OLHE QUE NÃO

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XII CONGRESSO DA CGTP

Publicado por J. Vasco em 27/01/2012

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(Clicar na imagem para acompanhar os trabalhos do congresso em directo)

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NÃO DEIXEMOS QUE AS “MAIS-VALIAS” ESCONDAM A MAIS-VALIA

Publicado por Jyoti Gomes em 23/01/2012

A burguesia pode ter ilusões. Mas quando quem pretende superar a ordem burguesa também vive das e nas ilusões burguesas, a coisa torna-se mais preocupante.

Na compreensão da natureza da actual crise, muita gente de esquerda continua presa ao paradigma metafísico de absolutização da esfera de circulação do capital em detrimento da esfera da produção.  Esta posição unilateral manifesta-se no entendimento da crise como algo que ficaria a dever-se exclusivamente à crescente independência do capital financeiro em relação ao capital produtivo. É verdade que este processo de separação ocorre. Aliás, esta é uma característica do imperialismo já referida por Lenin: “É próprio do capitalismo em geral separar a propriedade do capital da sua aplicação à produção, separar o capital-dinheiro do industrial ou produtivo, separar o rentier, que vive apenas dos rendimentos provenientes do capital-dinheiro, do empresário e de todas as pessoas que participam diretamente na gestão do capital. O imperialismo, ou domínio do capital financeiro, é o capitalismo no seu grau superior, em que essa separação adquire proporções imensas. O predomínio do capital financeiro sobre todas as demais formas do capital implica o predomínio do rentier e da oligarquia financeira, a situação destacada de uns quantos Estados de “poder” financeiro em relação a todos os restantes.” (V. I. Lenin, O Imperialismo, Fase Superior do Capitalismo, cap III, O Capital Financeiro e a Oligarquia Financeira).

Porém, Lenin nunca entendeu metafisicamente (ou seja, não-dialecticamente) esta separação como se ela fosse uma separação absoluta entre a esfera da circulação e a esfera produtiva. O capital financeiro é capital e não apenas especulação e jogos no vazio da não-produção. E como capital, o sangue que lhe corre nas veias deve ser sugado, em última instância, à força de trabalho e é em busca desse sangue que o capital se move, mesmo sendo ele capital financeiro, mesmo que se mova em busca desse sangue através de uma infinidade de mediações; o lucro pode surgir na bolsa ou em juros bancários, ou em investimentos, etc., mas a sua verdadeira origem é a mais-valia produzida pela força de trabalho. Não ver isto é permitir que as assim chamadas “mais-valias” mistifiquem, encubram e justifiquem a mais-valia. Há que reparar, no entanto, que enquanto muitos olham para os lucros como se estes surgissem exclusivamente do jogo especulativo, os próprios capitalistas, através das alterações às leis laborais, através da “flexibilização” do mercado laboral (por onde andam agora as melífluas mentiras burguesas acerca da flexisegurança?), através das deslocalizações, através dos ataques às conquistas dos trabalhadores, através da “privataria”, através das guerras económicas e de muitas outras maneiras vão revelando (em parte sem eles próprios perceberem) o que está verdadeiramente em causa e manifestando que a apropriação de mais-valia e a crise estão intrinsecamente ligadas: a crise pode aparecer como descontrolo de ganhos bolsistas, pode estourar em bolhas do mais diverso tipo, pode aparecer por via de obscuras transacções e guerras financeiras, mas não é esse caldo que a prepara, não é dessa esfera que ela vem. Ela vem da exploração do trabalhador e da forma necessariamente descontrolada em que esta obrigatoriamente ocorre, vem do modo como se processa a apropriação da mais-valia num regime caracterizado pela cada vez mais intensa contradição entre produção social e apropriação privada.
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E EIS QUE O BURRO CAVAQUEOU NOVAMENTE

Publicado por Jyoti Gomes em 21/01/2012

E eis que o burro tentou, de novo, improvisar. Quando um burro tenta improvisar e zurrar alguma coisa para além de banalidades decoradas, quando resolve deitar para fora algo do que lhe passa pela cabeça e lhe preenche as cogitações, acaba por não ir muito além de ponderações especistas acerca de felizes sorrisos de vacas. Mas pronto, ruminações há muitas. Mas se esse burro também é reaccionário, ao tentar improvisar acaba por inadvertidamente ofender os que são explorados pela classe a que esse burro serve. O que é, na língua dos donos, uma bad idea. Foi um passo em falso: é que o burro pensa que os demais são todos burros como ele, mas engana-se.

