do preço da gasolina no país, etc: é a última vez que vêm a Portugal!

É o resultado da mesquinhez e da ganância: perde o turismo muitos milhões.

Este governo arrisca-se, na sua ânsia de fazer recuar Portugal muitas décadas, a fazer, em alguns aspectos, o país recuar vários séculos. Enquanto isso, a igreja agradece: ela gosta mesmo é do feudalismo.

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O SOBRINHO DA TIA

Publicado por Jyoti Gomes em 09/02/2012

Assim que o american boy ofendeu os trabalhadores portugueses chamando-os de “piegas”, apareceu logo uma estranha e ridícula forma de protesto: alguns ofendidos não acharam melhor forma de protestar do que… chamarem-se a si próprios de…”piegas“! Dizem que é ironia, que é “protesto” e coisa e tal. Mas uma coisa é certa: não é um “protesto” que prime pela inteligência. Pelo contrário, apenas repete e implicitamente corrobora o que o american boy disse. O tal menino-velho-de-cabeça, o tal que gostava de professores maus, pode até dizer, com sarcasmo: - olha, eles confirmam o que lhes chamei.

Já se torna uma moda assustadora essa a de, os que protestam, chamarem-se a si próprios ora de piegas, ora de palermas, ora de parvos, de perguntar coisas idiotas como “- estás a ver escrito estúpido na minha testa?”, “- achas que sou parvo?” e coisas desse tipo. Talvez já esteja na hora de, em vez de insinuar que quem ofende os trabalhadores tem razão, olharmos bem nos olhos de todos os american boys e dizermos: – PIEGAS É A TUA TIA, PARASITA!

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MARX EM MAIO

Publicado por Jyoti Gomes em 06/02/2012

CONGRESSO INTERNACIONAL MARX EM MAIO

3, 4 e 5  de Maio de 2012

FACULDADE DE LETRAS DA UNIVERSIDADE DE LISBOA

(ANFITEATRO 1)

ENTRADA LIVRE

 

Nos próximos dias 3, 4 e 5 de Maio de 2012, realizar-se-á, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, o Congresso Internacional Marx em Maio, perspectivas para o séc.XXI, organizado pelo Grupo de Estudos Marxistas (GEM). Congresso multidisciplinar, incluindo participantes das áreas da Filosofia, da História e da Economia, mas também das Ciências naturais, das Artes plásticas, da Política e do mundo sindical, o seu fio condutor será a actualidade e fertilidade do pensamento marxista enquanto instrumento fundamental de análise crítica. Num contexto de crise generalizada, pautada pela desconsideração do papel da racionalidade, da teoria e da cultura como elementos fundamentais de transformação, individual e colectiva, o Congresso Marx em Maio procurará contribuir para o aprofundamento de problemáticas centrais dos nossos dias e para o estímulo de um pensamento  científico guiado por uma racionalidade crítica e dialéctica.

A lista dos participantes, assim como o título das comunicações estão disponíveis em: http://marxemmaio.wordpress.com

Para mais informações, contactar : grupodeestudosmarxistas@gmail.com

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A CGTP NÃO ASSINOU O ACORDO DE ATAQUE AOS TRABALHADORES

Publicado por Jyoti Gomes em 31/01/2012

A burguesia e os seus comentadores vendidos criticam a CGTP por não ter assinado o acordo de ataque selvagem aos trabalhadores. Mas uma Central Sindical existe para assinar acordos contra os trabalhadores ou para defender os interesses dos trabalhadores? O que teria Vinicius de Moraes a dizer sobre tudo isto?

Sentindo que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobrá-lo de modo contrário
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
- Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher
Portanto, tudo o que ver
Sera’ teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.
.
Disse e fitou o operário
Que olhava e refletia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria
O operário via casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objetos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mão.
E o operário disse: Não!
.
- Loucura! – Gritou o patrão
Não vês o que te dou eu?
- Mentira! – Disse o operário
Não podes dar-me o que e’ meu.
.
E um grande silêncio fez-se
Dentro do seu coração
Um silêncio de martírios
Um silêncio de prisão.
Um silêncio povoado
De pedidos de perdão
Um silencio apavorado
Com o medo em solidão
Um silêncio de torturas
E gritos de maldição
Um silêncio de fraturas
A se arrastarem no chão.
.
E o operário ouviu a voz
De todos os seus irmãos
Os seus irmãos que morreram
Por outros que viverão
Uma esperança sincera
Cresceu no seu coração
.
E dentro da tarde mansa
Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido
Razão porém que fizera
Em operário construído
O operário em construção

(excerto do poema O operário em construção)

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É REACCIONÁRIO CRITICAR “OS POLÍTICOS” SEM CRITICAR A BURGUESIA!

Publicado por Jyoti Gomes em 28/01/2012

Depois de muitos e muitos mails recebidos, anos a fio, com manifestos e abaixo-assinados contra “a classe política e os seus privilégios”, há que iniciar

uma grande campanha de esclarecimento

(pode até ser também através do envio de mails)

que mostre o bê-a-bá a quem inicia lutas sem saber nada ou quase nada do que está a fazer. Há coisas tão básicas, tão básicas, que até dói ver que muitos dos que protestam nem sequer o mais básico conseguem entender. Aqui vão algumas dessas coisinhas muito, muito básicas:

1) Os políticos não são uma classe social (os que enviam mails deveriam começar por estudar o que é uma classe social);

2) Os “políticos” são apenas representantes de classes sociais;

3) Os políticos representam classes diferentes, podem representar os explorados ou os exploradores;

4) Os políticos que nos governam representam os interesses de uma classe social específica, a burguesia;

5) Criticar “os políticos” em geral, é esconder o seu papel de representantes de classes diferentes;

6) A burguesia adora que critiquem “os políticos” em geral, para que ela própria não seja alvo de críticas.

e a conclusão é também básica:

É reaccionário criticar “os políticos” sem criticar a burguesia!

Criticar os políticos em geral sem criticar a burguesia não é apenas demonstração de ignorância ou pouca inteligência, é, acima de tudo, uma posição reaccionária. É uma posição de direita que é muito do agrado de toda a burguesia, embora acarinhada de um modo mais exuberante pela vertente mais próxima do nazi-fascismo. Assim, repetimos para que leiam as palavras todas e reflictam um pouco:

É reaccionário criticar “os políticos” sem criticar a burguesia!

É reaccionário criticar “os políticos” sem criticar a burguesia!

É reaccionário criticar “os políticos” sem criticar a burguesia!

É reaccionário criticar “os políticos” sem criticar a burguesia!

É reaccionário criticar “os políticos” sem criticar a burguesia!

Esperemos que as “cabecinhas pensadoras” que escrevem mails, para serem enviados aos milhares, a criticar “os políticos” em geral aprendam o bê-a-bá antes de darem conselhos, inventarem soluções, fazerem apelos e escreverem e enviarem mails. É que para os trabalhadores já basta aguentar com a exploração burguesa para ainda por cima terem de aguentar com os mailistas que defendem posições reaccionárias pensando que estão a ser muito progressistas (quer dizer, estamos a dar o benefício da dúvida e a imaginar que a grande maioria dos mailistas são bem intencionados e só a sua ingenuidade os faz defender posições reaccionárias).

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NÃO DEIXEMOS QUE AS “MAIS-VALIAS” ESCONDAM A MAIS-VALIA

Publicado por Jyoti Gomes em 23/01/2012

A burguesia pode ter ilusões. Mas quando quem pretende superar a ordem burguesa também vive das e nas ilusões burguesas, a coisa torna-se mais preocupante.

Na compreensão da natureza da actual crise, muita gente de esquerda continua presa ao paradigma metafísico de absolutização da esfera de circulação do capital em detrimento da esfera da produção.  Esta posição unilateral manifesta-se no entendimento da crise como algo que ficaria a dever-se exclusivamente à crescente independência do capital financeiro em relação ao capital produtivo. É verdade que este processo de separação ocorre. Aliás, esta é uma característica do imperialismo já referida por Lenin: “É próprio do capitalismo em geral separar a propriedade do capital da sua aplicação à produção, separar o capital-dinheiro do industrial ou produtivo, separar o rentier, que vive apenas dos rendimentos provenientes do capital-dinheiro, do empresário e de todas as pessoas que participam diretamente na gestão do capital. O imperialismo, ou domínio do capital financeiro, é o capitalismo no seu grau superior, em que essa separação adquire proporções imensas. O predomínio do capital financeiro sobre todas as demais formas do capital implica o predomínio do rentier e da oligarquia financeira, a situação destacada de uns quantos Estados de “poder” financeiro em relação a todos os restantes.” (V. I. Lenin, O Imperialismo, Fase Superior do Capitalismo, cap III, O Capital Financeiro e a Oligarquia Financeira).