Pois é, Silva, é melhor voltar ao aconchego das banalidades decoradas, não achas? Não te esqueças de Homer Simpson: nunca digas nada sem que tenhas a certeza de que todos pensam o mesmo. Vá lá, tu consegues. Diz só as banalidades costumeiras, está bem? Não tentes cavaquear sem freio para não estragares a cena… faz esse favor, nem que seja só para os exploradores teus patrões ficarem mais descansados, ok? E não te esqueças: não mexer em nada, falar pouco, e pensar pou…quer dizer, quanto ao pensamento podes continuar no nível em que estás, estás a ir bem e a fazer um good work. Força, tu vais conseguir… mas não te esforces em demasia, está bem? Entendido? Como? Fazer um desenho?

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VAMOS LÁ EXPLICAR AO MÁRIO CRESPO COMO SE ELE FOSSE MUITO BURRO

Publicado por qmiguel em 17/01/2012

 

 

Exploração:

Um trabalhador x vamos dizer Eu trabalha 8 horas por dia. Consigo trabalham mais 3. Produzem aquilo que se traduz a jusante em 2500 euros\dia. Ganham cada um 500 euros por mês.De frisar que trabalhamos o resto do mês e produzimos o mesmo todos os dias.  No final do mês vem um senhor e fica com o resto.

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A PRODUTIVIDADE, ORA AÍ ESTÁ…

Publicado por qmiguel em 17/01/2012

Aí está a “prenda no sapatinho” do capital. Como se nos tempos que correm fosse coisa que rareasse. A musica acaba e as tombam as mascaras: um trabalhador deve dispor do mínimo poder possível sobre a sua vida, não servisse a sua existência apenas para que lhe seja sugado o fruto do seu trabalho.

Férias é coisa para quem dispõe de capital, para os proprietários, esses sim poderão ser livres, cada vez mais livre de sugar o trabalho alheio. Uma jorna organizada onde  procuramos encaixar, entre as fatigantes horas de exploração, um tempinho para estarmos com os nossos é coisa  que não deve depender de quem trabalha para que outro amealhe.  Afinal só precisamos de descansar para “recuperar física e psicologicamente” para que amanhã, ou dentro de 5 minutos, a exploração possa continuar.

Pois sim terão por certo todos os direitos formais, até o de dizer que não, mas nunca em conjunto digamos que de uma forma mais “dinâmica” através de “estruturas para o efeito”, até porque o direito ao seu posto de trabalho passa a estar dependente do mero e unilateral apetite do patrão, que terá apenas que formalmente explicar de que forma alguém é inadaptado, isto quando não lhe apetecer simplesmente extinguir o posto de trabalho em questão (até porque já pode haver outro de “conteúdo funcional idêntico”), nada que nos preocupe pois haverá sempre um “critério relevante”. O “critério relevante”, “estruturas representativas”, “dinamização”, são as novas denominações da mais pura repressão social.  Estamos todos às ordens e a lei é conforme…

Total liberdade, mas liberdade para despedir, para reprimir, para explorar. Nenhuma liberdade para quem produz. Em nome de uma crise para a qual o sistema capitalista não oferece nenhuma possibilidade de superação.

Hoje mais que ontem, uma barricada só tem dois lados.

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VAZYULIN (1932-2012)

Publicado por Jyoti Gomes em 08/01/2012

Faleceu hoje Viktor Alekseevitch Vazyulin,

figura cimeira do pensamento soviético e da luta pela construção do comunismo.

Um pensador de importância universal.

A humanidade terá ainda de percorrer algum caminho histórico antes de que ele seja amplamente conhecido, compreendido e seja reconhecida a sua importância.