Porém, Lenin nunca entendeu metafisicamente (ou seja, não-dialecticamente) esta separação como se ela fosse uma separação absoluta entre a esfera da circulação e a esfera produtiva. O capital financeiro é capital e não apenas especulação e jogos no vazio da não-produção. E como capital, o sangue que lhe corre nas veias deve ser sugado, em última instância, à força de trabalho e é em busca desse sangue que o capital se move, mesmo sendo ele capital financeiro, mesmo que se mova em busca desse sangue através de uma infinidade de mediações; o lucro pode surgir na bolsa ou em juros bancários, ou em investimentos, etc., mas a sua verdadeira origem é a mais-valia produzida pela força de trabalho. Não ver isto é permitir que as assim chamadas “mais-valias” mistifiquem, encubram e justifiquem a mais-valia. Há que reparar, no entanto, que enquanto muitos olham para os lucros como se estes surgissem exclusivamente do jogo especulativo, os próprios capitalistas, através das alterações às leis laborais, através da “flexibilização” do mercado laboral (por onde andam agora as melífluas mentiras burguesas acerca da flexisegurança?), através das deslocalizações, através dos ataques às conquistas dos trabalhadores, através da “privataria”, através das guerras económicas e de muitas outras maneiras vão revelando (em parte sem eles próprios perceberem) o que está verdadeiramente em causa e manifestando que a apropriação de mais-valia e a crise estão intrinsecamente ligadas: a crise pode aparecer como descontrolo de ganhos bolsistas, pode estourar em bolhas do mais diverso tipo, pode aparecer por via de obscuras transacções e guerras financeiras, mas não é esse caldo que a prepara, não é dessa esfera que ela vem. Ela vem da exploração do trabalhador e da forma necessariamente descontrolada em que esta obrigatoriamente ocorre, vem do modo como se processa a apropriação da mais-valia num regime caracterizado pela cada vez mais intensa contradição entre produção social e apropriação privada.
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E EIS QUE O BURRO CAVAQUEOU NOVAMENTE

Publicado por Jyoti Gomes em 21/01/2012

E eis que o burro tentou, de novo, improvisar. Quando um burro tenta improvisar e zurrar alguma coisa para além de banalidades decoradas, quando resolve deitar para fora algo do que lhe passa pela cabeça e lhe preenche as cogitações, acaba por não ir muito além de ponderações especistas acerca de felizes sorrisos de vacas. Mas pronto, ruminações há muitas. Mas se esse burro também é reaccionário, ao tentar improvisar acaba por inadvertidamente ofender os que são explorados pela classe a que esse burro serve. O que é, na língua dos donos, uma bad idea. Foi um passo em falso: é que o burro pensa que os demais são todos burros como ele, mas engana-se.

Pois é, Silva, é melhor voltar ao aconchego das banalidades decoradas, não achas? Não te esqueças de Homer Simpson: nunca digas nada sem que tenhas a certeza de que todos pensam o mesmo. Vá lá, tu consegues. Diz só as banalidades costumeiras, está bem? Não tentes cavaquear sem freio para não estragares a cena… faz esse favor, nem que seja só para os exploradores teus patrões ficarem mais descansados, ok? E não te esqueças: não mexer em nada, falar pouco, e pensar pou…quer dizer, quanto ao pensamento podes continuar no nível em que estás, estás a ir bem e a fazer um good work. Força, tu vais conseguir… mas não te esforces em demasia, está bem? Entendido? Como? Fazer um desenho?

Estupefacto acréscimo posterior ao post do dia 21/01/2012:

Como alguns burromaníacos andaram logo a tentar dizer que o burro teria na verdade sido mal entendido e que na verdade é um génio incompreendido, que ele não é tão burro como o povo diz que ele é… eis que o burro, ele mesmo, veio colocar os pontos em cima dos iis e zurrar: sou burro sim, quem é que por aí pensa que eu não sou burro?

O burro decidiu colocar uma cereja no topo dos seus excrementos. Depois de ficar a pensar durante alguns dias, depois de pensar, pensar… o asno decidiu falar para explicar o que queria afinal dizer com a sua burrice. E explicou assim, depois de muito pensar: eu apenas queria dar o meu exemplo pessoal para mostrar a minha preocupação em relação às dificuldades das pessoas!

Inacreditável! Inacreditável até onde a burrice pode ir! E é também inacreditável que tenha havido quem aceitasse esta explicação, nem percebendo que ela é ainda pior do que o que já tinha sido dito antes…

Enfim… estão bem uns para os outros.

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VAZYULIN (1932-2012)

Publicado por Jyoti Gomes em 08/01/2012

Faleceu hoje Viktor Alekseevitch Vazyulin,

figura cimeira do pensamento soviético e da luta pela construção do comunismo.

Um pensador de importância universal.

A humanidade terá ainda de percorrer algum caminho histórico antes de que ele seja amplamente conhecido, compreendido e seja reconhecida a sua importância.

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DOS BANQUEIROS NÃO TEM ELE MIMOS DESTES, NÃO É?

Publicado por Jyoti Gomes em 16/12/2011

Por estas e por outras é que se vê que neste povo há grandeza e dignidade,

por estas e por outras é que se vê que nem todos se vergam:

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A NOSSA LUTA INCLUI MUITAS LUTAS!

Publicado por Jyoti Gomes em 08/12/2011

Sugestão de leitura: neste link, um livro sobre a nossa relação para com os animais. Um livro que marcou muitas pessoas. Um livro importante e uma leitura necessária (o que, evidentemente, não significa concordância total com todas as posições do autor)

E, já agora, uma notícia recente: um estudo da Universidade de Chicago publicado na Science comprovou que os ratos revelam sinais do que teria alguma similitude com a empatia, o altruísmo e a solidariedade, sendo, neste aspecto, mais desenvolvidos do que muitos seres humanos, que não hesitam em explorar outros humanos e (movidos pelo egoísmo e ânsia de lucro) praticar hediondas crueldades em relação aos seres sencientes.

(ver em http://news.google.com/news/story?ncl=dldYpL4afhEW-IMUzsw31MrdVdFmM&hl=pt-PT&topic=t&ned=pt-PT_pt)

.

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DEUS NO CÉU E CRISE NA TERRA

Publicado por Jyoti Gomes em 23/11/2011

A igreja católica anda satisfeita… condoída mas satisfeita. satisfatoriamente condoída mas condoidamente satisfeita. A crise, a crise… ora, a crise traz milhões à igreja, muitos milhões. Ah, sim, também traz ovelhas novas e submissas para o rebanho. Mas estamos agora a falar dos milhões que a fazem mover-se, o verdadeiro espírito santo da nossa época: o dinheirinho, o cacau, a massa, o kumbú, a grana, o papel, o vil metal, o pilim, a cheta, o arame, o carcanhol.

A Igreja, gerindo o alienado “suspiro da criatura oprimida”, sempre soube ver nas crises uma oportunidade de crescimento e crescimento também e em termos de Incomes/Outcomes. Aqui são ajudas monetárias, ali são esmolas e heranças, aqui é conquista de privilégios, acolá são convénios com grandes grupos económicos, aqui é aquisição de espaços, acolá é avanço na privatização do ensino, aqui são aplicações financeiras, além (ou já aqui) é o roubar as misericórdias públicas que, de um golpe, são colocadas nos seus mafiosos bolsos (numa operação que pode ser classificada como roubo com base nas próprias normas jurídicas burguesas). E assim vai a igreja: condoída e satisfeita. Pondo as mãos no peito, enxugando as lágrimas e, condoidamente, contando as notas.

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NÃO É UMA BOLA DE CRISTAL, É TEORIA

Publicado por Jyoti Gomes em 20/11/2011

Quando o demagogo Fernando Nobre enganava algum pessoal menos atento, nós já chamávamos a atenção, aqui, para o carácter reaccionário da sua demagogia; quando o povo egípcio comemorava o êxito do derrube de Mubarak, nós já chamávamos a atenção, aqui, para o carácter incompleto desta mobilização, devido ao facto de o poder permanecer nas mãos da mesma classe. Enquanto o povo espanhol vota, nós já chamamos a atenção para o facto de muitos dos que agora ingenuamente votam na direita virem a desiludir-se, daqui a pouco tempo, com o resultado da sua escolha. Dirão que não poderiam prever que assim seria, que ninguém pode adivinhar o futuro, que o futuro é imperscrutável; nós, pelo contrário, saberemos que isso não é verdade e que só se desiludiram por se terem deixado iludir.

É por termos uma bola de cristal? Não, o que temos é algo que se chama MARXISMO, que nos permite compreender a lógica dos processos históricos.

Numa época em que se nega insistentemente a possibilidade de apreensão teórica do futuro e se dilui a teoria numa perspectiva pragmática imediatista, importa sublinhar que o presente não existe isoladamente, o presente tem em si passado e futuro. Assim é a realidade e assim deve apreendê-la a teoria.