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OS NOSSOS CAMARADAS DE LUTA NÃO MERECEM TAL AFRONTA

Publicado por J. Vasco em 22/12/2011

 

 «Ex.mo Senhor

Reitor da Universidade do Mindelo

 

Antes do motivo que me obriga a dirigir-me a V. Ex.ª, permita-me uma breve apresentação: licenciei-me pela Universidade do Porto e como muitos universitários de minha geração, dedicámos muito da nossa juventude à luta clandestina contra a ditadura fascista instaurada durante quase cinco décadas e pela libertação do povo português e dos povos das colónias, que nesses anos 60 já tinham pegado em armas.

Militante pelo ideário da independência das chamadas províncias ultramarinas, e vítima também da guerra colonial, como muitos portugueses (o meu marido, oficial do quadro permanente, a cumprir a 3ª comissão em África), fui professora no liceu do Mindelo no ano lectivo de 1972-73.

Recordarei sempre o que para mim foi de gratificante esse ano lectivo, o que dei e recebi desses jovens do Mindelo, uma experiência que ao longo dos anos tive provas não ter sido esquecida.

Recordarei sempre aquele dia de Janeiro de 1973 em que todos, professora e alunos, nos recolhemos em homenagem a Amílcar Cabral assassinado, dia em que, em respeito pela consternação geral e, arriscando como o fizera sempre a repressão da polícia política, decidi não dar aula.

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DOS BANQUEIROS NÃO TEM ELE MIMOS DESTES, NÃO É?

Publicado por Jyoti Gomes em 16/12/2011

Por estas e por outras é que se vê que neste povo há grandeza e dignidade,

por estas e por outras é que se vê que nem todos se vergam:

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DO “PAGAMENTO” DA “DÍVIDA” (II)

Publicado por qmiguel em 11/12/2011

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A NOSSA LUTA INCLUI MUITAS LUTAS!

Publicado por Jyoti Gomes em 08/12/2011

Sugestão de leitura: neste link, um livro sobre a nossa relação para com os animais. Um livro que marcou muitas pessoas. Um livro importante e uma leitura necessária (o que, evidentemente, não significa concordância total com todas as posições do autor)

E, já agora, uma notícia recente: um estudo da Universidade de Chicago publicado na Science comprovou que os ratos revelam sinais do que teria alguma similitude com a empatia, o altruísmo e a solidariedade, sendo, neste aspecto, mais desenvolvidos do que muitos seres humanos, que não hesitam em explorar outros humanos e (movidos pelo egoísmo e ânsia de lucro) praticar hediondas crueldades em relação aos seres sencientes.

(ver em http://news.google.com/news/story?ncl=dldYpL4afhEW-IMUzsw31MrdVdFmM&hl=pt-PT&topic=t&ned=pt-PT_pt)

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SOBRE LÉNINE E A FILOSOFIA

Publicado por Patrícia B. em 27/11/2011

Conversas com Livros

Com José Barata-Moura

Apresentação João Vasco Fagundes

APARECE e CONVERSA!

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DEUS NO CÉU E CRISE NA TERRA

Publicado por Jyoti Gomes em 23/11/2011

A igreja católica anda satisfeita… condoída mas satisfeita. satisfatoriamente condoída mas condoidamente satisfeita. A crise, a crise… ora, a crise traz milhões à igreja, muitos milhões. Ah, sim, também traz ovelhas novas e submissas para o rebanho. Mas estamos agora a falar dos milhões que a fazem mover-se, o verdadeiro espírito santo da nossa época: o dinheirinho, o cacau, a massa, o kumbú, a grana, o papel, o vil metal, o pilim, a cheta, o arame, o carcanhol.

A Igreja, gerindo o alienado “suspiro da criatura oprimida”, sempre soube ver nas crises uma oportunidade de crescimento e crescimento também e em termos de Incomes/Outcomes. Aqui são ajudas monetárias, ali são esmolas e heranças, aqui é conquista de privilégios, acolá são convénios com grandes grupos económicos, aqui é aquisição de espaços, acolá é avanço na privatização do ensino, aqui são aplicações financeiras, além (ou já aqui) é o roubar as misericórdias públicas que, de um golpe, são colocadas nos seus mafiosos bolsos (numa operação que pode ser classificada como roubo com base nas próprias normas jurídicas burguesas). E assim vai a igreja: condoída e satisfeita. Pondo as mãos no peito, enxugando as lágrimas e, condoidamente, contando as notas.