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DEFENDER OS EXPLORADORES, FINGINDO QUE SE ESTÁ A CRITICÁ-LOS

Publicado por Jyoti Gomes em 23/10/2011

Os exploradores sabem que a exploração capitalista exige também o controle das mentes. Eis duas das muitas maneiras de manipular a mente dos trabalhadores e defender os exploradores. Estas duas maneiras são importantes, porque, com elas, os explorados são levados a pensar que os defensores da exploração são os que melhor podem conduzir a revolta contra esta. Pretende-se assim evitar que os explorados se juntem aos que verdadeiramente lutam contra a exploração. E não raro, os explorados mais ingénuos atiram-se, alienada e esperançosamente, às bocas dos “bonzinhos” leões:

Modo Cavaquista: fingir que se tem muita pena dos explorados e verter uma lágrima quanto à “ultrapassagem de limites”. Além de servir de válvula de escape para a indignação das massas trabalhadoras, esta posição garante ao seu protagonista o “amor do povo”. Assim, canaliza-se a revolta e fortalece-se a carreira. Nada mau, não é?

Modo Marcelorebelista: “criticar” a forma para melhor elogiar o conteúdo. Critica-se a “falta de comunicação” para dar a entender que a exploração, se fosse bem explicada, até seria reconhecida como algo que traria uma imensa felicidade aos coitados dos ignaros trabalhadores, que pouco sabem de coisas que requerem a sapiente palavra do “professor”. Esta posição faz passar a ideia não apenas de que se é muito inteligente mas também a de que se está a ser isento, uma vez que não se critica só o que dizem aqueles que lutam contra a exploração, mas “também” aqueles que exploram.

Às vítimas dos bandidos critica-se o serem como são (e portanto, culpados, em última instância, por tudo e mais alguma coisa), mas… elogia-se o penteado.

Aos bandidos elogia-se o serem como são, mas critica-se o penteado (e o discurso). Assim se forja a ideia de neutralidade e isenção… e os parvos, como sempre, engolem.

As posições acima apresentadas são as posições dos mais hipócritas e egoístas defensores da exploração. Uma atitude crítica em relação a elas pode servir de critério quanto a saber se os trabalhadores têm ou não o mínimo de consciência de classe.

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A VULGARIDADE DA VULGARIDADE (OU O SUBNEOLIBERALISMO)

Publicado por Jyoti Gomes em 17/10/2011

Se o neoliberalismo era já uma corrente teórica que dificilmente merecia o nome de teórica, uma vez que não se preocupava minimamente com a apreensão teórica da essência dos processos que pretensamente abordava, a corrente dos seguidores serôdios do neoliberalismo (entre os quais se inclui o imaturo e pouco inteligente primeiro-ministro, eterno rapazola jota-laranjinha, carreirista contumaz e carteirista ocasional, e o yes-man mister Bean que dá pela designação de “ministro das finanças”, robot fiel e acrítico de tudo o que seja organização financeira do capital internacional), dizíamos, esta corrente dos seguidores serôdios (embora imaturos) de uma corrente que já em si é superficial e pouco ou nada dada a reflexões teóricas, é, nada mais nada menos, do que a vulgaridade da vulgaridade, ou algo apenas classificável entre os dejectos teóricos e o lixo irreciclável. Colocar o destino de um povo inteiro nas patas de tais cipaios é das maiores loucuras de que é capaz o ser humano.

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catasTRÓIKA

Publicado por Jyoti Gomes em 14/10/2011

A fuga em frente do capitalismo faz lembrar um comboio a descarrilar. Não adianta que obriguem a maioria dos passageiros (os trabalhadores) a apertar mais o cinto, a suster a respiração, a deixar de comer… isso pode servir aos interesses dos passageiros de primeira classe, mas nada disso detém o descarrilamento do comboio…

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BANDIDAGEM PURA!

Publicado por Jyoti Gomes em 14/10/2011

É o Nuno Crápula em todo o seu fulgor! No mesmo momento em que o governo anuncia mais um imenso ataque aos trabalhadores e uma despudorada apropriação dos salários, o ministério da DESeducação anuncia (discretamente) que não apenas não vai reduzir os subsídios dados aos bandidos das escolas e colégios privados mas vai até aumentar essa entrega do dinheiro do povo aos mafiosos: um aumento de cinco mil euros por turma, que se juntam aos muitos milhares que eles já nos sugam. Dinheiro dos impostos, canalizado directamente para o bolso dos canalhas que fazem da educação um negócio. Isto é bandidagem pura, mesmo que milhares de palermas “apolíticos” nos furem diariamente os ouvidos com os usuais gritos “temos de contribuir!”, “temos de contribuir!”.