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LUMINOSA

Publicado por J. Vasco em 23/11/2011

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A FORÇA DA GREVE GERAL

Publicado por J. Vasco em 23/11/2011

 

ACOMPANHA, DIVULGA, PARTICIPA.

(clicar na imagem)

 

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O NEGÓCIO DA CARIDADEZINHA

Publicado por J. Vasco em 20/11/2011

 

«O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, anunciou em Vila Real, neste sábado, que o Governo vai devolver às misericórdias os hospitais públicos que foram nacionalizados depois do 25 de Abril de 1974».

via Público

 

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NÃO É UMA BOLA DE CRISTAL, É TEORIA

Publicado por Jyoti Gomes em 20/11/2011

Quando o demagogo Fernando Nobre enganava algum pessoal menos atento, nós já chamávamos a atenção, aqui, para o carácter reaccionário da sua demagogia; quando o povo egípcio comemorava o êxito do derrube de Mubarak, nós já chamávamos a atenção, aqui, para o carácter incompleto desta mobilização, devido ao facto de o poder permanecer nas mãos da mesma classe. Enquanto o povo espanhol vota, nós já chamamos a atenção para o facto de muitos dos que agora ingenuamente votam na direita virem a desiludir-se, daqui a pouco tempo, com o resultado da sua escolha. Dirão que não poderiam prever que assim seria, que ninguém pode adivinhar o futuro, que o futuro é imperscrutável; nós, pelo contrário, saberemos que isso não é verdade e que só se desiludiram por se terem deixado iludir.

É por termos uma bola de cristal? Não, o que temos é algo que se chama MARXISMO, que nos permite compreender a lógica dos processos históricos.

Numa época em que se nega insistentemente a possibilidade de apreensão teórica do futuro e se dilui a teoria numa perspectiva pragmática imediatista, importa sublinhar que o presente não existe isoladamente, o presente tem em si passado e futuro. Assim é a realidade e assim deve apreendê-la a teoria.

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TODOS AOS PIQUETES!

Publicado por J. Vasco em 18/11/2011

Gerd Arntz Web Archive, por amabilidade do Pedro Pousada, há um ano

 

Retomam-se aqui as palavras de há um ano:

«Os piquetes de greve são elementos fundamentais da luta dos trabalhadores contra a repressão e contra os boicotes dos amarelos. São escolas de resistência e de organização. Terão nas lutas futuras um papel cada vez mais decisivo. E, senhores burgueses e respectivos lacaios (fardados ou não), podeis tremer: os piquetes alargar-se-ão amplamente, multiplicar-se-ão, consolidar-se-ão e fortalecer-se-ão. Até à vitória final».

 

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ABRE OS OLHOS E OLHA, ABRE OS BRAÇOS E LUTA

Publicado por J. Vasco em 18/11/2011

 

A burguesia bem tenta que assim não seja. Tenta por todos os meios. As televisões não passam, os jornais não falam, a universidade dá alento a «sociólogos» marca Villaverde Cabral que decretaram o fim da classe operária nos anos 80 e que propõem o fim do 1º de Maio no ano de 2011.  Mas a verdade é que os trabalhadores levantam-se, organizam-se e lutam. A verdade é que as organizações de classe dos trabalhadores - perseverantes, actuantes, firmes, com saber histórico e ligação às massas - reúnem, debatem, esclarecem e mobilizam. E não desfalecem. E não desistem. E organizam.

A greve geral é a força dos trabalhadores. É a demonstração de que não são objectos passivos, às ordens do capital, mas sujeitos conscientes capazes de se emanciparem (e com eles a humanidade) e de determinarem a história.

VIVA A GREVE GERAL! 

 

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LÉNINE E A FILOSOFIA

Publicado por J. Vasco em 15/11/2011

Publicado em *, Barata-Moura, Grupo de Estudos Marxistas, Lenin | Com as tags : , , | Deixar um Comentário »

A BEM DA NAÇÃO

Publicado por J. Vasco em 15/11/2011

“A promoção de Portugal através da imagem ou do som deve ser enquadrada numa visão de política externa e portanto sob quase que a orientação ou em contrato de programa com o Ministério dos Negócios Estrangeiros”, afirmou o economista João Duque, que defendeu mesmo que a informação veiculada pelo canal internacional deve ser “filtrada” e “trabalhada” para passar a mensagem de promoção do país. Um tratamento da informação que, acrescentou, “não deve ser questionado”. “A bem da Nação”, rematou.

via Público

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CONSTRUIR LUTANDO

Publicado por qmiguel em 01/11/2011

A destruição dos  movimentos e das organizações comunistas, a sua respectiva descaracterização, é algo comum na história europeia recente. Mais complicado será certamente reorganizar, re-fazer, construir o que foi liquidado. É esta a tarefa actual de muitos comunistas em muitos países e organizações por essa europa fora. Deixo-vos aqui aquilo que creio ser um caso único de uma  corajosa “reconstrução” de uma organização. Depois do eurocomunismo, da dependência do PCE e daquilo que os próprios caracterizaram como “o caos”, as juventudes comunistas espanholas conseguiram reorientar a sua participação tornando-se hoje numa importante organização de classe, numa escola política e numa vanguarda concreta que está presente nas mais importantes lutas que decorrem no nosso país vizinho. A verdade é que nos últimas décadas, a UJCE passou da quase-inexistência a um actor político concreto da luta de classe. A adopção do marxismo-leninismo como base ideológica(1993), do princípio de unidade na acção (1999) e do centralismo democrático (2003) não são certamente alheias a este “re-nascimento”. Este percurso singular merece a nossa atenção e deve ser objecto de uma profunda reflexão.

Aqui o documentário da rica história da organização, que se confunde com a história do nosso país vizinho:

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NO MEIO DO CAMINHO

Publicado por J. Vasco em 31/10/2011

No meio do caminho tinha uma pedra

tinha uma pedra no meio do caminho

tinha uma pedra

no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento

na vida de minhas retinas tão fatigadas.

Nunca me esquecerei  que no meio do caminho

tinha uma pedra

tinha uma pedra no meio do caminho

no meio do caminho tinha uma pedra.

1928

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE (31 de Outubro de 1902-17 de Agosto de 1987)

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IAKOV FOMITCH ASKIN

Publicado por J. Vasco em 30/10/2011

O que mais impressiona nos chamados meios «cultos» é a sobranceira ignorância com que falam da história soviética, em geral. Em relação à cultura e à produção científica, em particular, o caso torna-se ainda mais gritante. Não certamente devido à barreira linguística e à falta de traduções portuguesas de obras soviéticas de peso (apesar de tudo, um problema real), mas sobretudo pelo preconceito rasteiro que povoa a mentalidade desse meio. Proclamam a validade do espírito crítico e praticam o mais destemperado obscurantismo.

Já aqui se falou de Ilyenkov. E de Vazyulin. Hoje far-se-á referência a Iakov Fomitch Askin (1926-1997), filósofo soviético com uma vasta e profundíssima obra. Grande parte do seu trabalho foi dedicada ao problema do tempo, estruturado sempre em diálogo com o avanço das ciências particulares da natureza. De assinalável interesse e relevância reveste-se a interpretação materialista da teoria da relatividade de Einstein que é avançada neste precioso livro. O tempo não é um receptáculo absoluto subsistente para lá da matéria.  Ele é uma forma da matéria, forma que expressa o seu devir a um tempo uno e múltiplo.

«A essência do tempo não se encontra determinada por nenhuma forma concreta de movimento, mas antes pelo que é inerente ao movimento da matéria no seu conjunto: o processo de transformação, de devir» (p. 149).

Esta edição uruguaia de 1968, com tradução directa do russo de Augusto Vidal Roget, é excelente. Ignorar, hoje, os contributos da filosofia soviética não a belisca minimamente. Só desprestigia os ignorantes.

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O PESO MORTO DA HISTÓRIA

Publicado por J. Vasco em 30/10/2011

«Odeio os indiferentes. Como Friederich Hebbel acredito que “viver significa tomar partido”. Não podem existir os apenas homens, estranhos à cidade. Quem verdadeiramente vive não pode deixar de ser cidadão, e partidário. Indiferença é abulia, parasitismo, cobardia, não é vida. Por isso odeio os indiferentes.