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UM MINISTRO, UMA MISSÃO, UM DESASTRE…

Publicado por Jyoti Gomes em 09/10/2011

O ministro Vítor Gaspar, defensor acérrimo das medidas neoliberais que os patrões americanos lhe ensinaram, “pretende” promover o desenvolvimento do país com medidas recessivas; aumentar a eficiência do Estado através da sua quase completa destruição; promover a justiça atacando as vítimas do sistema; melhorar a sociedade através da instituição da lei da selva. Este Mr. Mean, este Mr.Quean diz que para curar o doente há que lhe administrar doses cavalares de veneno… Onde será que já vimos este filme?

Poderíamos ser levados a crer que estamos perante (nas palavras de Ricardo Araújo Pereira) um simples “tótó”. Mas não nos devemos esquecer de que este “tótó” está a serviço de Sua Alteza o Capital. A sua missão é a de criar as condições para a maximização da exploração dos trabalhadores pelo capital. E tal como Johnny English, sendo tótó ou não, vai levando a cabo a sua missão com êxito. Isto é… enquanto os trabalhadores permitirem que os usem como figurantes nesta tragicomédia.

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E DEPOIS QUEIXA-TE!

Publicado por Jyoti Gomes em 13/08/2011

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NÃO SE ESQUEÇAM DE AGRADECER

Publicado por Jyoti Gomes em 09/08/2011

Os muitos professores contratados que ficarão desempregados no próximo ano lectivo não se devem esquecer de “agradecer” aos que votaram PSDois e PP-Partido.do.Peculato nas últimas eleições (partidos que ansiavam por reforçar as malfeitorias do PS). Um “agradecimento” justo pelo muito que PS, PSD e PP têm feito e pelo muito que pretendem ainda fazer para destruir o país.

Vejam em http://www.fenprof.pt/?aba=27&mid=115&cat=226&doc=5761:

“Despedimento de milhares de docentes contratados e um número inédito de “horários zero” são legado do anterior Governo que o actual adoptou e está a concretizar!

Como a FENPROF há muito vem denunciando, já não resta qualquer dúvida de que foi meticulosamente preparado o maior despedimento colectivo de professores contratados, cuja expressão maior terá lugar já no próximo mês de Setembro. Mas hoje é também evidente que a violência das medidas deliberadamente tomadas para reduzir o número de docentes no sistema é de tal ordem que atinge, como nunca, os que integram os quadros, dando origem a milhares de “horários zero” nas escolas. “Horários zero” que resultam, não de qualquer excesso de professores, mas de terem sido alteradas as regras de organização e funcionamento das escolas, bem como as normas de elaboração dos horários dos docentes.

Extinção de muitos postos de trabalho

É dramática a situação relativamente à contratação já que todos as direcções  das escolas contactadas declaram que no próximo ano lectivo deixará, praticamente, de haver professores a contrato, sendo muito elevado o número dos que cairão no desemprego.

Refiram-se os casos de Faro que, em apenas sete escolas, perde 74 lugares para contratação, do Agrupamento de Alandroal (Évora) onde os 32 lugares existentes para contrato desaparecem ou Crato (Portalegre) que extingue todos os lugares para contratação. Já no distrito do Porto, encontramos o Agrupamento “A Ribeirinha” (Vila do Conde) a perder 16 lugares ou a Secundária Rocha Peixoto (Póvoa de Varzim) com o risco de perder mais 7 postos de trabalho.  Mas, recorrendo a mais exemplos, nos agrupamentos de Cinfães e D. Duarte (Viseu) extinguem-se 8 e 10 lugares para contrato, respectivamente, e nos de Aguiar da Beira e de Almeida (Guarda) são 9 e 7 os lugares extintos. A mesma situação preocupante encontramos no Agrupamento de Arganil, com menos 6, e na Secundária D. Dinis (Coimbra) também com menos 6 lugares para contratação.  E no Agrupamento de Escolas da Sertã, por exemplo, desaparecem 10 lugares para contratos. Já no distrito de Santarém, a situação não é melhor com os Agrupamentos Duarte Lopes (Benavente) com menos 5 lugares, Fazendas de Almeirim com menos 5 e, por exemplo, o Agrupamento Marinhas do Sal (Rio Maior) com menos 8 lugares. Neste mesmo distrito, a Secundária Sta Maria do Olival regista (provisoriamente) menos 14 lugares para contratação.” 

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