A indiferença é o peso morto da história.»

(CONTINUAR A LER AQUI)

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DO “PAGAMENTO” DA “DÍVIDA”

Publicado por qmiguel em 29/10/2011

 

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A EUROPA E O FUTURO

Publicado por ines f. em 24/10/2011

Aparentemente, a União Europeia aprovou, sem que nenhum jornal tenha feito disso capa (deve ser pela falta de interesse jornalístico da questão…), no passado dia 11 de Julho, um novo tratado que estabelece o Mecanismo de Estabilidade Europeu, nova instituição supostamente criada para «salvar a zona euro» (nem eles fazem outra coisa) dos seus problemas financeiros, criando um fundo de «resgate» a ser utilizado pelas economias que dele necessitem. Claro que,como seria de esperar, este tão bem intencionado tratado tem muito que se lhe diga. Para além de se pôr assim em marcha um mecanismo gigantesco – avaliado para já em 700 mil milhões de euros, mas com carta branca para se reaprovisionar nos cofres dos estados membros quando assim lhe aprouver – de transferência do dinheiro dos Estados (dos cidadãos) para o Capital, o traço distintivo deste precioso desenvolvimento europeu é, nada mais nada menos, do que a sua completa imunidade perante a lei. Sim, é mesmo isso. O MEE está completamente acima da lei: ninguém o pode processar, investigar ou acusar do que quer que seja, mas, pelo contrário, ele pode processar, investigar, acusar todos os estados signatários e penhorar os seus bens financeiros ou patrimoniais.

Resumindo, a Europa vai passar a ser governada de facto (pois quem estabelece as leis económico-financeiras governa) por uma entidade não-eleita sem qualquer responsabilidade legal. Ou seja, a burguesia decidiu definitivamente cuspir nas suas próprias ficções democráticas. Brilhante, não?

(Para mais informação, o texto do tratado em inglês em http://consilium.europa.eu/media/1216793/esm%20treaty%20en.pdf)

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DEFENDER OS EXPLORADORES, FINGINDO QUE SE ESTÁ A CRITICÁ-LOS

Publicado por Jyoti Gomes em 23/10/2011

Os exploradores sabem que a exploração capitalista exige também o controle das mentes. Eis duas das muitas maneiras de manipular a mente dos trabalhadores e defender os exploradores. Estas duas maneiras são importantes, porque, com elas, os explorados são levados a pensar que os defensores da exploração são os que melhor podem conduzir a revolta contra esta. Pretende-se assim evitar que os explorados se juntem aos que verdadeiramente lutam contra a exploração. E não raro, os explorados mais ingénuos atiram-se, alienada e esperançosamente, às bocas dos “bonzinhos” leões:

Modo Cavaquista: fingir que se tem muita pena dos explorados e verter uma lágrima quanto à “ultrapassagem de limites”. Além de servir de válvula de escape para a indignação das massas trabalhadoras, esta posição garante ao seu protagonista o “amor do povo”. Assim, canaliza-se a revolta e fortalece-se a carreira. Nada mau, não é?

Modo Marcelorebelista: “criticar” a forma para melhor elogiar o conteúdo. Critica-se a “falta de comunicação” para dar a entender que a exploração, se fosse bem explicada, até seria reconhecida como algo que traria uma imensa felicidade aos coitados dos ignaros trabalhadores, que pouco sabem de coisas que requerem a sapiente palavra do “professor”. Esta posição faz passar a ideia não apenas de que se é muito inteligente mas também a de que se está a ser isento, uma vez que não se critica só o que dizem aqueles que lutam contra a exploração, mas “também” aqueles que exploram.

Às vítimas dos bandidos critica-se o serem como são (e portanto, culpados, em última instância, por tudo e mais alguma coisa), mas… elogia-se o penteado.

Aos bandidos elogia-se o serem como são, mas critica-se o penteado (e o discurso). Assim se forja a ideia de neutralidade e isenção… e os parvos, como sempre, engolem.

As posições acima apresentadas são as posições dos mais hipócritas e egoístas defensores da exploração. Uma atitude crítica em relação a elas pode servir de critério quanto a saber se os trabalhadores têm ou não o mínimo de consciência de classe.

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OS BÁRBAROS PERDERAM A VERGONHA

Publicado por qmiguel em 23/10/2011

Vivemos num contexto de agravamento das agressões imperialistas e do aprofundamento da militarização e destruição capitalista. O povo Líbio sofre hoje desse mesmo mal, amanhã outros se seguirão sobretudo no continente africano. A promessa de mudança que a eleição de Obama trouxe ao coração dos mais desatentos desvaneceu-se em pouco tempo, e este lidera mesmo uma intensificação brutal do domínio imperial e da proliferação do carácter bélico do mesmo. Nada disto é novo.

O meu ponto aqui prende-se com a forma e com a relação das acções militares bárbaras com os comuns dos mortais. Estas são agora mediadas por uma vanguarda de jornalistas e de meios de comunicação ao serviço dos mais pútridos interesses. De tal forma que o que ontem seria interdito hoje pode ser claramente dito à boca cheia. O jornal Libération revelou a já famosa “proposta” do Conselho Nacional de Transição ao estado francês, na qual em troca do apoio incondicional e permanente deste último ser-lhe-à oferecido nada mais do que o controlo de 35% da produção petrolífera do país. O que há alguns anos as fileiras anti-imperialistas tentavam demonstrar acerca da guerra do Iraque (para não recuarmos mais que isso) e que os escribas pró-americanos negavam a pé juntos faz hoje a capa dos jornais, não como polémica, mas como normalidade.

A questão assume contornos ainda mais assustadores quando o secretário de estado do comércio francês Pierre Lelouche decide apaparicar algumas dezenas de grandes empresários franceses e levá-los numa visita de estudo (económico, claro) a uma Líbia em guerra. A função era, claro está, fazer com que estes partícipassem na “reconstrução” daquele país, curiosamente destruído em grande parte por forças militares que dependem do seu colega de governo do ministério da defesa. Curiosas lógicas. Mas num clima de austeridade como o que começa a ser imposto pelo governo francês, em que não podemos contratar professores e em que os operários terão de aceitar ser explorados por mais alguns bons anos antes de se poderem reformar, a questão levantada pelos meios de comunicação não se prende com a justeza da guerra, com o sofrimento do povo Líbio, nem tão pouco com as consequências que as medidas de austeridade terão sobre o povo francês, a questão que a imprensa francesa levantou prende-se com o enorme esforço financeiro que a intervenção “humanitária” na Líbia representou para o orçamento do estado francês. Face a este muy liberal questionamento o ministro francês da defesa Alain Juppé (este sim, carrasco de facto do povo Líbio) não esteve por menos e retorquiu: “A intervenção francesa na Líbia é um investimento no futuro”. As baixas civis, a bárbara intromissão num país alheio e a miséria de um povo são para o governo francês um investimento no futuro. . . Nada nos poderia ajudar a provar mais facilmente o carácter destrutivo do modo de produção capitalista. Em nome dos mais universais valores chacinam-se os mais concretos seres humanos. As mãos dos governantes capitalistas (portugueses incluídos) estão hoje como no passado manchadas do mais real sangue humano. A diferença é que hoje querem que aceitemos isso, querem poder mostrar-nos os cadáveres das suas presas nas primeiras páginas dos jornais, e que aceitemos os seus motivos, os seus “investimentos no futuro” como algo de razoável. A exploração capitalista está cada vez mais comprometida com a aniquilação da Humanidade.

 

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NOS 140 ANOS DA COMUNA DE PARIS

Publicado por qmiguel em 23/10/2011

No ano em que se comemora os 140 anos da comuna de paris não poderiamos passar sem deixar a nossa homenagem a este acontecimento maior da história da humanidade.

“Os princípios da comuna são eternos e não podem ser destruídos. Eles ressurgirão sempre de novo até que a classe operária se emancipe.” K.Marx

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MEMÓRIAS DE UM TIPÓGRAFO CLANDESTINO

Publicado por J. Vasco em 22/10/2011

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